quarta-feira, maio 5

Vem cá, dei licença?

Era uma pausa forçada.
De 20 minutinhos pra ler, dormir e descansar um pouquinho do já tão longo dia.
Cortesia do povo do escritório, que anda viciado numa piada que agora já virou velha e sem graça - toda vez que eu resolvo começar a trabalhar mais cedo para me adiantar e sair mais cedo para resolver outras coisas, eles me deixam de molho, ociosa, por algumas horas, avacalhando com os meus planos.
Enfim...
Toca o telefone.
Silêncio.
Depois do segundo "Alô", quando eu me toquei que era telemarketing...

- Alô, boa tarde!!!
- Boa tarde...
- A Dona Renata, por favor?
- É ela.
- Oi, Dona Renata, é a Marília da Editora Globo!!! Tudo bem?!? Está podendo falar ou está ocupada?!?
(E, não, eu não estou de sacanagem, Marília, minha amigona, exclamava a cada frase, contentíssima com seu emprego.)
- Tô ocupada.
- Ah, então eu ligo de noite, ok?!?

Eu desliguei o telefone estupefata.
Só faltou a mulher me chamar de Rê.
E eu pensando desde quando eu tinha essas intimidades com Marília, se eu tinha enviado um currículo, se ela tinha sido minha colega de jardim... Desde quando as pessoas têm essa intimidade comigo, caramba?

Semana passada, fiquei às turras com um livreiro muito mal educado que só foi me dizer que não tinha meu livro depois que eu efetuei o depósito. Foi uma animada troca de ofensas ao longo da semana.
Até que chegou um e-mail dizendo que eu não devia ficar preocupada que "ninguém ali queria meu dinheiro, não"!!!
Cara.
Pára.
Rebobina.
Que diabo de intimidade é essa com um potencial cliente?!?
Obviamente, descasquei o sujeito.
Que me pediu desculpas, mas, como é meu amigão, não depositou meu dinheiro de volta até agora - o que quer dizer que a gente ainda vai ter embates violentos pela frente.

Aí enquanto eu pensava nessas coisas, tinha um raio de um mosquitinho me voando.
E eu espantando.
E ele voando.
Escapando intrépido de todas as palmadas que eu dava no ar.
Aí eu fiz um filme novo pra Disney, imaginando aquele mosquitinho e sua mãe mosquitinha ensinando pra ele que se ele quisesse ser um mosquitão bonitão, ele ia ter que correr atrás daquele monumento de carne que circulava pela área deles e morder ela bastante. Claro que o mosquitinho sendo o herói do filme, conseguiu dar umas mordidas, enfrentou os perigos das mãos assassinas em voadas intrépidas e arriscadas. E não morreu!
Foi ovacionado pela Comunidade!
The end.
Aí eu pergunto: dei licença?
Que diabo de intimidade toda é essa, meu Deus...?

terça-feira, maio 4

Alegria de pobre

Saí de casa antes das 7 da manhã.
Voltei toda felizinha, cheia de sensação de ver cumprido e...
Roubaram meu jornal, meu tapete tinha sumido e a internet tava fora do ar!
Infelicidade desse povo, que me pegou na tpm...

sábado, maio 1

I'm going out tonight

I'm feelin' alright
gonna let it all hang out
Wanna make some noise
really raise my voice
Yeah, I wanna scream and shout
No inhibitions, make no conditions
get a little, outta line
Ain't gonna act, politically correct
I only wanna have a good time


Best thing about being a woman
Is the prerogative to have a little fun
and...


Oh, oh, oh, go totally crazy
forget I'm a lady
Men's shirts, short skirts
Oh, oh, oh, really go wild, yeah!
doin' it in style
Oh, oh, oh, get in the action
feel the attraction
color my hair, do what I dare
Oh, oh, oh, I wanna be free
yeah! to feel the way I feel
Man! I feel like a woman!
The girls need a break
tonight we're gonna take
The chance to get out on the town
We don't need romance
we only wanna dance
we're gonna let our hair hang down


Best thing about being a woman
Is the prerogative to have a little fun
and...
Oh, oh, oh, go totally crazy
forget I'm a lady
Men's shirts, short skirts
Oh, oh, oh, really go wild, yeah!
doin' it in style
Oh, oh, oh, get in the action
feel the attraction
color my hair, do what I dare
Oh, oh, oh, I wanna be free
yeah! to feel the way I feel
Man! I feel like a woman!


Best thing about being a woman
Is the prerogative to have a little fun
Fun!
Oh, oh, oh, go totally crazy
forget I'm a lady
Men's shirts, short skirts
Oh, oh, oh, really go wild, yeah!
doin' it in style
Oh, oh, oh, get in the action
feel the attraction
color my hair, do what I dare
Oh, oh, oh, I wanna be free
yeah! to feel the way I feel
Man! I feel like a woman!


I get totally crazy
Can you feel it
Come, come, come on baby
I feel like a woman

sexta-feira, abril 30

...E olha que eu nem tava pensando em todos os aspectos que isso engloba...
Só uma coisa continua amarrada, mas o resto facilmente se encaixa na imagem abaixo.

NEXT!

terça-feira, abril 27

CHEGOOOO-OOOOO-OOOUUUU!!!

Hoje foi dia de Orientação

fome


fo.me

sf (lat fame) 1 Sensação causada pela necessidade de comer. 2 Falta, míngua de víveres. 3 Miséria, penúria. 4 Avidez, sofreguidão, desejo insaciável. F. canina: doença caracterizada por um apetite devorador; bulimia. Cara de fome: cara chupada, magra e pálida. Juntar a fome com a vontade de comer: juntarem-se dois interessados na mesma coisa e agirem de parceria. Varado de fome: com a barriga no fundo.



&
 
desespero


de.ses.pe.ro

(ê) sm (der regressiva de desesperar) 1 Ato ou efeito de desesperar; desesperação, desesperança. 2 Aflição, angústia, ânsia. 3 Ódio, cólera. 4 Contrariedade, desprazer, aborrecimento. 5 Coisa insuportável ou que faz desesperar. D.-dos-pintores: planta saxifragácea (Saxifraga umbrosa).



na
 
Terra


Ter.ra

sf (lat terra) 1 O planeta em que habitamos. 2 A parte sólida desse planeta, não ocupada pelo mar. 3 A superfície da parte sólida do mesmo planeta, onde crescem os vegetais. 4 Solo, chão. 5 Terra solta, pó, poeira. 6 Lugar ou localidade onde se nasceu ou onde se habita. 7 Povoação, localidade, cidade, vila ou aldeia. 8 Campo, terreno, planície. 9 Domínio, propriedade, fazenda, herdade. 10 Trato de território nacional ou estranho. 11 Escult Argila de que se servem os escultores para os seus trabalhos; barro. 12 Prédio rústico, especialmente não sendo murado. 13 Cemitério. 14 Os habitantes do nosso planeta. 15 Os habitantes de uma dada povoação. 16 O mundo, a vida temporal. 17 Pátria. 18 Região. 19 Eletr Ponto de contato de um circuito com a terra. 20 Armação metálica de um aparelho de rádio. interj Grito dos marinheiros ao avistarem terra. T. alheia: os países estrangeiros. T. amarga, Farm: carbonato de magnésio. T. animal, Farm: fosfato tricálcico. T. apurada: terra roxa muito fértil. T. arável: terra que se compõe, essencialmente, de areia, argila e calcário com uma parte de matéria orgânica. T. caída: terras que se desmoronam, à margem do rio Amazonas, em virtude das enchentes. T.-cozida: o mesmo que terracota. T. da Promissão: a) a terra de Canaã, prometida por Deus a Abraão e a seus descendentes; b) a bem-aventurança, o paraíso; c) qualquer felicidade que se deseja. T. da verdade: a) a sepultura; b) a vida futura. T. de infusórios: V trípole. T. de ninguém: espaço entre duas trincheiras inimigas, não dominado por nenhuma delas. T. de noruega: a terra fresca e úmida de encosta de montanha que quase não recebe o sol. T. de planta: terra própria e destinada para a agricultura. T. de regadio: a que é própria para ser regada. T. de Sevilha: espécie de caparrosa, que se emprega para tingir de preto. T. de Siena: espécie de ocre que apresenta todos os matizes entre o amarelo e o vermelho; hipoxantita. T. de urze: terriço que as folhas caídas formam sobre as urzes e outros arbustos e é próprio para adubo. T. dos pés juntos: o cemitério. T. favada: nome dado no Piauí à terra fofa e frouxa. T. fina: mistura de quatro partes de argila e uma de estrume de cavalo, reduzida a massa líquida por meio de uma maceração de alguns dias. T. firme: a) a parte sólida do globo; b) promontório de argila vermelha, acima do nível das inundações dos rios; c) denominação dada na Amazônia à porção elevada do terreno aonde não chegam as inundações. T. forte: mistura de duas partes de argila e uma de estrume de cavalo. T. fóssil: o mesmo que terra de infusórios. T. franca: terra barrenta; terreno argiloso, amarelado e gordo. T. fresca: terreno molhado ou úmido, ordinariamente à margem dos rios e açudes. T. fria: a sepultura. T. galega: terra de má qualidade, de charneca. T. gorda: terra forte, tenaz, úmida. T.-inglesa: nome vulgar do cimento. T.-japônica: substância seca e friável, resultante da decocção do pau-ferro, e que tem muita aplicação na medicina, pintura etc. T. natal: terra onde se nasceu. T.-nova: grande cão originário da Terra Nova, de pêlo longo e sedoso e pés palmados. T. ordinária: mistura de quatro partes de argila, duas de areia e uma de estrume de cavalo. T. pastoral: pastagem, pradaria. T. pelada: terreno em que não há pasto. T. preta: terreno onde se encontram fragmentos de cerâmica indígena e no qual deve ter havido um aldeamento silvícola. T. prometida: o mesmo que terra da promissão. T. realenga: terra do apanágio da coroa; reguengo. T. refratária: argila que resiste ao fogo e que só funde a temperaturas elevadíssimas. T. roçada: a que está livre do mato graças à queima. T. roxa: terreno vermelho-escuro, resultante da decomposição de lençóis de rochas efusivas basálticas, notável pela sua fertilidade. T. safada: terreno esgotado, que já nada produz. T. Santa: a Palestina. T. antárticas: as que estão situadas na zona glacial do sul. T. devolutas: aquelas que se encontram sob domínio público, sem que tenham uso específico ou sejam objeto de concessão. T. grandes (entre os sertanejos): as terras longínquas, o litoral desconhecido, o resto do mundo. T. sigilada: espécie de terra argilosa a que os antigos atribuíam propriedades medicinais. T. silícea: o mesmo que terra de infusórios. T. sobreposta: terra transportada pelas aluviões e crescentes dos rios e que se dispõe por camadas em diversas partes, formando os nateiros. T. raras: nome genérico de uma série de óxidos básicos, química e fisicamente muito semelhantes entre si dos elementos de números atômicos 58 a 71 (cério, prasiodímio, neodímio, promécio, samário, európio, gadolínio, térbio, disprósio, hélmio, érbio, túlio, itérbio e lutécio). A fonte de preparação industrial das terras raras é a areia monazítica. T. vegetal: o mesmo que humo. T. virgem: terra que nunca foi cultivada ou lavrada. A boa terra: a Bahia. A terra da luz: o Ceará. Assim chamado por Patrocínio por ter sido a primeira província a libertar os escravos. Chegar à terra: aproximar o navio do cais ou da costa. Comer terra: comer da banda podre, comer fogo, viver com dificuldades e amargura. Correr terras: correr mundo; peregrinar, viajar. Dar com o nariz em terra: cair com a face no chão, cair de bruços. Dar um corpo à terra: enterrá-lo. Da terra: do nosso país. Debaixo da terra: a) na parte subjacente ao nível do solo; b) na sepultura. Deitar por terra: destruir, arruinar. Descer à terra: ser sepultado, baixar à sepultura. Ficar sobre a terra: viver, existir. Ir ou vir a terra: desembarcar. Largar terra para as favas: fugir. Meter (alguém) pela terra dentro: contundi-lo com palavras veementes ou com raciocínios vigorosos; fazê-lo embatucar. Meter terra em meio: ausentar-se, fugir. Meter ou pôr terra na: plantar, semear. Meter-se ou entrar muito pela terra dentro: a) penetrar terras distanciando-se da costa, litoral ou local habitado; b) adiantar-se, ou arriscar-se demasiadamente, exceder-se muito. Não ser da terra: ter excepcionais qualidades de inteligência ou de coração. Para a terra: voz de comando para que o navio se dirija à costa próxima. Pôr em terra: fazer desembarcar. Pôr, deitar ou lançar por terra: deitar ao chão, derribar, fazer cair; deprimir, desacreditar, detrair. Pôr o joelho ou os joelhos em terra: ajoelhar-se com um só ou com ambos os joelhos. Pôr pé em terra: a) desembarcar, sair da água; b) apear-se, descer do cavalo ou de um veículo. Por terra: por via terrestre (por oposição a via fluvial, marítima ou aérea). Que a terra lhe seja leve: palavras que se dizem aos mortos. Ser terra: ser mortal. Terra a terra: junto da costa, sem perder de vista a terra, costeando. Terra terra: o mesmo que terra a terra.
 
do
 
medo1


me.do1

(é) adj (lat medu) Que pertence ou se refere à Média. adj+sm Habitante ou natural da Média.



medo2

me.do2

(é) sm (cast médano) Monte de areias acumuladas pelo vento à beira-mar; duna.



medo3

me.do3

(ê) sm (lat metu) 1 Perturbação resultante da idéia de um perigo real ou aparente ou da presença de alguma coisa estranha ou perigosa; pavor, susto, terror. 2 Apreensão. 3 Receio de ofender, de causar algum mal, de ser desagradável. sm pl Gestos ou visagens que causam susto.

segunda-feira, abril 26

Descobri!

Foi o vizinho-que-cospe-no-corredor.
Mas ele se mudou.
Levou de souvenir.

O medroso do porteiro me contou.
Eu disse que vou comprar um novo e colar com super bonder na porta.
Ele sorriu amarelo.
Pelo menos não foi macumba.
Eu disse que isso era coisa de gente pouco civilizada...

domingo, abril 25

Que ódio, que nojo, que droga!!!

Mulher é um bicho que nasce com condições pré-existentes.
E, quando elas não pré-existem, a mãe faz o favor de passar adiante a doença.
Assim sendo, putaquepariu, eu odeio baratas.

Eu não sei se é a meleca do calor, que voltou a atacar, ou se tem alguma coisa acontecendo lá fora, mas, esta semana recebi a visita de dois seres voadores - daqueles enormes, nojentos, bisonhos.

O primeiro, eu espantei aos berros.
O segundo estava aqui, voando feliz quando eu entrei para perguntar à Olívia se ela queria mais uma torrada.
Aí perdi toda a compustura, saí gritando feito uma louca, seguida de uma criança que gritava também feito uma mini louca, dei graças a Deus por ter comprado uma lata nova - embalagem econômica com 180ml a mais - de veneno e despejei em cima do dinossauro.
Foram os dois minutos mais longos do meu dia.

Eu tenho certeza de que o bicho morreu, o problema é que eu não achei o cadáver.
Preciso do cadáver.
Preciso comprovar o fato e parar de achar que ela vai ressurgir das cinzas feito um zumbi comedor de cérebros.

Arrastei a cama, arrastei colchão, cavuquei caixas - droga, porquê a gente tem sempre caixas e móveis e coisas encostadas nas paredes?
E nada!

Fico profundamente revoltada com essas invasões.

Eu não gosto de insetos (e artrópodes e aracnídeos e qualquer outra coisa munida de exoesqueleto), tento não matar, mas eles insistem invadir meus espaços - minha varanda, meu quarto, meu escritório, meu, meu, meu!!!
Vai voar lá fora, pomba, e me deixa em paz!!!
É domingo, né?
Mais um começo pouco auspicioso de semana...
Porque agora eu não vou sossegar enquanto não achar o cadáver envenenado - vou trabalhar a semana toda com nojo dos arredores, trancando as janelas quando a noite chegar, o que vai deixar a casa bastante quentinha, e sabendo que eu só vou ter tempo de arrastar o mundo lá pra quinta, sexta-feira.
Cara, que ódio, que nojo, que droga!!!

Depois o povo não entende quando eu digo que não gosto muito das Pessoas

Já era a segunda vez que a gente saía para dar um pulo no mercado.
O dia era de um sol escaldante, mas nós íamos ficar em casa porque eu precisava monografar (toda vez que escrevo/ digo isso me sinto como uma espécie de Chica Xavier).
A segunda saída foi por conta da abelha junkie - já falei dela? Ela voltou e anda fazendo do meu café da manhã um verdadeiro inferno. Cabacommeudia!
Tinha acabado de voltar com o veneno da nossa Christiane Bee quando eu percebi: tava faltando um pedaço da minha porta.
Mais especificamente falando, meu Ba Gua.
Pra você pode parecer besteira, mas eu tenho alguns amuletinhos espalhados pela casa. Os que eu não ganho, demoro um bom tempo namorando e escolhendo. Esse era um da segunda categoria. E era um elemento decorativo que me dava uma certa segurança - ele estava lá no lugar dele para barrar todo Mal que tentasse entrar nessa casa.
Mas não hoje.
Hoje só o que está lá minha porta é a marca de que um dia ele já esteve ali.
Alguém levou embora.
Será que foi o entregador do jornal que não vai com meu focinho?
O vizinho que cospe no corredor mas que eu ainda não sei se já se mudou?
Algum outro personagem dos filmes do Polanski?
Alguém que levou pra fazer macumba?
(Ai, caramba!)
Ou só alguém que vinha passando, achou bonito e resolveu levar de lembrança?
Não sei.
Duvido que algum dia saiba.
Mas achei muito pouco civilizado.

quinta-feira, abril 22

Podem me chamar e me pedir e me rogar



E podem mesmo falar mal


Ficar de mal que não faz mal


Podem preparar milhões de festas ao luar


Que eu não vou ir, melhor nem pedir


Eu não vou ir, não quero ir






E também podem me obrigar


Até sorrir, até chorar


E podem mesmo imaginar o que melhor lhes parecer


Podem espalhar que eu estou cansado de viver


E que é uma pena para quem me conheceu


Eu sou mais você e eu


Podem me chamar e me pedir e me rogar


E podem mesmo falar mal


Ficar de mal que não faz mal


Podem preparar milhões de festas ao luar


Que eu não vou ir, melhor nem pedir


Eu não vou ir, não quero ir






E também podem me obrigar


Até sorrir, até chorar


E podem mesmo imaginar o que melhor lhes parecer


Podem espalhar que eu estou cansado de viver


E que é uma pena para quem me conheceu

terça-feira, abril 20

segunda-feira, abril 19

Mas...

Mesmo me esborrachando de trabalhar, ainda expulsando alguns aliens do meu corpo e tomando um susto um pouco grande, o fim de semana teve lá seus maravilhosos momentos. :) 
Agora, com licença que eu vou ali me aninhar com uma coisa incrível que eu deixei dormir na minha cama hoje...

domingo, abril 18

Um pequeno passo para um homem...

No meio da minha gripe malvada, impulsionada por só restarem no barraco um rolo de papel higiênico e um filtro de café, tive que encarar o mercado.
Até então, nunca havia me ocorrido pensar em como a gente vai fazer pra se virar o dia em que não existir mais papel higiênico no mundo.
E eu ando bebendo café em doses elefânticas - não são nem mais cavalares - para aguentar o tranco de dias tão pesados.

Eu fiz uma lista no início do ano de coisas que eu precisava comprar para a casa, antes de começar a enfeitar a casa. Dessa lista, fazem parte um novo escorredor de louça, que o meu está bastante enferrujado, mas eu ainda não consegui me livrar dele, tenho um certo apego emocional; uma escada que não ofereça perigo ao usuário, que geralmente não sou eu, então não fica exatamente no topo da lista; almofadas novas para a sala, que só tem uma até hoje e toda casa precisa de mais que uma almofada, mas eu namoro, namoro e não compro; o orçamento da retirada do insulfilm da varanda e um carrinho de feira. Todas coisas que não são exatamente baratinhas, e, por isso, demoram a ser devidamente resolvidas. Mas serão.
A mais necessária de todas era o carrinho de feira.
Todo mês, quando chega a época de compras de mês, eu me divido entre ou quatro supermercados diferentes, dependendo da minha disposição para com a humanidade e para com o meu bolso. Acontece que o grosso das coisas de limpeza e empacotadas eu sempre compro no Mundial, que é algo longe aqui de casa. Sempre voltava eu com uma quantidade absurda de sacolas penduradas nos braços, que iam ficando roxos no caminho, e me arrebentava toda.
Todo mês, eu jurava que ia comprar um carrinho de feira, que ia ser a saída.
Mas, como o evento só acontece uma vez por mês, eu esquecia do assunto.
Então minha mãe perguntou o que eu queria de Páscoa.
Resistindo bravamente ao desejo por um vestido novo ou mais um sapato para os meus 28 pés, bati o olho na lista.
E ganhei o famigerado carrinho.

Assim sendo, movida pelos papéis e de posse da longa lista de compras que, depois da louça na pia, é o item que mais se multiplica e nunca acaba dentro de uma casa, saio eu toda pimpona para estreiar meu carrinho novo.
O primeiro pensamento foi que este era uma passo importantíssimo rumo ao acalentado arquétipo de dona de casa suburbana que me persegue (por mais que eu more na Zona Sul). Já existem pinguins na geladeira, uma manta de oncinha, flor na janela e briga de condomínio pra deixar qualquer um no chinelo. Agora eu estava virando uma daquelas "do lar" que sai de lencinho, munida do seu carrinho de feira, para dentro de um supermercado baixo nível o qual você sequer pode parar por mais de 10 segundos diante de uma prateleira sem correr o risco de ser atropelada por alguém mais idoso que você.
E ia caminhando, pensando "este é um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade", quando dei de cara com a mamãe...!
Que, se esborrachou de rir da minha cara e disse que eu era a perfeita encarnação de "Dona Nenê", da música dos Titãs.
Sim, suspeitas confirmadas.

E, realmente, chegando lá, comecei a reparar que o acessório figurava em uma quantidade recorde de carrinhos alheios. Existem senhorinhas que levam até ganchinhos para pendurar o seu carrinho do lado de fora do carrinho do mercado! Achei uma droga não ter pensado nisso.
Sim, um pequeno passo para uma mulher, mas, quer saber?
Funcionou.
No pain.
Bacaninha, molezinho.
Nunca mais ir às compras será como era antigamente!

sábado, abril 17

Back from the dead - em tese.

Ando tendo semanas absurdamente tensas.
É falta de grana, é carência afetiva, é uma porrada de trabalho pra faculdade que eu ando travada pra fazer (metade da trava Freud explica, tem um que eu realmente gostaria de adicionar uma nota de rodapé bastante chula no final, mas a boa educação me impede de fazer isso), é uma porrada de trabalho pra fazer (que não seria mal não fosse a compensação financeira tão pouco compensatória), é crise de abstinência literária... E, ainda por cima, peguei a Gripe From Hell que me pôs à nocaute por uma semana.
Eu já contei que eu fico igual a homem quando fico doente, né?
Foi um festival de reclamações, maus humores e "ninguém me ama mesmo" por aqui.
Ficar doente sozinha sucks.
Mas, depois de uma caixa inteira de comprimidos, doses cavalares de guaco, uns 20 enevelopinhos de Vic Pyrena e o desmatamento de uma floresta inteira (Ah, se as árvores soubessem, quando brotam, que seu destino final ia ser tão cruel! Devem ter sido pessoas muito nefastas em outra vida para merecerem tal destino. Se bem que eu posso ter assoado o nariz em Hitler, aí, de certa forma compensa...), a vida começa a parecer melhorzinha.
Ainda estou achando tudo uma merda, ainda existem aliens saindo do meu corpo e eu ainda estou travada nos trabalhos, mas isso irá mudar - quer eu queira ou não - depois deste post.
Aí eu não sei bem se é por causa disso, mas andei tendo uns sonhos muito loucos essa semana.

O primeiro envolvia dois exs - um, que está de partida pra morar em outro estado, aparecia no jornal com o jornalista de música avisando que ele faria um show numa certa casa cabeçuda aqui do meu bairro e lamentando a sua partida. Eu ficava feliz por ele, mas obviamente era um sonho - se bem que eu cheguei a ter lá as minhas dúvidas. Depois, eu entrava na internet e descobria que o segundo tinha tido mais um filho (lembro até do nome da pobre criança, por acaso o do meu pai - dá-lhe tio Seguimundo!), mas antes deu poder ver o rosto da parideira em questão, comecei a ouvir um barulho que eu jurava que era...
Um homem, deixando recado na minha secretária eletrônica!
Isso, obviamente, também era sonho. As únicas pessoas que ligam pro telefone fixo da minha casa definitivamente não dormem e nem dormirão e nem dormiram comigo no sentido saliente da coisa.
Olhei no relógio: 4 e 51 da manhã.
Levantei e fui olhar.
Seguindo a lógica e a realidade, aceitei que tinha sido tudo sonho mesmo.
Anotei tudo num papelzinho que eu perdi (tenho certeza que tinha mais coisa relevante) e voltei a dormir.

Aí ontem, de repente eu estava na casa do meu pai, com a minha tia, uma conversa rolava e - eu tenho horror de coisas com exoesqueleto, certo? Qualquer coisa, qualquer coisa mesmo. Não pode ter pata, antena, asa, penugem, por mim não podia nem existir esse tipo de criatura. - ela botava em cima de mim algum bicho gosmento qualquer. A coisa foi tão real, mas tão real, que eu acordei, futuquei bem os lugares que eu tava sentindo o bicho, e devo ter passado uns 20 minutos dizendo "eca, eca,eca".
Mas esse sonho talvez tenha sido influenciado pela notícia que li de que existe por aí uma sanguessuga (amazônica, claro) que gosta de morar nas narinas das pessoas.
Eca! Eca! Eca!

Mais tarde, enquanto eu dormia de novo, feliz por ter conseguido uma vez na vida dizer não e resistir à vontade de sair que me consumiu durante todo o meu dia, o telefone vibra.
4 da manhã.
4 ligações.
Resolvi não atender. Melhor. Seja forte, mulher!
Fui.

Continuo achando tudo uma merda do mesmo jeito.
Acordei brigando com os mosquitos aqui de casa e matando duas abelhas que resolveram invadir o barraco. Preciso destravar minha vida.
Daqui a duas horas o sofrimento acaba.
Por hoje.
Amanhã tem mais.
E depois de amanhã, e depois, e depois...

domingo, abril 11

sexta-feira, abril 2

O Diário

Com um mês de atraso, comprei o "diário".
Eu sei, devia ter passado por essa fase com 15, 16 anos, mas, fazer o quê...?
Acho bonito essa coisa de diário.
Ando meio cafona e sentimental.
Demorei um mês pra comprar, tem dois dias que ele tá na prateleira me olhando, mas eu tô com preguiça.
Sabe como é, hoje é feriado, fui dormir às 2 da manhã, levantei às 8, tenho uma pilha interminável de trabalho pra fazer, já fiz almoço, dei banho em criança, tive coração partido, li o jornal, tomei duas garrafas de café, fiz as unhas - tudo ao mesmo e não necessariamente nessa ordem.
Lá fora tá um sol incrível, aposto que todas as pessoas que não estão no msn ou estão na praia, ou estão dormindo ou estão fazendo coisas muuuuuuuito mais interessantes do que eu.
O horóscopo de hoje tá assustador:

"Hoje você está mais intenso e um tanto obsessivo. Quando estiver se divertindo, então, não vai querer parar nuca. Assim surgem quilos a mais e encrenca nos relacionamentos amorosos. Depois compense com um período de austeridade."

Achei que meu período de austeridade tinha sido semana passada. E minha intenção paraesta e a próxima noite, realmente era me divertir até cair.
Não achei auspicioso.
No mais, pra animar minha vida, acordei com uma música de SandyJunior na cabeça - como se não bastasse ter sido perseguida pela Fafá de Belém um bom pedaço da semana...
Se o horóscopo estiver certo, desconfio que terei bastante a escrever na inauguração do diário durante a minha ressaca de Páscoa...

terça-feira, março 30

Desabafo

Nesse exato eu tô super me fodendo pra fazer uma merda duma matéria que tá me deprimindo último nível porque as pessoas esquecem que já fizeram o caralho da faculdade e pedem coisas impossível do mal ou não atendem pobres estudantes fodidos feito eu.
Eu também sou tímida, odeio entrevistar pessoas, tenho outras coisas pra fazer da vida e detesto algumas das perguntas que eu tenho que fazer.
Eu juro que se um dia virar jornalista de verdade eu vou atender todo mundo - talvez até os burrinhos.

segunda-feira, março 29

Primeiro Dia do Resto da Semana

Segunda-feira é aquilo: vamo lá minha filha, não respira, não pensa, corre e segue em frente.
Ontem nasceu um bebê: fiz visita virtual.
Segunda não dá.

Pensei, corri, mastiguei sanduíches sem graça, fiquei com uma puta dor nas costas, mandei matéria, resolvi voltar pra faculdade (segunda eu vou, volto, vou e volto de novo) ouvindo metal bem metalzão pra relaxar.
Foi rápido hoje.
Quase indolor.
Essa coisa de aula à noite eu detesto.
Sou assumidamente cagona - de uns 10 minutos pra cá, mundialmente.
Tipo, "não pode ter medo na hora de fazer matéria", "cara, na boa, porque vc acha que eu gosto tanto de livro? Não me bate, não me aporrinha..."; assunto pra outro post.
O que eu mais odeio, aliás, é essa coisa neurótica de guerra da vida das grandes cidades.
Tenho pavor de morrer mal matada.
Então, odeio ter aula de noite e ter que voltar sozinha pra casa pelas ruas escuras e despovoadas (de pessoas de bos estirpe, claro).

Hoje eu estava feliz, porém.
Sobrevivi a mais uma segunda-feira.
Completa.
Academia, as duas aulas, trabalho, mercado, fogão.
Serviço top de linha.
Professor ainda me liberou uma hora e tal mais cedo e eu consegui vir sentada no ônibus, antes da chuva e a tempo do seriado da tv!

Aí, alguma coisa deu errado no Mundo.

Enquanto eu esperava o sinal fechar para atravessar, parou uma patrulhinha.
Da  patrulhinha saltaram dois policiais, de arma na mão, que atravessaram a rua.
Eu recuei.
Eles abordaram dois caras do outro lado da rua, um apontando a arma de um lado e outro de outro, se os caras saíssem da frente, eles iam se atirar.
Eu recuei mais.
Os quatro, então atravessaram a rua, onde os policiais revistaram os dois rapazes.
Quando eles guardaram os revólveres, resolvi atravessar bem rapidinho e sair batida numa encarnação da Formiga Atômica jamais imaginada pelo ser humano.

No meio da minha corridinha desajeitada, comecei a perceber que o gordo que devorava um sanduíche na lanchonete da esquina, continuava limpando a boca. Que outras pessoas tinham atravessado a rua normalmente enquanto tudo isso se desenrolava. Que o povo da casa de sushi continuava se entpindo de peixe crú. Que o pagode continuava comendo solto no pé sujo da galeria.

Lembrando bem, quando eu recuei da primeira vez, um dos guardas me olhou recuando e fez uma cara feia.
Devo ter parecido tão suspeita quanto os dois rapazes.

Eu percebi que aquilo só tinha incomodado uma pessoa.
Percebi que eu que estava fora de lugar.

Eu...?

Nessas horas a cidade me entristece.
E, não sei, não, mas, terminar uma segunda-feira perfeita desse jeito me parece muito pouco auspicioso...

(Tô quase rezando pra cair o maior temporal de março até às 16h preu não ter que sair de casa pra nada amanhã.)

domingo, março 28

Dia de descanso

Nada como um chilique pra acalmar um pouco a vida.
Depois que eu reclamei, bati pé, chorei no msn e o cacete, a coisa andou um pouquinho.
Não entendi completamente esse ataque de tpm antecipado, mas foi bom.
Eu ando com um problema sério - Glória! - por passar tanto tempo sozinha sem falar com as pessoas, quando eu encontro pessoas parece que abre uma torneira e eu saio falando feito uma louca alucinada.
Tudo bem, eu sei que sempre falei bastante, mas a coisa é recorrente e progressiva.
Desconfio que O Ataque (vamos pô-lo em letras maiúsculas, fica mais apropriado) tenha sido alguma coisa do mesmo gênero, número ou grau: de tanto não sentir ou fingir que não sinto nada, abriu uma tampa aí qualquer e saiu tudo de uma vezada só.

Anyway, coisinhas estão sendo riscadas da listinha.

As semanas começam e, quando eu vejo, sexta-feira já chegou.
Assim sendo, resolvi que, além da sessão infantil, eu merecia ver um filme cheio de sangue e coisinhas bacanas ontem à noite.
"House of 1000 Corpses".
Uhu!!!
Dessa vez sessão completíssima: filme, filme comentado, entrevistas, making off, o pacote completo.
Fui dormir 3 da manhã.

Olívia me sacudiu às 7:30.
Não levantei.
Voltou 7:40 batendo palmas e anunciando que o jornal tinha chegado.
"Exatamente, tá cedo pra caramba!"
Liguei a tv pra ela.
7:49 fui gritada no banheiro.
8:19 fiquei morta de pena da criança e levantei.
Puta.
Sábado, pomba.
Sinto saudades de dormir até 3 da tarde, sabe?

Ando tão cansada, mas tão cansada, que me corpo inventou que não aceita acordar se não descansar pelo menos 8 horas.
Cravado no relógio.
Antes disso, pode cair o prédio.
Hoje, só funcionou porque alguém subiu, literalmente, nas minhas costas.
Mas isso não acontece todos os dias...

8:30 o interfone toca e era a encomenda da Travessa.
Serviço excelente, rapidinho, bacanésimo; mas, precisava entregar às 8:30 de sábado?
O garoto ainda queria que eu fosse na portaria!
Na boa...
8:30 de sábado...?
Então, quando eu me sentei com meu cafézinho e meu jornalzinho e meu cigarrinho na minha varandinha...

Toca a campainha.
A vizinha brigona lá de cima.
"Sua janela quebrou?"
Que janela, pelo amor de Deus?!?
E aí ela me contou que um bando de jovenzinhos da rua de trás chegaram mamados às 6 da manhã, começaram uma porrada maneira e que um deles tinha atirado um vaso do outro prédio, na minha janela.
Na primeira olhada, não vi nada.
Uns minutos mais tarde, vi que ela estava do lado de fora olhando e fui espiar direito.
Não é que tinha mesmo um monte de caco?
Dentro da minha casa, inclusive!
Janela quebrada não, mas caquinhos, sim.
Debate de cá, debate de lá, meu café esfriando, ai, droga, vamo lá reclamar, você tem razão, se pega aqui dentro alguma outra coisa ia ser uma merda.
Mamãe ensinou, não se joga nada na casa dos outros.
Deus (e metade do Rio de Janeiro) bem sabe que já fiz um monte de cagada bêbada, mas nunca machuquei ninguém e tem uma criança dentro de casa, né?
Lá fui eu, com criança debaixo do braço e vizinha do lado, bater na porta da síndica do prédio em questão para reclamar.
Foi um rebu!
Era porteiro, vizinha, síndica, todo mundo falando ao mesmo tempo, numa operação que durou quase uma hora - com direito a 3 passadas do meliante atirador de vasos pela portaria com cara de quem ia ter uma ressaca daquelas e com o rabo entre as pernas. Ninguém falou com ele o que era, mas eu tenho certeza de que o moleque sabia que aquela comitiva não era uma comitiva do bem.

10:40 da manhã.
Botei a primeira máquina de roupa pra lavar (foram 3 hoje) e consegui sentar para terminar de tomar meu café e ler o meu jornal em mais um sábado de descanso.

Esse fim de semana tive ataque de mãe ausente.
Além de filmes, comprei todas as comidas preferidas da minha filha, como se ela só viesse em casa uma vez por mês.
Resultado, acabei eu comendo feito uma vaca.

De tarde, fomos ao cinema ver o filme do dragão que estreou ontem.
Desconfio (ha!ha!) que eu esteja um pouco emotiva.
Chorei pra burro.

Teve hora do planeta, fim de todos os extras do filme de ontem.
E agora eu deveria estar escrevendo, pesquisando, trabalhando, vendo o filme que falta, ou até mesmo na rua com meus amiguinhos, mas o que eu vou fazer mesmo é gastar mais um tempo enorme da minha vida jogando The Sims (outro mau hábito meu) e criar uma mulher bem doida, malvada e comedora de gente pra ver se eu relaxo um pouco.

Afinal, amanhã é domingo, dia de descanso...
...E eu só tenho almoço de família, que lavar louça, que consertar monografia, trabalhar, lamber a cria, arrumar mochila...
Ou seja, nada pra fazer, né?

sábado, março 27

Minha filha me mandou um e-mail!

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olivia roxo renata







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bvgvbbfv vfvtf"
 
Adorei! :)

quarta-feira, março 24

Eu podia ganhar uma grana em previsões "astrológicas"...

Hoje está sendo um péssimo dia.

"Pense, Pinky, pense!"

Bateu Carência.
Enorme.
Daquelas que vem láááááááááááá do fundo do peito.

Nada a fazer a respeito.

Tem um desenho que a minha filha vê em que a menininha resolve problemas e as pessoas cantam pra ela: "Pense, Pinky, pense!".

O problema é que quando a carência bate, a Pinky não pára de pensar. Não consegue desligar a cabeça, deitar na cama e ir sonhar com alguma coisa vulgar qualquer...

Não bateu hoje, não.
Bateu ontem.
E ontem lá fui eu sonhar com ex amor...

Hoje já li um ano inteiro de matérias sobre como ser uma mulher uma mulher perfeita, já joguei, já estou com uma dor terrível no pescoço e...

"Pense, Pinky, pense!"

Amanhã vai ser um dia terrível.
A cada minuto que passa, eu sei que vou sentir um sono incrível o dia todo, que vou ser ineficaz, que meu humor vai cair ao pé...
...E que, no fim do dia, aquela cama vazia vai ser ainda mais assustadora e pouco convidativa.

segunda-feira, março 22

15 anos

Que que eu falei?
Deus é sábio.
Fim de semana super 15 aninhos - apesar deu saber por A + B que essa idade já passa longe há mais de 15...
Sexta eu fui.
Não resisti.
Amiga amada + pseudo era uma conjugação muito boa pra ser disperdiçada. E a vida é curta.
E o porre foi grande.
Altos flashbacks e a certeza de que foi a Mão Divina que me fez ir ao chão para sossegar a periquita impera.
Vou contar pra todo mundo que foi só um passo de dança.
E fico boba, como depois disso tudo, ele ainda me bota debaixo do braço, me beija na boca, me chama de linda e cuida de mim.
Tô adorando.
Sábado me arrastei pro metal.
Show incrível, boa companhia.
No taxi da volta acabei desistindo de emendar a noite com mais noite.
Fiz 3 ovos mexidos e fui dormir.
Só consegui contabilizar que o estrago - físico emocional e financeiro - seria grande depois que acordei.
Deus é sábio.
Mas podia me arranjar uma faxineira...
Hoje, num surto de estragação progressiva e lenta acordei com o joelho doendo muito.
Tô manca.
Manca, mas feliz.
E com sono.
Isso que dá voltar pros 15 anos, 15 anos depois...

sexta-feira, março 19

Não, amor...

Não, amor, hoje eu não posso.
Tenho que escrever monografia - cheia de medo de não dar certo. Tenho que arrumar a casa - tá tudo de cabeça pra baixo. Tenho que ler livro - eles estão acumulados e são necessários. Preciso fazer as unhas. Amanhã tem show de metal na Barra - não sobrou nenhum dinheiros, eu só recebo semana que vem e não quero assaltar meu cofrinho. Preciso acordar cedo pra malhar.
Sim. Tô morta de saudade.
Mas hoje eu não posso, me erra.
Nem telefona.
Vou ficar offline.
Semana que vem?
Puxa, semana que vem tem Chá das Princesas aqui em casa.
Eu sei, você nãos gosta.
Tem birita com a comadre também.
Não vai dar.
Tenta depois da Páscoa.
Me erra, mas não se perde.
Você sabe que é difícil pra mim - no sentido literal.
Sim. Tô morta de saudades.
Mas, não, amor, agora eu não posso.


Esquece tudo.
Eu fui.

Minha mãe, a esquizo.

Então, eu vim aqui hoje porque eu ando um pouco confusa.
Sabe como é, fase de crescimento, eu ando perdendo todas as roupas e sapatos bem rápido. Tipo quando fui botar aquela minha sapatilha de oncinha que eu adorava, mas era muito grande, e descobri que ela estava muito pequena e ela paertou meu pé e fez uma bolha muito eca.
Meu pé anda com esse problema, sabe? Ainda não é um número, mas também não é outro. Eu e mamãe já fomos várias vezes na loja comprar sapato pra mim, mas ou eles ficam muito folgados - eu já disse pra mamãe que eu não ligo, mas ela não deixa eu comprar sapatos muito folgados, não sei porque - ou muito apertados.
Aí ela comprou pra mim um tênis, mas esse tênis já ficou apertado também.
E a mamãe diz que eu tenho que ir de tênis pro colégio.
Aí ontem ela veio conversar comigo, que tinha pensado e visto que eu gostava mesmo das minhas molecas, que é um sapatinho que eu acho estilo e muito mais confortável que tênis. Eu ainda gosto mais delas porque consigo colocar sozinha e não tem que amarrar nem nada. E aí ela me perguntou se eu não achava que ela devia comprar uma moleca nova, aó invés do tênis, já que eu uso muito pouco tênis.
Tênis é coisa de menino, né? Tem os das Princesas e das Poderosas que eu já tive e gostava muito, mas também a mamãe dizia que não combinava com os meus vestidos - o que eu não achava - mas menina tem que usar sapato bonitinho, né? Que combina com as coisas.
Aí eu disse que sim, que ela tinha razão, que eu preferia moleca mesmo. E ela disse que ia comprar pra mim.
Eu fui pro colégio toda feliz, avisei pra ela que ia querer experimentar quando voltasse do fim de semana na casa do meu pai e tal.
Aí, quando eu cheguei em casa, no lugar da minha molequinha nova de boneca que ela disse que ia comprar tinha um tênis!
Tudo bem que ele é bem bonito e tem estrelinhas e é cheio de brilho, mas...
...Eu não entendi nada!
Dá pra me explicar?

Deus?

Verdade seja dita; eu não sei se acredito em Deus.
Nem sei se sou uma moça que a gente possa chamar de muito religiosa - eu rezo, penduro uns bagulhos, acendo outros, dou 7 pulinhos, mas não sei se isso é ser religiosa.
E acho que isso é uma discussão um tanto filosófica demais pruma sexta-feira à noite.

Mas hoje a frase que permeou meu pensamento o fim da tarde TODO foi:
"Deus é sábio".

Há uns meses atrás, eu me apaixonei perdidamente por um sujeito.
Esse sujeito, já comentado sutilmente aqui em outros posts, tinha um detalhe: gostava de funk.
Eu gosto de rock.
Do rock básico ao metal, mas sempre nessa vertente.
Alguns diriam que isso seria um problema.
A besta aqui, na época, achou que não.
Eu sempre acho que pode ser legal conhecer coisas novas, que a gente deve respeitar o gosto alheio, estar aberto a novas... experiências, digamos assim.
Mas, por coisas do destino, não chegamos a pôr à prova estas minhas teorias.

Eis que, de uns dias pra cá, um dos meus vizinhos (ah! meus vizinhos!), começou a escutar um funk - uma música (?) - bem alto e no repeat. Ele canta também. Todos os dias.
E aí eu visualizei a cena do sujeito chegando em casa, pondo "aquilo" pra tocar, cantando e dançando pela casa.
Podia ser interpretado como uma cena de felicidade - ainda mais se a gente acrescentar uma criança feliz pulando junto.
A única coisa que me veio à mente, porém, foi: "Deus é sábio".

Bem sabe Ele que eu não ia aguentar, que, em algum momento ia achar que aquilo não é vida...

Em matéria de imagem de felicidade ainda fico com o Strokes em cima da cama.

E, mais uma vez, me pego pensando na frase.
Assim como pensei nela quando não acabei morando no Méier (nada contra, mas eu tenho meus motivos), quando não casei todas as vezes que pude e em tantas outras vezes.
Se eu acredito Nele eu não sei, mas alguma coisa lá em cima, lá fora, do lado, sei lá, é sábia pra caralho.

segunda-feira, março 15

Algumas Coisas

Viu só?
Eu tinha certeza.
Essa semana foi melhor que a passou.
Foi leve, cheia de amigos, com uma tonelada de abraços filhiais, algumas cervejas e eu até consegui dormir um pouco e ir à academia 3 vezes pela primeira semana!

***************

Teve seu lado ruim, claro.
Tudo tem.
Sempre.
Descobri um acidente pela internet - modo muito escroto de se "receber" notícias.
Fiquei triste - eu não estou por perto e gostaria de estar.
Tive medo.
A cada ano, o medo que aconteça algo a alguém - e vai acontecer, porque faz parte da vida - aumenta.
Aumenta e eu não quero.

****************

Minha mãe se preocupa comigo.
Acha que eu me dou demais pras pessoas e não me dou bem por isso.
Disse que eu tenho histórico.
Tenho.
Mas eu disse que ela não deveria se preocupar.
Vai acontecer de novo - eu sei - mas, às vezes, a gente precisa fingir que não.

****************

Hoje eu perdi o show de uma banda.
Não vi os dois últimos, me roí de vontade de ir até quase o último segundo, até me render.
Resultado: chove torrencialmente, vários bairros estão sem luz, o palco desabou.
Acho que eu e eles realmente não temos um karma muito bom...
Acontece...
Algumas coisas simplesmente não foram feitas para se encontrar e acontecer.

Simples assim.

****************

Sendo assim, vamos começar uma boa semana de novo...
...Tenho muita coisa pra fazer.

terça-feira, março 9

Post Ilustrativo

Devo declarar - e resolvi ilustrar, pra deixar tudo bem mastigado e registrado - que tenho, no momento, três novas fixações brabas:

1) Obviamente, formigas:



2) Café do Cerrado. Delícia deliciosa!



3) Desengordurante.
Andei fazendo uns bifes que melecaram a minha cozinha numa escala sem precedentes, me rendi ao desengordurante e não vivo mais sem ele. Nem sem os bifes.
E ainda fiquei com minha consciência ecológica em dia porque o bichinho é verde. :)
(A foto é do desinfetante da mesma marca, meu novo amor é tão underground ainda que nem tem foto disponível na isternerd.)



Pronto.
Declarei.
Ilustrei.

O Exército Das Formigas - Outras

Às 7 da manhã, de repente, aquele povo todo, que veste o melhor vestido de cortina, senta em lugar de idoso e já começou o dia há tanto tempo quanto eu, me pareceu um exército de formiguinhas.
Todos juntos, numa massa, seguindo o mesmo caminho, passando as mesmas roletas.
Às 7 da manhã não importa se alguns esperam uma promoção para ter algum prazer, se alguns apenas executam suas funções sem nenhum prazer, se são brancos, pretos, amarelos, se dormiram bem, se não, se tem namoradas ou não, se moram com os pais ou não, se esperam grandes coisas daquele dia ou se aquele dia vai ser apenas uma coisinha comum, besta.
Não importa.
O exército e eu seguimos todos os mesmo caminho.

***************

De vez em quando a gente intui certas coisas.
A última grande e forte que eu tive foi no reveillon do ano que a Olívia nasceu. No que os fogos estouraram, eu pensei: "Esse ano vai acontecer alguma muito importante".
15, 20 dias depois, a coisa muito importante estava providenciada e continua sendo grande e importante até hoje.
Esse ano eu não tive uma grande premonição com os fogos - a bem da verdade, quando eles estouraram eu já estava lá em Marrakech, enchendo o saco de geral porque estava aqueles pipocos muito mixurucas.

O negócio começou depois.

Um pouco antes do carnaval, começou a me dar um comichão de que eu precisava enfeitar mais a casa, consertar o que estivesse quebrado (depois disso, aliás, começou um surto de quebração de coisa aqui em casa que eu penso se não terá sido proposital por parte da casa), ajeitar o que eu queria e não fazia.
Um comichão que se estenderia até a minha redonda pessoa.
Por enquanto, nada fez muito efeito ainda. Nem em mim, nem na casa.
Eu sei que preciso ter paciência (uma qualidade que me falta), que nada desses planos vão acontecer da noite para o dia.
Eu só sei que preciso fazer.
Que faz parte de algo grande e importante.

***************

Ontem, no Joaquim:

"Eu tenho uma amiga de olhos escuros e pele suave, talvez a mais bonita de todas, que põe a vida amorosa na contramão da sua elegância intrínseca. Só namora os mais lamentáveis malandros. Sofre. A cada fim de caso diz que entendeu por onde falha seu GPS sentimental e jura não pegar mais os atalhos machos que ele lhe oferece - até que na semna seguinte, no próximo bar de sexta à noite, lá está ela sendo puxada pelos cabelos. Ri sem jeito, canta junto o samba que estiver tocando na Lapa e beija a boca do cafa. Ninguém tem nada com isso. No último aniversário, eu fiz o fino. Dei de presente "A educação sentimental", de Flaubert, e deixei que a literatura fizesse efeito. Até agora, nada. Acho que ainda não leu."

Rolou uma identificação.
Não com a parte da mais bonita.
Ou com o canta o samba.
Foi uma coisa mais sobre o modus operandi, sobre o vício...
Talvez eu deva ler esse livro.

***********

Porque algumas pessoas são completamente satisfeitas com a forma que se relacionam com as outras pessoas do mundo.
Eu não sou.
Não sou satisfeita com o modo como me relaciono com o meu próprio exército de cafas.
Não sou satisfeita com o modo como me relaciono com o resto das pessoas, num geral, amigos, conhecidos, estranhos...
Tudo entremeado por doses excessivas de uma ética bastante pessoal e difícil - eu reconheço - mágoas variadas, paixões excessivas, algumas alegrias exuberantes, uma certa violência até.
Talvez eu tenha enlouquecido, sim.

**************

De repente vem a certeza absoluta de que é necessário que eu sacrifique os prazeres mundanos por algum tempo.
Preciso ler, escrever, mudar, arrumar, ajeitar - executar um turbilhão de tarefas que demandam um bocado de tempo e dinheiro.
Não vai mais ser possível beber o quadro da sala.
Vai ser imprescindível o silêncio.

*************

Às 9 da manhã, o exército das formigas é ainda mais furioso, mais volumoso, mais espaçoso.
Uma massa coesa que se autoatropela pelas escadas e vãos.
Eu costumo ter vertigens quando a observo ultrapassando a linha amarela do metrô.
Tenho medo do dia em que alguma das formigas vai cair na linha e ser cruelmente massacrada.
Às 9 da manhã, no meio delas, entre elas, como parte delas, nada disso importa.
Só segue o fluxo.

segunda-feira, março 8

"When you grow up, your heart dies"

Ontem, no Oscar.



Fiquei chorando, tipo assim, uma meia hora...

domingo, março 7

Esperando

A semana que passou não me deu só um dia ruim.
Deu todos.

Até os 45 do segundo tempo, quando eu saí de casa na esperança de me divertir, me libertar e realizar que nada daquilo que me disseram é verdade, foi uma semana catastrófica.

A sorte é que eu acredito, piamente, naquele ditado que diz:
"Depois da tempestade vem a bonança."

Se a gente não acredita, nem vale a pena viver.

Pois bem...
A noite foi ótima e as expectativas foram cumpridas.

Ontem choveu.
E eu rezei para que chovesse mesmo.
Apesar de ser dia...
...Eu precisava ficar em casa.
Só.
Precisava acordar bem, cuidar de mim e da minha casa.

Assim, hoje dormi até acabar o sono.
Tomei um café que há muito não tomava - durou duas horas.
Arrumei minha casa como há muito não arrumava - com direito a banho de desengordurante e uma enorme dor no corpo.
Ouvi música alta.
Deixei o almoço pronto.
Li, vi tv, não conversei com uma única alma - a não ser com a minha; com esta conversei bastante, bastante.
Lavei mais que chão.
Lavei a minha alma.

O último dia da semana velha - eu conto de segunda em diante - está quase no fim.
Hoje, estou mais calma, tranquila e bem disposta.
Espero pela volta da filha, pela transmissão do Oscar, pelo Novo que vem aí em breve, pela semana que começa e que, sem dúvida nenhuma, será melhor.

terça-feira, março 2

Um dia ruim

Um amigo meu diz que de vez em quando eu pareço um homenzinho.
Pois bem, hoje eu estou super homenzinho.

Tudo começou na ressaca de domingo.
Sábado foi punk, acabei bebendo mais do que até eu consigo, e, obviamente, acordei com a cabeça explodindo.
Não bastando o cabeção, topei ser punida pelos deuses e trazer uma amiguinha da Licas pra passar a tarde brincando com ela - o que configura o pior binômio da maternidade, criança + ressaca.

Ontem choveu, botafogo alaga, e a minha cabeça ainda não tinha resolvido parar de explodir - pelo contrário, evoluiu para uma baita sinusite from hell.
Ainda assim, trabalho e colégio seguiram quase normalmente.

Ainda com dor, de noite eu resolvi ligar o botão vermelho e matar aula.
Primeira aula todo mundo mata, foi minha justificativa para mim mesma.
Mesmo dormindo como há muito não dormia, meu corpo inteiro dói, configurando uma gripe certamente adquirida na chuva lá fora. Junto, começou a TPM. Ou seja, dói e retém líquidos.
Tá frio, nublado, e meu amigo mau humor baixou com força total e absoluta - metamorfoseei.
Fiquei igualzinho à homem quando fica doente: reclamona, querendo cafuné, chata, querendo namorado pra fazer sopa, xingando todos os ex-namorados que eu já tive nessa e nas outras vidas (hoje foi um dia em que pensei muito em alguns deles, depois eu explico), xingando o chefe, só pensando em dormir e ganhar na mega sena. Ainda por cima, comi feito um boi, não fui à academia, fiquei com ódio dos meus culotes e de mim mesma.
Sobrou até pra Cocó, coitadinha...
E nem a minha mãe me ligou hoje.
Ou seja...
Espero que amanhã melhore.
De verdade.

sexta-feira, fevereiro 26

Renata & As Formigas - De novo

Minha luta com as formigas ainda não terminou.
Elas continuam firmes e fortes frequentadoras da minha cozinha, e eu ainda não consegui equilibrar meu chi porque o raio da sendas nunca tem umas plantas bacanas quando eu passo lá e o calor ainda me faz pensar duas vezes antes de procurar com maior afinco novas moradoras verdes para a minha pelada casinha.

O que mudou na nossa batalha é que agora eu dei para humanizar as formigas.

Isso deve ser culpa da Disney, da Pixar, de alguém que fez filminho bonitinho com os bichinhos.
Alguns filmes é melhor a gente nem ver, tipo Babe, considerando que você (no caso, eu) goste demais de comer um porquinho de vez em quando.

Mas, de umas semanas pra cá, eu tento não dar mole pra elas.
Mesmo assim, elas continuam aparecendo.
E eu me pego pensando:
"Cara, vocês estão desesperadas mesmo, hein..."
E crau! Mato todas.

E, de vez em quando, alguma delas pega carona.
Aí eu vejo aquela formiguinha andando no meu braço e penso que ela deve ser a Grande Guerreira Ninja da tribo que habita O Atrás Da Parede, que foi mandada para derrotar O Grande Monstro Exterminador De Formigas - no caso, eu.
Imagino ela toda paramentada com lancinhas minúsculas e uma tanguinha de folha e uma faxia na cabeça.
Imagino a esperança da Tribo De Atrás Da Parede, que vai morrer sem notícias da guerreira mítica e vai passar as próximas gerações lutando pela sua sobrevivência, já que a comida anda escassa no mundinho delas.
(Agora lembrei de "Noturno" e a evasão dos ratos por falta de comida. Tive um vislumbre da minha parede caindo um dia juntamente com a enorme população que deve habitarseus buraquinhos e o meu encontro com o que quer que ande roubando a comida delas.)
Chega a me dar até pena.
Ainda assim, eu sopro, ela voa, provavelmente não sobreviverá à queda.
(Formigas sobrevivem à quedas tão altas?)

Era só o que me faltava...

Todo dia ela faz tudo sempre igual

Meio dia.
A essa hora, eu já acordei, tomei e dei café da manhã, li o jornal, tomei e dei banho, levei a criança pro colégio, fui à ginástica, fui ao mercado (e esqueci do sal), lavei a louça, lavei a primeira leva de roupas (a segunda só depois que a Pequena chegar do colégio com a toalha molhada), lavei a lixeira do banheiro, tomei outro banho, fiz as unhas e tomei uma aspirina porque me veio uma sinusite - isso porque não tive aula hoje.
A essa hora, tanta coisa já meio na cabeça e eu me lembro de quem acha que eu não faço nada. Outro dia mesmo fui achacada por uma moça que ficou espantada em saber que eu fazia tudo sozinha porque ela achava que eu tinha vida de madame.
Vida de madame eu nem queria, mas delegar uma ou duas tarefas bem que não seria mal...
Ainda vou trabalhar, sair para buscar a criança, fazer o jantar, conversar com ela, ler história para dormir, trabalhar mais.
As únicas coisas que me balançam são as contas que eu faço o dia inteiro, a falta de tempo para ver filmes (fevereiro foi um mês nulo nesse sentido), o livro que já está na cabeceira há mais de uma semana e ainda não foi terminado e a sensação de que eu virei uma "daquelas mulheres", com o plus de fazer um pouco mais.
Uma mulher adulta no termo da palavra.
Com contas em dia, participativa na vida filial, com um paninho na mão nas horas vagas e que ainda arruma tempo para sair, beber, beijar e ser mulher como as mulheres deveriam ser.
A sensação de perceber essa vida me é esquisita.
Não deixa de ser prazerosa, mas, é isso então que é ser adulta? O que a gente espera tanto quando é criança?

Essa semana a Pequena perdeu seu primeiro dente.
Foi um momento supra especial.
Até agora eu ainda não sei se choro de felicidade ou se lamento que ela esteja crescendo, virando uma moça.
Ela fez sua primeira incursão ao dentista porque o raio do dente não quis cair sozinho, foi raçuda pra caramba - ela sempre me impressiona no quesito ir ao médico, eu sou medrosa - saiu de lá com um tremendo sorriso banguela no rosto e com uma mãe que quase desmaiou ao ver a conta do dentista, à beira das lágrimas, à tiracolo.
Então é isso que é ser adulta?

Eu resolvi comprar um diário.
Nem tudo se pode escrever aqui.
Queria deixar alguma de concreto, de palpável para Ela, para que ela soubesse quem a mãe dela é, pudesse me entender.
(Mesmo que eu desconfie que o conteúdo não vá ser muito apropriado para menores em alguns trechos.)
Ela cresce - rápido - e eu volto.
Me espanta, porque mais da metade do tempo, eu ainda não me sinto tão adulta.
E o tempo passa.
E amanhã, ao meio dia, eu já vou ter feito coisa à beça, o dia vai estar apenas começando e, ainda assim, vai me faltar tempo...

sexta-feira, fevereiro 19

Voltei do mato...

"Me disseram que ela foi vista com outro
Num fuscão preto pela cidade a rodar

Bem vestida igual à dama da noite
Cheirando a álcool e fumando sem parar"

sexta-feira, fevereiro 12

Lamentável

...Mas, o pior da viagem, não é fazer e desfazer as malas, enfrentar rodoviária e quem me quer mal nem gastar meu tão suado dinheirinho para emergir no meio do mato e fugir dos foliões...
...É que o raio da Gal Costa não sai da minha cabeça!
Desde de manhã só que eu consigo cantarolar dentro da minha cabeçinha oca é "nas trincheiras da alegria, o que explodia era o amor!".
Festa no interior, saca?

Mulherzinha

Apesar de todo meu discurso "mulher independente do século XXI", de repente me deu um acesso de fragilidade bizarro.

Eu estava estonteamente feliz por ter conseguido mudar os móveis - móveis pe-sa-dos - da casa de lugar sozinha e plenamente satisfeita com a minha autosuficiência...
...Aí, entrou um bicho, não sei bem qual, mas eu desconfio que era uma vespa, voando pela minha janela.
Grande, preto, alado, com um pusta ferrão no enorme traseiro e numa animação de dar dó à minha fóbica pessoa.
No dia em questão, eu usei o restinho que ainda existia do meu SBP amigo e companheiro no incauto bichão. Pra mim foi pouco, pra ele o suficiente.

Então, anteontem, uma tempestade caía na escaldante noite do Rio de Janeiro e... Outro bicho alado resolveu vir se refugiar bem no no escritório, onde eu TINHA que trabalhar!!!
Dessa vez não existia o SBP amigo e companheiro.
Eu esqueço de comprar muitas coisas até realmente precisar delas e a minha tia tinha me dado de presente um potinho com uma pomada de andiroba que fez das minhas tardes e noites no computador novas tardes e noites sem mosquitos famintos atacando as minhas roliças pernocas - assim, eu ainda não havia ido ao mercado.
O Universo me puniu por isso.
Fiquei aqui, com o coração aos pulos, correndo atrás do bicho voador, tendo em mãos a única coisa em spray que existia na casa - um desinfetante caríssimo.
Eu não sei se funcionou porque eu não achei o cadáver, mas a partir daí minha noite foi arruínada. Mesmo depois dos trovões terem silenciado, eu continuava meio que tremendo, dentro da casa escura e vazia.
Frágil.

Nesse meio tempo, outra lâmpada do banheiro queimou.
Mas essa não queimou queimada, queimou deixando o bocal da lâmpada muito bem atarrachado e, desconfio eu, enferrujado, lá dentro.
Ou seja, estou sem luz de novo porque nem por um decreto eu meto as minhas preciosas mãozinhas lá dentro.
Ou seja, mais um serviço pelo qual vou ter que pagar algum homem para vir fazer pra mim; o que me deixa deveras furiosa de ser tão mulherzinha dependente - ainda que eu afirme não ser - justamente por ser a quebra de todas as minhas afirmações a respeito de mim mesma.

E amanhã quem viaja sou eu.
Mais uma excursão com 2 malas e uma criança debaixo do braço em direção ao interior da minha, da sua, da nossa incrível rodoviária.
Eu não queria carregar malas.
Na boa.

Resolvi visitar a família do meu pai - mal de vez em quando necessário.
Tinha resolvido que não pintaria os cabelos ou faria as unhas até voltar de viagem, afinal, eles são minha família também, podiam muito bem ficar me vendo ao natural sem nenhum grande trauma.
Aí eu me lembrei que, sempre que eu volto, a família daqui quer saber todas as fofocas do povo de lá; e me toquei que a família de lá deve fazer um igual número de fofocas sobre a família daqui - foco na família presente ao local, ou seja, eu.
Saí correndo pro salão pra chegar lá impecável de dar, pelo menos, menos dois assuntos ao povo.

E então eu tive um ataque de saudades.
Daqueles que eu não deveria ter mais, mas ainda tenho e não consigo nem explicar, nem me livrar deles de vez.
Quando eu estava quase me convencendo de que já era mais que a hora deu tocar meu carro, parei para fazer as contas:
Um ano e cinco meses desde o último namorado de verdade, 3 meses sozinha (sendo que eu só fui realizar o fato há 2 meses e 2 semanas), nesse tempo todo (o um ano e tal) 5 dispenses e 1 cara que eu dispensei com muita dor no coração.
Então hoje, esse 1 cara, que ainda era uma esperança no futuro quem sabe, ao se despedir de mim me manda um abraço.
Um abraço?
Um abraço é coisa de mano.
É coisa de "você foi dispensado, estou pegando outra".
Tudo bem, não adianta chorar, fui eu que não quis e ainda andei fazendo pensamento forte pra que ele encontrasse alguém e fosse feliz, porque ele merece.
Eu sei, é egoísta demais de minha parte ficar triste com isso.
Muito feio mesmo - ainda mais se a gente levar em conta que eu tava com saudades malévolas de um outro peão.
O problema é que eu tô me achando muito mulherzinha desamparada, me apegando à coisas que não devia.
Mas juro, que no fundo, no fundo, eu desejo mesmo é felicidades.
E a gente tá parado nisso já há muitos meses; é bom mesmo que alguém vá embora.

Eu ainda acho que um namorado, namorado mesmo, não cabe dentro da minha vida agora.
Na verdade, eu posso dizer que essa é uma fase em que eu estou me preparando para a alguma coisa melhor que vai acontecer na minha vida; mas, no meio disso tudo eu lembrei e quis, muito, ter alguém pra trocar minha lâmpada, matar os bichos voadores, carregar minhas malas e massagear meu ego.
Mulherzinha dependente boboca e desamparada.
Não combina nada comigo...
Não mais.

segunda-feira, fevereiro 8

Já volto

...Essa coisa de carnaval tá me atrapalhando...
...Resolvi arrumar a casa, enfeitar & arrumar & consertar, me inscrevi na ginástica, tô sendo bombardeada de trabalho, fazendo mil contas, com medo de faltar grana, checkup médico para a dupla dinâmica, viagem chegando, livros pra ler antes de voltar a estudar, pensando no que estudar, recebendo visitas, inventando noites caóticas...
...E ficando engarrafada por aí, por causa desse carnaval que nem chegou e já me atrapalha.

segunda-feira, fevereiro 1

Estatística do ano

Mais filmes.
Mais livros.
Mais peças.
Mais shows.
Way to go, Renata!!!

Meta do ano: Mais peças e mais shows para bater 2007. :P

E mais filmes, mais livros, mais, mais, mais.

Hoje a gente começa uma nova lista!!!

(E, antes do fim das férias, eu vou passar as listas mais antigas pra pdf...)

sexta-feira, janeiro 29

Bad Mamma

Essa semana minha anda empenahada em detonar minha imagem de mãe zelosa e responsável.

Ela aprendeu a usar o telefone, então, como toda boa mulherzinha, quando ela fica entediada, passa a mão do aparelho e começa a ligar para as avós programadas na discagem rápida.

O primeiro telefonema foi para anunciar ao mundo que eu havia "sapecado" as salsichas dela.
Era um dia daqueles, eu corria de um lado pro outro feito uma alucinada, o pensamento já não estava lá essas coisas e as salsichas ficaram só um pouquinho queimadinhas - até gostosas; mas lá foi a criança anunciar que, não só eu havia queimado o almoço, como ainda tinha dado o almoço queimado para ela comer.

O segundo veio no dia da chegada d"O Monstro".
Como eu passei metade do meu dia por conta da estante que não chegava nunca e tendo piripaques de terror cada vez que o homem do frete ligava dizendo que ela era enorme e que dava muito trabalho montar e que...enfim, tive que trabalhar de noite em coisas urgentes.
Eis que bate o tédio na criança, ela liga para a avó e manda:
"Eu não posso entrar no quarto porque a minha mãe tá trabalhando."
Imediatamente fui remetida àqueles filmes em que criancinhas são criadas por mães malvadas com aquela cara de Courtney Love luxo que se prostituem em troca de uns poucos dinheiros para comprar birita e engendram os futuros psicopatas do planeta.
Não é este o meu trabalho, que isso fiquei claro.

Finalmente, agora a pouco, o golpe de misericórdia.
Como já dizia a minha mãe, uma criança, com uma escadinha, ganha o mundo.
No caso da Olívia, a escada foi substituída por uma cadeirinha e um baú, estrategicamente colocado debaixo da janela do quarto dela.
Ela descobriu que pode subir no baú (e pode mesmo já que ela ainda é levinha e o baú é de uma madeira boa) e abrir a dita janela e ficar espiando lá fora a vida dos vizinhos. Para ela é uma conquista, uma glória. E eu não me preocupo primeiro porque nós moramos no térreo - uma precaução de minha parte quando nos mudamos, exatamente para evitar futuros aborrecimentos - depois porque existem sólidas grades nas janelas, ou seja, dali ela não cai, e, se vier a cair, não morre.
Então, desta vez ela falava com o pai enquanto espiava a vida besta do gato e dos garotos que jogam bola ali lá fora:
"Ah, eu tô na janela. A minha mãe não liga."

Ou seja, eu alimento ela de comida queimada, trabalho trancada num quarto onde ela não pode entrar e ainda dou força pra criança se pendurar na janela.
Que tal?
Nice, filhota, very nice...

Das duas uma, ou eu vou precisar de um conselheiro de imagem ou um advogado...

quinta-feira, janeiro 28

Me, Myself e Eles

"Você precisa arrumar um namorado. E logo."

Diagnóstico de amiga.

Pensei, pensei, e lá fui no dicionário:
Precisar - v.t. e v.i. Ter necessidade de, carecer. / Determinar, indicar com exatidão. / Ser pobre, passar necessidades.

Tendo em vista a primeira definição da palavra, que, creio eu, seria a mais indicada para interpretar a frase fatídica, eu diria que não.
Eu não preciso arrumar um namorado.
Muito menos logo.

Não sou contra os namorados, entendam bem.
Namorados são muito bons - ou deveriam ser; se bem que já tive um que não era, mas isso nem vem ao caso - para todas as formas de sexo que você possa gostar ou querer, são bons para assistir filminho debaixo das cobertas quando está frio e você está doente e eles estão se sentindo bondosos (ou fizeram alguma cagada que você ainda não descobriu e querem ficar com a consciência limpa), são bons... Sei lá pra que eles são bons, faz muito tempo que tive um desses e já esqueci.

De toda forma, um namorado seria uma coisa ótima nessa época universo pós apocalíptico que se tornou a minha vida nos últimos meses, para fazer um cafunézinho (isso eles fazem, eu acho) e trocar todos os móveis de lugar pra mim (ontem chegou aqui uma nova estante que eu batizei apropriadamente de "O Monstro") enquanto eu me concentrava em passar as roupas ou terminar de ler meu livro.

Acontece que namorados não são tão fáceis de arrumar.
Não existe

"Renata, eu vou no mercado, quer alguma coisa?"
"Traz um namorado pra mim? Assim, bem peludinho, tá?"


Ou

"Me dá um barrigudinho daquele ali e um japinha também. Nunca tive um japinha, vou provar!Dá pra botar uma barbinha?"

Não vende em mercado, meu povo!
Não tem na Uruguaiana!

Tem que ter olhar, climinha, vários encontros...

A parte do sexo realmente faz uma certa falta, em tempos áureos eu já teria recorrido ao "caderninho"; acontece que depois de um tempo "caderninhos" não são mais tão legais - aqueles caras lá não querem te namorar, nem cogitam a possibilidade de você vir a ser qualquer coisa relevante na vida deles, muito menos querem ser na sua. E, depois da crise de abstinência, você passa a focar em outras coisas, percebe que não morre disso, e a coisa deixa de ter a importância que você sempre deu a ela.

É uma parada que não dá em árvore, não rola com qualquer pessoa e não se resolve "precisando".
Eu não entrei nem no lado ruim da coisa como eu me lembro, mas, no sentido da palavra, não, eu não preciso.
Precisar eu preciso de dinheiro, de uma escada, de almofadas novas, de revelar fotos, emagrecer, ficar boa de vez, parar de fumar, de conseguir tempo pra terminar minha monografia tão bem quanto comecei sem ter um treco, de um novo escorredor de louça, de mais livros, mais shows e mais cds, de roupas novas, um carrinho de feira...

Carente todo mundo é - em menor ou maior escala - mas, depois de um longo e tenebroso inverno, pela primeira vez em muito tempo, finalmente eu descobri que eu me basto.
E que eu tô bem me fazendo companhia.

(Depois que eu arrastar a casa, então, as chances de precisão vão diminuir drásticamente.)

sábado, janeiro 23

Avó e Neta

A menina aponta a cicatriz que fica entre costelas da avó:

- Que foi isso mesmo?
- A vovó ficou doente e o médico teve que abrir aí pra tirar a doença fora...
- Se ele não tirasse, o que ia acontecer? Você ia morrer?
- É. Se ele não tirasse, eu acho que ia morrer.
- Quando eu crescer você vai morrer.
- É. Quando você crescer eu vou.
- Que pena! Você então não vai conhecer as minhas filhinhas...

Perspicaz essa minha filha...

quinta-feira, janeiro 21

...Falando nisso...

I was wasting my time
Trying to fall in love
Disappointment came to me and
Booted me and bruised and hurt me

But that's how people grow up
That's how people grow up

I was wasting my time
Looking for love
Someone must look at me
and see there's someone of their dreams

I was wasting my time
Praying for love
For the love that never comes from
Someone who does not exist

That's how people grow up
That's how people grow up

Let me live before I die
Oh, not me, not I

I was wasting my life
Always thinking about myself
Someone on the deathbed said
"There are other sorrows too"

I was driving my car
I crashed and broke my spine
So yes, there are things worse in life than
Never being someone's sweetie

That's how people grow up
That's how people grow up

As for me I'm ok
For now anyway

Nem só de merda é feita a vida...

...Existe música.
Muita música.

Uma das coisas que andam me deixando besta é a Beyoncé.
Nos filmes, nas apresentações que ela faz por fora e nos tapetes vermelhos da vida, essa moça me convenceu de que ela é fina.
É linda, é fina e tem voz, e eu cá não nego que gosto de algumas músicas dela, mas quando eu vejo os clips, fico até um pouco envergonhada por ela...
...Tão fina e posando sempre de vagabunda da classe...
Acho feio.

Mas isso era só comentário...

Na verdade, verdade mesmo, estou ressuscitando, encarnando o espírito antigo de um ex-namorado que eu tive.
Ele comprava muitos cds, e, sempre que comprava - e gostava - botava o cd para tocar como se não houvesse amanhã, vezes e vezes repetidas, até a gente ter vontade de jogar pela janela o cd e nunca mais ouvir de novo por mais que a banda/cantor fosse incrível.

Então, da minha lista de cds a comprar, fui lá eu e comprei o "Years of Refusal" do Morrissey.
E regredi.
Voltei no tempo.
Porque o cara envelhece, mas continua com aquela voz que a gente conhece e fazendo aquelas músicas que a gente ouve e nem consegue escolher qual delas melhor se aplica à dor de corno atual...

A gente cresceu ouvindo que "I was happy in the haze of a drunken hour/ But heaven knows I'm miserable now /I was looking for a job, and then I found a job/
And heaven knows I'm miserable now"
, ou que "I am human and I need to be loved/ Just like everybody else does ...", ou que...
Enfim...
A vida toda ele embalou cada um dos nossos pés na bunda, das nossas deprês, de todas as coisas adversas que atrapalham as nossas vidas.
Pelo menos a minha vida.

E tudo o que eu tinha até então para me lembrar desses momentos era uma compilação de hits devidamente roubada do tal ex-namorado.

E lá veio ele de novo.
Desta vez, encontrando uma Renata balzaca, com muito mais carga nas costas, totalmente diferente daquela que ouvia seus primeiros lamentos...
...Ainda assim, "there is no love in modern life/ I'm doing very well
it's a miracle I even made it this far",
ou "I can woo you/ I can amuse you/ but there is nothing I can do to make you mine", ou "You roll your eyes up to the skies/ Mock horrified/ But you're still here/All you need is me", e por aí vai...
...E, se no último mês eu não me livrei ainda do que já foi e não encontrei ainda o que vai vir, não posso dizer que não tenha me apaixonado, porque eu me apaixonei, e muito, e tenho ouvido essa paixão toda e cada vez que páro para escutar o que de mais faz a vida feliz: música.
"Os astros sugerem que você busque pôr mais ordem em sua vida amorosa e também em outros aspectos de sua vida. Busque encontrar uma forma mais ágil e realista de se relacionar com o ser amado. Alimentar fantasias neste momento não lhe levará a lugar algum!"

Que vida amorosa, pelo amor de Deus?!?

Ironias

...Aí você vê...
Eu viajei, fui viajar injuriada com o Mundo.
Na semana antes da viagem, a vida foi frenética, eu me estressei, mandei muita gente tomar o caminho da roça (em termos chiques). Na véspera da viagem choveu uma chuva bem chuvida, com trovões que duravam minutos inteiros.
Eu tinha estrada para pegar, e, nesse momento, pensei como seria o meu enterro.
É mórbido, mas como seria...?
Quem apareceria?
Você apareceria?
E você?
Você iria?
Como seria o encontro de todos vocês?
O que vocês iriam dizer de mim?
Sobre mim?
Para mim?
O que iria ser de quem ficasse aqui?
Alguém - além da minha filha, claro - iria sentir minha falta?
Iria falar de mim algum tempo depois?
Será que lá, nesse momento, que eu iria descobrir se alguma vez já fui realmente amada por alguém?

Eu peguei gosto por mandar as pessoas se fuderem.
Não nestes termos, em geral, mas peguei.
Antes de viajar, mandei 3.
E, depois de muito me analisar, pensar e sofrer, não acho que deva desculpas a nenhum deles.
Fui tão estressada, que nem percebi que o taxi pegou o caminho mais longo para a rodoviária - só quando o trânsito parou dentro do túnel e eu tive uma vontade louca de sair correndo.
Eu agora fico assim.
Túnel pra mim é sinônimo de arrastão, tiroteio...
Nunca aconteceu até hoje, mas são histórias tão difundidas que eu comprei.
Comprei e fiquei com pânico.
Meu pânico na água, no túnel, no ar, é não ter para onde correr; onde buscar socorro.
Eu gosto de chão.

Viajei achando o máximo o motorista com ares de aeromoço, que indicou as saídas de emergência e foi dirigindo devagarzinho enquanto o Judas Priest tocava no mp3 para abafar os causos da moça da poltrona do ladoque tinha resolvido abrir o coração para a pobre passageira que ocupava a cadeira do lado da dela.
Viajei de olho naquela paisagem que não me pertence.

No dia seguinte à minha chegada, já caí doente.
Escondi.
Não queria que a dupla ficasse preocupada.

Até agora, o tratamento vai bem - ainda que eu não possa ir pra boate.

As aulas começaram e eu comecei a pegar um paninho para limpar coisas a cada pausa que eu faço no meu dia - o que muito me anima, é um sinal de melhora no humor que andava tão abalado nos últimos meses.

E então feriado.
Essa noite eu sonhei que encontrava com o pai da Olívia na rua. E a gente se cumprimentava.
São Sebastião crivado.
Aniversário de um dos melhores amigos.
Dia de chopp com uma amiga.

Íamos todos sair hoje e tudo isso ficou ofuscado com a notícia de uma pessoa que se foi.
Não era um dos meus amigos íntimos.
Esse nunca ouviu de mim um "eu te amo", mas era um cara legal, que tomava cerveja comigo, sempre me tratava bem, uma pessoa de quem eu gostava bastante...
...E, que depois de sobreviver há anos e anos e anos de coisas muito barra pesada, "resolveu" tr uma morte estúpida, muito além do estúpida.
Que, mesmo nunca tendo ouvido um "eu te amo" e não sendo íntimo, conseguiu abalar as minhas estruturas com a sua partida, porque não deixa de ser estranhamente irônico que eu tenha pensado em tudo o que ele vai passar e está passando agora há tão pouco tempo atrás...
...Deixamos hoje de cuidar do amigo ainda vivo por conta do amigo que não o é mais...
...E ainda que não tenha ido cuidar de um - devia, a cada minuto que passa eu acho mais que devia ter ido - veio uma vontade louca alucinada de saber de todo mundo, de cuidar de todo mundo, de pôr as pessoas que eu amo debaixo das asas, o enorme medo que eu tenho de perdê-las!

Penso nas pessoas que perderam mais que eu hoje.

Oho os jornais querendo notícias.
E essa não é uma notícia para o mundo, apenas para um seleto grupo de pessoas - algumas que não se falam há meses q voltam a se falar única e exclusivamente por conta desta notícia, para nós, mais importante que o Haiti...

...E tudo isso só me faz pensar como a vida é, de fato, estúpida.
Mas, me consola, que a grande vingança que eu faço com ela é continuar com a minha vida e vencer essa enorme estupidez.

Até que eu escorregue.

terça-feira, janeiro 19

Pomba!

...As férias quase que acabaram e eu não li livrinhos subversivos!

(Adianto logo a coisa porque pressinto que não vou ler mesmo.)
(Não dessa vez, pelo menos.)

sexta-feira, janeiro 15

Update na listinha

Consertar o ventilador de teto.
Pendurar meu varal de volta - CONSERTADO!!!
Trocar a lâmpada do banheiro - FIAT LUX!!!
Arrancar o insulfilm da varanda.
Entrar na academia pela nonagésima milhonésima vez.
Comprar pelo menos um cd e um livro PRA MIM por mês - O cd eu comprei, mas como chegou mais de uma dúzia de livros novos, achei que comprar mais um era demais esse mês.

No mais triste...
...Esperando o fim das férias e me preparando para mais um fim de semana de massacre - desta vez, na versão Mato 1.0.

quarta-feira, janeiro 13

Mistério

Domingo passado, tomei banho, me arrumei e saí.
Tudo bem que eu estava correndo, com sono, meio de ressaca ainda, mas o fato é que a toalha que eu usei pra tomar banho desapareceu.
Desapareceu, sumiu, mandou beijonãomeliga.
Procurei pela casa toda e nada dela.
E ela é laranja, hein!

...Será que os velhinho do meu prédio pegaram ela pendurada em alguma janela e levaram pra fazer uma parada bebê de Rosemary qualquer...?

...Logo agora que eu ando tão comportadinha...!

*MEDO*

Passeio

E o calor, ah, esse calor - super acredito no aquecimento global quando me pego gastando vários minutos do meu dia planejando juntar grana para botar um ar condicionado dentro de casa para a felicidade no próximo verão e a depressão do meu bolso!
Eu perco o amigo, mas não perco a piada; assim sendo, depois de tanto implicar com as amigos - a maioria tão sem ar e calorenta quanto eu - dizendo que eles deviam pegar um circular e dar umas voltas pra aproveitar o fresquinho do coletivo, quem embarcou no coletivo fui eu.
Em minha defesa, digo que o ar estava quebrado.
Mas, eu não sei, quarta-feira de manhã, voltando da rodoviária depois de embarcar a Olívia em sua primeira viagem solo sem mim, cheia de caraminhola na cuca e sem a menor vontade de trabalhar, lá fui eu.
Resolvi ver a cidade.
Às vezes é bom.
E a nossa cidade é, de fato, muito bonita.
Mal cuidada, mas bonita.

Embarquei num onibuzinho do Metrô, que faz dez milhões de voltas e fiquei lá, vendo os sobrados do Estácio, a favelinha que eu não sei o nome, vendo casas, pessoas, lojas, admirando o subúrbio em toda a sua beleza.
Eu gosto.
Quando a gente viaja assim, e presta atenção nos moradores da área que cumprimentam o motorista, naquela vendinha peba da ladeira, na varanda mal enfeitada ainda do natal, que a gente vê como a vida é mais simples e diferente e percebe o contraste real de onde a gente vive.

Assim que entrava na Zona Sul, a paisagem mudava.
Um túnel separando só.
Um pedaço de terra que divide direitinho a vida das pessoas.
Muito louco.
Mas, nessa viagem, eu suei feliz.

Começamos mal...

Eu tinha feito um plano para essa semana: terminar Arthur até domingo (terminei), pegar dois livrinhos fininhos e acabar com eles antes de viajar sexta-feira.
Não deu.
Não acabei nem o primeiro ainda - o que muito me deprime, se é que isso interessa.

E ainda caiu o outro varal na minha cabeça.

terça-feira, janeiro 12

Mesmo assim...

...A sujeita não deixa de se deliciar um pouco com a impressão de que as pessoas têm de que ela nasceu ontem...

O telefonema para a Sujeita

...Então a sujeita leva um pé na bunda e aceita o fato.
Não tão graciosa ou pacificamente como seria bonito de se ver, mas aceita.
E segue com a vida dela.

...E, então, a sujeita está lá, seguindo a vida dela com a casa cheia de gente, rodeada por brinquedos voadores, gritinhos de alegria, tomando uma cervejinha na varanda porque está calor e o mundo vai acabar.
Aí ela resolve checar o celular, que, não só ela nunca ouve tocar - apesar de ter baixado um toque com a voz do seu vocalista cabeludo preferido em altos urros - como estava em outro cômodo, e a casa dela é grande.
No visor, o aviso: chamada perdida.
A sujeita resolve retornar.

"Oi, moça..."

A sujeita, tão atarantada pelo calor, pelas visitas e pela cerveja não percebeu que conhecia aqueles primeiros números de telefone - na última briga, ela providencialmente deletou o telefone dele da agenda a fim de evitar maiores faltas de deselegância - e descumpriu a maior de suas promessas de ano novo, que era não telefonar mais nem que houvesse alguém morto ou ele fosse o último homem da face da Terra e o repovoamento dependesse dos dois.
Mas, justo quando ela se vangloriava de estar completando 12 dias firme e forte sem dar pinta e deixar que ele soubesse que ela ainda respirava e andava por aí...

"Tô ligando pra saber se tá tudo bem..."

Uma prática masculina que desperta todo o asco que a sujeita tem pela raça masculina!
A pergunta de dez mil reais que ela acha mais despropositada da história dos relacionamentos. Porque a sujeita não entende essa necessidade doentia do outro, que meteu o pé na estrada sem pensar nisso nem uma vezinha, resolver dar o ar de sua graça para fazer a pergunta e ouvir a resposta. Na percepção da sujeita é uma prática sadomasoquista das maiores, como se o cara quisesse que ela respondesse que está mal, sofrendo feito uma desgraçada - o que até, a essa altura do campeonato nem é a situação, visto que tudo, tudo nessa vida passa e as pessoas param de sentir.
Entorpecida pelo caos reinante, pela surpresa e pelo cansaço - ela tinha certeza absoluta de que não receberia mais telefonemas vindos daquele número - mais uma vez não foi graciosa ou delicada.
E não deveria ter sido mesmo.
A sujeita é meio palhaça e ainda gosta do Jack Kerouac em questão, mas também está muito cansada de todo o trabalho que ele proporciona.
Ela anda preferindo ficar sozinha a ter todo esse trabalho.

Ainda assim, de madrugada, senta, ouve o Morrissey, fuma um cigarro e fica abalada com a meleca do telefonema.

"Eu não queria que você pensasse em mim desse jeito..."

Porque agora ela não tem mais papas na língua - se é que algum dia teve, uma vez que ela não é chegada a sutilezas - e transformou, mais uma vez, todos os pensamentos em palavras.
Duras.

Ele mereceu.
Ela não.

Assim, a sujeita vai pensar nisso mais alguns dias, mas vai continuar tocando a vida, sentindo cada vez menos, até que apareça outro beatnic na sua vida e ela possa usar os versos das canções de amor em outra pessoa.

terça-feira, janeiro 5

Menti

Tá.
Eu menti.
Eu tenho planos pra 2010.

Consertar o ventilador de teto.
Pendurar meu varal de volta.
Trocar a lâmpada do banheiro.
Arrancar o insulfilm da varanda.
Entrar na academia pela nonagésima milhonésima vez.
Comprar pelo menos um cd e um livro PRA MIM por mês.

Tá bom, né?
Modesto.

Frase do Dia...

...Que não me sai da cabeça e que só vai entender quem ler o livro novo do King:

"Aaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiii seu malvado!!!"

Calminha

...Em se levando em consideração que meus peitos estão doendo além do suportável, que consegui cortar fora mais um belo bife de dedo enquanto fazia um quiabo que ficou temperado demais, que meu trabalho é chato, minha filha está numa carência bisonha, minha casa de cabeça pra baixo, que eu não consigo ir ao cinema como gostaria, que não existe saliência nesta casa e que minha pilha de livros não diminui tanto quanto eu gostaria; até que eu ando bem calminha.
Não fiz grandes retrospectivas, não fiz minhas simpatias de ano novo, não tenho planos grandiosos.
Liguei o foda-se.
...Mas hoje acordei impossível.
Reclamei da entrega que não chega, do hotel que não quis fazer a minha reserva, do repórter que fez entrevista mala, do som terrível da reportagem...
Tudo antes das quatro da tarde.
É que, levando em consideração que meus peitos estão doendo além do suportável, que consegui cortar fora mais um belo bife de dedo enquanto fazia um quiabo que ficou temperado demais, que meu trabalho é chato, minha filha está numa carência bisonha, minha casa de cabeça pra baixo, que eu não consigo ir ao cinema como gostaria, que não existe saliência nesta casa e que minha pilha de livros não diminui tanto quanto eu gostaria; até que eu ando bem calminha.
...Nem pra rua eu quero ir...
...E Feliz Ano Novo...
...Se é que faz alguma diferença...
"Super-homem, quando você bebe, fica escroto à beça..."