- Tô te ligando pra avisar que tá tudo engarrafado...
- Tô te esperando... O único problema é que eu já bebi metade das cervejas que eu comprei.
Não pode me deixar sozinha assim...
"Um leitor vive mil vidas antes de morrer. O homem que nunca lê vive apenas uma." George R.R. Martin
sexta-feira, junho 24
quinta-feira, junho 23
Acordei hoje e tava lá no FB...
Cause me and the boys are playing
But we just can't find the sound
Just a few more hours
And I'll be right home to you
I think I hear them calling
Oh Beth what can I do"
Tentei fazer a fina...
Tô tentando fingir que não tô ligando...
Mas assim tá difícil, Pai.
Tá difícil...
"Beth I hear you calling
But I can't come home right nowCause me and the boys are playing
But we just can't find the sound
Just a few more hours
And I'll be right home to you
I think I hear them calling
Oh Beth what can I do"
Tentei fazer a fina...
Tô tentando fingir que não tô ligando...
Mas assim tá difícil, Pai.
Tá difícil...
quarta-feira, junho 22
Inda teve o seguinte: se a vida fosse um videogame, hoje eu teria zerado umas 20 vezes tamanha a quantidade de transeuntes que eu alvejei mentalmente.
Não, nem perder 3 quilos na primeira semana de dieta, nem ouvir várias vezes ao dia que eu sou gostosa, nada disso melhorou meu humor.
Continuo azeda.
Não, nem perder 3 quilos na primeira semana de dieta, nem ouvir várias vezes ao dia que eu sou gostosa, nada disso melhorou meu humor.
Continuo azeda.
Pensa aí, amiga, quantas vezes você antecipou a coisa?
Se depilou, pintou as unhas, os cabelos, escolheu ou comprou aquela lingerie sensacional...
Botou criança pra fora de casa, comprou a cervejinha, um estoque infindável de camisinhas...
Borrifou aquele perfume francês, ficou jóia jóinha esperando que o macho da vez penetrasse não só na sua casa como em outras partes do seu ser...
...E veio aquele telefonema - ou nem ele, em alguns casos.
Num primeiro momento, você se acabava de chorar, tomava você mesma sozinha todas as cervejas da geladeira, caindo na besteira de mandar smss coléricos, e-mails ou telefonemas de morte.
Começava a se achar o cocô da pulga do cavalo do bandido.
E dá-lhe bossa nova nos ouvidos!
Com o tempo e o costume, você foi aprendendo a fazer planos "b", pro caso de...
Não deixava de ficar triste, não deixava de sentir a última das mulheres do Planeta dos Macacos; pior! a última e que eles nem sequer queriam!
Mas, quem tem amigo ou cara de pau, tem tudo, você recorria ao plano "b" e, em alguns casos, deu até a "sorte" de encontrar um substituto pro tal macho sem coração.
Depois, além do plano "b", baixou um São Tomé que incorpora toda vez que um encontro teoricamente auspicioso é proclamado.
Você não só faz planos, como só acredita que o encontro vai de fato acontecer quando o macho da vez já está sem sapatos dentro da sua casa.
"Olha, eu desmarquei outras coisas e tudo..."
Mal ae, eu não.
Se depilou, pintou as unhas, os cabelos, escolheu ou comprou aquela lingerie sensacional...
Botou criança pra fora de casa, comprou a cervejinha, um estoque infindável de camisinhas...
Borrifou aquele perfume francês, ficou jóia jóinha esperando que o macho da vez penetrasse não só na sua casa como em outras partes do seu ser...
...E veio aquele telefonema - ou nem ele, em alguns casos.
Num primeiro momento, você se acabava de chorar, tomava você mesma sozinha todas as cervejas da geladeira, caindo na besteira de mandar smss coléricos, e-mails ou telefonemas de morte.
Começava a se achar o cocô da pulga do cavalo do bandido.
E dá-lhe bossa nova nos ouvidos!
Com o tempo e o costume, você foi aprendendo a fazer planos "b", pro caso de...
Não deixava de ficar triste, não deixava de sentir a última das mulheres do Planeta dos Macacos; pior! a última e que eles nem sequer queriam!
Mas, quem tem amigo ou cara de pau, tem tudo, você recorria ao plano "b" e, em alguns casos, deu até a "sorte" de encontrar um substituto pro tal macho sem coração.
Depois, além do plano "b", baixou um São Tomé que incorpora toda vez que um encontro teoricamente auspicioso é proclamado.
Você não só faz planos, como só acredita que o encontro vai de fato acontecer quando o macho da vez já está sem sapatos dentro da sua casa.
"Olha, eu desmarquei outras coisas e tudo..."
Mal ae, eu não.
domingo, junho 19
"Você sabe o que é ter um amor, meu senhor?
Ter loucura por uma mulher
E depois encontrar esse amor, meu senhor,
Ao lado de um tipo qualquer?
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
E por ele quase morrer
E depois encontrá-lo em um braço,
Que nem um pedaço do seu pode ser?
Há pessoas de nervos de aço,
Sem sangue nas veias e sem coração,
Mas não sei se passando o que eu passo
Talvez não lhes venha qualquer reação.
Eu não sei se o que trago no peito
É ciúme, é despeito, (...) ou horror.
Eu só sei é que quando a vejo
Me dá um desejo de morte ou de dor."
Sem mais por hoje,
RR.
Ter loucura por uma mulher
E depois encontrar esse amor, meu senhor,
Ao lado de um tipo qualquer?
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
E por ele quase morrer
E depois encontrá-lo em um braço,
Que nem um pedaço do seu pode ser?
Há pessoas de nervos de aço,
Sem sangue nas veias e sem coração,
Mas não sei se passando o que eu passo
Talvez não lhes venha qualquer reação.
Eu não sei se o que trago no peito
É ciúme, é despeito, (...) ou horror.
Eu só sei é que quando a vejo
Me dá um desejo de morte ou de dor."
Sem mais por hoje,
RR.
Eu sei o que parece...
...Mas, você se dar a outra pessoa e essa pessoa apagar você sem a menor consideração, como se faz com uma guimba de cigarros, é uma coisa muito difícil de superar.
Ainda mais se forem 3 vezes seguidas (sim, é o caso).
Muda tanto a sua visão de mundo...
Traz tanta coisa feia e ruim, mas tanta, que jogar isso fora, bicho...
...É muito black metal pruma pessoa só.
...Mas, você se dar a outra pessoa e essa pessoa apagar você sem a menor consideração, como se faz com uma guimba de cigarros, é uma coisa muito difícil de superar.
Ainda mais se forem 3 vezes seguidas (sim, é o caso).
Muda tanto a sua visão de mundo...
Traz tanta coisa feia e ruim, mas tanta, que jogar isso fora, bicho...
...É muito black metal pruma pessoa só.
Ontem teve mais um renascido das trevas via internet...
"Oi, lembrei de vc, vamos marcar um chopp, blablabla"
Me deu preguiça.
Agora, abri a janelinha e vi um outro cidadão online lá.
Um cidadão que me deu um perdido e sumiu nesse mundão grande sem porteira.
Aí, pronto, tava tão feliz, vou dormir azeda.
Foi um fim de semana ótimo, coalhado de amigos, de risadas, de boas coisas, mas ver o nome do cidadão ali me azedou.
Bateu a mágoa.
Bateu mágoa dele, do papelão.
Bateu mágoa do outro, que eu pedi tanto pra não me foder (tá bastante óbvio pra mim hoje que pedir pro cara não te foder, é praticamente suplicar que ele assim o faça).
Do outro, que... Aff!
Não tem muito jeito - quando a mágoa bate, é sempre essa santíssima trindade das profundezas do inferno que me vem à cabeça.
Os três que acordam a minha síndrome de tourette e fazem sair da minha boca e do meu coração uma enxurrada de palavrões muito da sisnistra.
Canceriano é um povo rancoroso... E eu carrego comigo a certeza absoluta de que fui boa, legal, bacana mesmo com eles - logo, não merecia o que me fizeram - então eles ainda despertam coisas desagradáveis.
Vou deletar esse palhaço, os outros já deletei faz muito tempo - em um monte de aspectos.
Falta um pouco, mas um dia, um dia eu vou conseguir não sentir mais isso.
Não acho mais saudável essa vibe de ódio aos ex-namorados que me assalta quando se trata desses 3 elementos.
"Oi, lembrei de vc, vamos marcar um chopp, blablabla"
Me deu preguiça.
Agora, abri a janelinha e vi um outro cidadão online lá.
Um cidadão que me deu um perdido e sumiu nesse mundão grande sem porteira.
Aí, pronto, tava tão feliz, vou dormir azeda.
Foi um fim de semana ótimo, coalhado de amigos, de risadas, de boas coisas, mas ver o nome do cidadão ali me azedou.
Bateu a mágoa.
Bateu mágoa dele, do papelão.
Bateu mágoa do outro, que eu pedi tanto pra não me foder (tá bastante óbvio pra mim hoje que pedir pro cara não te foder, é praticamente suplicar que ele assim o faça).
Do outro, que... Aff!
Não tem muito jeito - quando a mágoa bate, é sempre essa santíssima trindade das profundezas do inferno que me vem à cabeça.
Os três que acordam a minha síndrome de tourette e fazem sair da minha boca e do meu coração uma enxurrada de palavrões muito da sisnistra.
Canceriano é um povo rancoroso... E eu carrego comigo a certeza absoluta de que fui boa, legal, bacana mesmo com eles - logo, não merecia o que me fizeram - então eles ainda despertam coisas desagradáveis.
Vou deletar esse palhaço, os outros já deletei faz muito tempo - em um monte de aspectos.
Falta um pouco, mas um dia, um dia eu vou conseguir não sentir mais isso.
Não acho mais saudável essa vibe de ódio aos ex-namorados que me assalta quando se trata desses 3 elementos.
sexta-feira, junho 17
É...
Curti os bons auspícios aí abaixo...
Mas aí, lê ali, "ocorrido anteriormente em maio de 2010".
Aí eu fui lá, né? Sacar como andava a vida em maio de 2010.
Vênus tinha sido subjugado, estava no limbo, só existia monografia naquela época.
Sim, preciso ur-gen-te-men-te voltar a estudar.
Já decidi pra quê, já estou vendo os livretos, a Academia que me espere que eu estou voltando, mas...
...É...
Pode ser que eu dê uma chance a Vênus esse ano...
Curti os bons auspícios aí abaixo...
Mas aí, lê ali, "ocorrido anteriormente em maio de 2010".
Aí eu fui lá, né? Sacar como andava a vida em maio de 2010.
Vênus tinha sido subjugado, estava no limbo, só existia monografia naquela época.
Sim, preciso ur-gen-te-men-te voltar a estudar.
Já decidi pra quê, já estou vendo os livretos, a Academia que me espere que eu estou voltando, mas...
...É...
Pode ser que eu dê uma chance a Vênus esse ano...
Bons auspícios
O momento da beleza
Vênus em conjunção com Vênus natal
DE: 17/06 (Hoje) , 2h27
ATÉ: 29/06 , 9h19
Ocorrido anteriormente em: maio/2010
ATÉ: 29/06 , 9h19
Ocorrido anteriormente em: maio/2010
Atenção, Renata:
Entre os dias 17/06 (Hoje) e 29/06, você estará vivendo o seu aniversário de Vênus! Trata-se de um momento especial, em que o planeta Vênus completa um ciclo revolutivo em torno do Sol. A qualidade deste momento envolve você se perceber mais atraente, como se irradiasse mais beleza. Este também é um momento de renovação da sua vida afetiva, em que você repensará suas prioridades e seus valores no que tange às suas relações. O momento também é propício para cuidar do visual, fazer coisas que lhe dão prazer. O aniversário de Vênus é uma fase em que percebemos que merecemos prazer em nossas vidas. Usufrua!
segunda-feira, junho 13
Na última reunião de condomínio, eu não estava com a menor vontade de me juntar ao povo do The Bramford.
Nêgo é chegado numa baixaria entre vizinhos e eu não ando com o menor bom humor pra isso.
Muito astutamente, compareci ao primeiro horário de convocação e escrevi lá meu voto para síndico e aumento de condomínio.
O povo da arruaça não aceitou.
Arbitrário, eu sei.
Poderia e deveria bater pé e fazer beicinho, mas deixei passar.
Pois bem, chegou aqui em casa uma carta anônima (o que é bastante ridículo uma vez que todos no prédio sabem quem escreve essas cartas - não é a primeira) choramingando e convocando todos que comparecessem na próxima reunião para não permitir o aumento etcétera e tal.
Meu pensamento:
Não aceitaram meu voto, bem feito.
Nêgo é chegado numa baixaria entre vizinhos e eu não ando com o menor bom humor pra isso.
Muito astutamente, compareci ao primeiro horário de convocação e escrevi lá meu voto para síndico e aumento de condomínio.
O povo da arruaça não aceitou.
Arbitrário, eu sei.
Poderia e deveria bater pé e fazer beicinho, mas deixei passar.
Pois bem, chegou aqui em casa uma carta anônima (o que é bastante ridículo uma vez que todos no prédio sabem quem escreve essas cartas - não é a primeira) choramingando e convocando todos que comparecessem na próxima reunião para não permitir o aumento etcétera e tal.
Meu pensamento:
Não aceitaram meu voto, bem feito.
A pessoa quando entra pro Mãe Solteira Futebol Clube e não tem babá, na rebarba assina o Vale Perrengue Premium.
Tudo bem, vale a pena, é legal e tal, mas bye bye qualquer mísero programinha durante a semana decidido em cima da hora.
De repente, você vira a Rainha da logística e tudo tem que ser meticulosamente planejado com uma certa antecedência. Não chega nem a ser exatamente ruim, já que a idade ruge e o pique também não continua mais o mesmo - apesar da liberdade de ir e vir fazer falta às vezes.
E junho está sendo um mês entupido de eventos sociais (graçasadeus).
Então, quando veio semana passada o e-mail que incitava uma "girls night out", imediatamente me animei toda. Liguei pro pai, pedi penico, combinei tudo.
Hoje, véspera da saidinha, as meninas começam a esmorecer.
E aí vem a parte que elas não entendem, já que não precisam de todo um rebolado pra poder ir pra rua desfilar a boniteza; por que eu fico mega chateada quando eu tenho esse trabalho todo e a coisa não acontece.
Não existe uma obrigatoriedade, a princípio, em se cumprir combinados deste porte; mas, para uma pessoa que tem poucas oportunidades de enfiar o focinho pra fora de casa no meio da semana, quando o combinado não acontece é extremamente broxante.
Num primeiro momento, armei um bico que ia daqui de casa à praia de Ipanema.
Num segundo momento, acho que, ao invés de desmarcar com meu pai, se realmente entrar água no meu chopp, resolvi que vou me enfeitar e vou sair mesmo que seja sozinha - pra ver aquele filme que eu ainda não vi, por exemplo.
Tudo bem, vale a pena, é legal e tal, mas bye bye qualquer mísero programinha durante a semana decidido em cima da hora.
De repente, você vira a Rainha da logística e tudo tem que ser meticulosamente planejado com uma certa antecedência. Não chega nem a ser exatamente ruim, já que a idade ruge e o pique também não continua mais o mesmo - apesar da liberdade de ir e vir fazer falta às vezes.
E junho está sendo um mês entupido de eventos sociais (graçasadeus).
Então, quando veio semana passada o e-mail que incitava uma "girls night out", imediatamente me animei toda. Liguei pro pai, pedi penico, combinei tudo.
Hoje, véspera da saidinha, as meninas começam a esmorecer.
E aí vem a parte que elas não entendem, já que não precisam de todo um rebolado pra poder ir pra rua desfilar a boniteza; por que eu fico mega chateada quando eu tenho esse trabalho todo e a coisa não acontece.
Não existe uma obrigatoriedade, a princípio, em se cumprir combinados deste porte; mas, para uma pessoa que tem poucas oportunidades de enfiar o focinho pra fora de casa no meio da semana, quando o combinado não acontece é extremamente broxante.
Num primeiro momento, armei um bico que ia daqui de casa à praia de Ipanema.
Num segundo momento, acho que, ao invés de desmarcar com meu pai, se realmente entrar água no meu chopp, resolvi que vou me enfeitar e vou sair mesmo que seja sozinha - pra ver aquele filme que eu ainda não vi, por exemplo.
sexta-feira, junho 10
O "Às vezes eles voltam" ainda é uma constante na minha vida.
Alguns dos meus ex são bastante queridos, outros eu deletei e ficaria imensamente grata se Deus me proporcionasse a felicidade nunca mais encontrar com eles na vida, mas, numa média, mantenho bons relacionamentos com alguns deles.
Mas, de vez em quando... Aparece um renascido das trevas, daqueles que me fazem perder a vontade de até conhecer novos espécimes do sexo masculino.
A moda não é nova, mas a prática anda em alta por aqui...
Encontrei o rapaz na rua, depois de um loooooooongo e feliz inverno (tenebroso é o que segue).
Bati um papo, fui simpática, vamos nos adicionar no Facebook e toda aquela lenga lenga...
Imediatamente começou um papinho mole, que eu fui cortando sutilmente.
O primeiro passo para mudanças é deixar de sair com eles, sair do que é confortável e já não prestou antes. Além do mais, o cara terminou meio mal comigo...
Ontem, finalmente, perguntou com todas as letras se eu não queria sair com ele.
Declinei.
Também com todas as letras disse que não estava com a menor vontade de encarar um "vale a pena ver de novo".
Aí vem: "Depois que eu te encontrei, fiquei aqui pensando que não devia ter deixado de sair com você... Era tão bom."
É. Era. Mas deixou de sair, então um abraço.
Eu cá do meu lado estou com meu saco muito cheio de ouvir isso dos meus amados ex... Como era legal, como eu sou bacana, como fulano sentiu minha falta.
Cansei de ser a mocinha que cuida deles, que dá pra eles e se apaixona por eles até eles ficarem com a bola cheia e decidirem que é hora de puxar o carrinho e ir correr atrás da primeira gostosinha que passa na frente. Que eles voltam correndo prum repeteco quando a mocinha dança, ouve esses disparates e logo leva outro pé na bunda.
Cansei de dar chance pra quem não merece.
(Fora a prepotência que TODOS eles tem de achar que eu estou SEMPRE solteira, disponível e virginal esperando por eles..)
E antes a coisa tivesse terminado por aí...
Se prolongou e virou uma enorme d.r....
Outra.
E eu não gosto de d.r.. Não quero d.r..
Fico enjoada cada vez que um deles que faz isso comigo.
Mas, por outro lado, extremamente feliz por estar conseguindo mandar, um a um, dar uma bela e longa volta bem longe de mim.
Sempre achei que nós (eu e eles) podíamos ser amigos - se eu gostei dos caras, alguma coisa eles tinham de bom (todos eles, infelizmente, me dói um pouco confessar) - mas sem d.r., sem pretensões, sem encheção do meu santo e inexistente saco.
Eis que a vida vem me ensinando que não é bem assim que a banda toca, né?
Acabou, acabou.
Melhor que fique cada um no seu quadrado mesmo...
Alguns dos meus ex são bastante queridos, outros eu deletei e ficaria imensamente grata se Deus me proporcionasse a felicidade nunca mais encontrar com eles na vida, mas, numa média, mantenho bons relacionamentos com alguns deles.
Mas, de vez em quando... Aparece um renascido das trevas, daqueles que me fazem perder a vontade de até conhecer novos espécimes do sexo masculino.
A moda não é nova, mas a prática anda em alta por aqui...
Encontrei o rapaz na rua, depois de um loooooooongo e feliz inverno (tenebroso é o que segue).
Bati um papo, fui simpática, vamos nos adicionar no Facebook e toda aquela lenga lenga...
Imediatamente começou um papinho mole, que eu fui cortando sutilmente.
O primeiro passo para mudanças é deixar de sair com eles, sair do que é confortável e já não prestou antes. Além do mais, o cara terminou meio mal comigo...
Ontem, finalmente, perguntou com todas as letras se eu não queria sair com ele.
Declinei.
Também com todas as letras disse que não estava com a menor vontade de encarar um "vale a pena ver de novo".
Aí vem: "Depois que eu te encontrei, fiquei aqui pensando que não devia ter deixado de sair com você... Era tão bom."
É. Era. Mas deixou de sair, então um abraço.
Eu cá do meu lado estou com meu saco muito cheio de ouvir isso dos meus amados ex... Como era legal, como eu sou bacana, como fulano sentiu minha falta.
Cansei de ser a mocinha que cuida deles, que dá pra eles e se apaixona por eles até eles ficarem com a bola cheia e decidirem que é hora de puxar o carrinho e ir correr atrás da primeira gostosinha que passa na frente. Que eles voltam correndo prum repeteco quando a mocinha dança, ouve esses disparates e logo leva outro pé na bunda.
Cansei de dar chance pra quem não merece.
(Fora a prepotência que TODOS eles tem de achar que eu estou SEMPRE solteira, disponível e virginal esperando por eles..)
E antes a coisa tivesse terminado por aí...
Se prolongou e virou uma enorme d.r....
Outra.
E eu não gosto de d.r.. Não quero d.r..
Fico enjoada cada vez que um deles que faz isso comigo.
Mas, por outro lado, extremamente feliz por estar conseguindo mandar, um a um, dar uma bela e longa volta bem longe de mim.
Sempre achei que nós (eu e eles) podíamos ser amigos - se eu gostei dos caras, alguma coisa eles tinham de bom (todos eles, infelizmente, me dói um pouco confessar) - mas sem d.r., sem pretensões, sem encheção do meu santo e inexistente saco.
Eis que a vida vem me ensinando que não é bem assim que a banda toca, né?
Acabou, acabou.
Melhor que fique cada um no seu quadrado mesmo...
quarta-feira, junho 8
Preciso aprender a dizer "não".
Fui ao Saara, comprei o chapéu de cowboy com sucesso absoluto de preço e crítica.
Aí vem a criança e diz pra mim que a mãe da melhor amiga perguntou se eu podia comprar o chapéu pra ela também.
Fiquei com pena da criança, fiquei com pena da mãe que tem outra que é de colo e tá na enrolação pós-parto/ quê que eu faço da minha vida.
Lá vou eu de novo pro Saara...
Fui ao Saara, comprei o chapéu de cowboy com sucesso absoluto de preço e crítica.
Aí vem a criança e diz pra mim que a mãe da melhor amiga perguntou se eu podia comprar o chapéu pra ela também.
Fiquei com pena da criança, fiquei com pena da mãe que tem outra que é de colo e tá na enrolação pós-parto/ quê que eu faço da minha vida.
Lá vou eu de novo pro Saara...
terça-feira, junho 7
segunda-feira, junho 6
Você sabe por A + B que a idéia não vai dar certo.
Você sabe, aliás, que É uma má idéia.
Mas é uma idéia divertida.
E ela te faz companhia.
Te deixa vaidosa.
Aí você se convence por A + B que não vai dar certo mesmo.
Que você nem merece TER essa idéia.
Você começa a cansar dela.
E, no fundo, no fundo, tem CERTEZA que nem nunca vai passar de idéia.
Você resolve desistir da idéia.
Mas aí a idéia bate na tua porta, te dá um sorriso - e, droga! porque ela tem que ser uma idéia tão bonita, caramba? - e a perna amolece um pouco.
Você QUER a idéia.
Mesmo sabendo por A + B que ela não vai dar certo.
Que você deveria, deveria, PRECISAVA arrumar outra idéia pra tomar o lugar dela...
Raios...
Você estava tão quietinha...
Você sabe, aliás, que É uma má idéia.
Mas é uma idéia divertida.
E ela te faz companhia.
Te deixa vaidosa.
Aí você se convence por A + B que não vai dar certo mesmo.
Que você nem merece TER essa idéia.
Você começa a cansar dela.
E, no fundo, no fundo, tem CERTEZA que nem nunca vai passar de idéia.
Você resolve desistir da idéia.
Mas aí a idéia bate na tua porta, te dá um sorriso - e, droga! porque ela tem que ser uma idéia tão bonita, caramba? - e a perna amolece um pouco.
Você QUER a idéia.
Mesmo sabendo por A + B que ela não vai dar certo.
Que você deveria, deveria, PRECISAVA arrumar outra idéia pra tomar o lugar dela...
Raios...
Você estava tão quietinha...
E de repente, veio a festa junina do colégio.
Quer dizer, não veio ainda, mas uma semana semana antes veio a circular.
Daí pra frente é muito malabarismo.
Não era fim de semana meu, vamos negociar com o pai. Tudo certo, beleza, liberado.
Dia seguinte, outra circular. Não basta ser festa junina.
Mãe precavida que sempre fui, já existia uma caipira e um chapéu a postos para a investida que eu sabia que viria, mas, colégio... O traje exigido é uma coisa cowgirl.
A criança cresceu as pampas (graçasadeus), logo, não mais existiam saias jeans nesta casa.
Ela gosta de rosa. Nenhuma camisa xadrez também.
As botas já não cabem há milênios.
E ainda precisa de chapéu de cowboy.
Delícia, né?
Uma soma rápida me disse que eu ia morrer em uma grana séria para providenciar o figurino - mas, filho é filho, a gente faz tudo pela felicdade deles.
A saia achei, promoção Leader Magazine, show de bola.
Num lampejo de genialidade, resolvi pedir emprestada uma camisa xadrez da minha mãe.
Ficou bem bom, mas minha tia estava junto e não se conformava, assim sendo, resolver sair ela e comprar a camisa e a bota. Bagatela de 100 pratas.
A casa agradece muito.
Já passei a semana passada indócil aqui porque perdi um show que queria ter visto, porque a grana tá curta e a ginástica financeira constante.
Uma ida ao Saara resolve a questão amanhã eficientemente.
Pouco pra você? Pode até ser, mas aqui foram 5 dias de agonia.
Coisa de mãe...
Mas aí é o seguinte: quem tem tia tem tudo.
Quer dizer, não veio ainda, mas uma semana semana antes veio a circular.
Daí pra frente é muito malabarismo.
Não era fim de semana meu, vamos negociar com o pai. Tudo certo, beleza, liberado.
Dia seguinte, outra circular. Não basta ser festa junina.
Mãe precavida que sempre fui, já existia uma caipira e um chapéu a postos para a investida que eu sabia que viria, mas, colégio... O traje exigido é uma coisa cowgirl.
A criança cresceu as pampas (graçasadeus), logo, não mais existiam saias jeans nesta casa.
Ela gosta de rosa. Nenhuma camisa xadrez também.
As botas já não cabem há milênios.
E ainda precisa de chapéu de cowboy.
Delícia, né?
Uma soma rápida me disse que eu ia morrer em uma grana séria para providenciar o figurino - mas, filho é filho, a gente faz tudo pela felicdade deles.
A saia achei, promoção Leader Magazine, show de bola.
Num lampejo de genialidade, resolvi pedir emprestada uma camisa xadrez da minha mãe.
Ficou bem bom, mas minha tia estava junto e não se conformava, assim sendo, resolver sair ela e comprar a camisa e a bota. Bagatela de 100 pratas.
A casa agradece muito.
Já passei a semana passada indócil aqui porque perdi um show que queria ter visto, porque a grana tá curta e a ginástica financeira constante.
Uma ida ao Saara resolve a questão amanhã eficientemente.
Pouco pra você? Pode até ser, mas aqui foram 5 dias de agonia.
Coisa de mãe...
Mas aí é o seguinte: quem tem tia tem tudo.
sexta-feira, junho 3
Mistério no Latifúndio
Se meu pai saiu e deixou a chave em cima da estante, quem foi que trancou a porta?
quinta-feira, junho 2
E sabe do que mais?
Filho crescendo tem seu lado jóia, mas devo confessar que ando deprimida a valer com isso.
Os dentes estão caindo, mas não foi isso que fez com que constatasse meu declínio...
Foi essa coisa dela estar começando a ler, que tem sido uma facada - daquelas que nego gira a faca pra abrir mais o buraco e não dar pra consertar - no meu coração de mãe.
Óbvio que é incrível que ela esteja começando a ler e curiosa e feliz com isso.
A paixão pela leitura definitivamente vai ser um dos meus maiores presentes pra ela.
Mas é que caiu a ficha de que ela está, de fato, crescendo.
Que, daqui a pouco, não vai mais precisar de mim.
Que as noites de leitura na cabeceira da cama estão com os dias contados.
Quando eu percebi isso, deu uma tristeza tão grande...
Pra arrematar, outro dia o pai dela veio buscar ela em casa, e quando eu me levantei, ela já estava vestida, penteada e de bolsa pronta - tinha feito tudo sozinha.
A independência do filho dói.
A gente pare e cria sabendo que um dia vai ser o maior mico agarrão de mãe no colégio, que muitas portas ainda vão bater na casa e que gritos de "eu te odeio, você arruína a minha vida" ainda serão ouvidos.
Que um dia, ela vai conhecer um fulano (ou fulana) qualquer que vai quebrar o coração dela em 10mil pedaços...
Que a convicção de que quer morar comigo até a morte vai sumir rapidinho daqui a uns anos...
Mas quando o processo começa - Nossa!
Como dói, como dói, como dói...
Criar um filho é estupidamente diferente do que as pessoas dizem que é.
É difícil.
É divertido também.
Mas assim como ninguém me contou como era de verdade antes, desconfio que ninguém vá me contar como faz de agora em diante...
Ontem eu li num livro que a gente procria e depois disso não serve mais pra nada; e eu tô começando a me sentir assim.
Claro que é uma glória ver esse amadurecer, esse crescimento; mas no que ela cresce, como eu faço?
É muito bonito, mas não tem a menor graça...
Filho crescendo tem seu lado jóia, mas devo confessar que ando deprimida a valer com isso.
Os dentes estão caindo, mas não foi isso que fez com que constatasse meu declínio...
Foi essa coisa dela estar começando a ler, que tem sido uma facada - daquelas que nego gira a faca pra abrir mais o buraco e não dar pra consertar - no meu coração de mãe.
Óbvio que é incrível que ela esteja começando a ler e curiosa e feliz com isso.
A paixão pela leitura definitivamente vai ser um dos meus maiores presentes pra ela.
Mas é que caiu a ficha de que ela está, de fato, crescendo.
Que, daqui a pouco, não vai mais precisar de mim.
Que as noites de leitura na cabeceira da cama estão com os dias contados.
Quando eu percebi isso, deu uma tristeza tão grande...
Pra arrematar, outro dia o pai dela veio buscar ela em casa, e quando eu me levantei, ela já estava vestida, penteada e de bolsa pronta - tinha feito tudo sozinha.
A independência do filho dói.
A gente pare e cria sabendo que um dia vai ser o maior mico agarrão de mãe no colégio, que muitas portas ainda vão bater na casa e que gritos de "eu te odeio, você arruína a minha vida" ainda serão ouvidos.
Que um dia, ela vai conhecer um fulano (ou fulana) qualquer que vai quebrar o coração dela em 10mil pedaços...
Que a convicção de que quer morar comigo até a morte vai sumir rapidinho daqui a uns anos...
Mas quando o processo começa - Nossa!
Como dói, como dói, como dói...
Criar um filho é estupidamente diferente do que as pessoas dizem que é.
É difícil.
É divertido também.
Mas assim como ninguém me contou como era de verdade antes, desconfio que ninguém vá me contar como faz de agora em diante...
Ontem eu li num livro que a gente procria e depois disso não serve mais pra nada; e eu tô começando a me sentir assim.
Claro que é uma glória ver esse amadurecer, esse crescimento; mas no que ela cresce, como eu faço?
É muito bonito, mas não tem a menor graça...
quarta-feira, junho 1
Tem dias em que a gente sente que o dia vai ser difícil, né?
Que a gente SABE que ficar na cama seria a coisa mais sábia a se fazer, né?
Daonde saiu o debaixo, ainda tem muito mais dentro da cabeça - o inferno astral ainda não começou, mas...
Na falta de outra opção, a gente levanta e vai fazer o que tem que ser feito - mesmo não estando nem com uma centelha de vontade.
E aí, do alto de tudo isso, você vai dar uma espreguiçada porque hoje está tudo muito, muito chato e o sono impera na sua vida e dá um bico no estabilizador do computador, perdendo uma hora de trabalho chato.
Tem dias que a gente sabe.
Tem dias que a vida NÃO é bonita.
Que a gente SABE que ficar na cama seria a coisa mais sábia a se fazer, né?
Daonde saiu o debaixo, ainda tem muito mais dentro da cabeça - o inferno astral ainda não começou, mas...
Na falta de outra opção, a gente levanta e vai fazer o que tem que ser feito - mesmo não estando nem com uma centelha de vontade.
E aí, do alto de tudo isso, você vai dar uma espreguiçada porque hoje está tudo muito, muito chato e o sono impera na sua vida e dá um bico no estabilizador do computador, perdendo uma hora de trabalho chato.
Tem dias que a gente sabe.
Tem dias que a vida NÃO é bonita.
Exemplo de approach.Há uns quinze dias atrás resolvi ir num show de uma banda que eu gosto muito, muito, muito.
Não tinha companhia, nem dei bola e fui sozinha.
Eu parto do princípio de que a) sou solteira, logo, é isso aí, b) não nasci grudada em ninguém, c) sou de maior e vacinada. Qual é problema, né?
Quando eu pergunto, a resposta unânime é : nenhum.
No entanto, não é assim que a humanidade acaba vendo isso.
E digo humanidade justamente porque aqui eu falo tanto de homens quanto de mulheres.
Enquanto esperava o início do show, encontrei uma conhecida que ia para outro lugar e logo ouvi: "Nossa! Fez a louca e veio sozinha mesmo?!?".
Louca? Hein?
Depois disso, foi ladeira abaixo.
Porque aí começaram os homens.
Os homens tem por hábito achar que mulher que sai sozinha está querendo dar pra alguém.
Então vamos esclarecer: não é fato.
No dia em questão estava tranquilona, tinha deixado pra trás problemas, visões que chegaram a passar bem na minha frente, estava lá curtindo estar sozinha e para ver o show.
Sabia que encontraria outras pessoas (e encontrei), mas o primordial era ver o show.
E lá vem o primeiro...
"Tá sozinha?"
"Tô."
"Posso te fazer companhia?"
"Não, obrigada."
(Nota: Antes que alguém venha falar que eu reclamo que não estou sem namorado e saio rechaçando pessoas novas, vale adicionar que os caras aqui citados realmente não faziam meu tipo.)
"Mas, você está sozinha, deixa eu te fazer companhia..."
"Não obrigada, tô bem assim."
A variação da coisa era: por que você está sozinha, gata?
Seguia sempre uma feição que misturava pena com "vou te comer, ganhou pra hoje".
Ai, me libera.
A cena aconteceu umas 3 vezes pelo menos.
O primeiro passo é estimular a pessoa, sentir pena dela não tem nada a ver.
Até porque não existe nada do que ter pena. Gostar de sair sozinho é muito bacana, viu?
Eu gosto. Nem sempre, mas gosto. Vou a shows, cinema, teatro, boate...
Geralmente é na boate que a louca lá de cima pega.
As pessoas simplesmente não aceitam que você possa ir a uma boate sozinha, ficar hooooooooras dançando sozinha e achar aquilo divertido.
Faço muito, viu?
Acham logo que você é louca (já ouvi em alto e bom som, uma vez uns playboyzinhos até ficaram me cutucando o que foi altamente irritante) ou está bêbada de cair - essa última parte às vezes confere, mas nem por isso torna o ato de dançar consigo mesmo menos divertido.
Então, approach.
O olho, a conversa, a dança, eu preciso querer não ficar sozinha - e muitas vezes eu quero, sim.
Precisa melhorar...
Precisa melhorar isso aí.
Não tinha companhia, nem dei bola e fui sozinha.
Eu parto do princípio de que a) sou solteira, logo, é isso aí, b) não nasci grudada em ninguém, c) sou de maior e vacinada. Qual é problema, né?
Quando eu pergunto, a resposta unânime é : nenhum.
No entanto, não é assim que a humanidade acaba vendo isso.
E digo humanidade justamente porque aqui eu falo tanto de homens quanto de mulheres.
Enquanto esperava o início do show, encontrei uma conhecida que ia para outro lugar e logo ouvi: "Nossa! Fez a louca e veio sozinha mesmo?!?".
Louca? Hein?
Depois disso, foi ladeira abaixo.
Porque aí começaram os homens.
Os homens tem por hábito achar que mulher que sai sozinha está querendo dar pra alguém.
Então vamos esclarecer: não é fato.
No dia em questão estava tranquilona, tinha deixado pra trás problemas, visões que chegaram a passar bem na minha frente, estava lá curtindo estar sozinha e para ver o show.
Sabia que encontraria outras pessoas (e encontrei), mas o primordial era ver o show.
E lá vem o primeiro...
"Tá sozinha?"
"Tô."
"Posso te fazer companhia?"
"Não, obrigada."
(Nota: Antes que alguém venha falar que eu reclamo que não estou sem namorado e saio rechaçando pessoas novas, vale adicionar que os caras aqui citados realmente não faziam meu tipo.)
"Mas, você está sozinha, deixa eu te fazer companhia..."
"Não obrigada, tô bem assim."
A variação da coisa era: por que você está sozinha, gata?
Seguia sempre uma feição que misturava pena com "vou te comer, ganhou pra hoje".
Ai, me libera.
A cena aconteceu umas 3 vezes pelo menos.
O primeiro passo é estimular a pessoa, sentir pena dela não tem nada a ver.
Até porque não existe nada do que ter pena. Gostar de sair sozinho é muito bacana, viu?
Eu gosto. Nem sempre, mas gosto. Vou a shows, cinema, teatro, boate...
Geralmente é na boate que a louca lá de cima pega.
As pessoas simplesmente não aceitam que você possa ir a uma boate sozinha, ficar hooooooooras dançando sozinha e achar aquilo divertido.
Faço muito, viu?
Acham logo que você é louca (já ouvi em alto e bom som, uma vez uns playboyzinhos até ficaram me cutucando o que foi altamente irritante) ou está bêbada de cair - essa última parte às vezes confere, mas nem por isso torna o ato de dançar consigo mesmo menos divertido.
Então, approach.
O olho, a conversa, a dança, eu preciso querer não ficar sozinha - e muitas vezes eu quero, sim.
Precisa melhorar...
Precisa melhorar isso aí.
O inferno astral ainda não começou......Mas, de repente, já estamos em junho.
E eu já comecei a choramingar porque perdi mais um semestre sem estudar - um total de atividade cerebral de praticamente zero, que desencadeou um movimento quero ficar na rua, odeio meu trabalho, minha vida está uma merda.
Merda, merda não está, mas às vésperas dos 34, era de se esperar que estivesse um pouquinho mais ajeitadinha.
Assim sendo, nada mais normal que eu comece a ter calafrios quanto ao meu futuro acadêmico e profissional.
Ainda que me atrapalhem, a convivência com outras pessoas, a troca de experiências (nem que seja para constatar o quanto elas são estúpidas ou me deslumbrar com umas outras duas) também tem me feito falta.
E quando a gente chega ao ponto de questionar tanto, de pensar tanto e se incomodar tanto com isso tudo, também é porque chegou num ponto que até correr atrás disso é um processo lento e doloroso. Um processo que envolve nosso valor no mundo.
Sim, meus amigos são ótimos (alguns), minha filha é uma benção de Deus (se ele existe), um pouco da minha família é bacana, não falta nada, blablabla; mas nada disso resolve a gente com a gente mesmo.
Infelizmente.
Além disso, essa coisa toda é muito bonita e bacana, mas não pode existir só isso na vida, né, não?
Definitivamente, não quero que meu epitáfio seja "mãe amorosa, bebia bem, era divertida e fazia uma comidinha show de bola".
E eu já comecei a choramingar porque perdi mais um semestre sem estudar - um total de atividade cerebral de praticamente zero, que desencadeou um movimento quero ficar na rua, odeio meu trabalho, minha vida está uma merda.
Merda, merda não está, mas às vésperas dos 34, era de se esperar que estivesse um pouquinho mais ajeitadinha.
Assim sendo, nada mais normal que eu comece a ter calafrios quanto ao meu futuro acadêmico e profissional.
Ainda que me atrapalhem, a convivência com outras pessoas, a troca de experiências (nem que seja para constatar o quanto elas são estúpidas ou me deslumbrar com umas outras duas) também tem me feito falta.
E quando a gente chega ao ponto de questionar tanto, de pensar tanto e se incomodar tanto com isso tudo, também é porque chegou num ponto que até correr atrás disso é um processo lento e doloroso. Um processo que envolve nosso valor no mundo.
Sim, meus amigos são ótimos (alguns), minha filha é uma benção de Deus (se ele existe), um pouco da minha família é bacana, não falta nada, blablabla; mas nada disso resolve a gente com a gente mesmo.
Infelizmente.
Além disso, essa coisa toda é muito bonita e bacana, mas não pode existir só isso na vida, né, não?
Definitivamente, não quero que meu epitáfio seja "mãe amorosa, bebia bem, era divertida e fazia uma comidinha show de bola".
O inferno astral ainda não começou, mas eu ando um bocado intratável.É aquele pensamento básico: não é que eu não goste do mundo - gosto - as pessoas que me atrapalham.
Não bastassem todas as crises pessoais correntes e recorrentes, existem pessoas que vem aqui bulir comigo.
Relacionamentos de um modo geral deveriam ser menos complicados.
Minha visão deles mudou bastante e muda constantemente. Quanto mais velha eu fico, menos eu curto aquilo que homem tem de achar que qualquer mau humor da sua parte tem a ver com existência deles no seu mundo. Não, cara, eu tenho outros problemas.
Menos eu curto essa coisa que eles tem de quererem ser pau amigo e depois acharem que só podem encontrar com você, falar com você, sair pra beber com você ou serem seus "amigos" se o negócio incluir sexo. Eu sei separar. Cada vez mais descubro que eles não sabem.
Aí vem a parte mais pouco legal da coisa: de repente eles resolvem ter d.r.s...
Não nego meu passado, já tive a fase d.r. aguda, assim como a Glenn Close aguda; mas hoje em dia eu evoluí, nada me irrita mais que d.r.. Ainda mais quando não existe sequer algo que possa ser classificado nos termos globais como r. A parada se resume a pura e simples pentelhação.
Sim, depois de uma pá de tempo sozinha (nem tão sozinha assim, mas sem um namorado de facto para chamar de meu e trocar minhas lâmpadas), começo a ter uma certa vontade de me relacionar de novo com o sexo oposto num patamar mais elevado; porém, falta-me paciência.
Mal tenho paciência para lidar com os homens que tem estado no meu caminho, imagina um novo!
O approach tá errado, tá tudo errado com eles, logo, comigo, também não tá essa maravilha toda...
Não bastassem todas as crises pessoais correntes e recorrentes, existem pessoas que vem aqui bulir comigo.
Relacionamentos de um modo geral deveriam ser menos complicados.
Minha visão deles mudou bastante e muda constantemente. Quanto mais velha eu fico, menos eu curto aquilo que homem tem de achar que qualquer mau humor da sua parte tem a ver com existência deles no seu mundo. Não, cara, eu tenho outros problemas.
Menos eu curto essa coisa que eles tem de quererem ser pau amigo e depois acharem que só podem encontrar com você, falar com você, sair pra beber com você ou serem seus "amigos" se o negócio incluir sexo. Eu sei separar. Cada vez mais descubro que eles não sabem.
Aí vem a parte mais pouco legal da coisa: de repente eles resolvem ter d.r.s...
Não nego meu passado, já tive a fase d.r. aguda, assim como a Glenn Close aguda; mas hoje em dia eu evoluí, nada me irrita mais que d.r.. Ainda mais quando não existe sequer algo que possa ser classificado nos termos globais como r. A parada se resume a pura e simples pentelhação.
Sim, depois de uma pá de tempo sozinha (nem tão sozinha assim, mas sem um namorado de facto para chamar de meu e trocar minhas lâmpadas), começo a ter uma certa vontade de me relacionar de novo com o sexo oposto num patamar mais elevado; porém, falta-me paciência.
Mal tenho paciência para lidar com os homens que tem estado no meu caminho, imagina um novo!
O approach tá errado, tá tudo errado com eles, logo, comigo, também não tá essa maravilha toda...
terça-feira, maio 31
No Dia das Mães, a coreografia da Olívia foi ao som de "Meteoro da Paixão". Deixei passar e até chorei porque ela é linda até ao som de Luan Santa e coisa e tal.
Ontem no dever de casa, o texto era "Brincadeira de criança" do Molejo.
Acho que vou falar com a diretora antes que isso fique mais grave.
Ontem no dever de casa, o texto era "Brincadeira de criança" do Molejo.
Acho que vou falar com a diretora antes que isso fique mais grave.
quarta-feira, maio 4
Hoje eu fui ao banco
E daí, você pergunta?
É uma tarefa normal, desempenhada por reles mortais todos os dias...
Eu, que de reles tenho muito e muito pouco, porém, só costumo executar este ritual medieval uma, no máximo duas vezes por mês.
E, quando o faço, costumo levar comigo "o livro da vez" para tentar não me aborrecer.
Acontece que "o livro da vez" foi esquecido na estante da mamãe; os outros dois não são exemplares com quem eu esteja furiosamente atracada; então hoje, excepcionalmente, levei meu mp3 - na minha opinião um aparelho supervalorizado pela maioria do povaréu.
E então eu entrei na fila.
A vibe anda metal, mas deparei-me com o Flaming Lips e pensei cá com meus botões que Wayne poderia ser uma boa companhia naquele momento de infelicidade.
A fila do banco, por motivos que não vou nem gastar neurônios tentando adivinhar, ao invés de fazer o típico zig zag de fila de banco, dava a volta em toda a extensão do porãozinho claustrofóbico onde a administração resolveu instalar os caixas para atendimento da plebe; logo, entre todos nós existia um enorme espaço, demarcado apenas por diversas setinhas cinzas (o caminho do zig zag).
Logo nos primeiros acordes, me deu uma vontade imensa de derepente ir ali pro meio e começar uma performance, uma apresentação solo, o apogeu da minha inexistente carreira de dançarina.
Mas desisti.
Fiz a fina e balancei a cabeça, tentando ignorar a Dona Moça Com Pressa que invadia meu espaço e ficava grudada no meu pescoço, como se isso fosse fazer a fila andar mais depressa - mas isso é outro assunto.
Uma ou duas músicas depois, enquanto eu dava discretas reboladinhas e batia meu pézinho no chão feliz e contente, uma senhorinha adentra o recinto e pede para falar com o gerente (se eu realmente quisesse era possível ouvir o que acontecia "do lado de fora") e começou uma parlamentação desenfreada típica das pessoas raivosas.
Neste momento tocava uma música particularmente animada, feliz mesmo, e me deu vontade de sair da fila e pôr os fones de ouvido na senhorinha para ver se ela se contagiava e ficava feliz junto comigo. Já que a dor é inevitável, melhor dançar do que gritar, não é mesmo?
Mas, fiquei com medo de ser contagiada pela enorme ira da senhorinha enfurecida e fiquei na minha, como a maior parte das pessoas - inclusive meu papagaio de pirata.
Depois disso, a coisa mais excitante que veio a me acontecer foi realizar, mais uma vez, o quanto eu gosto de músicas que têm palminhas - ainda que eu não bata palmas.
Depois disso, pensei cá com meus botões o quão lisérgica pode ser uma simples ida ao banco, quando se tem um pouco de imaginação (de qualquer tipo) e um pouco de música (de qualquer tipo).
É uma tarefa normal, desempenhada por reles mortais todos os dias...
Eu, que de reles tenho muito e muito pouco, porém, só costumo executar este ritual medieval uma, no máximo duas vezes por mês.
E, quando o faço, costumo levar comigo "o livro da vez" para tentar não me aborrecer.
Acontece que "o livro da vez" foi esquecido na estante da mamãe; os outros dois não são exemplares com quem eu esteja furiosamente atracada; então hoje, excepcionalmente, levei meu mp3 - na minha opinião um aparelho supervalorizado pela maioria do povaréu.
E então eu entrei na fila.
A vibe anda metal, mas deparei-me com o Flaming Lips e pensei cá com meus botões que Wayne poderia ser uma boa companhia naquele momento de infelicidade.
A fila do banco, por motivos que não vou nem gastar neurônios tentando adivinhar, ao invés de fazer o típico zig zag de fila de banco, dava a volta em toda a extensão do porãozinho claustrofóbico onde a administração resolveu instalar os caixas para atendimento da plebe; logo, entre todos nós existia um enorme espaço, demarcado apenas por diversas setinhas cinzas (o caminho do zig zag).
Logo nos primeiros acordes, me deu uma vontade imensa de derepente ir ali pro meio e começar uma performance, uma apresentação solo, o apogeu da minha inexistente carreira de dançarina.
Mas desisti.
Fiz a fina e balancei a cabeça, tentando ignorar a Dona Moça Com Pressa que invadia meu espaço e ficava grudada no meu pescoço, como se isso fosse fazer a fila andar mais depressa - mas isso é outro assunto.
Uma ou duas músicas depois, enquanto eu dava discretas reboladinhas e batia meu pézinho no chão feliz e contente, uma senhorinha adentra o recinto e pede para falar com o gerente (se eu realmente quisesse era possível ouvir o que acontecia "do lado de fora") e começou uma parlamentação desenfreada típica das pessoas raivosas.
Neste momento tocava uma música particularmente animada, feliz mesmo, e me deu vontade de sair da fila e pôr os fones de ouvido na senhorinha para ver se ela se contagiava e ficava feliz junto comigo. Já que a dor é inevitável, melhor dançar do que gritar, não é mesmo?
Mas, fiquei com medo de ser contagiada pela enorme ira da senhorinha enfurecida e fiquei na minha, como a maior parte das pessoas - inclusive meu papagaio de pirata.
Depois disso, a coisa mais excitante que veio a me acontecer foi realizar, mais uma vez, o quanto eu gosto de músicas que têm palminhas - ainda que eu não bata palmas.
Depois disso, pensei cá com meus botões o quão lisérgica pode ser uma simples ida ao banco, quando se tem um pouco de imaginação (de qualquer tipo) e um pouco de música (de qualquer tipo).
segunda-feira, abril 4
sexta-feira, abril 1
Primeiro de abril
Aniversário do meu pai.
Hora, dia, mês de voltar a animar a vida.
Preciso correr atrás do sono que me abandonou...
Preciso correr atrás de mendigar o conhecimento alheio e voltar a estudar, antes que eu desista dessa idéia - a linha é tênue, e anda bamba, bamba...
Preciso correr...
E voltar.
Preencher o nada.
Ler mais.
Preencher o nada.
Conviver com o nada é uma sensação estranha.
Quando sempre se viveu um milhão de confusões, amores e afins ao mesmo tempo, a sensação de torpor que o nada representa é nova.
Não é exatamente ruim.
É bom não sentir nada.
Não ter nada acontecendo.
É bom quando o seu maior problema na vida é conseguir passar de fase em algum joguinho acéfalo ou ficar com preguiça de arrumar mais um bombeiro na esperança de que o próximo, sim, seja O Cara que vai consertar a meleca da sua descarga.
Às vezes é bom ter a tranquilidade de saber que você não tem como ter o coração partido de novo e de novo e de novo.
Mas perde a graça...
Depois de um tempo o nada perde a graça.
Você acalmou, esvaziou a mente e o coração; se afundou no nada; incorporou o nada.
Se apaixonou pelo nada.
Mas começa a sentir falta do tudo.
E resolve não começar com o tudo, mas com um pouco dele - ainda existem partes do nada que estão muito bem aonde estão e lá vão ficar um tempo, porque é feliz, tranquilo e seguro - resolve botar um pouco a cara no mundo, ainda que ele ande lhe desagradando numa escala cada vez maior.
Porque é pra isso que a gente veio.
Pra ter hora, mês e dia de animar a vida.
Hora, dia, mês de voltar a animar a vida.
Preciso correr atrás do sono que me abandonou...
Preciso correr atrás de mendigar o conhecimento alheio e voltar a estudar, antes que eu desista dessa idéia - a linha é tênue, e anda bamba, bamba...
Preciso correr...
E voltar.
Preencher o nada.
Ler mais.
Preencher o nada.
Conviver com o nada é uma sensação estranha.
Quando sempre se viveu um milhão de confusões, amores e afins ao mesmo tempo, a sensação de torpor que o nada representa é nova.
Não é exatamente ruim.
É bom não sentir nada.
Não ter nada acontecendo.
É bom quando o seu maior problema na vida é conseguir passar de fase em algum joguinho acéfalo ou ficar com preguiça de arrumar mais um bombeiro na esperança de que o próximo, sim, seja O Cara que vai consertar a meleca da sua descarga.
Às vezes é bom ter a tranquilidade de saber que você não tem como ter o coração partido de novo e de novo e de novo.
Mas perde a graça...
Depois de um tempo o nada perde a graça.
Você acalmou, esvaziou a mente e o coração; se afundou no nada; incorporou o nada.
Se apaixonou pelo nada.
Mas começa a sentir falta do tudo.
E resolve não começar com o tudo, mas com um pouco dele - ainda existem partes do nada que estão muito bem aonde estão e lá vão ficar um tempo, porque é feliz, tranquilo e seguro - resolve botar um pouco a cara no mundo, ainda que ele ande lhe desagradando numa escala cada vez maior.
Porque é pra isso que a gente veio.
Pra ter hora, mês e dia de animar a vida.
quarta-feira, março 2
"Popularidade em alta
Vênus em trigono com Lua natal
DE: 02/03 (Hoje), 5h30
ATÉ: 11/03 , 12h13
Entre os dias 02/03 (Hoje) e 11/03, o planeta Vênus no céu estará formando um aspecto harmônico à Lua do seu mapa de nascimento, Renata. Este ciclo está associado a uma idéia de popularidade, charme social, boas situações envolvendo lazer, festas, encontros e reuniões. É um excelente momento para conhecer as pessoas certas, que poderão lhe beneficiar de alguma forma no seu trabalho ou em sua vida afetiva, ou até na vida espiritual. A qualidade natural deste momento envolve um bem-estar que está associado a uma busca por tudo aquilo que é bom e belo na sua concepção das coisas. É um período conveniente para interagir, fazer-se ver, conhecer gente nova. Suas emoções estarão fluindo a contento, e as pessoas em geral estarão lhe percebendo como alguém simpático. E é justamente por esta qualidade maior de simpatia neste momento que você tenderá a conseguir as coisas sem muito esforço, valendo-se mais do sorriso e da elegância.
Num sentido geral, esta tende a ser uma excelente fase para comprar roupas novas, embelezar-se ou ao seu ambiente doméstico, estrear um novo penteado, ou mesmo um novo estilo de visual. A vaidade é uma marca deste momento, e pode ser claramente aproveitada. A beleza, apesar de não ser a coisa mais importante do mundo, não deixa de ter sua importância, afinal! Cuidar de si, sentir-se bem é a ordem do momento, Renata!"
Com o carnaval na porta - por mais que eu deteste o carnaval - e 4 dias sem filha, não me parece de todo mau...
Fora que essa coisa de beleza e tal me deixou menos deprimida de estar enchendo a cara de colágeno. :)
Vênus em trigono com Lua natal
DE: 02/03 (Hoje), 5h30
ATÉ: 11/03 , 12h13
Entre os dias 02/03 (Hoje) e 11/03, o planeta Vênus no céu estará formando um aspecto harmônico à Lua do seu mapa de nascimento, Renata. Este ciclo está associado a uma idéia de popularidade, charme social, boas situações envolvendo lazer, festas, encontros e reuniões. É um excelente momento para conhecer as pessoas certas, que poderão lhe beneficiar de alguma forma no seu trabalho ou em sua vida afetiva, ou até na vida espiritual. A qualidade natural deste momento envolve um bem-estar que está associado a uma busca por tudo aquilo que é bom e belo na sua concepção das coisas. É um período conveniente para interagir, fazer-se ver, conhecer gente nova. Suas emoções estarão fluindo a contento, e as pessoas em geral estarão lhe percebendo como alguém simpático. E é justamente por esta qualidade maior de simpatia neste momento que você tenderá a conseguir as coisas sem muito esforço, valendo-se mais do sorriso e da elegância.
Num sentido geral, esta tende a ser uma excelente fase para comprar roupas novas, embelezar-se ou ao seu ambiente doméstico, estrear um novo penteado, ou mesmo um novo estilo de visual. A vaidade é uma marca deste momento, e pode ser claramente aproveitada. A beleza, apesar de não ser a coisa mais importante do mundo, não deixa de ter sua importância, afinal! Cuidar de si, sentir-se bem é a ordem do momento, Renata!"
Com o carnaval na porta - por mais que eu deteste o carnaval - e 4 dias sem filha, não me parece de todo mau...
Fora que essa coisa de beleza e tal me deixou menos deprimida de estar enchendo a cara de colágeno. :)
terça-feira, março 1
Deletei.
Pela última vez eu deletei.
Já havia deletado umas 4 vezes do MSN, umas 10 do celular.
Em todas elas, voltei atrás.
Desta vez, let's hope que eu seja forte o suficiente.
Desde o bode dominical tomei algumas atitudes - além do delete forever.
Fechei a boca, enchi o cabelo de creme, voltei pra cadmia, comecei a tomar 3 vitaminas...
No entanto, hoje, só pensava a cada mãozada de cápsulas: "Caraca, ser velha é uma merda...".
E é mesmo.
Nem ser velha, mas ser uma jovem velha.
Continuo tendo certeza absoluta que quando eu virar uma velha velha já vou estar mais acostumada.
O que mata é o limbo, a espera, a transição.
Diz lá o meu horóscopo que em breve colherei frutos de todos os meus esforços...
Uhmpf.
Quero só ver...
Já havia deletado umas 4 vezes do MSN, umas 10 do celular.
Em todas elas, voltei atrás.
Desta vez, let's hope que eu seja forte o suficiente.
Desde o bode dominical tomei algumas atitudes - além do delete forever.
Fechei a boca, enchi o cabelo de creme, voltei pra cadmia, comecei a tomar 3 vitaminas...
No entanto, hoje, só pensava a cada mãozada de cápsulas: "Caraca, ser velha é uma merda...".
E é mesmo.
Nem ser velha, mas ser uma jovem velha.
Continuo tendo certeza absoluta que quando eu virar uma velha velha já vou estar mais acostumada.
O que mata é o limbo, a espera, a transição.
Diz lá o meu horóscopo que em breve colherei frutos de todos os meus esforços...
Uhmpf.
Quero só ver...
segunda-feira, fevereiro 28
Tremenda dor nas costelas.
Mandei um Dorflex pra dentro e pensei cá comigo: "As coisas que eu preciso ir na rua comprar são realmente urgentes?".
Uhm...
Hoje não. São todas para amanhã.
Preciso então sair de casa agora?
Não.
Assim sendo, existem duas horas de espera até eu precisar pegar a filha no colégio.
Eu poderia trabalhar, mas...
...Meu trabalho é urgente?
O de hoje eu já acabei.
Então não.
O martelo foi batido.
Resolvi ver um filme e esperar o Dorflex bater.
Esperar...
Como eu tenho feito isso ultimamente.
PHD, brother...
Mandei um Dorflex pra dentro e pensei cá comigo: "As coisas que eu preciso ir na rua comprar são realmente urgentes?".
Uhm...
Hoje não. São todas para amanhã.
Preciso então sair de casa agora?
Não.
Assim sendo, existem duas horas de espera até eu precisar pegar a filha no colégio.
Eu poderia trabalhar, mas...
...Meu trabalho é urgente?
O de hoje eu já acabei.
Então não.
O martelo foi batido.
Resolvi ver um filme e esperar o Dorflex bater.
Esperar...
Como eu tenho feito isso ultimamente.
PHD, brother...
domingo, fevereiro 27
Bad trip, teu nome é Renata
Quando vi o dever de casa - "Faça a linha do tempo da sua vida" - logo vi que aquilo não ia dar certo.
Para sair direito, eu, a mãe, seria obrigada a rever fotos, fuxicar o passado.
E eu odeio fuxicar o passado.
Cancerianos são rancorosos, fato.
Então, muitas coisas, apesar de resolvidas, ainda despertam emoções se você bolir com elas.
Então, veio... Bateu a onda.
Como eu já fui mais magra, mais bonita, com um cabelo melhor...
Como eu já fui feliz, amada...
Vi pessoas que hoje não são mais minhas amigas, vi amores que hoje eu quero longe de mim pra sempre...
Lembrei de coisas que eu acreditava, fazia, pensava...
Como a vida muda, a gente cresce e definha mesmo.
Não foi bom pra mim esse dever de casa.
Assim como eu implico com aquela coisa do "aonde você imaginar estar daqui há 10 anos" - que, vamos lá, é um desperdício de imaginação, uma vez que semana que vem todos os seus planos podem levar você ribanceira abaixo ou acima - rever imagens e coisas e pessoas do passado nem sempre faz bem.
Meu cabelo está horrível.
Ando pensando o que posso fazer com ele para melhorar.
Estou gorda.
O mais gorda que já estive desde que a minha filha nasceu.
Há mais de um ano tento de todas as formas emagrecer - se engana quem diz que é só fazer dieta, a genética é uma filha da puta malvada, fora a idade - e o efeito, por enquanto, foi contrário.
Estou morta de mal amada.
TODOS, todos os meus últimos pseudorelacionamentos ou foram com pessoas que já haviam me dado um pé antes, ou não passaram do segundo, terceiro encontro.
Profissionalmente, estou estagnada e com medo deste semestre - que deveria estudar, mas, até agora, nada.
Ou seja.
E ainda fui olhar pra trás...
Desde Ofeu e Euridice a gente já devia ter aprendido que olhar pra trás não dá bom resultado.
Para sair direito, eu, a mãe, seria obrigada a rever fotos, fuxicar o passado.
E eu odeio fuxicar o passado.
Cancerianos são rancorosos, fato.
Então, muitas coisas, apesar de resolvidas, ainda despertam emoções se você bolir com elas.
Então, veio... Bateu a onda.
Como eu já fui mais magra, mais bonita, com um cabelo melhor...
Como eu já fui feliz, amada...
Vi pessoas que hoje não são mais minhas amigas, vi amores que hoje eu quero longe de mim pra sempre...
Lembrei de coisas que eu acreditava, fazia, pensava...
Como a vida muda, a gente cresce e definha mesmo.
Não foi bom pra mim esse dever de casa.
Assim como eu implico com aquela coisa do "aonde você imaginar estar daqui há 10 anos" - que, vamos lá, é um desperdício de imaginação, uma vez que semana que vem todos os seus planos podem levar você ribanceira abaixo ou acima - rever imagens e coisas e pessoas do passado nem sempre faz bem.
Meu cabelo está horrível.
Ando pensando o que posso fazer com ele para melhorar.
Estou gorda.
O mais gorda que já estive desde que a minha filha nasceu.
Há mais de um ano tento de todas as formas emagrecer - se engana quem diz que é só fazer dieta, a genética é uma filha da puta malvada, fora a idade - e o efeito, por enquanto, foi contrário.
Estou morta de mal amada.
TODOS, todos os meus últimos pseudorelacionamentos ou foram com pessoas que já haviam me dado um pé antes, ou não passaram do segundo, terceiro encontro.
Profissionalmente, estou estagnada e com medo deste semestre - que deveria estudar, mas, até agora, nada.
Ou seja.
E ainda fui olhar pra trás...
Desde Ofeu e Euridice a gente já devia ter aprendido que olhar pra trás não dá bom resultado.
quarta-feira, fevereiro 16
Gênio
Semana passada:
- Mãe, o que é encarar?
- Encarar é quando você fica olhando pra alguma coisa assim ó... (Encarei.)
Ontem à noite, quando percebi que teria que cozinhar:
...- É, minha filha, amanhã a mamãe vai ter que encarar o fogão...
- Você vai ficar olhando pra ele?
- Mãe, o que é encarar?
- Encarar é quando você fica olhando pra alguma coisa assim ó... (Encarei.)
Ontem à noite, quando percebi que teria que cozinhar:
...- É, minha filha, amanhã a mamãe vai ter que encarar o fogão...
- Você vai ficar olhando pra ele?
sexta-feira, fevereiro 4
Ele, de novo
"Sexta, 4 de fevereiro de 2011
Mercúrio entra em aquário e você vai preferir ficar quietinho dentro de você. "
Já desconfiava...
Mercúrio entra em aquário e você vai preferir ficar quietinho dentro de você. "
Já desconfiava...
quinta-feira, fevereiro 3
No mais, tá tudo bem...
Tudo vai bem...
Primeiro dia de aulas da criança foi um sucesso.
Irmão acampado vem me fazendo companhia - ele já entendeu com todas as letras que a irmã está meio na merda e tem sido mega atencioso, hoje tive um pouco de pena de a mais velha ter sido eu e não ele; eu não fui uma boa irmã mais velha, ele é.
As contas estão em dia.
Só falta eu conseguir voltar à minha amada e velha rotina, ao "todo dia ela faz tudo sempre igual"; e estudar.
Estou inquieta, e, mesmo com as coisas indo bem, continuo infeliz.
Pondo toda minha fé e boa vontade na semana que vem e no resto do ano...
P.S - Gostei do abraço, mas não gosto de anônimos.
Primeiro dia de aulas da criança foi um sucesso.
Irmão acampado vem me fazendo companhia - ele já entendeu com todas as letras que a irmã está meio na merda e tem sido mega atencioso, hoje tive um pouco de pena de a mais velha ter sido eu e não ele; eu não fui uma boa irmã mais velha, ele é.
As contas estão em dia.
Só falta eu conseguir voltar à minha amada e velha rotina, ao "todo dia ela faz tudo sempre igual"; e estudar.
Estou inquieta, e, mesmo com as coisas indo bem, continuo infeliz.
Pondo toda minha fé e boa vontade na semana que vem e no resto do ano...
P.S - Gostei do abraço, mas não gosto de anônimos.
"Quem me ouve pode até imaginar que a minha vida é uma sucessão de casos e aventuras, o que não é verdade. A maior parte do meu tempo passo (...) fazendo serviços domésticos, indo ao supermercado (...). Relacionamentos amorosos ocupam a menor parte da minha agenda, mas duvido que alguém parasse para saber das minhas peripécias na lavanderia ou na farmácia. A minha não é uma vida de exemplos edificantes que mereçam ser contados (...). De tão banal que eu sou, meu assunto é sempre o mesmo."
Claudia Tajes
Claudia Tajes
domingo, janeiro 30
...
Voltei de viagem hoje.
Outra.
A última por alguns meses, se tudo der certo.
Então aparece um muro - estávamos em Maguinhos - onde estava escrito:
O que realmente você quer para a sua vida?
Faz anos que eu não gosto muito de voltar de viagem.
Hoje, já estava não gostando quando vi essa frase.
Engraçado como a gente descobre frases "filosóficas" nos lugares mais esquisitos...
Antes de ler, já estava pensando...
Pensando nas coisas que eu tenho a fazer, resolver...
No meu coração, tão fudido, tão machucado...
E, quando eu vi a frase, pela primeira vez, não quis voltar pra casa mesmo.
Pela primeira vez, a imagem de que amanhã era segunda, da eventualidade de re-sol-ver , dis-cu-tir, chutar pra escanteio ou cair de cabeça no cimento coisas que doem - pela primeira vez, o conjunto dessa obra me fez chorar.
Pensei no meu emprego, e o quanto eu preciso melhorar isso.
No quanto fiquei chateada com o pensamento que para que eu pudesse bancar um fim de semana assim sozinha, seria preciso, no mínimo oito a dez meses de economia.
Tive um ataque de solidão.
Ainda que estivesse com a minha mãe a minha filha, a solidão pairava sobre mim, forte e densa.
Pensei na situação que, mais uma vez, eu abri para que acontecesse. No que eu deveria fazer, como podeira consertar...
Até chegar à conclusão que não tem conserto.
E que eu não sei se sou forte o suficiente para resolver sozinha.
Então eu chorei.
Quis ir embora, não ter que voltar.
Achei o mundo injusto, Deus um sacana, uma dor no peeeeeeitooooooooooo...
No meu colo Olívia dormia, do meu lado, um casal pós-adolescente discutia se exceção tinha cedilha ou dois esses...
E, do alto da minha solidão, ninguém nem me ouviu chorar ou vai vir aqui me abraçar...
Outra.
A última por alguns meses, se tudo der certo.
Então aparece um muro - estávamos em Maguinhos - onde estava escrito:
O que realmente você quer para a sua vida?
Faz anos que eu não gosto muito de voltar de viagem.
Hoje, já estava não gostando quando vi essa frase.
Engraçado como a gente descobre frases "filosóficas" nos lugares mais esquisitos...
Antes de ler, já estava pensando...
Pensando nas coisas que eu tenho a fazer, resolver...
No meu coração, tão fudido, tão machucado...
E, quando eu vi a frase, pela primeira vez, não quis voltar pra casa mesmo.
Pela primeira vez, a imagem de que amanhã era segunda, da eventualidade de re-sol-ver , dis-cu-tir, chutar pra escanteio ou cair de cabeça no cimento coisas que doem - pela primeira vez, o conjunto dessa obra me fez chorar.
Pensei no meu emprego, e o quanto eu preciso melhorar isso.
No quanto fiquei chateada com o pensamento que para que eu pudesse bancar um fim de semana assim sozinha, seria preciso, no mínimo oito a dez meses de economia.
Tive um ataque de solidão.
Ainda que estivesse com a minha mãe a minha filha, a solidão pairava sobre mim, forte e densa.
Pensei na situação que, mais uma vez, eu abri para que acontecesse. No que eu deveria fazer, como podeira consertar...
Até chegar à conclusão que não tem conserto.
E que eu não sei se sou forte o suficiente para resolver sozinha.
Então eu chorei.
Quis ir embora, não ter que voltar.
Achei o mundo injusto, Deus um sacana, uma dor no peeeeeeitooooooooooo...
No meu colo Olívia dormia, do meu lado, um casal pós-adolescente discutia se exceção tinha cedilha ou dois esses...
E, do alto da minha solidão, ninguém nem me ouviu chorar ou vai vir aqui me abraçar...
segunda-feira, janeiro 24
quinta-feira, janeiro 13
Do Egoísmo
Hoje foi um dia.
Um dia daqueles de criança em casa de férias, mãe tendo que cozinhar para o mês, em que a máquina de lavar quebrou de novo – como tem acontecido todos os meses desde o ano passado – transformando a cozinha num mar não exatamente muito limpo, em que o boy ia passar para pegar os cheques do hotel fazenda, em que o único livro que faltava da tão temida lista de material escolar chegou na livraria, em que entre uma e outra atividade, foi possível terminar de ler mais um livro; e que, ainda por cima, trabalhar era preciso.
Na internet pipocavam notícias nos jornais e comentários de um ou outro amigo.
Na secretária, uma mensagem do pai dizendo que ele estava bem.
O primeiro pensamento foi: “Ai, claro que está...”.
E assim seguiu mais um dia quase normal dentro desta casa.
Pouco depois das oito da noite, outro telefonema – este prontamente atendido.
O mesmo pai do recado na secretária reiterava que ele estava bem, que lá estavam todos bem, e começou a contar o que havia acontecido...
Ainda na minha pré adolescência, meu pai resolveu se mudar para o interior do estado. Mais precisamente Areal – uma cidadezinha pouco depois de Petrópolis, com duas ruas para cima e duas para baixo.
Antes de ser a casa dele, foi a casa da minha bisavó mais querida.
O lugar que na infância era mágico; na adolescência muito, muito chato para uma garota de cidade grande; na fase adulta, praticamente esquecido, uma vez que adultos correm demais, fazem coisas demais e nunca, nunca têm tempo sobrando para nada.
Ainda assim, sempre foi um lugar que “cheirava”, lembrava, era família para mim.
Um dos poucos lugares que, salvo uma ou outra alteração mínima, era imutável.
Ainda ontem pensei que estava na hora de fazer a minha visita anual a esta família.
Então hoje, pouco depois das oito da noite, soube que pontes caíram, as ruas ficaram com 1,5m de água, prédios sucumbiram, o rio subiu, a represa ameaçou ruir e a minha família que mora lá teve que deixar sua casa com a roupa do corpo.
Só então eu entendi.
Chuvas sempre houveram – e, por isso, me parecia normal que estivessem todos bem.
Telefones sempre ficaram mudos e energia sempre faltou desde que eu me entendo por gente e vou para aquela casa.
Já vi o rio encher, mas nunca, jamais, na proporção que aconteceu desta vez.
Até agora eu ainda não sei – eles ainda não sabem – como esta casa estará amanhã.
Ninguém morreu, graças a Deus.
De certa forma, sinto-me profundamente egoísta em estar pensando que meu mundo imutável não mais existe – ele vai ter que ser reconstruído e jamais será igual ao que era antes.
Sinto-me egoísta por ter usufruído tão pouco deste mundo nos últimos anos, por sentir uma tristeza que, nem de brincadeira, se compara à dos que perderam casa & família; uma tristeza que a minha família que constituiu família lá há de sentir o seu lar devastado; que eu sequer posso imaginar a magnitude.
Hoje, meu mundo mudou, de repente, pouco depois das oito da noite.
Foi tanta corrida, compromisso, pensamento, adultabilidades afins, que deixei de perceber.
E agora eu sinto muito.
Um dia daqueles de criança em casa de férias, mãe tendo que cozinhar para o mês, em que a máquina de lavar quebrou de novo – como tem acontecido todos os meses desde o ano passado – transformando a cozinha num mar não exatamente muito limpo, em que o boy ia passar para pegar os cheques do hotel fazenda, em que o único livro que faltava da tão temida lista de material escolar chegou na livraria, em que entre uma e outra atividade, foi possível terminar de ler mais um livro; e que, ainda por cima, trabalhar era preciso.
Na internet pipocavam notícias nos jornais e comentários de um ou outro amigo.
Na secretária, uma mensagem do pai dizendo que ele estava bem.
O primeiro pensamento foi: “Ai, claro que está...”.
E assim seguiu mais um dia quase normal dentro desta casa.
Pouco depois das oito da noite, outro telefonema – este prontamente atendido.
O mesmo pai do recado na secretária reiterava que ele estava bem, que lá estavam todos bem, e começou a contar o que havia acontecido...
Ainda na minha pré adolescência, meu pai resolveu se mudar para o interior do estado. Mais precisamente Areal – uma cidadezinha pouco depois de Petrópolis, com duas ruas para cima e duas para baixo.
Antes de ser a casa dele, foi a casa da minha bisavó mais querida.
O lugar que na infância era mágico; na adolescência muito, muito chato para uma garota de cidade grande; na fase adulta, praticamente esquecido, uma vez que adultos correm demais, fazem coisas demais e nunca, nunca têm tempo sobrando para nada.
Ainda assim, sempre foi um lugar que “cheirava”, lembrava, era família para mim.
Um dos poucos lugares que, salvo uma ou outra alteração mínima, era imutável.
Ainda ontem pensei que estava na hora de fazer a minha visita anual a esta família.
Então hoje, pouco depois das oito da noite, soube que pontes caíram, as ruas ficaram com 1,5m de água, prédios sucumbiram, o rio subiu, a represa ameaçou ruir e a minha família que mora lá teve que deixar sua casa com a roupa do corpo.
Só então eu entendi.
Chuvas sempre houveram – e, por isso, me parecia normal que estivessem todos bem.
Telefones sempre ficaram mudos e energia sempre faltou desde que eu me entendo por gente e vou para aquela casa.
Já vi o rio encher, mas nunca, jamais, na proporção que aconteceu desta vez.
Até agora eu ainda não sei – eles ainda não sabem – como esta casa estará amanhã.
Ninguém morreu, graças a Deus.
De certa forma, sinto-me profundamente egoísta em estar pensando que meu mundo imutável não mais existe – ele vai ter que ser reconstruído e jamais será igual ao que era antes.
Sinto-me egoísta por ter usufruído tão pouco deste mundo nos últimos anos, por sentir uma tristeza que, nem de brincadeira, se compara à dos que perderam casa & família; uma tristeza que a minha família que constituiu família lá há de sentir o seu lar devastado; que eu sequer posso imaginar a magnitude.
Hoje, meu mundo mudou, de repente, pouco depois das oito da noite.
Foi tanta corrida, compromisso, pensamento, adultabilidades afins, que deixei de perceber.
E agora eu sinto muito.
sexta-feira, janeiro 7
2010...
...Foi um ano medíocre.
Fedido.
Dolorido.
Com chulé.
Daqueles que eu VOU esquecer.
(Chegou a me ocorrer até não mais escrever...)
Em virtude de todos estes sentimentos negativos em relação aos 12 meses passados, este ano vou zerar as listas agora, em Janeiro, a fim de não prolongar mais a mediocridade.
Ainda não sei bem por quê - não tive nem motivos ainda - mas ponho fé em 2011.
Fedido.
Dolorido.
Com chulé.
Daqueles que eu VOU esquecer.
(Chegou a me ocorrer até não mais escrever...)
Em virtude de todos estes sentimentos negativos em relação aos 12 meses passados, este ano vou zerar as listas agora, em Janeiro, a fim de não prolongar mais a mediocridade.
Ainda não sei bem por quê - não tive nem motivos ainda - mas ponho fé em 2011.
terça-feira, dezembro 21
Nunca faça hoje...
O dia foi muito bem sucedido.
Criança de férias, companheira de bate perna, um calor infernal no Rio de Janeiro e todas as tarefas cumpridas à perfeição: clínica, almoço com pai + irmãos, compra do último presente de natal, trabalho, e-mails, jantar pronto.
Sento-me na sala para jantar.
Lei e Ordem na tela da tv.
Meus olhos, porém, não conseguiram fixar foco na trama de assassinatos e sacanagens que os humanos cometem todos os dias... Vagaram pela mesa, pelo banco, pela estante, pela varanda...
De tarde eu já tinha começado a sentir um comichão pela Grande Faxina.
Lavei meus pinguins de geladeira na esperança de que isso servisse de engodo ao comichão.
Não serviu.
Os olhos foram registrando e mandando para o cérebro todas as tarefas de limpeza, arrumação e embelezamento do barraco que preciso executar urgentemente.
O comichão está se transformando em Comichão.
Mas hoje foi um dia bem sucedido, a coluna dói e está um calor de rachar.
Resolvi terminar um livro.
Coisa que também não faço há muito tempo.
Criança de férias, companheira de bate perna, um calor infernal no Rio de Janeiro e todas as tarefas cumpridas à perfeição: clínica, almoço com pai + irmãos, compra do último presente de natal, trabalho, e-mails, jantar pronto.
Sento-me na sala para jantar.
Lei e Ordem na tela da tv.
Meus olhos, porém, não conseguiram fixar foco na trama de assassinatos e sacanagens que os humanos cometem todos os dias... Vagaram pela mesa, pelo banco, pela estante, pela varanda...
De tarde eu já tinha começado a sentir um comichão pela Grande Faxina.
Lavei meus pinguins de geladeira na esperança de que isso servisse de engodo ao comichão.
Não serviu.
Os olhos foram registrando e mandando para o cérebro todas as tarefas de limpeza, arrumação e embelezamento do barraco que preciso executar urgentemente.
O comichão está se transformando em Comichão.
Mas hoje foi um dia bem sucedido, a coluna dói e está um calor de rachar.
Resolvi terminar um livro.
Coisa que também não faço há muito tempo.
quinta-feira, dezembro 9
...Enquanto isso em Gothan City...
"Mãe, beijo na boca é nojento?"
Uhmmmmm...
Sim, o interesse começa a aparecer e com ele as perguntas - Aquelas que as mães temem, suam frio, e que, aparecem sempre nas horas mais inesperadas e impróprias.
Passado o susto, ponderei.
Essa é uma questão que tem duas respostas.
Por um lado, se a gente levar em conta a quantidade de bactérias que existem dentro de uma boca e que cuspir e lamber as pessoas aleatoriamente são práticas categorizadas como nojentas, então beijo na boca é nojento, sim, uma vez que o que você faz é trocar saliva com um outro indivíduo.
Por outro lado, quando você quer uma pessoa e existe um sentimento, por mais fugaz que ele seja, beijar aquela pessoa é algo semelhante ao paraíso. Parafraseando George Michael, "Heaven is a kiss and a smile".
Assim sendo, assim expliquei - não com estas palavras, mas a idéia era essa.
"Você beijava na boca aquele seu namorado, né mãe?"
Sim, eu beijava... Mal sabe ela dos beijos da mãe...
"Beijei seu pai, inclusive."
"VOCÊ BEIJOU MEU PAI?!?" - absolutamente espantada com a surrealidade da afirmativa.
É, nessa próxima etapa a gente ainda não chegou...
Ainda não faz o menor sentido que a mãe tenha beijado algum dia o pai e que o resultado disso tenha sido ela.
Graças a Deus, porque eu ainda preciso de mais uns dois anos pra poder responder essa aí...
Uhmmmmm...
Sim, o interesse começa a aparecer e com ele as perguntas - Aquelas que as mães temem, suam frio, e que, aparecem sempre nas horas mais inesperadas e impróprias.
Passado o susto, ponderei.
Essa é uma questão que tem duas respostas.
Por um lado, se a gente levar em conta a quantidade de bactérias que existem dentro de uma boca e que cuspir e lamber as pessoas aleatoriamente são práticas categorizadas como nojentas, então beijo na boca é nojento, sim, uma vez que o que você faz é trocar saliva com um outro indivíduo.
Por outro lado, quando você quer uma pessoa e existe um sentimento, por mais fugaz que ele seja, beijar aquela pessoa é algo semelhante ao paraíso. Parafraseando George Michael, "Heaven is a kiss and a smile".
Assim sendo, assim expliquei - não com estas palavras, mas a idéia era essa.
"Você beijava na boca aquele seu namorado, né mãe?"
Sim, eu beijava... Mal sabe ela dos beijos da mãe...
"Beijei seu pai, inclusive."
"VOCÊ BEIJOU MEU PAI?!?" - absolutamente espantada com a surrealidade da afirmativa.
É, nessa próxima etapa a gente ainda não chegou...
Ainda não faz o menor sentido que a mãe tenha beijado algum dia o pai e que o resultado disso tenha sido ela.
Graças a Deus, porque eu ainda preciso de mais uns dois anos pra poder responder essa aí...
quarta-feira, dezembro 8
Hoje eu fiz...
...Pela primeira vez desde que me lembro.
A primeira vez que eu realizei, foi numa peça de teatro. Nunca achei que um dia fosse fazer.
Mas hoje estava eu lá...
Foi um dia punk pauleira.
Têm sido semanas punk pauleira - Joãozinho Podre perde feio.
Metade do dia trabalhei chorando, o pensamento no despertador tocando às 4 e meia da manhã e no pouco tempo que eu ia ter para dormir, um cansaço inominável e imensurável da vida e tudo que a cerca, atravessando a rua num passo rapidinho, eis que...
...Eu tenho cara de Guia Michelin, então, uma senhora me pára e pergunta por uma rua - isso acontece pelo menos uma vez por dia quando eu resolvo ir à rua - eu respondo:
- Blablablablabla, tem uma rua, a senhora não entra...
Pronto! Tava eu fazendo.
Sem querer, me saio com a coisa de "tem uma escada, a senhora não sobe", espalhei a minha confusão em direção ao domínio alheio.
A minha confusão anda cheia de percepções, cansada e confusa.
As percepções variam desde o nível genético - como a aceitação de que não importa que roupa eu use, sempre vai aparecer a alça do sutiã - a cansada vai desde a extrema infelicidade de estar lendo 3 livros ao mesmo tempo e não conseguir terminar nenhum, conjugada com a falta, falta, falta de tempo e a derrota de uma mãe que não resiste ao poder de um filho quando ele quer brigar com ela; o confuso abrage não poder postar um "hoje pensei em você", visto que a frase atingiria mais de uma pessoa, ainda que nenhuma delas seja a pessoa em que eu havia pensado no momento. Um pensa em mim, um não pensa, outro eu não sei, nenhum deles me dá futuro e aquele em quem eu pensei, nem sei por que ainda penso, se me causa tanta dor.
Hoje eu queria postar letras de músicas românticas nos outros lugares, queria uma porrada de outras coisas.
Tomei 3 cervejas, me despedi de quem devia, vou tomar fôlego e ir dormir o pouco que ainda posso.
Hoje não existiu felicidade.
Mas 2010 não foi feito de felicidades, muito pelo contrário.
Eu acabei com ele, mas ele não acabou comigo.
Amanhã outro avião.
Eu volto.
E na escada, não desço.
A primeira vez que eu realizei, foi numa peça de teatro. Nunca achei que um dia fosse fazer.
Mas hoje estava eu lá...
Foi um dia punk pauleira.
Têm sido semanas punk pauleira - Joãozinho Podre perde feio.
Metade do dia trabalhei chorando, o pensamento no despertador tocando às 4 e meia da manhã e no pouco tempo que eu ia ter para dormir, um cansaço inominável e imensurável da vida e tudo que a cerca, atravessando a rua num passo rapidinho, eis que...
...Eu tenho cara de Guia Michelin, então, uma senhora me pára e pergunta por uma rua - isso acontece pelo menos uma vez por dia quando eu resolvo ir à rua - eu respondo:
- Blablablablabla, tem uma rua, a senhora não entra...
Pronto! Tava eu fazendo.
Sem querer, me saio com a coisa de "tem uma escada, a senhora não sobe", espalhei a minha confusão em direção ao domínio alheio.
A minha confusão anda cheia de percepções, cansada e confusa.
As percepções variam desde o nível genético - como a aceitação de que não importa que roupa eu use, sempre vai aparecer a alça do sutiã - a cansada vai desde a extrema infelicidade de estar lendo 3 livros ao mesmo tempo e não conseguir terminar nenhum, conjugada com a falta, falta, falta de tempo e a derrota de uma mãe que não resiste ao poder de um filho quando ele quer brigar com ela; o confuso abrage não poder postar um "hoje pensei em você", visto que a frase atingiria mais de uma pessoa, ainda que nenhuma delas seja a pessoa em que eu havia pensado no momento. Um pensa em mim, um não pensa, outro eu não sei, nenhum deles me dá futuro e aquele em quem eu pensei, nem sei por que ainda penso, se me causa tanta dor.
Hoje eu queria postar letras de músicas românticas nos outros lugares, queria uma porrada de outras coisas.
Tomei 3 cervejas, me despedi de quem devia, vou tomar fôlego e ir dormir o pouco que ainda posso.
Hoje não existiu felicidade.
Mas 2010 não foi feito de felicidades, muito pelo contrário.
Eu acabei com ele, mas ele não acabou comigo.
Amanhã outro avião.
Eu volto.
E na escada, não desço.
terça-feira, novembro 30
Bingo!
"Tenha cuidado, Renata, entre os dias 30/11 (Hoje) e 17/12, com um certo sentimento de menos-valia e com pensamentos e atitudes que lhe levam a diminuir sua auto-estima, pois nesta fase o Sol estará se opondo à Vênus do seu mapa de nascimento. Este não é um trânsito particularmente forte, mas pode estar relacionado com uma tendência a enveredar por caminhos de autocrítica excessiva, com você se colocando em situações e circunstâncias em que sentirá inadequação ou desvalorização pessoal. Reconhecendo esta tendência antecipadamente, você pode evitar se expôr. Não permita que os outros lhe diminuam, mas saiba conscientemente que se alguém faz isso, é porque você se coloca em posição de permitir tal coisa!E, mais especificamente entre os dias 30/10 e 09/12, a Vênus em trânsito também estará afligindo o seu Sol natal, Renata, reforçando mais ainda esta predisposição a se colocar em situação de rebaixamento. Outra possibilidade para este período envolve o risco de você se envolver em problemas que são de uma futilidade sem igual, ou seja, dedicar energia e bobagens. Procure avaliar criticamente para onde você direciona a sua atenção, Renata!"
(Eu ando lacônica, eu sei)
(Eu ando lacônica, eu sei)
sexta-feira, novembro 26
Remake
Eu pedi.
Eu chamei.
Quase implorei - porque, felizmente eu já passei dessa fase, então fica tudo só aqui dentro da minha insana cabecinha.
Depois ele vai reclamar.
O deja vu é sinistramente sinistro e eu sinto cheiro de coisas não muito boas no ar.
Mas, eu já me enganei uma vez este mês.
Além de insana, a cabecinha está ficando confusa, fazendo nó de escoteiro.
Odeio remake.
Só Freud mesmo pra explicar por que diabos continuo fazendo.
Eu chamei.
Quase implorei - porque, felizmente eu já passei dessa fase, então fica tudo só aqui dentro da minha insana cabecinha.
Depois ele vai reclamar.
O deja vu é sinistramente sinistro e eu sinto cheiro de coisas não muito boas no ar.
Mas, eu já me enganei uma vez este mês.
Além de insana, a cabecinha está ficando confusa, fazendo nó de escoteiro.
Odeio remake.
Só Freud mesmo pra explicar por que diabos continuo fazendo.
Senta e chora
"Sol e Lua entram em ângulo harmônico entre os dias 26/11 (Hoje) e 28/11, Renata, agindo diretamente sobre as casas 10 (Sol) e 6 (Lua), o que favorece muito todas as questões práticas do seu dia-a-dia. Você se perceberá com muito mais organização por estes dias, conseguindo dar uma ordem às questões que lhe são caras e importantes. Estes são dias em que a responsabilidade chama, e você precisa dar ouvidos a estes chamados. Procure se dedicar aos seus afazeres importantes, deixando as questões românticas ou de lazer um pouco de lado por estes dias. Por várias razões, o astral está lhe dirigindo para o trabalho e a produção, seja profissional, seja estudantil."
quarta-feira, novembro 24
Hoje...
...Tudo que eu quero é agarrar meu bebê e ficar com ela junto de mim...
Ontem começou.
Primeiro, ela virou pra mim e disse que quando eu morresse ela ia poder fazer tudo o que ela quisesse - por que eu não quis deixar ela brincar no pátio do colégio debaixo de chuva.
Depois me chamou de bruxa - por que eu não quis deixar ela dormir na minha cama.
O pau comeu.
Minha mãe quando soube riu de se acabar.
Ela também já passou por isso.
Eu sei, assumo e tenho muita vergonha.
São momentos inevitáveis da vida.
Então hoje, lendo as notícias - que andam tão ruins - bateu aquele aperto no peito.
Bateu a vontade de ter ela aqui, protegida e criança e linda e sem saber das agruras do Mundo, debaixo da minha asa.
E não sair mais.
Só ficar aqui.
Com ela.
Esperando tudo de ruim passar e esperando só as boas coisas que ainda hão de vir.
Ontem começou.
Primeiro, ela virou pra mim e disse que quando eu morresse ela ia poder fazer tudo o que ela quisesse - por que eu não quis deixar ela brincar no pátio do colégio debaixo de chuva.
Depois me chamou de bruxa - por que eu não quis deixar ela dormir na minha cama.
O pau comeu.
Minha mãe quando soube riu de se acabar.
Ela também já passou por isso.
Eu sei, assumo e tenho muita vergonha.
São momentos inevitáveis da vida.
Então hoje, lendo as notícias - que andam tão ruins - bateu aquele aperto no peito.
Bateu a vontade de ter ela aqui, protegida e criança e linda e sem saber das agruras do Mundo, debaixo da minha asa.
E não sair mais.
Só ficar aqui.
Com ela.
Esperando tudo de ruim passar e esperando só as boas coisas que ainda hão de vir.
terça-feira, novembro 23
Eu tenho...
Uma bolha no dedo mindinho do pé, um roxo na coxa esquerda, um nariz arranhado, um monte de roupa limpa pra guardar, louça pra lavar, trabalho pra terminar, jantar pra fazer, seriado pra ver, livro pra terminar, projeto pra escrever, que passar no mercado e 4 fantasias pra costurar.
Hoje eu trocava meu sirviço de casa, minhas ideologias e crenças pessoais facinho, facinho por um trabalho dentro de um escritório de verdade.
E o pior é que eu nem posso parafrasear o amigo que brada no MSN : "Compro horas extras pro meu dia", porque eu nem ando podendo comprar nada...
Hoje eu trocava meu sirviço de casa, minhas ideologias e crenças pessoais facinho, facinho por um trabalho dentro de um escritório de verdade.
E o pior é que eu nem posso parafrasear o amigo que brada no MSN : "Compro horas extras pro meu dia", porque eu nem ando podendo comprar nada...
quinta-feira, novembro 4
Tá.
O homem-que-conserta-a-máquina não me deu cano.
Ele só chegou uma hora e meia atrasado.
E a máquina fez a vergonha de funcionar normalmente - o que configurou um desperdício absurdo de recursos, visto que eu tive que pagar a visita.
Segundo a minha mãe, a máquina estava com saudades dele e eu deveria contratar ele para vir visitar pelo menos uma vez por mês.
O homem-que-conserta-a-máquina não me deu cano.
Ele só chegou uma hora e meia atrasado.
E a máquina fez a vergonha de funcionar normalmente - o que configurou um desperdício absurdo de recursos, visto que eu tive que pagar a visita.
Segundo a minha mãe, a máquina estava com saudades dele e eu deveria contratar ele para vir visitar pelo menos uma vez por mês.
E ainda por cima tomei um cano do homem-que-conserta-a-máquina, que fez o favor de quebrar cheia de água e roupas dentro de novo - o que significa que terei que encarar o tanque antes que as roupas no balde apodreçam.
Um retrocesso essa coisa de lavar roupa no tanque.
Em pleno século XXI é o absurdo dos absurdos e eu faço chorando - literalmente.
E amanhã ainda tem dedetização.
Minha casa é equipada com um mecanismo ectoplásmico que desintegra as pobres baratas que fizeram a besteira de resolver vir dar uma voltinha aqui pelo meu barraco. Tipo assim, em 3 anos, apareceram 3. As duas últimas euzinha mesma afoguei em veneno. A pegadinha é que depois voltei pra buscar o cadáver e não havia cadáver algum! Elas simplesmente desaparecem.
Mesmo assim, o prédio está passando por um momento de, digamos, volta à vida depois de um longo período em coma. Parte da reabilitação é envenenar e exterminar a população de ratos e baratas que pode, e creio eu vive, lá do lado de fora.
Logo, se eu não fizer também, a possibilidade de êxodo em direção ao meu quase imaculado santuário é enorme.
Então, faremos.
Pruma pessoa que já estava arruinada por conta da micareta de aniversário filial (que, aliás, será assunto de outro post), duas despesas desta magnitude numa semana são de sentar e chorar (ainda mais quando existe a chance de... uhmmmm... coisas... no fim de semana). E eu choraria de bom grado, não fosse meu potinho cheio de moedinhas de prontidão para um assalto e o sono, o sono, o enorme sono.
Ainda não se pode dormir nesta casa.
A reabilitação parece ter tomado conta de todas as pessoas do mundo e continua caindo como uma pedra sobre a minha cansada cabeça. Me sinto como o coiote do papa léguas, que fica caindo do precipício, caindo do precipício... Cada vez que eu acho que vou conseguir dormir um pouco além das 7 da manhã, vem um peão qualquer e bate uma marreta no teto como se não houvesse amanhã ou bota alguma máquina que corta ou lava ou encera qualquer coisa para funcionar.
Minha sanidade mental está indo para a casa do c$#alho.
Ando pensando seriamente em fazer uma abordagem digna dos outro moradores aqui do The Bramford e convencê-la a fazer uma espécie de Semana Nacional Sem Obras.
Um retrocesso essa coisa de lavar roupa no tanque.
Em pleno século XXI é o absurdo dos absurdos e eu faço chorando - literalmente.
E amanhã ainda tem dedetização.
Minha casa é equipada com um mecanismo ectoplásmico que desintegra as pobres baratas que fizeram a besteira de resolver vir dar uma voltinha aqui pelo meu barraco. Tipo assim, em 3 anos, apareceram 3. As duas últimas euzinha mesma afoguei em veneno. A pegadinha é que depois voltei pra buscar o cadáver e não havia cadáver algum! Elas simplesmente desaparecem.
Mesmo assim, o prédio está passando por um momento de, digamos, volta à vida depois de um longo período em coma. Parte da reabilitação é envenenar e exterminar a população de ratos e baratas que pode, e creio eu vive, lá do lado de fora.
Logo, se eu não fizer também, a possibilidade de êxodo em direção ao meu quase imaculado santuário é enorme.
Então, faremos.
Pruma pessoa que já estava arruinada por conta da micareta de aniversário filial (que, aliás, será assunto de outro post), duas despesas desta magnitude numa semana são de sentar e chorar (ainda mais quando existe a chance de... uhmmmm... coisas... no fim de semana). E eu choraria de bom grado, não fosse meu potinho cheio de moedinhas de prontidão para um assalto e o sono, o sono, o enorme sono.
Ainda não se pode dormir nesta casa.
A reabilitação parece ter tomado conta de todas as pessoas do mundo e continua caindo como uma pedra sobre a minha cansada cabeça. Me sinto como o coiote do papa léguas, que fica caindo do precipício, caindo do precipício... Cada vez que eu acho que vou conseguir dormir um pouco além das 7 da manhã, vem um peão qualquer e bate uma marreta no teto como se não houvesse amanhã ou bota alguma máquina que corta ou lava ou encera qualquer coisa para funcionar.
Minha sanidade mental está indo para a casa do c$#alho.
Ando pensando seriamente em fazer uma abordagem digna dos outro moradores aqui do The Bramford e convencê-la a fazer uma espécie de Semana Nacional Sem Obras.
E já que estamos...
...postando freneticamente...
É hoje!
Tomara que eu consiga não dormir no meio...
(Não por ser chato, mas por estar sendo um dia.)
É hoje!
Tomara que eu consiga não dormir no meio...
(Não por ser chato, mas por estar sendo um dia.)
Não me sai da cabeça hoje...
"Sempre precisei de um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
E desses dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantos.
Este é o nosso mundo
O que é demais nunca é o bastante
E a primeira vez é sempre a última chance.
Ninguém vê onde chegamos:
Os assassinos estão livres, nós não estamos
Vamos sair - mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas.
Vamos lá tudo bem - eu só quero me divertir
esquecer, dessa noite ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas possam se encontrar.
(...)
Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir
Vamos sair - mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas.
Vamos lá tudo bem - eu só quero me divertir
esquecer, dessa noite ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim, não tenho pena de ninguém. "
(E nem é uma das minhas favoritas... Porém, pertinente.)
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
E desses dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantos.
Este é o nosso mundo
O que é demais nunca é o bastante
E a primeira vez é sempre a última chance.
Ninguém vê onde chegamos:
Os assassinos estão livres, nós não estamos
Vamos sair - mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas.
Vamos lá tudo bem - eu só quero me divertir
esquecer, dessa noite ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas possam se encontrar.
(...)
Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir
Vamos sair - mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas.
Vamos lá tudo bem - eu só quero me divertir
esquecer, dessa noite ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim, não tenho pena de ninguém. "
(E nem é uma das minhas favoritas... Porém, pertinente.)
Senhora
Não consigo me lembrar.
Faz alguns dias, tento me lembrar em que momento específico eu me transformei numa "senhora".
A lembrança mais antiga vem de um festival de rock, onde eu já tinha lá meus 27, 28 e um rapazinho de seus 17,18 vendia os refrigerantes superfaturados.
Mas não sei se foi a primeira vez.
Só o que eu sei é que hoje, eu sou uma "senhora".
Ontem, andando na rua, numa caminhada de pouco mais de dez minutos, a alcunha surgiu duas vezes ao longo do caminho.
Ela vem de um porteiro, de um transeunte desconhecido, de uma mãe com uma criança, da atendente do telemarketing, da caixa do mercado, do jornaleiro...
Vem sem permissão nenhuma, uma vez que a "senhora" aqui passa a maior parte de seu tempo não sentindo a idade que já tem.
A "senhora" entende que é um sinal de educação e respeito - segundo algumas correntes bastante deturpado, mas este não é o assunto aqui - e fica imaginando se a nova alcunha vem junto com o pacote de responsabilidades sociais que ela tem que cumprir e seguir todos os dias, já há algum tempo e até morrer ou ficar senil - o que vier primeiro.
A "senhora" entende, mas não lembra; a alcunha agora faz parte do que ela é, da pessoa dela.
Andando nas ruas todos os dias, me lembro de um livro que minha filha leu este ano, que conta a história de uma menina que sai para passear com a tia. A tia é distraída e no meio do caminho, ao invés de dar a mão à menina, dá a mão para um macaco de realejo durante o passeio, recuperando a menina ao final e sem nem perceber que havia feito alguma troca.
Lembro do livro porque quando andamos na rua, nossas mãos se pegam automaticamente; mesmo não havendo rua a atravessar, mesmo não havendo obstáculo, nada. Elas simplesmente vão se pegando e se dando e se namorando ao longo dos nossos caminhos, sejam eles quais forem.
Em muitas dessas vezes, nós sequer nos olhamos ou estamos conversando.
São as mãos. Sozinhas. Que se pegam.
E daí que eu imagino o que aconteceria se um dia minha mão pegasse uma outra mão que não a dela. Se ela pegasse outra mão que não a minha.
O medo dessa situação é o tipo de coisa que me transforma em uma "senhora".
Garotinhas não precisam se preocupar com mãos enamoradas - ou a perda delas.
À noite, todos os dias, lembro da prateleira branca da sala, onde enfileiro metodicamente, de acordo com a data de vencimento, cada uma das 8 contas que tenho que pagar mensalmente (outras 4 não me mandam boletos) e faço contas. Contas frenéticas e furiosas.
Que não deixam a minha cabeça descansar ao longo de todo o dia seguinte, e a noite, e o dia...
Garotinhas não precisam se preocupar com contas a pagar.
Semanas sim, semanas não, dias sim, dias não, vem aquela angústia no peito quando penso em tudo que preciso estudar, quando faço planos acadêmicos. Hora é angústia, hora é fome. Mas os planos não param, não descansam.
A vontade que eu tenho agora de estudar incessantemente só dá em "senhoras".
Que dizer do coração - que quer um outro tipo de amor e já não tem paciência para o que antes era satisfatório - do corpo - que já não tem a mesma elasticidade e resistência aos prazeres mundanos e alcóolicos da vida - dos desejos - tão diferentes!
Coisas de "senhora".
E na maior parte do tempo é realmente assim.
Na maior parte dos dias, minha casa é meu programa predileto e beber uma cerveja em frente à tv um prazer imenso.
Mas tem dias...
Dias em que eu me pergunto...
Dias em que não me sinto como uma "senhora".
Não sinto nada disso e meus anos diminuem pela metade.
Em que quero sair, dançar, beijar, rir, perder a consciência e a conseqüência.
Dias em que eu tento me lembrar e não consigo, em como fui me transformar nesta jovem senhora.
Faz alguns dias, tento me lembrar em que momento específico eu me transformei numa "senhora".
A lembrança mais antiga vem de um festival de rock, onde eu já tinha lá meus 27, 28 e um rapazinho de seus 17,18 vendia os refrigerantes superfaturados.
Mas não sei se foi a primeira vez.
Só o que eu sei é que hoje, eu sou uma "senhora".
Ontem, andando na rua, numa caminhada de pouco mais de dez minutos, a alcunha surgiu duas vezes ao longo do caminho.
Ela vem de um porteiro, de um transeunte desconhecido, de uma mãe com uma criança, da atendente do telemarketing, da caixa do mercado, do jornaleiro...
Vem sem permissão nenhuma, uma vez que a "senhora" aqui passa a maior parte de seu tempo não sentindo a idade que já tem.
A "senhora" entende que é um sinal de educação e respeito - segundo algumas correntes bastante deturpado, mas este não é o assunto aqui - e fica imaginando se a nova alcunha vem junto com o pacote de responsabilidades sociais que ela tem que cumprir e seguir todos os dias, já há algum tempo e até morrer ou ficar senil - o que vier primeiro.
A "senhora" entende, mas não lembra; a alcunha agora faz parte do que ela é, da pessoa dela.
Andando nas ruas todos os dias, me lembro de um livro que minha filha leu este ano, que conta a história de uma menina que sai para passear com a tia. A tia é distraída e no meio do caminho, ao invés de dar a mão à menina, dá a mão para um macaco de realejo durante o passeio, recuperando a menina ao final e sem nem perceber que havia feito alguma troca.
Lembro do livro porque quando andamos na rua, nossas mãos se pegam automaticamente; mesmo não havendo rua a atravessar, mesmo não havendo obstáculo, nada. Elas simplesmente vão se pegando e se dando e se namorando ao longo dos nossos caminhos, sejam eles quais forem.
Em muitas dessas vezes, nós sequer nos olhamos ou estamos conversando.
São as mãos. Sozinhas. Que se pegam.
E daí que eu imagino o que aconteceria se um dia minha mão pegasse uma outra mão que não a dela. Se ela pegasse outra mão que não a minha.
O medo dessa situação é o tipo de coisa que me transforma em uma "senhora".
Garotinhas não precisam se preocupar com mãos enamoradas - ou a perda delas.
À noite, todos os dias, lembro da prateleira branca da sala, onde enfileiro metodicamente, de acordo com a data de vencimento, cada uma das 8 contas que tenho que pagar mensalmente (outras 4 não me mandam boletos) e faço contas. Contas frenéticas e furiosas.
Que não deixam a minha cabeça descansar ao longo de todo o dia seguinte, e a noite, e o dia...
Garotinhas não precisam se preocupar com contas a pagar.
Semanas sim, semanas não, dias sim, dias não, vem aquela angústia no peito quando penso em tudo que preciso estudar, quando faço planos acadêmicos. Hora é angústia, hora é fome. Mas os planos não param, não descansam.
A vontade que eu tenho agora de estudar incessantemente só dá em "senhoras".
Que dizer do coração - que quer um outro tipo de amor e já não tem paciência para o que antes era satisfatório - do corpo - que já não tem a mesma elasticidade e resistência aos prazeres mundanos e alcóolicos da vida - dos desejos - tão diferentes!
Coisas de "senhora".
E na maior parte do tempo é realmente assim.
Na maior parte dos dias, minha casa é meu programa predileto e beber uma cerveja em frente à tv um prazer imenso.
Mas tem dias...
Dias em que eu me pergunto...
Dias em que não me sinto como uma "senhora".
Não sinto nada disso e meus anos diminuem pela metade.
Em que quero sair, dançar, beijar, rir, perder a consciência e a conseqüência.
Dias em que eu tento me lembrar e não consigo, em como fui me transformar nesta jovem senhora.
sexta-feira, outubro 29
quarta-feira, outubro 27
Meu bebê fez 6 anos hoje
Uhu!
Muito detonada pra escrever algo que realmente valha a pena ler e escrever.
Mas, uhu!
Mais um ano!
Passa rápido, é incrível, eu tenho muita sorte e agradeço a Deus (ou a entidade de sua escolha) todos os dias por ela, assim, pura, simples, ela.
Mas aniversário de filho sodomiza - especialmente quando você é mãe solteira e ainda tem uma etapa 2 pela frente daqui há 3 dias. Estou exausta até os ossos e marquei drenagem praticamente de madrugada, então depois eu louvo mais minha já não tão pequena filha...
Muito detonada pra escrever algo que realmente valha a pena ler e escrever.
Mas, uhu!
Mais um ano!
Passa rápido, é incrível, eu tenho muita sorte e agradeço a Deus (ou a entidade de sua escolha) todos os dias por ela, assim, pura, simples, ela.
Mas aniversário de filho sodomiza - especialmente quando você é mãe solteira e ainda tem uma etapa 2 pela frente daqui há 3 dias. Estou exausta até os ossos e marquei drenagem praticamente de madrugada, então depois eu louvo mais minha já não tão pequena filha...
terça-feira, outubro 26
segunda-feira, outubro 25
domingo, outubro 24
Conto da Carochinha
"Domingo, 24 de outubro de 2010
Uma fase como esta deve ser vivida até o ultimo minuto. Alegrias e prazeres trazidos pelo sol, mercúrio, venus e marte em escorpião amenizam a dor de perdas passadas e devolvem a esperança em relação a amores futuros."
Sim, eu continuo lendo religiosamente o horóscopo.
Uma fase como esta deve ser vivida até o ultimo minuto. Alegrias e prazeres trazidos pelo sol, mercúrio, venus e marte em escorpião amenizam a dor de perdas passadas e devolvem a esperança em relação a amores futuros."
Sim, eu continuo lendo religiosamente o horóscopo.
sábado, outubro 23
O Meu Silêncio
Eu gosto muito da minha casa.
Inclusive por que ela parece uma casa de fato.
Mas, nos últimos meses, o que acontece fora da minha da minha casa anda perturbando tanto a ordem natural das coisas, que, às vezes, eu tenho que sair da minha casa para poder ter um pouco de paz.
Primeiro foi a obra da vizinha.
Uma obra interminável, coitada.
Começou em abril, se eu não me engano, e ainda está correndo.
Era tanta pancada de martelo, máquinas barulhentas trabalhando sem dó, que teve um dia em que uma outra vizinha ficou aos berros de "eu não aguento maaaaaaaaais!!!" aqui do lado.
Ninguém aguenta.
Só que agora não tem mais quebra quebra.
Assim que terminaram de quebrar lá, o prédio do lado começou a quebrar alguma coisa.
E vieram mais dias de barulho.
Assim que o prédio terminou de quebrar sei lá o quê, alguém, que eu não sei quem - se CEG, se Light, quem - começou a abrir um fosso na rua de trás com britadeiras.
Uma experiência nada agradável se você fica em casa durante as tardes, tentando trabalhar ouvindo coisas.
Teve um dia que as britadeiras assassinaram o asfalto até às 23hs.
E, quando eu pensava que meu martírio sonoro estava perto do fim, que o silêncio que me é direito se aproximava a passos largos, que poderia desfrutar da quentura e do conforto da minha cama num sábado, eis que acordo com um zumbido alto, alto: resolveram lavar com uma mangueira de alta pressão a área de serviço do prédio.
Sim, eu sei que a obra da vizinha é necessária (o consolo é que depois dessa, ela só vai martelar meus miolos daqui há uns 10 anos); imagino que houvesse algo caindo no prédio ao lado; troca de fios, tubulações ou sei lá mais o quê que eles estão enfiando nas valas abertas no meio da rua, são um sinal de cuidado; lavar a área de serviço é uma coisa extraordinária, nada como um prédio habitável...
...Mas, e eu, caramba?
Que ando precisando tanto de silêncio?
Por que eu saio de casa para não ouvir os barulhos daqui, mas o que me espera lá fora é um mundo de gente, carros que buzinam, uma outra cacofonia.
O lugar do meu silêncio sempre foi dentro da minha casa.
Especialmente uma vez a cada 15 dias, quando eu tenho um silêncio meu, a ser preenchido ou não conforme meu bel prazer.
Há muitos meses, o meu silêncio me é negado.
E eu quero, desesperadamente, ele de volta.
Inclusive por que ela parece uma casa de fato.
Mas, nos últimos meses, o que acontece fora da minha da minha casa anda perturbando tanto a ordem natural das coisas, que, às vezes, eu tenho que sair da minha casa para poder ter um pouco de paz.
Primeiro foi a obra da vizinha.
Uma obra interminável, coitada.
Começou em abril, se eu não me engano, e ainda está correndo.
Era tanta pancada de martelo, máquinas barulhentas trabalhando sem dó, que teve um dia em que uma outra vizinha ficou aos berros de "eu não aguento maaaaaaaaais!!!" aqui do lado.
Ninguém aguenta.
Só que agora não tem mais quebra quebra.
Assim que terminaram de quebrar lá, o prédio do lado começou a quebrar alguma coisa.
E vieram mais dias de barulho.
Assim que o prédio terminou de quebrar sei lá o quê, alguém, que eu não sei quem - se CEG, se Light, quem - começou a abrir um fosso na rua de trás com britadeiras.
Uma experiência nada agradável se você fica em casa durante as tardes, tentando trabalhar ouvindo coisas.
Teve um dia que as britadeiras assassinaram o asfalto até às 23hs.
E, quando eu pensava que meu martírio sonoro estava perto do fim, que o silêncio que me é direito se aproximava a passos largos, que poderia desfrutar da quentura e do conforto da minha cama num sábado, eis que acordo com um zumbido alto, alto: resolveram lavar com uma mangueira de alta pressão a área de serviço do prédio.
Sim, eu sei que a obra da vizinha é necessária (o consolo é que depois dessa, ela só vai martelar meus miolos daqui há uns 10 anos); imagino que houvesse algo caindo no prédio ao lado; troca de fios, tubulações ou sei lá mais o quê que eles estão enfiando nas valas abertas no meio da rua, são um sinal de cuidado; lavar a área de serviço é uma coisa extraordinária, nada como um prédio habitável...
...Mas, e eu, caramba?
Que ando precisando tanto de silêncio?
Por que eu saio de casa para não ouvir os barulhos daqui, mas o que me espera lá fora é um mundo de gente, carros que buzinam, uma outra cacofonia.
O lugar do meu silêncio sempre foi dentro da minha casa.
Especialmente uma vez a cada 15 dias, quando eu tenho um silêncio meu, a ser preenchido ou não conforme meu bel prazer.
Há muitos meses, o meu silêncio me é negado.
E eu quero, desesperadamente, ele de volta.
sexta-feira, outubro 22
Planos para o fim de semana?
Sim.
Não posso beber - tô de castigo de novo.
Assim sendo, vou ver filme tosco na tv hoje à noite e avançar na leitura.
Marquei compromissos estéticos amanhã de manhã.
Depois, vou comer sushi.
Depois vou continuar comprometida com a estética.
Depois vou me abraçar com a vassoura, os paninhos e o x-14 - e assim pretendo permanecer.
Não é animado?
Sim.
Não posso beber - tô de castigo de novo.
Assim sendo, vou ver filme tosco na tv hoje à noite e avançar na leitura.
Marquei compromissos estéticos amanhã de manhã.
Depois, vou comer sushi.
Depois vou continuar comprometida com a estética.
Depois vou me abraçar com a vassoura, os paninhos e o x-14 - e assim pretendo permanecer.
Não é animado?
Mais Tensão Pré-Aniversário
Ontem, mais momentos de tensão pré-aniversário.
Chega uma circular do colégio dizendo que vai ter um passeio na quarta.
Micareteira que é, a criança demandou um bolo no colégio também.
Mãe que é mãe, se fode, mas a vontade da criança.
Assim sendo, tem bolo encomendado, brigadeiro (que esse ano eu não vou nem me meter a pôr a mão na massa, nem convocar alguma maiga mais prendada), saquinho de bala pra dar de brinde - eles tem mania de brinde! pode ser uma folha de papel, mas tem que ter brinde - tudo pronto e/ou encaminhado.
Aí chega a circular.
Juro que meu coração deu uma parada por alguns segundos.
Passei a mão no telefone, liguei pro colégio, expliquei minha triste situação para a coordenadora.
Ela foi um anjo e me disse que abriria uma excessão para que a gente cantasse o parabéns depois do passeio.
O problema foi resolvido, mas a tensão foi tão grande que eu tô meio baleada até agora.
Aí, hoje no jornal tá lá: chuva, chuva, chuva pra semana que vem.
Me deu pânico.
Só o que faltava é chover.
Na boa, tô pagando a festa desde junho, tô pobre pra caramba, São Pedro não pode me aprontar uma dessas!
Passei horas angustiada, tentando carregar o site do tempo que eu geralmente uso e nada.
Consegui acessar o Climatempo.
A previsão é sol e nuvens, sem chuva.
Ufa!
Eu sei que existe margem de erro, buraco na camada de ozônio, essas porras todas, mas sábado NÃO pode chover!
Não vai chover.
Eu não mereço.
Chega uma circular do colégio dizendo que vai ter um passeio na quarta.
Micareteira que é, a criança demandou um bolo no colégio também.
Mãe que é mãe, se fode, mas a vontade da criança.
Assim sendo, tem bolo encomendado, brigadeiro (que esse ano eu não vou nem me meter a pôr a mão na massa, nem convocar alguma maiga mais prendada), saquinho de bala pra dar de brinde - eles tem mania de brinde! pode ser uma folha de papel, mas tem que ter brinde - tudo pronto e/ou encaminhado.
Aí chega a circular.
Juro que meu coração deu uma parada por alguns segundos.
Passei a mão no telefone, liguei pro colégio, expliquei minha triste situação para a coordenadora.
Ela foi um anjo e me disse que abriria uma excessão para que a gente cantasse o parabéns depois do passeio.
O problema foi resolvido, mas a tensão foi tão grande que eu tô meio baleada até agora.
Aí, hoje no jornal tá lá: chuva, chuva, chuva pra semana que vem.
Me deu pânico.
Só o que faltava é chover.
Na boa, tô pagando a festa desde junho, tô pobre pra caramba, São Pedro não pode me aprontar uma dessas!
Passei horas angustiada, tentando carregar o site do tempo que eu geralmente uso e nada.
Consegui acessar o Climatempo.
A previsão é sol e nuvens, sem chuva.
Ufa!
Eu sei que existe margem de erro, buraco na camada de ozônio, essas porras todas, mas sábado NÃO pode chover!
Não vai chover.
Eu não mereço.
quinta-feira, outubro 21
Dose de Testosterona
Há uns anos trás, mamãe se sentava fanática e religiosamente em frente à televisão para assistir The Shield.
Tinha faniquitos quando perdia e dizia que era a sua dose semanal de testosterona.
Nunca foi muito minha praia...
Hoje, sento-me eu, religiosa e fanaticamente, todos os finais de semana para a minha dose semanal de testosterona.
É. É tosco. Os efeitos especiais beiram o catastrófico. A pessoa fica com uma saudade enorme de Roma, e o Seu Moço bonito aí da foto tá dodói e vai ter que deixar de ser Spartacus.
Mas, o meu momento ápice da semana, é a eviceração alheia e os litros de sangue que espirram da tela. Fazer o quê...? Gostei da coisa. Me sinto uma espectadora ali do Coliseu mesmo.
Hoje seria um dia em que um bom episódio de perfídias e cabeças cortadas ia cair muito, muito bem.
Está sendo uma semana can-sa-ti-va.
Por minha sorte, hoje é quinta-feira: também tem seriado com sangue.
Numa escala comparativa de litragem de sangue derramado por capítulo, Dexter não se compara a um gladiador nem de longe (a história é outra coisa, outra coisa, eu sei), mas já quebra o galho da coroa sanguinolenta aqui.
É como um shot de emergência.
Tinha faniquitos quando perdia e dizia que era a sua dose semanal de testosterona.
Nunca foi muito minha praia...
Hoje, sento-me eu, religiosa e fanaticamente, todos os finais de semana para a minha dose semanal de testosterona.
É. É tosco. Os efeitos especiais beiram o catastrófico. A pessoa fica com uma saudade enorme de Roma, e o Seu Moço bonito aí da foto tá dodói e vai ter que deixar de ser Spartacus.
Mas, o meu momento ápice da semana, é a eviceração alheia e os litros de sangue que espirram da tela. Fazer o quê...? Gostei da coisa. Me sinto uma espectadora ali do Coliseu mesmo.
Hoje seria um dia em que um bom episódio de perfídias e cabeças cortadas ia cair muito, muito bem.
Está sendo uma semana can-sa-ti-va.
Por minha sorte, hoje é quinta-feira: também tem seriado com sangue.
Numa escala comparativa de litragem de sangue derramado por capítulo, Dexter não se compara a um gladiador nem de longe (a história é outra coisa, outra coisa, eu sei), mas já quebra o galho da coroa sanguinolenta aqui.
É como um shot de emergência.
Tensas
Meu bebê semana que vem faz seis anos.
Caraca, seis anos!
Vou deixar as lamúrias maternas e etc para semana que vem, quando devo sentir as dores do parto.
As dores que eu estou no momento são relativas à festinha.
Cara, quanto dinheiro a gente gasta com essa coisa de festa!
Isso dói um bocado.
Depois, a pobre da criança tá um rio amazonas de ansiedade.
Só pensa e fala em festa, presente, festa, presente...
Tadinha, a última festa festa foi há três anos atrás, normal que ela fique ansiosa, mas...
Conseguiu me contaminar.
Agora quem tá um poço de ansiedade sou eu.
Que roupa eu uso?
Falta comprar toalha de mão (acredite, festa em play a gente tem que pensar no menor dos detalhes).
Tem que comprar um sapato novo pra ela.
E o cabelo? Faço escova ou não?
Que esmalte eu boto?
Faço as unhas na sexta ou no próprio sábado?
Perceberam aí? Só nessa aí, de bobeira, mais seis despesas extras.
Será que vai todo mundo?
Será que vou ter que pagar convidado extra?
Será que a comida vai estar legal?
Vai dar tudo certo?
Pronto.
Ansiedade.
Apocalipse.
Pra animar ainda mais a coisa, tô na TPM.
Imagina como não está a casa: uma histérica e uma histérica plus super luxo.
Tô começando a querer que esse raio dessa festa chegue logo pra acabar logo com isso e eu poder dormir.
Porque, sim, dormir está difícil. A pessoa aqui fica arrasada último nível, tem enchido o focinho de passiflora, passa os dias na merda, mas pra pegar no sono não tem tido sorte.
Eu sei que vai ser bom, etc,etc,etc...
A espera é que mata.
Caraca, seis anos!
Vou deixar as lamúrias maternas e etc para semana que vem, quando devo sentir as dores do parto.
As dores que eu estou no momento são relativas à festinha.
Cara, quanto dinheiro a gente gasta com essa coisa de festa!
Isso dói um bocado.
Depois, a pobre da criança tá um rio amazonas de ansiedade.
Só pensa e fala em festa, presente, festa, presente...
Tadinha, a última festa festa foi há três anos atrás, normal que ela fique ansiosa, mas...
Conseguiu me contaminar.
Agora quem tá um poço de ansiedade sou eu.
Que roupa eu uso?
Falta comprar toalha de mão (acredite, festa em play a gente tem que pensar no menor dos detalhes).
Tem que comprar um sapato novo pra ela.
E o cabelo? Faço escova ou não?
Que esmalte eu boto?
Faço as unhas na sexta ou no próprio sábado?
Perceberam aí? Só nessa aí, de bobeira, mais seis despesas extras.
Será que vai todo mundo?
Será que vou ter que pagar convidado extra?
Será que a comida vai estar legal?
Vai dar tudo certo?
Pronto.
Ansiedade.
Apocalipse.
Pra animar ainda mais a coisa, tô na TPM.
Imagina como não está a casa: uma histérica e uma histérica plus super luxo.
Tô começando a querer que esse raio dessa festa chegue logo pra acabar logo com isso e eu poder dormir.
Porque, sim, dormir está difícil. A pessoa aqui fica arrasada último nível, tem enchido o focinho de passiflora, passa os dias na merda, mas pra pegar no sono não tem tido sorte.
Eu sei que vai ser bom, etc,etc,etc...
A espera é que mata.
quinta-feira, outubro 14
Por essa e outras que eu sou solteira
E então ontem estávamos fazendo aquilo tudo que a gente faz todos os dias - voltando pra casa, fim do dia, eu exausta e a criança num monólogo animadíssimo e dançante pela calçada.
Por sorte, foi uma dia em que eu estava mais ou menos arrumadinha e não tão mulambenta quanto de costume.
De repente, do meu lado, num passo rápido veio um rapaz.
Trocamos um olhar igualmente rápido e...
"Oooooiii!!! Tudo bem?"
O tal rapaz, é um rapaz bem apessoado que, num passado muito, muito distante, me proporcionou momentos bastante agradáveis; e com quem eu dei para encontrar pelas ruas de novo recentemente.
Começamos uma mini conversa bobinha, aquela coisa de vamos nos encontrar e coisa e tal e, neste momento, a criança, que presta atenção em tudo e é bem mais sagaz que a encomenda, se pendura no meu braço com força e começa a berrar:
"MAMÃE É SÓ MINHA!!! SÓ MINHA!!!"
Ao que ele responde:
"Rá! Rá! Bonitinha ela!"
Beijo, tchau, te ligo, ele atravessa.
Eu viro pra ela:
"Vem cá, qual é a tua? Vive reclamando que eu não tenho namorado e aí faz um papelão desse quando aparece um cara bonito do meu lado?!?"
"Ah, desculpa, mãe..."
E riu, riu, riu...
Ah, a maternidade!
Por sorte, foi uma dia em que eu estava mais ou menos arrumadinha e não tão mulambenta quanto de costume.
De repente, do meu lado, num passo rápido veio um rapaz.
Trocamos um olhar igualmente rápido e...
"Oooooiii!!! Tudo bem?"
O tal rapaz, é um rapaz bem apessoado que, num passado muito, muito distante, me proporcionou momentos bastante agradáveis; e com quem eu dei para encontrar pelas ruas de novo recentemente.
Começamos uma mini conversa bobinha, aquela coisa de vamos nos encontrar e coisa e tal e, neste momento, a criança, que presta atenção em tudo e é bem mais sagaz que a encomenda, se pendura no meu braço com força e começa a berrar:
"MAMÃE É SÓ MINHA!!! SÓ MINHA!!!"
Ao que ele responde:
"Rá! Rá! Bonitinha ela!"
Beijo, tchau, te ligo, ele atravessa.
Eu viro pra ela:
"Vem cá, qual é a tua? Vive reclamando que eu não tenho namorado e aí faz um papelão desse quando aparece um cara bonito do meu lado?!?"
"Ah, desculpa, mãe..."
E riu, riu, riu...
Ah, a maternidade!
quarta-feira, outubro 13
Da gentileza
A minha filha é tão linda, tão linda!
Ontem, ela estava, mais uma vez, me contando os planos para a festinha vindoura:
"-Eu vou cortar pedaço do bolo pra todo mundo, porque eu quero ser gentil com as pessoas que forem na minha festa!"
Derreti.
Em compensação por tanto derretimento, hoje ela acordou às 6 e meia da manhã.
Eu, derretida, levantei junto.
Só que eu tinha ido dormir às 3 porque passei duas noites insones lendo uma batelada de entrevistas em veículos variados sobre pessoas que não tem a menor idéia torta de que eu estou no mundo.
Resultado, hoje, morta de sono, tentando me entender com a moça da agência de viagens (sim, outra), eu falava e ela não entendia. E eu detesto quando as pessoas não me entendem.
Vou ficando exaltada.
Saí pra dar uma volta enquanto o resto dos envolvidos se entendia por lá com ela.
Com sono, mamãe não fica nada gentil...
Ontem, ela estava, mais uma vez, me contando os planos para a festinha vindoura:
"-Eu vou cortar pedaço do bolo pra todo mundo, porque eu quero ser gentil com as pessoas que forem na minha festa!"
Derreti.
Em compensação por tanto derretimento, hoje ela acordou às 6 e meia da manhã.
Eu, derretida, levantei junto.
Só que eu tinha ido dormir às 3 porque passei duas noites insones lendo uma batelada de entrevistas em veículos variados sobre pessoas que não tem a menor idéia torta de que eu estou no mundo.
Resultado, hoje, morta de sono, tentando me entender com a moça da agência de viagens (sim, outra), eu falava e ela não entendia. E eu detesto quando as pessoas não me entendem.
Vou ficando exaltada.
Saí pra dar uma volta enquanto o resto dos envolvidos se entendia por lá com ela.
Com sono, mamãe não fica nada gentil...
quarta-feira, outubro 6
segunda-feira, outubro 4
Vamos deixar setembro pra lá
Queria ir pra academia, mas estou com um sono avassalador.
Domingos na casa da mamãe são ótimos. Família.
Ando precisando muito de família.
Ao vivo e à cores.
Mas, no dia seguinte, o cansaço é fenomenal.
Muito trabalho.
Se fosse, ia precisar trabalhar de noite.
Não quero trabalhar de noite.
Quero sentar aqui e ler uns textos do Bortolotto, deitar e ler o livro da Orientadora.
Voltar ao meu ritmo usual de vida.
Fim de semana pus tudo pra fora.
Fiz seção de descarrego.
No fim, além de descarregar verborragicamente tudo, tudo, tudo; uma infecção alimentar fez o favor de pôr pra fora o que mais estivesse lá dentro guardado.
Ainda rola uma fraqueza.
Mas, agora, vou deixar agostosetembronegros pra lá.
Vou ler, estudar, malhar.
Vou me blindar.
Dar reset.
Que eu tenho muito que fazer.
Domingos na casa da mamãe são ótimos. Família.
Ando precisando muito de família.
Ao vivo e à cores.
Mas, no dia seguinte, o cansaço é fenomenal.
Muito trabalho.
Se fosse, ia precisar trabalhar de noite.
Não quero trabalhar de noite.
Quero sentar aqui e ler uns textos do Bortolotto, deitar e ler o livro da Orientadora.
Voltar ao meu ritmo usual de vida.
Fim de semana pus tudo pra fora.
Fiz seção de descarrego.
No fim, além de descarregar verborragicamente tudo, tudo, tudo; uma infecção alimentar fez o favor de pôr pra fora o que mais estivesse lá dentro guardado.
Ainda rola uma fraqueza.
Mas, agora, vou deixar agostosetembronegros pra lá.
Vou ler, estudar, malhar.
Vou me blindar.
Dar reset.
Que eu tenho muito que fazer.
sexta-feira, setembro 10
Maravilha cozinha limpa!
Maravilha banheiro limpo!
Maravilha escritório limpo!
Maravilha o cheiro de limpeza impesteando o ar!
Mais dois dias, minha casa vai estar quase limpa (ando precisando de alguém que lave janelas e limpe em cima das coisas que eu não alcanço), cheirosa, linda de novo e eu nem vou mais querer sair de casa!
Tá, isso foi uma piada - a parte do ficar em casa, claro.
Maravilha banheiro limpo!
Maravilha escritório limpo!
Maravilha o cheiro de limpeza impesteando o ar!
Mais dois dias, minha casa vai estar quase limpa (ando precisando de alguém que lave janelas e limpe em cima das coisas que eu não alcanço), cheirosa, linda de novo e eu nem vou mais querer sair de casa!
Tá, isso foi uma piada - a parte do ficar em casa, claro.
quinta-feira, setembro 9
Alive and Kicking
Sim, sobrevivi à viagem.
Um dia, se me der na telha eu conto.
Vou registrar só meus imensos agradecimentos ao Fernando, um senhor simpaticíssimo que percebeu que eu ia treco dentro do avião na ida e passou duas horas conversando comigo pra me distrair, especialmente quando o avião inventou de balangar e eu comecei a ficar branca feito um papel, enquanto eu ia pensando cá comigo: "eles tá tentando me distrair... e eu tô caindo...". Salvou minha ida e foi um prazer. Adoro gente inteliegente! Ainda mais quando eles resolvem me salvar de grátis.
Na volta os agradecimentos ficam por conta da TAM que serve cerveja no vôo.
Enfim, cheguei, maravilha estar de volta ao lar!
Maravilha ter boteco perto de casa que encerra entrega, mas abre excessão pra tua pizza!
Maravilha terça ter sido feriado e eu ter podido ficar estirada no sofá quase que o dia todo!
Maravilha Olívia de volta em casa zoneando o barraco!
Aí, eis que ontem...
Sabe a história da mulher que tá tão cheia de coisa dentro da cabeça que não consegue sossegar e começa a ter um comportamento um pouco compulsivo?
Então...
Procede.
Ontem, depois de reabastecer a despensa em 3 supermercados diferentes, resolvi cozinhar.
Mas não foi cozinhar um miojinho amigo, não.
Foram duas variedades de arroz, uma panela de feijão, uma carne elaborada, duas variedades de gelatina (diet e normal), um sopão, numa tarefa que levou praticamente o dia inteiro, que me fez ter o maior respeito do mundo pelo povo que cozinha no restaurante a quilo.
Foi uma espécie de transe.
Eu comecei e não conseguia parar.
Pior.
Por causa do surto, tive que quebrar uma promessa.
Aqui na minha área não existem muitas lojinhas de tranqueiras de casa 1,99, só uma.
E, há um ano atrás, eu fui lá comprar potes (rá) e tive uma briga com a grossa da gerente que me tratou como se fosse uma 171 safada, enquanto ela que estava errada. Fiquei furiosa e jurei que não comprava mais nada lá.
Por causa de um panelão de feijão e a inexistência de potinhos sobrando na casa, meti meu rabão entre as pernas, e fui até lá sorrateiramente comprar mais meia dúzia de potinhos rezando pra que a loira grossa não estivesse no recinto.
O saldo da brincadeira é um congelador superlotado, com variedades gastronômicas básicas para o resto mês.
Hoje, seria de se esperar que eu sossegasse.
Nada disso.
Até há pouco, lá estava eu me atracando com o x-14, o desengordurante e o fogão.
Maravilha fogão limpo!
O plano era lavar o banheiro também logo hoje, mas eu também entrei num momento de aniquilação neuronal em que fico prostrada, depois de vários meses em off, diante da televisão assistindo todos os episódios disponíveis de Law and Order que o Universal me oferece repetidamente todas as noites.
Pelo menos essa semana.
Fiz sobrancelha, farei as unhas, esfregarei mais um monte de sujeira.
Sim, sobrevivi à viagem. :)
Um dia, se me der na telha eu conto.
Vou registrar só meus imensos agradecimentos ao Fernando, um senhor simpaticíssimo que percebeu que eu ia treco dentro do avião na ida e passou duas horas conversando comigo pra me distrair, especialmente quando o avião inventou de balangar e eu comecei a ficar branca feito um papel, enquanto eu ia pensando cá comigo: "eles tá tentando me distrair... e eu tô caindo...". Salvou minha ida e foi um prazer. Adoro gente inteliegente! Ainda mais quando eles resolvem me salvar de grátis.
Na volta os agradecimentos ficam por conta da TAM que serve cerveja no vôo.
Enfim, cheguei, maravilha estar de volta ao lar!
Maravilha ter boteco perto de casa que encerra entrega, mas abre excessão pra tua pizza!
Maravilha terça ter sido feriado e eu ter podido ficar estirada no sofá quase que o dia todo!
Maravilha Olívia de volta em casa zoneando o barraco!
Aí, eis que ontem...
Sabe a história da mulher que tá tão cheia de coisa dentro da cabeça que não consegue sossegar e começa a ter um comportamento um pouco compulsivo?
Então...
Procede.
Ontem, depois de reabastecer a despensa em 3 supermercados diferentes, resolvi cozinhar.
Mas não foi cozinhar um miojinho amigo, não.
Foram duas variedades de arroz, uma panela de feijão, uma carne elaborada, duas variedades de gelatina (diet e normal), um sopão, numa tarefa que levou praticamente o dia inteiro, que me fez ter o maior respeito do mundo pelo povo que cozinha no restaurante a quilo.
Foi uma espécie de transe.
Eu comecei e não conseguia parar.
Pior.
Por causa do surto, tive que quebrar uma promessa.
Aqui na minha área não existem muitas lojinhas de tranqueiras de casa 1,99, só uma.
E, há um ano atrás, eu fui lá comprar potes (rá) e tive uma briga com a grossa da gerente que me tratou como se fosse uma 171 safada, enquanto ela que estava errada. Fiquei furiosa e jurei que não comprava mais nada lá.
Por causa de um panelão de feijão e a inexistência de potinhos sobrando na casa, meti meu rabão entre as pernas, e fui até lá sorrateiramente comprar mais meia dúzia de potinhos rezando pra que a loira grossa não estivesse no recinto.
O saldo da brincadeira é um congelador superlotado, com variedades gastronômicas básicas para o resto mês.
Hoje, seria de se esperar que eu sossegasse.
Nada disso.
Até há pouco, lá estava eu me atracando com o x-14, o desengordurante e o fogão.
Maravilha fogão limpo!
O plano era lavar o banheiro também logo hoje, mas eu também entrei num momento de aniquilação neuronal em que fico prostrada, depois de vários meses em off, diante da televisão assistindo todos os episódios disponíveis de Law and Order que o Universal me oferece repetidamente todas as noites.
Pelo menos essa semana.
Fiz sobrancelha, farei as unhas, esfregarei mais um monte de sujeira.
Sim, sobrevivi à viagem. :)
quinta-feira, setembro 2
É muito abuuuuuuso
Ligo eu, feliz e contente, para a coperativa de taxi.
Como já tomei vários esporros dos taxistas, aviso:
- Preciso de troco para 50. - Detalhe aí: a corrida vai dar bem uns 25.
- Pode parar pra trocar?
- Ah, eu preferia que não.
- Ah, mas vai ser difícil um motorista com troco...
- Pô, mas às 5 da tarde?
- É que tem motorista que começou a trabalhar agora...
Cara, na boa, se você é motorista de taxi, precisa sair pra trabalhar com troco, não é, não?
Depois, hoje em dia, achar que troco de 25 é muita grana é um desplante, não é, não?
Como já tomei vários esporros dos taxistas, aviso:
- Preciso de troco para 50. - Detalhe aí: a corrida vai dar bem uns 25.
- Pode parar pra trocar?
- Ah, eu preferia que não.
- Ah, mas vai ser difícil um motorista com troco...
- Pô, mas às 5 da tarde?
- É que tem motorista que começou a trabalhar agora...
Cara, na boa, se você é motorista de taxi, precisa sair pra trabalhar com troco, não é, não?
Depois, hoje em dia, achar que troco de 25 é muita grana é um desplante, não é, não?
quarta-feira, setembro 1
Dois amigos, dois fatos, um congresso
Um amigo:
- Mas é medo de quê? Apresentar o trabalho?
- Não, cara, é medo do avião, medo do frio, medo de me perder...
- Ih, credo! Parece eu quando vim de Barbacena... Vão ser quantos dias?
- 5...
- 5 dias, em outra cidade, sem filho, tá reclamando de quê?! Maravilha!!!
- Mas eu vou estudar o dia todo...
- Renata, seguinte: congresso tem sempre que rolar uma gazetinha. A gente finge que vai ali, falta uma mesa aqui, senão a gente fica doido. Deixa de ser boba e aproveita!
Fato.
Desde que a criança nasce, o que a mãe mais quer é uma viagem de férias sozinha. Sem diminuir filho ou coisa que o valha, mas a gente sonha quase que o tempo todo com férias em algum lugar bem longe e sem criança por perto.
Eu já fiz lá umas viagens, mas não era tão longe assim.
Dessa vez não é bem férias, mas é longe.
O lance é que quando a viagem chega, a gente não sabe muito bem o que fazer com ela e não quer largar da criança.
Outro amigo:
- Ai, mas é meio assustador...
- Renata, se fulano de tal (não vou falar o nome) pode falar não sei aonde (eu sei, vocês não vão saber), você também pode falar num congresso.
Fato.
A maior parte daquelas pessoas que eu conheci um dia, que prometiam um mundo perverso e aprontaram tudo e mais um pouco na vida, hoje são pais de família e acadêmicos que falam pra outras pessoas - eu só falo, mas um dia, quem sabe? - ensinam coisas às pessoas.
Um pouco assustador, mas é verdade...
- Mas é medo de quê? Apresentar o trabalho?
- Não, cara, é medo do avião, medo do frio, medo de me perder...
- Ih, credo! Parece eu quando vim de Barbacena... Vão ser quantos dias?
- 5...
- 5 dias, em outra cidade, sem filho, tá reclamando de quê?! Maravilha!!!
- Mas eu vou estudar o dia todo...
- Renata, seguinte: congresso tem sempre que rolar uma gazetinha. A gente finge que vai ali, falta uma mesa aqui, senão a gente fica doido. Deixa de ser boba e aproveita!
Fato.
Desde que a criança nasce, o que a mãe mais quer é uma viagem de férias sozinha. Sem diminuir filho ou coisa que o valha, mas a gente sonha quase que o tempo todo com férias em algum lugar bem longe e sem criança por perto.
Eu já fiz lá umas viagens, mas não era tão longe assim.
Dessa vez não é bem férias, mas é longe.
O lance é que quando a viagem chega, a gente não sabe muito bem o que fazer com ela e não quer largar da criança.
Outro amigo:
- Ai, mas é meio assustador...
- Renata, se fulano de tal (não vou falar o nome) pode falar não sei aonde (eu sei, vocês não vão saber), você também pode falar num congresso.
Fato.
A maior parte daquelas pessoas que eu conheci um dia, que prometiam um mundo perverso e aprontaram tudo e mais um pouco na vida, hoje são pais de família e acadêmicos que falam pra outras pessoas - eu só falo, mas um dia, quem sabe? - ensinam coisas às pessoas.
Um pouco assustador, mas é verdade...
terça-feira, agosto 31
Começou...
O Pânico é tão grande que as costas doem de tensão 24 horas e cada avião que passa voando por cima da minha casa me dá enjôo...
Daqui a 48 horas vou ser eu lá em cima.
Drogaquemedo.
Daqui a 48 horas vou ser eu lá em cima.
Drogaquemedo.
sexta-feira, agosto 27
Sexta-feira
Primeiro a máquina de lavar quebrou.
Com água dentro.
Depois, fui visitar mais um colégio que partiu meu coração de mãe.
O segundo da semana.
Emendei bombando 3 horas e algo de pronto socorro infantil.
Agora, vou trabalhar e as costelas me doem.
E depois nêgo ainda tem a pachorra de dizer que eu reclamo demais...
Com água dentro.
Depois, fui visitar mais um colégio que partiu meu coração de mãe.
O segundo da semana.
Emendei bombando 3 horas e algo de pronto socorro infantil.
Agora, vou trabalhar e as costelas me doem.
E depois nêgo ainda tem a pachorra de dizer que eu reclamo demais...
Silêncio
Domingo à noite, numa rua tranquila de Copacabana, num lugar onde a associação de moradores traduz a atmosfera ao se autoproclamar oásis. Pouca luz, é uma rua quase escura. Pouca gente, é uma rua quase deserta.
Uma das principais avenidas do bairro ficou para trás, com seus carros barulhentos, suas pessoas que assam churrasquinhos nas portas dos botecos barulhentos.
Devia haver silêncio aqui.
Primeiro vem o som dos meus sapatos na calçada, depois passa uma senhora cantando uma alegre e desafinada melodia enquanto passeia com seu cachorro, um alarme soa, um outro cachorro uiva, um carro passa, o vento sopra, as chaves do chaveiro formam um conjunto de sons que me acompanham enquanto subo a rua.
Por mais que eu não diga uma palavra, cante uma música, só ande, aqui, o silêncio não existe.
Terça-feira, dentro de casa, sozinha trabalhando.
Operários martelam na obra ao lado, cantam, conversam e gritam. Aviões passam a intervalos constantes espalhando um rugido alto pelo ar. Um caminhão passa na rua lá fora chacoalhando alguma coisa, procurando uma vítima de atropelamento talvez, fazendo tremer o chão. Uma ambulância vai ou volta de um salvamento ou transferência, fazendo soar sua sirene. Nos meus fones de ouvido um pesquisador fala por horas sobre algum assunto altamente desisnteressante, levando embora com ele alguma parcela do que ainda me resta de audição.
Na minha cabeça o que se ouve é: cacofonia, cacofonia, cacofonia.
Por mais que eu não diga uma palavra, cante uma música, só ande, aqui, o silêncio não existe.
Sexta-feira, dentro de casa, quase começando o dia.
De dentro da banheira, minha gripada filha canta músicas inventadas e conversa com seus bonecos ininterruptamente. Na televisão, Pato Donald e Pateta travam algum diálogo construtivo entre um e outro intervalo com musiquinhas cruelmente altas. O porteiro passa lá fora empurrando a lixeira para, logo em seguida, se pôr a varrer a área de serviço do prédio. O telefone toca. O som dos meus dedos no teclado.
Lá fora, as ruas de botafogo me esperam com seus pedestres furiosos e apressados, uma gente que corre, corre, não olha pros lados, atropela o adversário de calçada, fala alto nos celulares.
Por mais que eu não diga uma palavra, cante uma música, só ande, aqui, o silêncio não existe.
Chego a pensar em cortar as orelhas, tal qual o pintor que tanto gostava de amarelos, mas penso que se as cortasse, dentro da minha cabeça ainda existiriam os pensamentos intermitentes e ininterruptos. O falatório e a cacofocia continuariam a existir, mesmo quando eu dormisse.
O silêncio anda sendo uma necessidade, um desejo.
O barulho de crianças num colégio, de pessoas reunidas em bares nas ruas à noite, das caixas de som poderosas de boates, de todos os lugares, me sufoca.
O silêncio é uma necessidade.
Infelizmente, aqui, o silêncio não existe.
Uma das principais avenidas do bairro ficou para trás, com seus carros barulhentos, suas pessoas que assam churrasquinhos nas portas dos botecos barulhentos.
Devia haver silêncio aqui.
Primeiro vem o som dos meus sapatos na calçada, depois passa uma senhora cantando uma alegre e desafinada melodia enquanto passeia com seu cachorro, um alarme soa, um outro cachorro uiva, um carro passa, o vento sopra, as chaves do chaveiro formam um conjunto de sons que me acompanham enquanto subo a rua.
Por mais que eu não diga uma palavra, cante uma música, só ande, aqui, o silêncio não existe.
Terça-feira, dentro de casa, sozinha trabalhando.
Operários martelam na obra ao lado, cantam, conversam e gritam. Aviões passam a intervalos constantes espalhando um rugido alto pelo ar. Um caminhão passa na rua lá fora chacoalhando alguma coisa, procurando uma vítima de atropelamento talvez, fazendo tremer o chão. Uma ambulância vai ou volta de um salvamento ou transferência, fazendo soar sua sirene. Nos meus fones de ouvido um pesquisador fala por horas sobre algum assunto altamente desisnteressante, levando embora com ele alguma parcela do que ainda me resta de audição.
Na minha cabeça o que se ouve é: cacofonia, cacofonia, cacofonia.
Por mais que eu não diga uma palavra, cante uma música, só ande, aqui, o silêncio não existe.
Sexta-feira, dentro de casa, quase começando o dia.
De dentro da banheira, minha gripada filha canta músicas inventadas e conversa com seus bonecos ininterruptamente. Na televisão, Pato Donald e Pateta travam algum diálogo construtivo entre um e outro intervalo com musiquinhas cruelmente altas. O porteiro passa lá fora empurrando a lixeira para, logo em seguida, se pôr a varrer a área de serviço do prédio. O telefone toca. O som dos meus dedos no teclado.
Lá fora, as ruas de botafogo me esperam com seus pedestres furiosos e apressados, uma gente que corre, corre, não olha pros lados, atropela o adversário de calçada, fala alto nos celulares.
Por mais que eu não diga uma palavra, cante uma música, só ande, aqui, o silêncio não existe.
Chego a pensar em cortar as orelhas, tal qual o pintor que tanto gostava de amarelos, mas penso que se as cortasse, dentro da minha cabeça ainda existiriam os pensamentos intermitentes e ininterruptos. O falatório e a cacofocia continuariam a existir, mesmo quando eu dormisse.
O silêncio anda sendo uma necessidade, um desejo.
O barulho de crianças num colégio, de pessoas reunidas em bares nas ruas à noite, das caixas de som poderosas de boates, de todos os lugares, me sufoca.
O silêncio é uma necessidade.
Infelizmente, aqui, o silêncio não existe.
terça-feira, agosto 24
...Eu devia estar estudando, tenho uma apresentação importante pra fazer...
...Eu devia estar lendo, dois livros rolando, outros tantos na estante, uma porrada de artigos, uma tese...
...Eu devia estar dormindo, amanhã vai ser mais um dia cheio...
...Mas cá estou ouvindo Morrissey, pensando besteira...
...All bad ideas, very bad ideas...
...Eu devia estar lendo, dois livros rolando, outros tantos na estante, uma porrada de artigos, uma tese...
...Eu devia estar dormindo, amanhã vai ser mais um dia cheio...
...Mas cá estou ouvindo Morrissey, pensando besteira...
...All bad ideas, very bad ideas...
quarta-feira, agosto 18
Sim, nós chegamos lá!
- Mãe, eu quero um irmãozinho.
- Minha filha, pra mamãe te dar um irmãozinho blablabla...
- Eu quero um irmãozinho.
- Então, blablabla...
- Mas eu quero um irmãozinho!
- Cara, pede pro seu pai.
- Tá bom.
- Minha filha, pra mamãe te dar um irmãozinho blablabla...
- Eu quero um irmãozinho.
- Então, blablabla...
- Mas eu quero um irmãozinho!
- Cara, pede pro seu pai.
- Tá bom.
terça-feira, agosto 17
Apavorada com a idéia de viajar.
Mais que de palestrar, medo do avião, medo do frio, medo de lugar que eu não conheço, medo, medo, medo.
Tão tensa que acordei às 2 e meia da manhã e não conseguia dormir de novo.
Por causa da viagem descapitalizei.
E ainda tem que ver colégio, providenciar fantasia, ver as últimas coisas da festa...
Prevejo outro surto para breve.
Mais que de palestrar, medo do avião, medo do frio, medo de lugar que eu não conheço, medo, medo, medo.
Tão tensa que acordei às 2 e meia da manhã e não conseguia dormir de novo.
Por causa da viagem descapitalizei.
E ainda tem que ver colégio, providenciar fantasia, ver as últimas coisas da festa...
Prevejo outro surto para breve.
sábado, agosto 14
quarta-feira, agosto 11
O Surto continua...
Saí para ir ao banco.
Dei de cara na porta.
Daí, comprei ingressos para ir ao cinema, mesmo sabendo que tenho que trabalhar hoje à noite.
Entendeu?
Nem eu.
Dei de cara na porta.
Daí, comprei ingressos para ir ao cinema, mesmo sabendo que tenho que trabalhar hoje à noite.
Entendeu?
Nem eu.
terça-feira, agosto 10
Rebelei-me
Para variar.
Ainda não cheguei direito.
Ontem, trabalhei involuntariamente, depois de encarar mais de 6 horas de caminhos até chegar na minha caótica e bagunçada casa.
Hoje, o recado, "se você quiser adiantar...".
Não quis.
Se tivessem me deixado descansar a beleza ontem como combinado, se tivessem tido alguma compaixão pela minha cansada pessoa, talvez hoje eu quisesse; mas não foi o que aconteceu.
Gastei meu dia lendo notícias, blogs, conversando muito pouco...
Respondi e-mail, mandei e-mail...
Caí de novo na carência desnecessária e nos pensamentos de museu.
Não fiz nada mais que o necessário.
Primeiro, preciso arrumar minha casa.
Ter eu compaixão por mim mesma.
Preciso chegar.
E abstrair do peão de obras que passa constantemente pela minha janela fungando feito um porco selvagem.
Ainda não cheguei direito.
Ontem, trabalhei involuntariamente, depois de encarar mais de 6 horas de caminhos até chegar na minha caótica e bagunçada casa.
Hoje, o recado, "se você quiser adiantar...".
Não quis.
Se tivessem me deixado descansar a beleza ontem como combinado, se tivessem tido alguma compaixão pela minha cansada pessoa, talvez hoje eu quisesse; mas não foi o que aconteceu.
Gastei meu dia lendo notícias, blogs, conversando muito pouco...
Respondi e-mail, mandei e-mail...
Caí de novo na carência desnecessária e nos pensamentos de museu.
Não fiz nada mais que o necessário.
Primeiro, preciso arrumar minha casa.
Ter eu compaixão por mim mesma.
Preciso chegar.
E abstrair do peão de obras que passa constantemente pela minha janela fungando feito um porco selvagem.
segunda-feira, agosto 9
Voltei da Flip querendo terminar o conto dos coelhos, que estava bom.
Resolvi que ia começar a ler um livro fino, mas depois de um telefonema do trabalho, resolvi me atracar com Stephen King de novo.
Sim, ainda existem livros dele que eu não li.
Os livros dele me deixam feliz.
Tô muitos afins de cultivar e manter estados de felicidade.
Depois eu conto da viagem...
Resolvi que ia começar a ler um livro fino, mas depois de um telefonema do trabalho, resolvi me atracar com Stephen King de novo.
Sim, ainda existem livros dele que eu não li.
Os livros dele me deixam feliz.
Tô muitos afins de cultivar e manter estados de felicidade.
Depois eu conto da viagem...
quarta-feira, agosto 4
Eu tenho um Saco de Roupas
Não lembro se eu já falei aqui, mas se falei, vou falar de novo.
Odeio passar roupa.
Do fundo do meu útero.
Eu lavo as roupas.
Todas.
E, com uma freqüência que, segundo a minha mãe, beira o doentio.
Mas não passo.
Até algum tempo atrás, eu tirava o dia e ficava lá...
Passando a roupa acumulada...
Com dor nas costas...
Maldizendo a vida.
Há uns meses eu parei com isso.
Não passo mais.
Apiedada da minha situação, de três em três meses, minha mãe me empresta a faxineira dela para fazer o trabalho sujo (ou seria limpo?).
Do mês passado pra cá tenho pensado seriamente em contratar uma passadeira.
Mas, como as minhas idéias demoram um certo tempo morando dentro da cabeça antes de virarem realidade realizada, eu tenho um saco de roupas.
Limpas e amarfanhadas.
Num saco.
Véspera de viagem o quê acontece?
As roupas saem do saco e tomam a cama.
Preciso achar as roupas para pôr na mala.
Noite passada dormimos juntas.
Eu e as roupas.
Cada uma ocupando uma metade da cama.
Achei as roupas.
Fiz as malas.
Quem ficou, voltou pro saco.
Pro meu grande e branco saco de roupas limpas e amarfanhadas.
Preciso dar um jeito nele.
Odeio passar roupa.
Do fundo do meu útero.
Eu lavo as roupas.
Todas.
E, com uma freqüência que, segundo a minha mãe, beira o doentio.
Mas não passo.
Até algum tempo atrás, eu tirava o dia e ficava lá...
Passando a roupa acumulada...
Com dor nas costas...
Maldizendo a vida.
Há uns meses eu parei com isso.
Não passo mais.
Apiedada da minha situação, de três em três meses, minha mãe me empresta a faxineira dela para fazer o trabalho sujo (ou seria limpo?).
Do mês passado pra cá tenho pensado seriamente em contratar uma passadeira.
Mas, como as minhas idéias demoram um certo tempo morando dentro da cabeça antes de virarem realidade realizada, eu tenho um saco de roupas.
Limpas e amarfanhadas.
Num saco.
Véspera de viagem o quê acontece?
As roupas saem do saco e tomam a cama.
Preciso achar as roupas para pôr na mala.
Noite passada dormimos juntas.
Eu e as roupas.
Cada uma ocupando uma metade da cama.
Achei as roupas.
Fiz as malas.
Quem ficou, voltou pro saco.
Pro meu grande e branco saco de roupas limpas e amarfanhadas.
Preciso dar um jeito nele.
terça-feira, agosto 3
É chegada a hora de começar a me conformar no fundo do meu ser e reconhecer que, nem que eu começe um projeto "Veja Um Filme Por Dia"/ "Leia Um Livro A Cada Dois Dias", serei capaz de bater a listinha ou chegar aos pés do que ela foi ano passado.
2010: o ano em que, definitvamente, não faremos contato.
Agosto já, meu povo...
...E eu continuo nada satisfeita com ele.
2010: o ano em que, definitvamente, não faremos contato.
Agosto já, meu povo...
...E eu continuo nada satisfeita com ele.
segunda-feira, agosto 2
Amo Muito!!!
AMOR !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
me: oi babe
me conta
como estao as coisas
me: ainda ruins e caóticas, mas eu já parei de chorar.
que ruim
me: é. mas não pode ficar ruim pra sempre, né? uma hora passa.
pois eh
levanta a cabeca e sacode a poeira
me: é. que jeito...?
vai se resolver
voce vai ver
me: eu sei que vai, poliana. hahahahaha
foda é enquanto não resolve
mas uma hora resolve
hahahaha
eu sou a ultima pessoa no mundo que pode ser chamada de piliana
me: eu tô achando lindo vc tentando me convencer que a vida é bonitinha.
eu sei que é.
eu gosto
só ando muito sozinha e muito cansada.
mas quinta eu já viajo, vou descansar um pouquinho
e talvez eu não passe o resto da minha vida sem dar outro beijo na boca.
é uma fase
ruim pra caralho, mas uma fase.
sei lá
tá sendo um ano muito ruim
aí uma vez por mês eu desabo
depois continuo
e vc é lindo querendo me animar. :)
te amo muito, sabia?
eu amo vc muito
me: viu só? uma coisa boa no meio do meu dia caótico
mas isso nao eh no seu dia ... é na sua vida =)
te amo pra sempre =)
me: ídem, idem. só que "ouvir" isso no meio do dia é bom. :)
=)
vou te dizer todo dia entao ate voce enjoar =)
me: oba! :D
me: oi babe
me conta
como estao as coisas
me: ainda ruins e caóticas, mas eu já parei de chorar.
que ruim
me: é. mas não pode ficar ruim pra sempre, né? uma hora passa.
pois eh
levanta a cabeca e sacode a poeira
me: é. que jeito...?
vai se resolver
voce vai ver
me: eu sei que vai, poliana. hahahahaha
foda é enquanto não resolve
mas uma hora resolve
hahahaha
eu sou a ultima pessoa no mundo que pode ser chamada de piliana
me: eu tô achando lindo vc tentando me convencer que a vida é bonitinha.
eu sei que é.
eu gosto
só ando muito sozinha e muito cansada.
mas quinta eu já viajo, vou descansar um pouquinho
e talvez eu não passe o resto da minha vida sem dar outro beijo na boca.
é uma fase
ruim pra caralho, mas uma fase.
sei lá
tá sendo um ano muito ruim
aí uma vez por mês eu desabo
depois continuo
e vc é lindo querendo me animar. :)
te amo muito, sabia?
eu amo vc muito
me: viu só? uma coisa boa no meio do meu dia caótico
mas isso nao eh no seu dia ... é na sua vida =)
te amo pra sempre =)
me: ídem, idem. só que "ouvir" isso no meio do dia é bom. :)
=)
vou te dizer todo dia entao ate voce enjoar =)
me: oba! :D
Eu ia blogar, mas me deu preguiça.
Tenho dois dias para terminar uma quantidade cavalar de trabalho, arrumar as malas, acender velas pra não devolverem a Olívia do colégio amanhã nem depois, pra lavar algumas roupas, dar um jeito na casa, fazer as unhas, reservar passagem, renovar a academia...
...Para poder viajar tranquila sabendo que na volta eu só tenho que preparar uma apresentação importante, procurar colégio novo pra ela, fazer lista de festa, comprar mais roupa de frio, arrumar a casa de verdade...
Aí deu preguiça.
Tenho dois dias para terminar uma quantidade cavalar de trabalho, arrumar as malas, acender velas pra não devolverem a Olívia do colégio amanhã nem depois, pra lavar algumas roupas, dar um jeito na casa, fazer as unhas, reservar passagem, renovar a academia...
...Para poder viajar tranquila sabendo que na volta eu só tenho que preparar uma apresentação importante, procurar colégio novo pra ela, fazer lista de festa, comprar mais roupa de frio, arrumar a casa de verdade...
Aí deu preguiça.
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