domingo, maio 6

Nota: não se pode ter tudo na vida.

quinta-feira, maio 3

Nota: brigar com a filha é o melhor desencadeador de insônias do Universo.

quarta-feira, maio 2

Os Quartos de Hotel

Quando chegou ao quarto do hotel, lembrou-se da primeira das muitas viagens que andava fazendo ultimamente.
Naquela noite, ao tentar dormir na imensa cama de casal que lhe havia sido alugada maldisse as noites que já havia passado em claro assistindo aos programas de fantasma que tanto gostava.
Naquele quarto estranho, com um leve descascado na parede e um branco onde havia estado um quadro, tudo o que ela conseguia pensar é que teria visitas à noite.
Os programas a divertiam, as histórias de seus autores favoritos também, mas ela não fazia a menor questão de verificar se eram reais ou não.
Morria de medo de aparecer uma figura por trás de si no espelho do banheiro.
Ou descobrir algo morando nos armários.
De protagonizar aquela famosa cena onde uma força invisível puxa o lençol ou você recebe um abraço de madrugada de alguém que não deveria estar lá.
Em casa, no território que ela dominava e era mestre, nenhum desses medos a assaltava no nível que estavam chegando hoje.
Mas aquele quarto, era um quarto desconhecido.
Por mais absurdo que fosse, e apesar de seus cabelos brancos, achou mais seguro dormir com as luzes acesas.
Isso foi no primeiro quarto.

Desta vez, recebeu um quarto com três camas de solteiro.
Achou divertida a idéia de que pudesse ter companhias invisíveis. Apagou as luzes, sonhou como há muito não sonhava.

Acordou e encontrou as outras camas desarrumadas.
No mais, que Deus tenha piedade de mim quando chegar a adolescência.
Porque tem dia que filho é foda.
Se eu fosse esperta cancelava o love date de hoje.
Aquele momento do mês que os hormônios me traem.
Mas eu sou meio burrinha.

terça-feira, maio 1

Começando a ter problemas de apego.

É só um batom

É um batom.
Mas poderia, pela aparência, ser uma pequena lanterna. Daquelas que cabem no bolso, na palma da mão, que a gente usa em casos de emergência.
Dali sairia uma luzinha, não tão potente quanto a de uma grande lanterna, mas forte o suficiente para ajudar a achar o assento no escuro do cinema.
Poderia ser uma pequena lanterna, daquelas que quando acaba a bateria, você joga fora.
Made in Taiwan.
10 Reais no camelô.

É um batom.
Mas poderia ser uma pilha. De nova geração, que dura mais. Regarregável, talvez. Para sempre e sempre.
Com um novo design.
De um famoso e badalado designer.
Pela cor, público alvo feminino. Coisa do futuro.
Vida Jetsons.

É um batom.
Mas poderia ser um perfume.
Os melhores cheiros, nos menores frascos. Nunca mais cheiro de suor em jantares surpresa.
Sofisticação, madeira, flores e algo mais dentro de um pequeno frasco, vendido a um preço alto, disponível numa bolsa de mão a qualquer hora do dia ou da noite.

É um batom.
Mas poderia ser uma caixinha. Uma caixinha com formato diferente. Para guardar pílulas e pequenos brincos, quem sabe até um colar.
Para usar em viagens.
Esconder dinheiro.
Drogas ilícitas.
Caixinha prata multiuso.
Você compra, você escolhe.

É um batom.
Mas poderia ser um giz de cera.
Um giz de cera poderoso, lavável - para alegria das mães - de princesa ou Cavaleiro Jedi. Que soltasse cores e mais cores pelos papéis, pelas paredes, pelo mundo todo.

Mas é só um batom, no fim das contas.
Previsões para maio

Algumas mudanças importantes já começaram a acontecer no mês de abril e seguem adiante neste mês de maio. No entanto não foram e não serão dolorosas, pois as finalizações brotam da consciência da necessidade de encerrar um ciclo e iniciar um outro mais maduro e consistente. O importante triângulo de terra que acontece no céu envolve seus relacionamentos afetivos e parcerias comerciais, as amizades, os acordos de negócios e contratos com grandes empresas. Todos os assuntos relacionados a estes temas serão abordados em seus dias durante todo mês.

O Sol no signo de Touro se aproxima cada vez mais de Júpiter no mesmo signo e já vem mobilizando essas questões. No entanto, entre os dias 8 e 15 as energias se tornam mais poderosas e um importante acordo de negócios ou um contrato pode ser firmado.

As amizades estarão bastante presentes em sua vida no decorrer de todo mês e sua vida social ganha um novo colorido com muito movimento, diversão, festas e eventos. Alguns acontecimentos podem ser marcantes, como um encontro amoroso que pode acontecer por meio de um antigo amigo.

Vênus continua em Gêmeos durante todo mês e começa um movimento retrógrado no dia 16, o que pode ocasionar certo mal estar emocional. Atrasos e revisões podem fazer parte desse período.

Você estará mais fechado e introspectivo do que nunca, pois muitas avaliações e revisões serão feitas especialmente sobre escolhas do passado. As consequências dessas escolhas estarão bastante presentes durante este mês. No dia 20, o Sol e a Lua entram no signo de Gêmeos e marcam o início de um novo ciclo Lunar envolvendo um eclipse e essa tendência à reflexão fica ainda mais forte.

É hora também de cuidar de sua saúde, se dedicar a uma nova dieta e a um programa de exercícios moderados, pois sua energia vital diminui nesse período. Portanto, banhos energéticos, meditação e yoga, exercícios de relaxamento e respiração serão muito bem vindos durante todo mês. Aproveite também para fazer exames de rotina.



So be it.

quinta-feira, abril 26

Coisas que a gente deve aprender pra vida:

- Logo ali não existe.

- Se a gente pedir muito, vai conseguir.

É meu momento Morrissey.

Eu reclamava que nunca viajava, agora viajo quase todos os finais de semana.
Sinto falta dos meus amigos, da minha filha, da minha casa - que está de pernas pro ar.

Eu reclamava que estava sozinha.
(re) Apareceu uma pessoa. Boa, que não reclama, que obedece e quer estar comigo quando eu posso.
O problema é que agora não posso muito.

Heaven knows I'm miserable now.

E nós estamos só em abril...

quarta-feira, abril 25

Tem dias que eu tenho muita vergonha do meu porteiro...

Primeiro ele recebe a amiga que vem beber na hora do almoço, depois o digníssimo, depois recolhe 3 sacolas de garrafa de bebida do meu lixo...

terça-feira, abril 24

Detestei a nova interface do blogger, hein...
Preciso tanto, mas tanto ficar uns dias na minha casa, com meus amigos, com a minha filha, que chega a doer.
A Saga Metal Open Air, pra mim, começou cedo – é preciso contar isso antes de tudo. Dos amigos que foram aqui do Rio, fui uma das primeiras a encampar a viagem.
Não tenho costume e/ou dinheiro para ir a festivais em outros estados, mas, este ano, resolvi me dar este presente.


Comprei minhas passagens ainda em dezembro de 2011, assim como o ingresso e o pacote de traslado e hotel; e passei a acompanhar as notícias. Nesta época, ainda não existia toda a escalação de bandas, só a promessa de que seria o maior festival de heavy metal do Brasil, com a idéia de que ele se tornasse anual e pudesse ser comparado a outros que acontecem ao redor do mundo e que são sonho de consumo para a grande maioria dos headbangers que eu conheço.


Cada anúncio ao longo destes meses foi comemorado. A produção demorava em dar respostas às dúvidas que muitos tinham, mas a coisa ia tomando forma e a animação de poder estar lá aumentava.


Não havia visto a grande maioria das bandas ao vivo e a idéia de passar 3 dias enfurnada no meio disso tudo me parecia algo bem próximo do Paraíso.

Foram 4 meses de prestações e antecipações.


Dois dias antes do início do festival a coisa começou a desandar: as primeiras bandas nacionais começaram a cancelar suas participações. Em comunicados espalhados pela rede nos contavam que a produção não havia depositado o cachê, não havia enviado passagens e não atendia aos telefonemas deles.


Na véspera, de hora em hora saía mais algum comunicado semelhante. Até o final da noite eu havia contado 6 pronunciamentos. Neste dia também veio a notícia de que o Venom não mais tocar por que os vistos teriam sido enviados para a África ao invés do Brasil.


Um amigo que já estava lá contava pelo Facebook que a troca dos ingressos, que deveria ser feita a partir de quinta às 9 da manhã, não estava sendo feita. Os palcos ainda estavam sendo montados e a luz sendo instalada. O pessoal que optou por ficar no camping reclamava que entrava quem quisesse e que não havia um pingo de infraestrutura.


Num grande jornal que a produção estivera reunida com o PROCON e havia saído de lá com uma lista de ajustes a serem feitos até 13hs do dia seguinte mediante o cancelamento efetivo do festival. Um dos ajustes dizia respeito ao estúdio de tatuagem, a produção desistiu ali de instalar o mesmo. Era mais fácil.


Às 9 horas da noite, de malas prontas e tudo o mais, sentei-me na sala e comuniquei aos amigos que havia desistido da viagem por conta de todas estas notícias assustadoras. Não sentia a menor vontade de cruzar o País e receber a notícia de que o festival não ia acontecer assim que desembarcasse no aeroporto.


Por várias horas a decisão permaneceu comigo, mas vários telefonemas depois, os amigos me convenceram a ir de qualquer jeito – a viagem já estava paga mesmo, eles estavam lá, as bandas internacionais, em sua grande maioria, também. Era inimaginável para todos nós que tudo, tudo, tudo fosse de fato cancelado.


A essa altura, já sabíamos que não ia ser nada do que nos havia sido prometido, vendido e acordado, mas estávamos todos a caminho para tentar fazer acontecer.

Na sexta-feira, dia 20 de abril, dia marcado para início do festival, as notícias não paravam de chegar.


O Blind Guardian estava no meu avião, várias camisas pretas enfeitavam o aeroporto. Isso era um consolo.


Pisei em São Luis 12:30.

Pela programação divulgada, a essa hora o festival já devia ter começado há duas horas, mas nada tinha acontecido ainda.

Meus amigos estavam do lado de fora do Parque Independência há horas, debaixo do sol quente, sem banheiros e comida disponíveis, tentando obter suas pulseiras – a produção alegava atraso na confecção das mesmas, mas o problema deles foi outro. A previsão era de que nada fosse começar antes das 3 da tarde.


Por conta dos updates, não me preocupei em correr, cheguei ao Parque tarde e acabei perdendo a banda que talvez mais quisesse ver, o Orphaned Land. Mas, sim, a primeira banda começou a tocar às 3 da tarde mesmo.


A tal pulseirinha de identificação não passava de uma fita do Senhor do Bonfim com o logotipo do festival – que começou a sair logo no primeiro banho.

O Parque Independência é um lugar enoooooooooooooooooooooorme. Fica numa área pobre da cidade e é conhecido por abrigar feiras agropecuárias, festas sertanejas e afins.

O vislumbre do que poderia ser o festival ali dentro era de cortar o coração de qualquer pessoa – não só de quem estava lá.

A área do camping, como já foi amplamente divulgado, era mesmo dentro dos estábulos. Cada casinha tinha um nome fofo pintado em cima do portão “Alojamento Manowar”, “Alojamento Judas Priest”, e por aí vai... A única proteção para esta área era uma espécie de cerca de placas de metal, que era aberta na marra por quem quisesse entrar. Soubemos que lá dentro as pessoas estavam pegando água dos cochos dos cavalos e que haviam pessoas lá dentro a pão e água.

Do lado de fora existia uma quantidade enorme de casinhas, que deveriam servir de restaurantes – as prometidas churrascarias. De fato, duas serviam um picadinho de carne esquisito, mas que todos acabamos comendo e estamos em pé pra contar; outra um prato de yakisoba. Não existiam outras opções e ficamos à mercê da demanda da galera – se uma barraca tinha comida, as outras não tinham. Era como se fosse um rodízio, saía uma rodada de pratos em uma, 40 minutos depois em outra, e você comia o que tinha a R$10,00 sem poder reclamar.


Haviam outras casinhas também: os banheiros.
A maior parte deles não tinha porta nos “reservados” e também não tinha privada. Era um buraco no chão e sinta-se feliz. Descobrimos um que tinha as portas ainda, a salvação, porque ali também entrava quem quisesse – mulheres, homens... – íamos ao banheiro em grupo. As paredes coalhadas de traças, formigas e graças a Deus foi só isso que eu vi.


Apesar de terem nos dito que o patrocínio era da Budweiser, havia barraquinhas com emblema da Skol, da Bhrama... Com dinheiro, de sede ninguém morria, pelo menos.

Os primeiros seguranças foram avistados por nós somente por volta de 10 horas da noite. E, para onde eles foram, seria uma boa pergunta... Vimos aquela leva e mais nenhuma.


Os palcos estavam lindos – pra nós que estávamos de fora –agora o camarote vip deve ter despertado a ira de muita gente. A idéia era que ele fosse construído na lateral para não atrapalhar ninguém e que as bandas fossem para lá depois. Que eu saiba ou tenha visto, isso também não funcionou. O camarote existiu, mas era mais jogo ficar na platéia e banda por lá...


Neste primeiro dia, nos palcos principais, apenas 3 bandas nacionais não tocaram. A tal boate/ palco El Diablo nós achamos que nem montada foi, porque não vimos em lugar nenhum.


E assim tivemos shows incríveis. O Destruction foi maravilhoso, o Exodus me surpreendeu demais, demais da conta! O Symphony X veio com o melhor showman da noite. Megadeth foi ruim. O Mustaine parou o show diversas vezes, a voz dele não estava boa. Todos os shows foram curtos, para compensar os atrasos do dia, ainda assim, quando se olhava em volta, dava alegria no coração estar fazendo parte daquilo. O lugar não estava lotado, mas também não estava às moscas. Pelo menos metade da área de shows estava tomada por pessoas de todo o Brasil.


Um momento digno de registro neste dia foi quando o Edu Falaschi – do qual eu não sou fã, diga-se de passagem – disse que ia tocar o set list inteiro, sim, uma vez que ele estava tocando de graça. Aí vocês já entenderam o recado.


Apesar de sairmos esperançosos, no meio dos shows já havíamos recebido a notícia de que o Saxon também não ia mais tocar.


No ônibus da volta, um grupo declarou em alto e bom som estar desistindo da viagem, outro seguiu direto para delegacia – começaram os furtos, eles haviam perdido tudo.


Não sabíamos o que esperar para o dia seguinte.

Sábado foi, de longe, o dia mais tenso.


Já acordamos com a notícia que o Rock n Roll Allstars também não ia mais tocar.

Como o clima era de incerteza geral, chegamos por volta de 2 da tarde.

O Parque estava bem mais vazio que no dia anterior, mas o povo esperava pacientemente.

Nessa hora começou a chover uma das famosas chuvas maranhenses. Nos abrigamos numa tenda da Prefeitura e começou a emoção.

Em pouco tempo os celulares começaram a tocar e começamos a receber notícias de que os palcos estavam sendo desmontados e que o festival havia sido, enfim, cancelado. Do meu celular veio a informação que não veríamos mais o Anthrax, nem Glenn Hughes, que havia a probabilidade do cancelamento ser efetivo, que já haviam carros de polícia em frente ao palco e que deveríamos sair correndo dali.


Um rapaz declarou: “O sonho acabou”.


Juntei os amigos próximos e nos afastamos de perto. Precisávamos juntar o resto do grupo. Paramos no único caixa eletrônico existente no Parque – cena de Walking Dead, uma casinhola abandonada com pedaços de caixas de papelão espalhados – onde podíamos ver pessoas chegando e pessoas saindo.


Neste momento, um dos produtores resolveu fazer um pronunciamento.

Fez um Mea culpa confessando que não havia pago as bandas ou os prestadores de serviços – disse, disse e não explicou nada – mas que a gente tivesse paciência que eles precisavam de mais 2 horas para remontar o palco e fazer pelo menos alguns shows.

Sim, o palco, ao invés de 2, eles montariam de novo só um.


A tensão diminuiu um pouco e todos se puseram a esperar – de novo.

Nos refugiamos na casinha do Samu que não era no meio da muvuca, mas perto o suficiente para que pudéssemos ver ou ouvir coisas e, em turnos, fomos colher informações.

O pessoal do Samu me contou, então, que estavam mortos de vergonha. Nunca na história da cidade havia acontecido um evento tão mal ajambrado. A carne que estava chegando naquele dia quem havia mandado era a Prefeitura, que também havia cedido de graça o terreno para que o Festival acontecesse.


As pizzas que chegaram no início da tarde foi o filho de uma das enfermeiras que pediu à pizzaria que levasse para o evento porque o povo não tinha o que comer – inicialmente elas foram vendidas, mas por volta de 10 da noite, o pessoal da pizzaria abandonou o posto e pegou quem quis.


Soubemos de vários casos de assaltos, onde quem roubava era o próprio pessoal que havia sido “contratado” como apoio. Alguém levou uma facada. Celulares sumiam como água.

Aí ficamos sabendo que o produtor local tem esse mau hábito de anunciar grandes shows e desaparecer. Esse já seria o terceiro ou quarto. Que ele já havia sido preso. Que até a semana anterior o povo local sequer achava que o festival ia acontecer mesmo.


Enquanto isso, carros de polícia passavam por nós, assim como uma tropa montada a cavalo.


Então o Ácido subiu ao palco.

Por mais que houvesse desanimação geral, quem ainda estava lá foi ver. Dois outros shows se seguiram e chegavam informações de que haviam vans chegando com outras bandas.


O Korzus subiu ao palco.

Fez um discurso e um show que quase lavou a alma de quem insistia.


Aí começaram a desmontar o palco de novo.

O pessoal do merchandise foi orientado a guardar tudo correndo.

A tensão voltou a aumentar.


E o show acabou.


Ao contrário do previsto, o que se via era uma turba tristíssima, arrasada, saindo com o rabo entre as pernas.

Uma cena que, pra mim, é até difícil descrever.

Ninguém quebrou nada, gritou, armou confusão, as pessoas simplesmente foram embora.


As bandas chegaram a ir até o Parque, mas já não havia mais segurança ou estrutura que tornasse possível que elas tocassem. Em nota oficial o Blind Guardian disse que, em 25 anos de carreira nunca haviam cancelado um show, mas que não existiam condições de realizarem aquele show.


Domingo.

No saguão do hotel, todos dividíamos a frustração.

Alguns tentavam voltar mais cedo para casa, nós passamos uma lista recolhendo contatos das pessoas na intenção de entrarmos com uma ação conjunta, todos se reuniam em volta dos computadores para acompanhar as últimas notícias, um produtor mandou surrar o outro, que empurrava a responsabilidade para o outro...

Pessoas faziam o check in no nosso hotel vindos do camping, uma vez que a polícia não aconselhou que eles continuassem por lá.

A manhã passou nesse clima de luto.

À tarde fomos passear – já que não existiam muitas outras opções – e o que se via por toda a orla eram camisas pretas. Acabamos escolhendo um quiosque em que puseram Slayer para tocar por conta dos clientes que lá estavam.


Conversei com taxistas, o pessoal do hotel, do aeroporto e todos estavam tão chateados quanto nós.


Ontem, o que se via, de novo, era um aeroporto coalhado de preto.

Sim, tinha gente acampada na porta e dormindo lá dentro.


Das quarenta e tantas bandas que iam tocar, treze subiram no palco, as outras que foram ficaram por lá, atenderam os fãs, mostraram sua indignação. Tiro o chapéu para cada uma delas – que tocou ou foi e esperou até o último momento.


O bom da viagem foi ter conhecido uma porção de gente nova, de diferentes cantos do Brasil. Um pessoal que fez esforço pra ir, muitos deixando família em casa, e que foi o segurou a onda na hora de rir da própria desgraça.


O prejuízo que ficou é IMENSO.

O estado do Maranhão ficou manchado por ter sido palco disso– ainda que todos de lá que eu conheci tenham feito de tudo para ajudar.


O Brasil fica ainda mais comprometido com as bandas de fora. Se antes eles já cobravam um cachê mais elevado por conta dos riscos, agora vai ficar ainda pior. Num cenário que já é malvisto isso é muito, muito danoso.


Pelos próximos anos, acho difícil que alguém consiga sequer orquestrar um novo festival de heavy metal sem que a sombra do M.O.A. paire em cima. Muita gente comprou a idéia e deu com os burros n’água. Eu mesma fui, fiz parte, e não me envergonho por ter acreditado que podia ter dado certo. Mas vou ter ressalvas para sempre.


É surreal como tão pouca gente pode fazer mal a um número tão grande de pessoas.

Nós até tivemos sorte. Estávamos em hotel, tínhamos um grupo bem bacana, mas muita, muita gente não.


quarta-feira, abril 18

E é no momento em que, no mesmo dia, o carinha do banco te dá prioridade e a sua tia diz que está ficando agoniada, que você internaliza que TEM que emagrecer pra anteontem.
(externalizado já tinha rolado...)
E eu mal cheguei e já tenho que ir de novo...
Vai ser um ano longo...
Doloroso...
Solitário...
Nenhum projeto anda, dois meses e nada mudou mudado.
Novas pessoas aparecem - isso é a parte boa.
Novas conexões se formam, mas a principal novidade é velha, é revival, é perigosa e ao mesmo tempo consoladora.
A vida anda não muito boa, cansativa, meio sem rumo em meio a tantos e tantos rumos diferentes...

quinta-feira, abril 12

- Você escreve?
- Escrevo.
- É... Isso é coisa de gente que escreve...

terça-feira, abril 10

(...) já estivera apaixonado antes, é claro, e havia sobrevivido para contar a história. (...) E, por experiência própria, o amor sempre terminava em amargura. Sem dúvida, ele era doce por uns tempos, mas nunca durava o suficiente para justificar as conseqüências: as semanas de auto-recriminação, os meses de insônia, os anos de solidão. Sempre que um romance terminava, ele dizia a si mesmo que nunca mais cairia nas teias do amor. Decidia, então, permanecer no mar, onde se mantinha a salvo de seus próprios apetites.

Clive Barker - Galilee

sábado, março 31

Ódio mortal dos meus hormônios hoje.

(Sim, várias coisas acontecendo, menor vontade de escrever...)

sábado, março 24

Jeito, cheiro e cor de domingo...

quinta-feira, março 22

Aí você precisa MUITO de uma coisa sua que está com outra pessoa.
Você de-tes-ta incomodar e quer manter a educação – fazem já 4 meses que você pede de volta.
Você manda e-mail, manda mensagem, fala sozinha no chat, implora, briga por 3 dias seguidos...
Você SABE que a pessoa leu cada etapa da sua agonia, mas ela sequer responde um “foda-se”.
Nessas horas me dá uma vontade imensurável de nunca mai...s ajudar ninguém – já devia ter aprendido certas coisas a essa altura da vida – e uma sensação mega ruim; misto de outra gama de sensações tão grande que nem dá pra explicar...
Na minha cartilha não existe explicação pra isso tudo – não consigo entender, não consigo mesmo – por isso tanto descontentamento hoje.

quarta-feira, março 21

2 dias bons pra cada 3 ruins...

quarta-feira, março 14

Não.
Eu não aprendo.
*suspiro*

quarta-feira, março 7

No carnaval eu disse não.

Apesar das palavras, apesar do buraco no meu peito, apesar das lágrimas derramadas, apesar de estar precisando desesperadamente de carinho e dessa ilusão.
Eu disse não.

Hoje à tarde tive um sonho lindo.

Um sonho com uma pessoa que nem sabe que eu existo.
Estávamos todos felizes e tinha amor no ar.
Eu acordei.

Para coroar, que eu já quis muito voltou a procurar.

Para este diria sim.

Mesmo sabendo do buraco que tenho no peito, das lágrimas que viria a derramar, de estar precisando desesperadamente de carinho e dessa ilusão.
Eu disse sim.

Mas não vai acontecer.

E assim a vida segue...

segunda-feira, março 5

E meu primeiro dia oficial de desemprego foi uma nulidade de dar dó.
Um dia eu mereço.
Amanhã tem que organizar o resto da semana em prol da sanidade mental.
Tem gente que nasceu pra coisa.
Tem gente que não se importa em absoluto.
Tem gente que acha que voar é coisa pra passarinho.

Eu sou dessas.

E quem acha isso sempre vai ser incompreendido.

É muito difícil explicar a espécie de pavor que sinto toda vez que adentro um avião.

É uma coisa que acontece na decolagem, durante o vôo e no pouso - ou seja, não tem intervalo.

O trabalho mental tem que ser fortíssimo.
Não importa quantas vezes você repita pra si mesma que uma quantidade bizarra de aviões levantam vôo, voam e pousam todos os dias de todos os lugares do mundo; não importa que você fique esperando a sua vez de embarcar vendo centenas de pessoas chegando e saindo sãs e salvas; quando chega a sua vez, aquilo tudo parece muito, muito errado.

É que nem viajar de ônibus - você tenta se convencer - acontece que ônibus chacoalha quando tem buraco na pista e tal, ali chacoalha sem ter nada embaixo. Não tem nada embaixo!
Ou melhor, tem. Mas láááááááááááááááááááááááááááá embaixo.
Caiu, morreu.
No Ilha de Lost for you.

Tem gente que dorme, gente que passeia, gente que joga joguinho.
Você tenta ler.
Tenta dormir.
Tenta ver um seriado.
Mas aí o negócio balança, o estômago embrulha, tudo arrepia.
É uma das sensações mais desconfortáveis que existem na face da terra.
Sem brincadeira.

É tudo muito errado e pouco natural.

Maravilhoso do ponto prático da coisa, mas pouco natural.

Esse ano eu vou brincar muito de passarinho por necessidade.
E azar o meu se isso vai ser bom pra mim, né?

domingo, março 4

Deu tudo certo.

Fui.
Voltei.
Fiz amiguinhos.
Não gastei milhões.
Não me perdi.

O primeiro ensaio foi sobre a minha mãe.
A expectativa de escrever pro outro que mata.

sexta-feira, março 2

"Mercúrio começa a caminhar por Áries e sua carreira ganha um novo movimento. A partir de hoje você pode esperar por novidades no setor. Um convite interessante pode mexer com você e deixá-lo dividido."

Tenso.

quinta-feira, março 1

Acho uma grandecíssima sacanagem quando a gente encontra alguém e a vida vem e separa...

sábado, fevereiro 25

Ontem, pela primeira vez, ouvi a voz da senhorinha que me lembra a catadora de arroz.

Dessa vez quem andava era eu.
Ela estava sentada no muro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, me sorriu e pediu uma moeda.
Eu não tinha, de verdade.
Murmurei um "não tenho, querida" e continuei andando na pressa das pessoas em hora de almoço das cidades grandes.
Tive pena de não ter uma ou mais moedas comigo.
Do outro lado da rua, uma conhecida querida me acenou e mandou beijos - gosto de pensar que foi um prêmio por esse pesar.
Ela tinha uma voz doce e na rua fazia muito, muito calor.

Hoje, pela primeira vez, fui sinházinha declarada para alguém.

Mais uma caminhada e mais uma hora de almoço.
Hoje estava com uma colega de trabalho.
O restaurante que queríamos estava fechado, acendi um cigarro e, assim que nos viramos para pegarmos um outro caminho, ouvimos:
"- Sinházinha! Sinházinha!"
Apesar de provavelmente já termos vivido situações de sinházinhas, nenhuma das duas sequer cogitou a possibilidade de que os gritos nos dissessem respeito.
Eis que surge a dona da voz.
Uma senhora, de paninho na cabeça, chinelo nos pés, a sobreposição de roupas que só certas pessoas conseguem fazer e...
"-Sinházinha, acende aqui pra mim, por favor?"
...Com um toco de cigarro nas mãos.
Essas coisas acontecem rápido na vida da gente - pensei em oferecer um cigarro inteiro, em dizer que ela não precisava me chamar de sinházinha, mas apenas estendi o meu e deixei ela acender o dela.
Ambas seguimos então nossos caminhos, cada uma para um lado diferente.
Ela feliz, eu, um pouco perplexa.

Como tenho ficado quase que diariamente com alguma pequena coisa.

quinta-feira, fevereiro 23

"Quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Nesta fase, as preocupações com sua carreira ainda são grandes, mas em pouco tempo você terá mais claros os caminhos que vai percorrer. O Universo prepara uma grata surpresa para você no setor."

Horóscopo tentando me fazer dormir...

quarta-feira, fevereiro 22

Há dias.
Eu me deito, e tudo o que eu consigo pensar é no dia 02.
Se vou me achar.
Quanto vou gastar.
Se volto inteira.
Como vou explorar o que, pra mim, é um novo mundo.
Uma amiga disse que ia ser bom preu "sair da bolha".
Mas eu gosto da bolha.
Nela, eu tenho tudo sob controle.

Me deito, e ansiedade é tão gigantesca que quase me esmaga.
Ela é palpável.

Fora da cama, tenho sono, medo, um mau humor de cão selvagem.
Fora da cama, quero que chegue logo.
Que essa etapa se encerre e abra espaço para a que vem chegando.

Até hoje, no fim tudo deu certo de alguma forma.

Mas enquanto o dia não chega; enquanto os dias não passam; a ansiedade e a insônia são amigas companheiras que não me deixam.

E ainda faltam alguns bons dias.
Coisa Mais Maravilhosa do Carnaval: Pinguinha de volta em casa debaixo da minha asa.
Coisa Mais Triste do Carnaval: Começar Dieta de Novo.
(É por um bem maior, mas ai que fome!)

terça-feira, fevereiro 21

Já pintei os cabelos, as unhas, tomei banho, pulei corda, lavei roupa e louça, joguei na internet, li...
...E o tédio não acaba, não acaba.

segunda-feira, fevereiro 20

Sim, eu sou carioca.
Sim, eu odeio carnaval.

sábado, fevereiro 18

"Sábado, 18 de fevereiro de 2012

Os planos e projetos de viagens estarão presentes em sua vida a partir de agora. É hora de fazer o roteiro, comprar as passagens e se organizar definitivamente. Negócios e amizades com estrangeiros em alta."

Uhmmmmm....

terça-feira, fevereiro 14

E esse é aquele momento em que a pessoa se toca que quer mais que o mês acabe logo por que trabalhar sabendo que vai acabar dá no saco e você simplesmente não quer mais.

domingo, fevereiro 12

Agora a pouco estávamos eu, minha mãe, minha tia (duas idosas) e Olívia (uma criança) jogando peteca na Praça do Bairro Peixoto. Nos divertíamos tanto que as lágrimas caíam dos nossos olhos de tanto rir. De repente, a peteca caiu no chão. Antes que alguma de nós tivesse a oportunidade de pegar, uma senhora com duas vezes a minha largura e duas vezes a minha altura – “maluca” notória da região, segundo a minha tia – se levantou como um raio, pisou em cima da peteca e ficou nos olhando com uma raiva inacreditável.
Ela deu uma cuspida no chão, tirou lentamente o pé de cima e seguiu chutando a peteca até debaixo de um carro que estava estacionado a uma certa distância de nós. Feito isso, sem tirar os olhos de nós por um segundo, entrou no seu carro e foi embora.

Tanto pelo tamanho da pessoa, como pela fama, ficamos engessadas de bocas abertas só olhando. Olívia começou a chorar um choro de cortar em 40 qualquer o coração de qualquer pessoa que possua um. Ninguém na Praça – lotada no momento – sequer esboçou reação.

Como mãe, fiquei morta de raiva – após a perplexidade – mas não pude incorporar o chiuaua que existe em mim na certeza de que terminaria mal. Como pessoa, percebi como a vida pode ensinar coisas cruéis às pessoas quando elas menos esperam. Por que foi isso: crueldade, maldade pura; vinda do simples fato de nós estarmos mostrando abertamente uma coisa chamada felicidade.
Eu tenho pena de gente assim.



No fim, o choro parou, após promessas de uma nova peteca. Pra mim, a certeza de que podem esmagar 40 petecas, por que é pouco pra matar felicidade.

sábado, fevereiro 11

Sabe aquele dia em que você não tem vontade fazer absolutamente nada?
E que, ainda por cima, quer que a humanidade se exploda?
Então...

sexta-feira, fevereiro 10

Hora de virar as listas para 2012.
Em 2011 li menos livros, mas vi mais shows e mais filmes.
Nenhuma dessas coisas dentro do meu nível ideal a ser alcançado, mas... 2011 foi um ano.
Dos males, os menores.

quarta-feira, fevereiro 8

É tão bom, tão bom, mas tão bom quando cai na mão da gente um livro bom!

Ontem, me peguei atracada.
Rindo, ansiosa, sentindo toda uma emoção que há muito não sentia lendo uma história!
Eu vi as estradas, as árvores, as pessoas...
E lembrei!

Lembrei o tanto que eu amo livros.
Lembrei por que escolhi estudar os livros.
Por que quero viver de ler.

E é tão bom quando a gente lembra dessas coisas!
É tão bom quando a gente ama tanto uma coisa assim no mundo - ainda que seja de papel, mate várias árvores reais e venha encadernado - algo que te um prazer real, absoluto e duradouro.

*****************************

No mais, terceiro dia de espera, praticamente explodindo de ansiedade.

Ainda bem que existem livros.
"Um novo e rápido movimento começa a surgir em sua carreira. Novidades e notícias inesperadas podem mudar alguns de seus planos. O momento é de transformações importantes, mas você deve tomar cuidado com a pressa."

Quer dizer...

segunda-feira, fevereiro 6

As coisas aqui andam acontecendo depressa.
Mudando e sacudindo tudo.
Comendo meu tempo - o meu.

Algumas coisas são ruins, outras vão trazer mudanças grandes.
Cancerianos odeiam mudanças grandes.

Fora o medo...

A concentração tem sido a coisa mais difícil do mundo atualmente.

E então é bonito quando eu ando na rua, desligada, tentando resolver dentro da minha cabeça todas as coisas do presente, passado, futuro e passa um velhinho...

Aqui onde eu moro existem velhinhos.

Dois são os que chamam a minha atenção.

Um deles é beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem velhinho. Magrinho, com uma corcunda que o faz olhar constantemente para o chão. E ele vai, segue por aí. Tem uma cara simpática o velhinho. Outro dia esbarrei com ele entrando em casa, tirande de dentro das calças um enorme chaveiro coalhado, que nem aqueles de carcereiro.
Esbarro nele nos restaurantes, andando na rua. É uma figura que sempre chama minha atenção pela fragilidade que ele me passa - o que me faz pensar agora que ele talvez não seja tão frágil assim, que pode existir um segredo obscuro naquela figura.

A outra é uma andarilha. Essa não tem só a cabeça curvada, mas toda a parte superior dela. Ela sai andando pelas ruas curvada tal e qual o povo que colhe arroz nas plantações da China. E ela anda. Anda. E olha. Tal e qual eu olho sempre quando ela passa.

Quando eles passam - eles e outras figuras - por alguns momentos eu paro de pensar em mudanças, em planos, em perguntas e fico a imaginar a história dessas outras pessoas que, aparentemente, quase ninguém mais presta atenção.

Assim como os miquinhos que passeiam nas árvores.
Esses me fazem pensar como a natureza é uma coisa curiosa e sempre acha uma brecha, uma rachadura para existir.

E eu paro de pensar nas mudanças, nos planos, nas perguntas - que andam comendo meu tempo e sacudindo meu mundo.

sexta-feira, fevereiro 3

Ai, fudeu.
...Aquela que só percebe que tinha um sutiã em cima do gabinete do computador depois que o pedreiro saiu...

quinta-feira, janeiro 12

Pedir arrêgo é uma arte.

sábado, dezembro 24

Minha mãe vai ser operada, meu pai vai ser internado, brigeui com meu irmão, furou um cano na cozinha, 5 meses na seca, 100 reais na conta, precisando virar 5 semana que vem.
Feliz o quê mesmo?

quarta-feira, dezembro 14

Do Medo

Acho engraçado a forma que minha filha tem de lidar com os seus medos.

Há uns meses atrás, um coleguinha from hell fez o favor de contar pra ela a história d"A Loura do Banheiro" - uma coisa bastante precoce, se a gente levar em consideração que eles tem só 7 anos.
Foi um inferno.
Durante um mês inteiro ela não ia ao banheiro sozinha, fez xixi nas calças religiosamente.
Depois de muita conversa e muita briga, a coisa meio que voltou ao normal.

A diferença é que ela pegou esse medo dela e transformou numa brincadeira.

Agora ela inventa A Loura do Poste, A Loura da Beleza, A Loura do Cachorro - uma infinidade de louras que assombram outras coisas fora do banheiro.

A mesma coisa aconteceu com a "Cabra Cabriola", que virou até peça de teatro.

Invejo minha filha por conseguir brincar com as coisas que a amedrontam.

***********************************

Enquanto isso, na Terra Materna, meus medos e angústias foram mascarados por planos de viagem.
Tenho passado as últimas noites acertando detalhes, vendo notícias, tomando coragem e, assim, relaxando do trabalho, esquecendo a solidão esmagadora, fingindo que não vão existir tempos e dias um pouco tensos pra caramba ainda antes do ano terminar.

quinta-feira, dezembro 8

Pais doentes, ex-namorados renascidos das trevas cercando, falta crônica de grana.

Acaba logo 2011, peloamordedeus.

segunda-feira, novembro 28

Tô triste. :(

quinta-feira, novembro 24

Carreira acadêmica pelo ralo.
Não passei.
Acadêmicos não curtem parábolas, estou arrasada e sem saber qual vai ser...
Um exemplo.

Além de irritada, estou naquele momento do mês em que a raiz branca já está aparecendo, que as unhas precisam de um resgate - além de estar inchada.
Aliado a isso, tem o fator trabalho pra caralho, que me faz ter uma cara de cansaço eterna e uma vontade absoluta de usar chinelos pra sempre, sempre que volto pra casa.
É meu Momento Bagulho.

Pois bem.
Surtei e resolvi por A + B que ia me comprar um presente caro.
Shampoo, condicionador, sabonete - mas, dos phynos.
Excelente!
As moças da loja fina estão super minhas amigas por que eu já estou acometida do vírus natalino - estou deveras desconfiada de que estou descontando minhas frustrações no Natal, mas isso é outra história - e já fui lá umas duas vezes, pelo menos.
Aí shopping, aproveitei para ir passando nas lojas e tendo idéias para outros presentes.
Entrei numa joalheria.

Estava de chinelos, um pouco descabelada, sem bolsa; a criança quase no mesmo nível.
Eu ia andando e a Dona Moça da Loja me rondando com cara de poucos amigos.
Olhei tudo calmamente.
E tive um prazer um tanto quanto sádico quando me virei de costas e a bolsa da loja fina ficou evidente (minhas mãos estavam nas costas o tempo todo).
Sim, me deu um prazer perverso deixar aquela mulher ver que eu usava produtos caros. Que, se eu quisesse, poderia comprar não um colar, mas certamente um pingente na joalheria. Que, o fato deu estar desarrumada nesta noite, não quer dizer que eu esteja sempre.

As pessoas têm muito, muito a aprender.
Eu tô irritada.
Dura, na seca, na TPM, trabalhando feito uma filha da puta e trancada em casa há um tempo demasiadamente longo pros meus padrões.

Aí o ex que bombardeia no fb toda vez que eu faço comentários obviamente sarcásticos e despretenciosos sobre um sujeitinho de sunga qualquer, me irrita.

Pedestre na calçada que pára pra conversar e bloqueia o caminho, leva uns 4 tiros de escopeta mental.

Carro que não bota seta gera explosões nível "Duro de Matar".

Resolvo ficar na minha.
Me recolher e guardar o Zebedeu (meu bode) para apreciação solitária.
Mas, eu tenho um quê masoquista e adoro tirar uma de "Big Brother" e ficar espiando a vida alheia.

Então, hoje de manhã, vejo que alguns amigos estavam postando uma foto duma moça musculosa pelada.
Os comentários eram todos na base do "ai, que nojo!", "credo, que coisa feia!".
E isso me irritou.
Me irritou por que as pessoas que estavam tecendo estes comentários e postando a foto legendando um "e aí, vai encarar?", eram pessoas que dizem não ter preconceito nenhum. Elas têm amigos gays e negros, olha que maravilha!
Ao mesmo tempo, algumas dessas pessoas têm o corpo todo tatuado, usam alargadores de orelha - na estética deles isso é lindo.
Assim como na estética da moça se bombar ao extremo é lindo pra ela.
Me irrita que as pessoas vejam sempre só um lado da moeda, que pensem só no que é bom e adequado à elas.
Acho hipócrita.
Acho feio.
Eu tenho alguns preconceitos, sim.
Assim como tenho algumas preferências estéticas, sim.
A mim não é agradável uma mulher extremamente musculosa - mas acho interessante e curioso observar que isso pode, sim, ser um padrão de beleza.
Tive uma vizinha de prédio que era assim, e, pra mim, ela era uma mulher muito bonita - apesar dos músculos.

Tenho preconceitos e não gosto de muitas coisas.
Mas eu assumo isso.

E, acordar com um "alô, hipocrisia!" foi de lascar.

sexta-feira, novembro 18

Pronto, fiz minha prova.
Uma prova "esquema Renata".
Senta, escreve, acaba antes de todo mundo e seja o que Deus quiser.
Com direito a parábolas.
Ainda não sei me acho um gênio por ter posto referências às rodas de pogo ou se minha carreira acadêmica foi pelo ralo com essa.
Saberemos semana que vem.

terça-feira, novembro 8

Tudo que eu quero essa semana é conseguir ler mais umas 40 páginas e chegar viva na sexta-feira. :/

domingo, novembro 6

Minha tia acabou de chegar da China e contou pra gente que os shoppings de lá (os baratos, pirata, sem grife) são tipo Avenida Central amplificado, cheio de boxes e andares um atrás do outro. Que, se você pára pra ver alguma coisa, a vendedora já acha que você VAI  levar, que se você pergunta o preço isso É certo, e que se você resolve não levar, elas ficam furiosas.
Numa dessas, ela contou que a amiga dela chegou a ser empurrada pela vendedora.
Eu disse que, se fosse eu, provavelmente ia acabar dando uma voadora numa chinesa, ela achou engraçado, folclórico.
Admiro pessoas que conseguem ser assim.
Em algum lugar de mim, admiro...
Eu ando resistente a sair de casa à noite.
Por uma série de motivos já bem elucidados na minha cabeça e que eu estou trabalhando pra resolver.

Mas aí, ontem à noite, percebi que daqui a menos de uma semana não estaria mais dormindo na cama velha.
E lembrei da sensação que tive há 7 anos atrás, quando tive que abrir mão dela.
No dia que ela foi embora temporariamente, chorei copiosamente, por que aquilo era um símbolo da enormidade das mudanças que estavam rolando na minha vida.
Quando ela voltou pra mim, foi um outro marco da enormidade de novas mudanças.
Agora ela vai embora de novo, ser substituída de vez, num novo marco.

Cancerianos não aceitam bem mudanças.
Sofrem.

Ainda que eu continue acreditando que é um móvel amaldiçoado neste exato momento, mandar ela embora é difícil.

Por que significa novas mudanças à vista.
Além do rompimento de uma relação de anos e anos e anos...
Tô me sentindo assassina da cama.

quinta-feira, novembro 3

Eu vou sentir falta de várias coisas do meu trabalho; mas, a que eu vou sentir mais falta é da Minha Amiga Aranha.

Minha Amiga Aranha só eu sei que existe.
Ela vive pacificamente ali na dobra da janela.
Todos os dias aparece pra dar um "oi" - outro dia almoçamos no mesmo horário, eu e ela.
Ela já cresceu um pouco desde que eu fui sentar no meu buraco.

E o mais legal é isso: só eu sei que ela existe.

Ela é Minha Amiga Aranha.
E eu vou super sentir saudades dela.
Um amigo que está fazendo portfólio se ofereceu para fazer umas fotos da família.
Como enquanto fotógrafa eu sou uma ótima mãe, achei uma idéia supimpa.
Aí ele me manda a seguinte mensagem:
"Que ótimo! A gente vai se divertir à beça!"
Meu lado troll teve uma vontade IMENSA de responder:
"Eu não me divirto".
Mas fiquei com pena.
Ele é legal. :P

terça-feira, novembro 1

Também quando eu era mais nova, uma pessoa me disse que, todos os dias, deveríamos agradecer pelo que ainda não tínhamos. Era uma maneira de mandar boas vibrações pro universo, e que ele responderia enviando o que estávamos agradecendo.
Eu, que acredito em quase tudo, passei anos da minha vida agradecendo por desejos não realizados.
Obviamente, isso só veio a gerar toneladas de frustações para com o universo de minha parte.
Hoje só agradeço pelo que tenho no dia que tenho e quando eu tenho.
Mas, por mais que acredite piamente estar virando uma mulher cada vez mais "dura", de vez em quando a Pollyana, que eu odeio tanto, aflora.
Ela veio, por exemplo, ao passar por uma moça na rua outro dia que chorava enquanto esperava o sinal fechar.
Minha vontade foi dizer pra ela: "Chora, não, gata. Podia ser pior".
Nem eu, nem nenhum dos outros pedestres falou coisa alguma - apenas seguimos nossos caminhos sem saber o que foi da garota que chorava.
Mesmo assim, não pude deixar de lembrar de quando agradecida por graças não alcançadas, ou de pensar "que pensamento escroto esse meu agora".

É que lembrando dessas coisas - coisas que me assaltam, coisas que eu acredito - me toquei aqui da minha loucura.

De um mês pra cá, não pude deixar de pensar como é curioso que minha vida sexual tenha caído no ostracismo logo depois de comprar um suprimento de guerra para cavalarias intensas.
Assim como, a partir do momento que ganhei o voucher para uma cama nova, que a culpa deste ostracismo é da cama velha.
Ganhei a cama ainda adolescente, na época do primeiro namorado, passaram-se mais de 15 anos e não tivemos sucesso no meio de campo amoroso - culpa de quem? Da cama.
A cama por onde passaram o primeiro, o segundo, homens que amei muito, homens que não significaram nada.
Mas lá fui eu embutir a culpa no móvel.
E cá estou, de novo, prospectando um futuro excitante e sensacional, esperando a chegada do móvel novo, virgem, desprovido de bad karma, com uma ansiedade adolescente.

Os anos passam, e eu só pioro.

segunda-feira, outubro 31

Tem algum tempo já que me pego com a sensação de que está tarde para fazer, ter, conseguir realizar algumas das coisas que eu queria da vida.

Pensar em começar uma nova carreira lá pelos 40 e no longo caminho que eu ainda tenho pela frente até que isso aconteça, às vezes me faz ter essa sensação.

Pensar que nunca mais nesta vida eu vou ter a oportunidade de completar bodas de ouro com alguém, me faz ter essa sensação.

Depender financeiramente de ajuda, me faz ter essa sensação.

Ver minha filha cada dia maior, me faz feliz, mas com essa sensação.

Aí, um dia eu acordo e resolvo retomar um hábito antigo, sem querer.

Quando era bem mais nova, costumava andar pelas ruas cantando. Cantando mesmo. Sem me importar com quem estava em volta, se alguém estava vendo ou ouvindo.
Semana passada, vinha eu pela rua, e de repente: "We will never surrender!!!" - bem alto.

Não sei se alguém viu, não me importei, só ri.
Passei a fazer quase todos os dias.
Por que pra isso, ainda tenho tempo.

sábado, outubro 22

Sem querer me arranhei de tirar sangue.
Fundo.
Nível filme de terror.
Hora de cortar as unhas.

sexta-feira, setembro 30

Durante um momento, um mísero momento, quando eu olhei o saxofonista, me veio a imagem dele chegando em casa e dizendo pra mãe:

- Eu vou tocar na banda do Stevie Wonder!

Aí ele começou a cantar "você abusou" e toda, toda a mágica do momento se foi.

- FIM -

quarta-feira, setembro 28

Esquema "quando morrer eu durmo"...

segunda-feira, setembro 12

Neste momento, neste exato momento, tudo o que eu precisava era mais duas no dia (para poder dormir) e/ou mais dois mil reais por mês (para pagar uma empregada) e/ou um marido (para um cafuné pór perrengue).

Sim, eu ainda mitifico.

Inacreditavelmente.
Foi só eu resolver voltar a dar as caras no facebook que 5 minutos depois a criança levantou e deu uma vomitada profissional no quarto - daquelas que pegam parede, porta, chão...
Odeio vômito.
Morro de nojo.
Nem sendo de filho eu limpo feliz.
Achei um mau auspício...
A Frase que mais me marcou em "Um Dia" é quando ela se vira pra ele e diz:

- Eu te amo (...), mas eu não gosto mais de você.

Ela me bateu tão fundo, mas tão fundo, muito provavelmente por que eu já estive nessa situação mais de uma vez na vida, infelizmente.
E eu não quero mais essa situação pra mim.
Nunca mais.
A simples percepção de que esse tipo de situação se aproxima e poderia acontecer de novo é ruim.

A percepção de que você gosta de alguém que sequer liga se você está respirando também é de um desconforto cruel.
E eu também não quero mais isso.
A percepção vinha me acompanhando há alguns dias - hoje se transformou em fato.
Não posso dizer o "eu te amo", mas já posso afirmar que eu não gosto mais dele.

E assim segue a vida...

sexta-feira, setembro 2

"Sexta-feira, 02 de setembro de 2011

A lua em escorpião move você na direção do amor e dos romances. A fase continua tensa, mas você deve tentar se entregar, pois a tentativa de controle não terá nenhum sucesso."

Já pode chorar?

quinta-feira, setembro 1

Find me, I'm drowning
Then once again
There's nothing left I fear
There's nothing more to say
And no more games to play
...Eu sabia que tinha uma vibe "Asas do Desejo"...
...Senti o cheiro lá no início...

*Não existe esperança*

terça-feira, agosto 30

Chafurdando no vasto mar da infelicidade.
Detesto me sentir assim.
Preciso chorar.
Um choradão daqueles - copioso.
Meia hora de leitura, depois, um breve cochilo.
Agora vivo de breves cochilos.
Esse fim de semana minha mãe se mudou.
De consultório, não de casa.
Mas, se a gente levar em consideração que ela passa mais tempo no consultório do que em casa...
...Enfim, fui ajudar.

Mudança quando a gente paga é aquilo, se você não tomar cuidado, os caras embalam você junto.
E ela estava há muitos anos no mesmo lugar, e não teve tempo para fazer uma limpeza prévia do que deveria ir ou não na mudança; resultado, cada caixa que se abria, tinha coisas do arco da velha.
E é na hora do entulho que a gente percebe que a mãe da gente está envelhecendo.

Ela anda com uma mania, que eu só percebi e se agravou desde que eu saí de casa, de cultivar coisas com prazo de validade vencidos. Tanto na casa dela, como lá, joguei algumas coisas fora à força. O pior é que ela usa as tais coisas...!
É uma praga de família passada geração pós geração de entulhação.
Não tiro o meu da reta - aqui em casa tem muito entulho. Tenho caixas que ainda não abri desde a minha mudança.
Mas os produtos vencidos...

Pensei cá com os meus botões e acabei expondo o medo que eu tenho do dia que ela morrer e eu tiver que fazer aquela "limpeza na casa dela". Nós rimos muito, mas ela confessou que também já pensou nisso.
Penso nos armários, nas gavetas dela e me dá um certo desespero.

No fim do dia, saímos, fomos a um balé.
E, em alguns pedaços ela dormiu quase que sonoramente.
Pensei que não era uma idade boa para fazer mudanças.
Que ninguém deveria se mudar aos 61 anos, se não fosse para A Casa dos Sonhos ou algo que o valha.
Mas lá estava ela.
Firme e forte.

Hoje penso aqui o Quanto ela é importante e me dá força nessa vida.
O exemplo que ela é.
Em tudo.
E o quanto eu realmente não quero fazer a tal limpeza tão cedo - com ou sem produtos vencidos.

segunda-feira, agosto 29

Tô quase começando a ficar preocupada com a quantidade de vezes que eu tenho repetido "Eu não tô ficando louca" esse mês.
Cá estava eu de novo, pensando que a melhor coisa a fazer no momento é tomar um chá de sumiço.
Pensado no assunto e fazendo todos os trocadilhos já imaginados pela mente humana.
Não seria o chá ideal, nem eu quero ficar sem ver e falar com as pessoas durante muito tempo, mas um cházinho - colherzinha de chá de sumiço.
Faz parte do processo de cura...

Me peguei pensando no meu vasto e negro passado.
Fiz elocubrações em torno do nome - já passaram outros 3 com o mesmo nome, o mesmo modus operandi, o mesmo incômodo perverso...
Fiz elocubrações sobre os times de futebol - achei que estava salva, visto que o rapaz não era flamenguista e estes têm sido perigosos nos últimos anos, mas me lembrei de um outro do mesmo time há muitos e muitos anos atrás que também não foi um sucesso de público e bilheteria. Fui feliz por algum tempo com torcedores do Fluminense.
Cheguei à conclusão de que meu sonho dourado seria um homem que simplesmente não gostasse de futebol, mas isso não existe até onde eu saiba - acho que fecharia com um time obscuro, de fora do Rio. Feliz.
Elocubrei bastante.

E, contrariando todas recomendações, me deu uma vontade louca de me render e ir ler "Um Dia". Historinha de amor.
Historinhas de amor pra quem não tem sorte nenhuma nesse campo há muito, muito, muito tempo são altamente contraindicadas. Comecei, já passaram vá rios anos (no livro) e eu não consigo largar, na esperança de que a Emma ainda consiga ser feliz. Algo me diz que isso não vai acontecer, que a esperança que eu preciso, quero e procuro para que a minha própria esperança não definhe de vez não vai estar ali.
Por enquanto eu só me identifico fortemente - tô entendendo o porquê dos caracteres terem virado um tremendo best seller.

E assim continuo eu, procurando a minha historinha de amor...

domingo, agosto 28

E ontem no meio de todo o furacão todo eu saí.
Saí de casa toda trabalhada no pecado, inundada de más intenções, mas acabei me comportando...
...Mais ou menos...
O pecado em si não aconteceu - teve uma conversa ali, da qual eu não me lembro absolutamente do contexto, mas nada aconteceu.
Fato é que foi uma noite muito boa.
Teve balet, teve jantar chique e depois teve uma penca de amigos, muitas e muitas músicas, muitos risos - me diverti imensamente.
Acho que estava merecedora de uma noite assim.
Me conforta saber que eu posso sempre ter noites assim.
Que eu tenho amigos bacanas.
Não sei como fui deitar na cama e acordei no sofá; mas foi tão revigorante que não tive um pingo de ressaca e estou trabalhando sem sequer me importar com o fato de que hoje é domingo.
Noites e dias assim são bons.

sexta-feira, agosto 26

A lógica da sandália nova é: quanto mais perto você vai chegando do seu destino final, da possibilidade de tirar ela dos pés, mais ela aperta, machuca, retira lascas concretas da sua pele.
Ontem perdi lascas em cinco dedos, nos calcanhares, ganhei uma dor digna de ser chamada de dor.
Um pouco depois começaram as cólicas...
Mais um pouco depois, o arquivo trava, eu perco tudo e sou obrigada a refazer o que já estava pronto.
Ninguém mandou cantar vitória antes do tempo - o tão esperado banho fervendo, que cura cólica, alivia os pés maltratados, demorou para sair.
Mas saiu.
Na hora de deitar, até o lençol me doía no corpo.

Acordei sem dores nos pés, nas costas e nas outras partes que reclamavam quando as luzes apagaram.
A dor de hoje é diferente, ao mesmo tempo familiar.
Veio forte e violenta numa manhã chuvosa, ao invés de no fim do dia, quando tudo mais se apaga.

Há uns 3 dias, amigos conclamam o fim do mês de agosto - o mês do desgosto.
Hoje, faço minhas as palavras deles.
Sonho com uma noite bem dormida - sem despertadores tocando, homens cavando do lado de fora, hora de escola e trabalho, sem dores gritando no corpo.
Sonho com um abraço.
Com o fim do desgosto.

quarta-feira, agosto 24

Acordei num azedume sem fim.
Aí resolvi onde vou investir a verba literária do mês - mesmo estando sem tempo até de ler o jornal.
Aí me senti um pouquinho - só um pouquinho - melhor.

terça-feira, agosto 23

Segundo dia de comida tailandesa...
Meu estômago não se sente lá muito feliz com isso.
Um mês sem, por outro lado.
A cabeça internaliza, processa a informação e se conforma, mas meu coração também não anda muito feliz com isso.

segunda-feira, agosto 15


Foi como quando você prova uma comida nova e descobre que gosta demais dessa comida nova, aí vai e come uma comida velha e lamenta muitíssimo - não se sente pleno depois, sabe?

sábado, agosto 13

E chega, né?
Bora amarrar o burro noutro poste...

terça-feira, agosto 9

Inferno... (Ou música do dia)

Life is just a lonely highway
I'm out here on the open road
I'm old enough to see behind me
But young enough to feel my soul
I don't wanna lose you baby
And I don't wanna be alone
Don't wanna live my days without you
But for now I've got to be without you

I've got a pocket full of money
And pocket full of keys that have no bounds
But then I think of lovin'
And I just can't get you off of my mind

Babe can't you see
That this is killing me
I don't want to push you baby
And I don't want you to be told
It's just that I can't breathe without you
Feel like I'm gonna lose control

I've got a pocket full of money oh yes I do
And a pocket full of keys that have no bounds
But when it comes to lovin'
I just can't get you off of my mind, yeaaah

Am I a fool to think that there's a little hope
Yeah yeahhhhhheee yeah
Tell me baby, yeah
What are the rules the reasons and the do's and don'ts
Yeah yeahhhhhheee yeah
Tell me baby tell me baby, yeah
What do you feel inside?

I've got a pocket full of money
And a pocket full of keys that have no bounds
Oh yeah
But when it comes down to lovin'
I just can't get you off of my mind, yeah
I just can't get you off of my mind, yeah.

domingo, agosto 7

Triste...

quarta-feira, agosto 3

Mais facebook:

"não quero vc por aí sofrendo
mas queria tanto q ele enxergasse q vcs são alams gêmeas
ahahahaha
eu ia achar muito maneiro"


Apaixonada de novo.
Me fodendo de novo.

Saco essa onda de ver o filme todo de novo.
Uma conhecida no facebook:

" (...)e aquele ogro que você conheceu sem querer, que te trata como objeto, é insensível, frio, se acha e nem liga para os seus sentimentos? então amiga, ele não vai te trair, mas também nunca vai te amar!"

Ui.
Identifiquei-me.

terça-feira, agosto 2

You are far
When I could have been your star
You listened to people
Who scared you to death, and from my heart
Strange that you were strong enough
To even make a start
But you'll never find
Peace of mind
Till you listen to your heart


People
You can never change the way they feel
Better let them do just what they want
For they will
If you let them
Steal your heart from you
People
Will always make a lover feel a fool
But you knew I loved you
We could have shown them all
We should have seen love through


Fooled me with the tears in your eyes
Covered me with kisses and lies
So goodbye
But please don't take my heart


You are far
But I'm never gonna be your star
I'll pick up the pieces
And mend my heart
Maybe I'll be strong enough
I don't know where to start
But I'll never find
Peace of mind
While I listen to my heart


People...

But remember this
Every other kiss
That you ever give
Long as we both live
When you need the hand of another man
One you really can surrender with
I will wait for you
Like I always do
There's something there
That can't compare with any other


You are far
When I could have been your star
You listened to people
Who scared you to death, and from my heart
Strange that I was wrong enough
To think you'd love me too
I guess you were kissing a fool
You must have been kissing a fool
No meio da ressaca emocional que me assolou hoje, lá fui eu fuxicar o facebook alheio.
Aí, pronto, já fiquei aqui de novo pensando: será que ele também fuxica o meu? Procura saber notícias, olha notícias, espia, pensa e sente saudades?
E por que eu ainda sinto saudades, curiosidade, olho praquela foto e penso "putz, bonito pra cacete"?
Que vida essa minha...
Eu sei fazer um montão de coisas.
E aprendo a fazer novas coisas sempre.
Mas em matéria de escolher homem eu sou SEMPRE reprovada com louvor.

*triste*
Bolhas nos pés, tosse intermitente, vários compromissos e horários, faxineira a cada 15 dias, um sono eterno e nenhuma vida pessoal...
De repente tô me sentindo tão adulta.

sábado, julho 30

Veio aniversário.
Primeiro dia fiquei cercada de filha, sobrinha torta e irmão; segundo dia, filha e amigos queridos; terceiro dia, metal com surpresa fofa vem cá minha nêga; quarto dia, chopp com os amigos.
Me senti muito amada e festejada.
E, junto com a ressaca da Melhor Comemoração que tive um anos, do dia pra noite, mudou minha vida toda.

De repente tem emprego novo, novas coisas novas, novos esquemas dentro de casa.
Além do coração...
Ah, o coração!
Que apanha, apanha, apanha...
Que eu nunca sei dele - quase desisto todos os dias...

Falta-me tempo, sabe?
E isso é bom.
Tem sido muito bom!

terça-feira, julho 26

Embolou o meio de campo.

quarta-feira, julho 13

...Já pode reclamar que tá demorando pra caralho...?

terça-feira, julho 12

A Flip é uma glória em termos de alimento pra minha alma e contatos humanos, mas uma bomba pra minha vida sexual/ afetiva.
Fato.
Pior recepção ever...

quinta-feira, julho 7

Aí senta que lá vem horóscopo!

"Venus em seu signo é pressionada por plantes poderosos e faz você refletir sobre alguns aspectos de sua vida, especialmente os relacionamentos. Cuidado com ilusões e excesso de emocionalismo. "

E foi justo no momento que eu tava aqui decidindo se fazia uma overexposição da minha pessoa ou não.
Ninguém lê isso.
Mas, toda vez que eu acho que ninguém lê isso e fico confortável o suficiente para começar a fazer vergonhas públicas, alguém lê.
Não me incomodo, que fique claro, mas suprimo e reprimo um bocado por conta disso.
E não curto expor terceiros.

Mas...
Achei que valia o registro.

Como eu disse ali embaixo, existe um rapaz novo no pedaço.
Nó não somos namorados, sequer discutimos algo relativo a isso ainda e mal nos conhecemos.
Mas o pouco que anda acontecendo tem sido bom.
Tem sido o tipo da coisa que o Universo andava me devendo - não vou entrar em detalhes.
E hoje eu queria muito que ele viesse pra cá ficar comigo.
Pra viajar tranquila, feliz...
Tudo combinado, acertado, cerveja na geladeira...
...E ele me pergunta se não pode vir porque está preocupado pela minha filha estar em casa.
Não cheguei nem perto de ficar ofendida.
Muito pelo contrário.
Obviamente, minhas necessidades femininas lamentaram (e lamentam) um bocado, mas achei lindo ele ter esse cuidado com ela, sabe?
Ilusão?
Excesso de emocionalismo?
Não sei. O que vem eu não sei.
Mas o cuidado mereceu registro, sabe?
Tão, tão raro...

quarta-feira, julho 6

E no som...

"(...)One day you'll live in happiness
With a heart that's full of joy
You'll say the word "tomorrow" without fear
The feeling of togetherness will be at your side
You'll say you love your life and you'll know why
...
Cause we all live in Future World
A world that's full of love
Our future life will be glorious
Come with me(...)"

Na verdade...

...Vou escrever, sim.

Agora há pouco, uma das vizinhas (que até onde eu sei tem dois filhos, de pais diferentes e é separada e festeira e eu só tô contando isso porque é relevante), me encontrou na porta quando eu entregava a criança pro pai levar pra dar um passeio.
Aí ela olhou pra ele, olhou pra mim...
(O porteiro mumificado entre nós.)
...E lá vem:
- Separada, é?
- É...
- Difícil, né?
Eu ri.
- Olha, podia ser pior. Pensa bem, ele podia estar morto!
- Não dar bola pra ela...
- Então! Desse jeito, eu tenho folga de 15 em 15 dias, de vez em quando ele passeia... Nem acho ruim!
Ela riu.
- É, pensando assim...

Tanta coisa pra me aborrecer... Desse jeito eu tô no lucro, né?

Enquanto isso...

 João Ubaldo, seu fofo, me espera que eu tô chegando!!!
É...
Julho once again....
E lá vou eu pegar a estrada amanhã...
Once again...

Hoje foi um dia quase perfeito.
Pela primeira vez, acabei cedo o trabalho antes de uma viagem - com folga larga.
Pela primeira vez em algum tempo, a mala está praticamente pronta sem nada esquecido, antes da hora.
Tem gatinho na parada - tô começando a curtir de verdade essa coisa de Tia Sukita.
Tem pouca grana, mas planos.
Perdemos alguns gramas, apesar da chutação de balde...
Quase me senti como se estivesse vivendo um inferno astral às avessas.

Não convém elogiar, não é mesmo?

Mãe me espera, amigos me esperam - tanto na ida como na volta.

Eu podia escrever sobre o quanto eu odeio as pessoas que tomam a calçada pra si e não me dizem obrigada - mas isso eu já fiz.
Podia escrever sobre as agruras da nova dieta nova - mas isso eu também já fiz.
Sobre como é cruel, CRUEL, lavar a louça com o frio que está fazendo; ou o medo do frio durante a viagem.
Sobre a minha animação com o aniversário vindouro pela primeira vez em muitos, muitos anos de apatia.
Sobre o tanto que eu preciso estudar e arrumar um novo problema para a minha vida já tão problemática.
Sobre a alegria do segundo "emprego".
Sobre a minha filha, que agora lê.
Sobre como ela é e fica cada dia mais LINDA.
Sobre como eu fico menos a cada dia.
Sobre o período que me eu mesma me impus de não comprar novos livros - e de como eu quebrei ele.
Puxa...
Podia escrever sobre muita, muita coisa...
Mas, nada disso me parece realmente engraçado agora.

segunda-feira, julho 4

Se eu ainda tinha um fígado, larguei na boate sábado...

sexta-feira, julho 1

E aí eu penso que vou acordar amanhã e ter que lavar uma pilha de roupa, fazer as unhas, alimentar a criança...
Fico cansada por conta, mas...
Sabe do que mais...?
A vida é maneira à vezes!
Hoje era meu dia de folga.
Não por que eu ganhei, não por que eu pedi, ele simplesmente caiu no meu colo.
Como a gente aproveita um dia desses tão sonhado e dado, assim, de graça?
Vai ao cinema!
Mas no cinema não tem nada que me interesse - mentira, tem, mas só na Barra; tipo, outro lado do meu planeta.
Então, eu aluguei um filme.
Tinha planos também de fazer as unhas, que estão precisando ur-gen-te de umas alicatadas.
Também, sobrando tempo, ia me tacar na minha caverna e adiantar ou, quem sabe, terminar o livro que ando lendo.
Auspicioso pra caramba, né?
Nada, NADA, saiu conforme planejado.
A manhã, um caso perdido.
O único sucesso foi ter ido à academia.
Tá, comprei o presente da menina que vai fazer aniversário no fim de semana também - acho que a gente pode chamar isso de sucesso, ainda que eu ande a mãe mais sem imaginação da face da Terra (tenho dado basicamente o mesmo presente para todas as amiguinhas).
Paguei contas - Ah, felicidade!
Lavei meia tonelada de louça...
Depois do almoço, fui comprar roupas, pagar mais contas, comprar o presente de aniversário da minha mãe, correr atrás de uma fita métrica...
Impressionante como um bairro tão sinistro de gigante como Botafogo possa ser tão desprovido de armarinhos!
Ganhei uma bolha no pé.
É inegável que adiantei algumas coisas, resolvi outra meia dúzia, mas...
...E meu filme?
...E meu livro?
...E minhas unhas...?
Deveria estar feliz, mas estou estupidamente exausta.
E nada apaziguada culturalmente.
A vida do lar é tão punk às vezes...