Difícil se vestir, se maquiar para sair, quando o que você esperava era se despir, ficar de cara nua.
Mas, foi-se o tempo em que eu ficava esperando e lamentando...
"Um leitor vive mil vidas antes de morrer. O homem que nunca lê vive apenas uma." George R.R. Martin
sábado, agosto 11
quinta-feira, agosto 9
Há quem diga que o Garcia-Roza sempre faz mais do mesmo.
Eu digo, até.
Mas é um do mais do mesmo que te pega.
Há duas semanas meus companheiros fiéis são livros que, de uma forma ou de outra, abordam os conflitos do Oriente Médio, aí sem querer, talvez querendo aproveitar a vibe mais leve que me acometeu, lancei do Garcia.
Um terço do livro já foi neste fim de dia e a coisa anda a passos tão largos que vou viajar com ele e o escocês na mala com medo de que tudo se acabe antes da viagem de volta.
Queria eu fazer mais do mesmo assim, sabe...?
Eu digo, até.
Mas é um do mais do mesmo que te pega.
Há duas semanas meus companheiros fiéis são livros que, de uma forma ou de outra, abordam os conflitos do Oriente Médio, aí sem querer, talvez querendo aproveitar a vibe mais leve que me acometeu, lancei do Garcia.
Um terço do livro já foi neste fim de dia e a coisa anda a passos tão largos que vou viajar com ele e o escocês na mala com medo de que tudo se acabe antes da viagem de volta.
Queria eu fazer mais do mesmo assim, sabe...?
Um cansaço enorme.
Não deixa de ser impressionante como as coisas começam a caminhar quando a gente resolve se andar também.
A fome já não incomoda tanto - a falta do copo continua forte, mas eu tenho o consolo de poder me valer dele uma ou duas vezes por semana.
A grana continua sendo artigo de luxo, ainda que eu venha cortando cada vez mais luxos.
Mas hoje fiz uma boa entrevista, recebi abraços e sorrisos.
Desde ontem, sinto-me feliz, inundada de amor, na verdade.
Tudo que fiz hoje, não fazia há meses, e isso foi bom, ainda que - mesmo inundada - continue com um certo mau humor.
Duas bolhas no dedo mindinho do pé.
Sensação de dever cumprido por hoje.
Amanhã uma nova viagem.
As coisas caminham, eu também.
Não deixa de ser impressionante como as coisas começam a caminhar quando a gente resolve se andar também.
A fome já não incomoda tanto - a falta do copo continua forte, mas eu tenho o consolo de poder me valer dele uma ou duas vezes por semana.
A grana continua sendo artigo de luxo, ainda que eu venha cortando cada vez mais luxos.
Mas hoje fiz uma boa entrevista, recebi abraços e sorrisos.
Desde ontem, sinto-me feliz, inundada de amor, na verdade.
Tudo que fiz hoje, não fazia há meses, e isso foi bom, ainda que - mesmo inundada - continue com um certo mau humor.
Duas bolhas no dedo mindinho do pé.
Sensação de dever cumprido por hoje.
Amanhã uma nova viagem.
As coisas caminham, eu também.
Da última vez guardou a escova de dentes.
Por um acaso do destino, sua gaveta anda cheia de toucas, sabonetes e escovas de dentes descartáveis. A cada viagem, novos itens tomam moradia provisória.
Ele usou uma.
Ela guardou.
E guardou.
E aguardou.
O tempo passa rápido e ele ainda não voltou.
A cada dia que passa, ela acha que não vai voltar.
Diz que não vai mais puxar conversa, se oferecer, responder...
O fato é que ela é louca por ele.
E sabe que isso pode ser bem ruim.
Ela guardou a escova.
E aguardou por ele.
Dez dias se passaram desde que ela resolveu se desprender dele.
Nesse meio tempo, mensagens pipocaram.
Ela respondeu.
Como sempre, solícita, carente, faminta.
Hoje conversaram.
Ela jogou fora escova de dentes.
Mas continua aguardando...
Por um acaso do destino, sua gaveta anda cheia de toucas, sabonetes e escovas de dentes descartáveis. A cada viagem, novos itens tomam moradia provisória.
Ele usou uma.
Ela guardou.
E guardou.
E aguardou.
O tempo passa rápido e ele ainda não voltou.
A cada dia que passa, ela acha que não vai voltar.
Diz que não vai mais puxar conversa, se oferecer, responder...
O fato é que ela é louca por ele.
E sabe que isso pode ser bem ruim.
Ela guardou a escova.
E aguardou por ele.
Dez dias se passaram desde que ela resolveu se desprender dele.
Nesse meio tempo, mensagens pipocaram.
Ela respondeu.
Como sempre, solícita, carente, faminta.
Hoje conversaram.
Ela jogou fora escova de dentes.
Mas continua aguardando...
quarta-feira, agosto 1
terça-feira, julho 31
4:20 da manhã.
Se juízo tivesse, não teria nem aberto os olhos.
Não estava mais acostumada a dormir cedo, mas o cansaço falou mais alto e o dia que chega - o próximo - vai ser puxado.
Deitou ao lado da coisa mais preciosa que possui, ciente que tal fato estraga ambas, mas feliz de ver como ela dormia pacificamente, segura.
Tão bonita...
Ao longo do dia perdeu-se pensando.
Pensando em seu destino, em suas escolhas, em como homens podem ser tão babacas e que sina era aquela que carregava.
Já não dormiu pensando nisso, mas, ao longo do sonho, se perdeu em sequencias de quebra-cabeças - precisava de um novo, o que tinha já não mais a satisfazia.
No meio das sequências, uma memória do passado.
A memória do passado, a urgência do futuro, a fez abrir os olhos e se perder em buscas sem fim no google, revivendo pedaços já esquecidos, já tão antigos.
Não achou o que queria, mas bolou um plano a longo prazo - que ela nem sabe se vai poder cumprir.
Perdeu-se em dores de amor alheias e não se sentiu mais tão sozinha - tinha companheiros de dor.
Se juízo tivesse, não teria nem aberto os olhos.
Não precisa de mais planos.
Precisa de ações.
Mas já tem um novo quebra-cabeças.
Se juízo tivesse, não teria nem aberto os olhos.
Não estava mais acostumada a dormir cedo, mas o cansaço falou mais alto e o dia que chega - o próximo - vai ser puxado.
Deitou ao lado da coisa mais preciosa que possui, ciente que tal fato estraga ambas, mas feliz de ver como ela dormia pacificamente, segura.
Tão bonita...
Ao longo do dia perdeu-se pensando.
Pensando em seu destino, em suas escolhas, em como homens podem ser tão babacas e que sina era aquela que carregava.
Já não dormiu pensando nisso, mas, ao longo do sonho, se perdeu em sequencias de quebra-cabeças - precisava de um novo, o que tinha já não mais a satisfazia.
No meio das sequências, uma memória do passado.
A memória do passado, a urgência do futuro, a fez abrir os olhos e se perder em buscas sem fim no google, revivendo pedaços já esquecidos, já tão antigos.
Não achou o que queria, mas bolou um plano a longo prazo - que ela nem sabe se vai poder cumprir.
Perdeu-se em dores de amor alheias e não se sentiu mais tão sozinha - tinha companheiros de dor.
Se juízo tivesse, não teria nem aberto os olhos.
Não precisa de mais planos.
Precisa de ações.
Mas já tem um novo quebra-cabeças.
segunda-feira, julho 30
...Além disso, cheguei à conclusão hoje de que, para ser plenamente feliz, no conceito que nós imaginamos como felicidade plena - mas que eu sei que é furada, coisa e tal - só me faltam duas coisas na vida.
Duas coisas e tudo estaria o-kay.
Pleno.
É bom quando a gente descobre e assume o que quer, o que falta, o que precisa.
É uma merda realizar o trabalho que vai dar ter essas coisas.
Sorte minha ser persistente.
Acho...
Duas coisas e tudo estaria o-kay.
Pleno.
É bom quando a gente descobre e assume o que quer, o que falta, o que precisa.
É uma merda realizar o trabalho que vai dar ter essas coisas.
Sorte minha ser persistente.
Acho...
quinta-feira, julho 26
domingo, julho 22
E, de repente, 35.
O mau humor demorou a vir, mas veio.
O rewind de vida demorou a vir, mas veio.
Vieram os 35.
Foi um dia frio.
Tirando os abraços dos amigos de curso, foi um dia quase interminável, bastante triste.
Não estava na minha cidade, não estava com a minha família; estava só, longe, amargando a hora da volta.
No metrô algumas lágrimas teimaram em vir.
No aeroporto, porém, eu não era a única só.
Aeroportos sábado à noite são o perfeito retrato da solidão, da urgência e da angústia de voltar para casa.
Estava lá no rapaz que se despediu de seu rapaz aos prantos, na moça que passou uma hora dividindo a vida dela comigo, me fazendo companhia - uma companhia abençoada, um exemplo de vida - nos cantores famosos e seu entourage que atendiam passantes sem jeito para depois se sentarem de cabeça baixa, nos grupos familiares que bebiam chopps supervalorizados para matar o tempo.
O mundo é lindo iluminado lá de cima, mas mais lindo ainda foi voltar, chegar em casa, soprar uma vela e receber abraços de quem importa.
Os amigos guardaram tudo para hoje.
Ele avisou que não vai.
Melhor assim.
Pensei um pouco, reclamei um pouco, deprimi um pouco, mas é isso; 35.
Não deu para gastar muito tempo pensando em tudo que não deu certo até aqui.
Até aqui, pago o preço pelas minhas escolhas de vida e não me arrependo.
E nada na vida é de graça, sem preço.
Daqui pra frente, que venham mais 35.
Não vou lamentar a velhice, a falta de grana, a falta de amor, vou celebrar aquilo que tenho, que conquistei em 35 anos e me fazem ser quem e como eu sou.
Feliz Ano Novo pra mim.
O mau humor demorou a vir, mas veio.
O rewind de vida demorou a vir, mas veio.
Vieram os 35.
Foi um dia frio.
Tirando os abraços dos amigos de curso, foi um dia quase interminável, bastante triste.
Não estava na minha cidade, não estava com a minha família; estava só, longe, amargando a hora da volta.
No metrô algumas lágrimas teimaram em vir.
No aeroporto, porém, eu não era a única só.
Aeroportos sábado à noite são o perfeito retrato da solidão, da urgência e da angústia de voltar para casa.
Estava lá no rapaz que se despediu de seu rapaz aos prantos, na moça que passou uma hora dividindo a vida dela comigo, me fazendo companhia - uma companhia abençoada, um exemplo de vida - nos cantores famosos e seu entourage que atendiam passantes sem jeito para depois se sentarem de cabeça baixa, nos grupos familiares que bebiam chopps supervalorizados para matar o tempo.
O mundo é lindo iluminado lá de cima, mas mais lindo ainda foi voltar, chegar em casa, soprar uma vela e receber abraços de quem importa.
Os amigos guardaram tudo para hoje.
Ele avisou que não vai.
Melhor assim.
Pensei um pouco, reclamei um pouco, deprimi um pouco, mas é isso; 35.
Não deu para gastar muito tempo pensando em tudo que não deu certo até aqui.
Até aqui, pago o preço pelas minhas escolhas de vida e não me arrependo.
E nada na vida é de graça, sem preço.
Daqui pra frente, que venham mais 35.
Não vou lamentar a velhice, a falta de grana, a falta de amor, vou celebrar aquilo que tenho, que conquistei em 35 anos e me fazem ser quem e como eu sou.
Feliz Ano Novo pra mim.
quinta-feira, julho 19
Em meio a tudo isso, comprei dois vestidos novos.
Em meio a tudo isso, decidi que seriam os dois últimos vestidos que eu vou comprar por um longo, longo tempo.
Há muito reclamo, há muito procrastino, mas já quebrei a promessa mais séria que tinha feito a mim mesma: de não voltar a ficar extremamente gorda.
Odeio dieta, odeio privações, odeio absolutamente tudo que a minha genética trouxe neste campo; mas é preciso.
Com urgência.
Em meio a tudo isso, decidi que seriam os dois últimos vestidos que eu vou comprar por um longo, longo tempo.
Há muito reclamo, há muito procrastino, mas já quebrei a promessa mais séria que tinha feito a mim mesma: de não voltar a ficar extremamente gorda.
Odeio dieta, odeio privações, odeio absolutamente tudo que a minha genética trouxe neste campo; mas é preciso.
Com urgência.
quarta-feira, julho 18
Ir assistir a um filme infantil, num shopping, nas férias e
em dia de chuva, é uma tarefa para os fortes.
Tudo na sentença acima grita “programa de silvícola”, mas a
pior, a pior parte mesmo do programa são – pasmem – os pais das criancinhas.
Aquelas pessoas lindas, que ignoram solenemente TODOS
aqueles avisos que passam em áudio e vídeo no início da sessão; e ficam com os
celulares ligados, explicam em alto e bom som para a sala inteira cada cena do
filme para seu rebento, conversam livremente e levantam e sentam quando bem
entendem.
Luz no escuro desvia a atenção, atrapalha.
Se a criança não entende, a gente explica no ouvido.
Falar ao mesmo tempo em que os personagens do filme – seja ele
dublado ou legendado – gera conflito cerebral.
Desfilar na frente dos convivas definitivamente não é de bom
tom.
Não podemos esquecer que prestar atenção se a sua criança não
está, por ventura, chutando a cadeira da frente também não cai mal.
Regras de etiqueta e de convivência pública que 90% das
pessoas, os pais, aquelas pessoas lindas, se esquecem de pôr em prática e
repassar a seus rebentos.
O resultado disso tudo é a criação, numa projeção aritmética
assustadora, de novas pessoas lindas e maravilhosas como eles; que só se
lembram do direito alheio quando os seus próprios direitos são feridos.
(Porque eu não tenho a MENOR sombra de dúvida de que, se
fossem outras pessoas fazendo com eles, paus e pedras iriam rolar facilmente.)
Por conta destas pessoas maravilhosas, pilares da educação;
ir ao cinema, num shopping, nas férias e em dia de chuva, é uma tarefa para os
muito, muito fortes; que saem muito, muito tristes.
(Porém extremamente orgulhosos da sua cria não fazer parte
deste grupo medonho – Graças a Deus, Amém.)
segunda-feira, julho 16
Quando os dois se conheceram, ela se apaixonou.
Eles nunca tiveram nada a ver realmente um com o outro, só amigos em comum.
Ela é Madame, ele Zona Norte.
Ela é fresca, ele não está nem aí pra nada.
Ela gosta de metal, ele de rap.
Ainda assim, nasceu alguma coisa ali.
E eles namoraram brevemente.
Mas, naquela época, ele não era dela. Aí ela dançou.
Só que os anos passaram, e ele volta sempre.
Eles ainda fazem o teatrinho de fingir que não vão transar, conversam um pouco, bebem juntos, mas sempre, sempre acabam na cama.
No início o teatrinho era completo.
No início era amorzinho gostoso, hoje eles fazem sexo. Quase furioso.
Já se amaram, já se beijaram, já brigaram, já fizeram as pazes, choraram juntos e riram muito juntos.
Ela sabe que ele tem um carinho imenso por ela, uma espécie de amor diferente.
Esse amor diferente muda, se transforma, mas entra ano, sai ano ele está ali.
Eles nunca tiveram nada a ver realmente um com o outro, só amigos em comum.
Ela é Madame, ele Zona Norte.
Ela é fresca, ele não está nem aí pra nada.
Ela gosta de metal, ele de rap.
Ainda assim, nasceu alguma coisa ali.
E eles namoraram brevemente.
Mas, naquela época, ele não era dela. Aí ela dançou.
Só que os anos passaram, e ele volta sempre.
Eles ainda fazem o teatrinho de fingir que não vão transar, conversam um pouco, bebem juntos, mas sempre, sempre acabam na cama.
No início o teatrinho era completo.
No início era amorzinho gostoso, hoje eles fazem sexo. Quase furioso.
Já se amaram, já se beijaram, já brigaram, já fizeram as pazes, choraram juntos e riram muito juntos.
Ela sabe que ele tem um carinho imenso por ela, uma espécie de amor diferente.
Esse amor diferente muda, se transforma, mas entra ano, sai ano ele está ali.
A história é bem simplesinha.
Moça conhece rapaz.
Moça fica com o rapaz.
Moça gosta do rapaz.
Moça chama o rapaz para sair 3 vezes, que ela não é muito chegada num amor próprio - e fica com ele de novo nesse meio tempo.
O moço não aparece.
Moça desiste do rapaz.
(Sim, a moça anda saindo com mais de um rapaz; afinal ela é solteira.)
Moça conhece rapaz.
Moça fica com o rapaz.
Moça gosta do rapaz.
Moça chama o rapaz para sair 3 vezes, que ela não é muito chegada num amor próprio - e fica com ele de novo nesse meio tempo.
O moço não aparece.
Moça desiste do rapaz.
(Sim, a moça anda saindo com mais de um rapaz; afinal ela é solteira.)
sábado, julho 14
sexta-feira, julho 13
sábado, junho 23
Aí em meio ao caos de Rio + 20 a pessoa desenvolve uma convicção sangüínea de que não quer estar presente no país quando vier a Copa do Mundo.
Sentindo as delícias e dores da vida adulta, considera seriamente a possibilidade de deixar o banco feliz; pedir um empréstimo a perder de vista e ir de encontro aos desejos mais profundos de seu coração.
Aí a pessoa lembra que em 2016 tem Olimpíadas.
Que não vai dar tempo de se virar nos 30.000 para pagar o empréstimo e pedir outro.
E senta e chora.
Sentindo as delícias e dores da vida adulta, considera seriamente a possibilidade de deixar o banco feliz; pedir um empréstimo a perder de vista e ir de encontro aos desejos mais profundos de seu coração.
Aí a pessoa lembra que em 2016 tem Olimpíadas.
Que não vai dar tempo de se virar nos 30.000 para pagar o empréstimo e pedir outro.
E senta e chora.
quinta-feira, junho 21
Há uns dias atrás eu devaneei sobre ter outro filho.
Um ato absolutamente normal, visto que a minha está crescendo a passos muitíssimos largos; mas, na atual conjuntura, talvez a coisa mais impossível de concretizar que exista no Universo.
Hoje, por outro lado, cheguei à conclusão que a maternidade pra mim não podia ter vindo em hora melhor.
Hoje, com a minha filha mais crescida, fiquei na dúvida se estava ficando muito velha ou muito mau humorada ou as duas coisas - todas as crianças pequenas me pareceram a mesma criança e eu não tenho siricoticos todas as vezes que vejo um bebezinho.
Bebezinhos, em geral, são só bebezinhos.
Depois de um tempo eu passei a desconfiar que não gosto muito de crianças.
Gosto da minha criança.
As crianças de hoje são muito precoces, mal educadas, verdadeiros projetos de tudo que eu mais detesto na humanidade (salma uma ou duas), então eu não gosto muito delas por causa de como os pais vem criando elas.
Talvez esteja velha.
Talvez mau humorada.
Talvez eu tenha só perdido a fé mesmo.
Um ato absolutamente normal, visto que a minha está crescendo a passos muitíssimos largos; mas, na atual conjuntura, talvez a coisa mais impossível de concretizar que exista no Universo.
Hoje, por outro lado, cheguei à conclusão que a maternidade pra mim não podia ter vindo em hora melhor.
Hoje, com a minha filha mais crescida, fiquei na dúvida se estava ficando muito velha ou muito mau humorada ou as duas coisas - todas as crianças pequenas me pareceram a mesma criança e eu não tenho siricoticos todas as vezes que vejo um bebezinho.
Bebezinhos, em geral, são só bebezinhos.
Depois de um tempo eu passei a desconfiar que não gosto muito de crianças.
Gosto da minha criança.
As crianças de hoje são muito precoces, mal educadas, verdadeiros projetos de tudo que eu mais detesto na humanidade (salma uma ou duas), então eu não gosto muito delas por causa de como os pais vem criando elas.
Talvez esteja velha.
Talvez mau humorada.
Talvez eu tenha só perdido a fé mesmo.
quarta-feira, junho 20
Planejando "festinha" de aniversário para suprir carência emocional em nível estantâneo.
Preciso esperar entrevista de emprego para bater martelo na data e me degladiar com a culpa materna - fazer a festa com a filha presente ou ausente - mas já começo a desconfiar que vai ser uma bela duma zona industrial só pela quantidade de ex's e futuros e eternos pretendentes.
Preciso esperar entrevista de emprego para bater martelo na data e me degladiar com a culpa materna - fazer a festa com a filha presente ou ausente - mas já começo a desconfiar que vai ser uma bela duma zona industrial só pela quantidade de ex's e futuros e eternos pretendentes.
segunda-feira, junho 18
Ele é uma coisa que demora a acontecer.
O Primeiro foi, sem exagero, O Amor da Minha Vida.
Mas eu sabia que ele não era Ele.
A gente soube que não ia durar para sempre - com toda a dor que essa sabedoria trouxe junto.
Dele pra lá, muitos aconteceram, a maioria eu achei que podia dar certo.
Podia visualizar uma espécie de futuro e aceitar essa visualização, essa idealização.
Hoje eu acho que cada uma delas teriam feito da minha vida uma coisa que eu não sei se gostaria de viver - da família extremamente católica ao chinelinho no chão na periferia.
E Ele?
Aquele cara que você acha que pode ser O Cara?
Eu aceito prêmios de consolação, aqueles que aparecem e me dão uma certa bola, mas Ele...?
Talvez pudesse ser ele.
Talvez possa ser o outro.
Mas o martelo, a certeza, em 35 anos nunca veio.
Nem Ele.
O Primeiro foi, sem exagero, O Amor da Minha Vida.
Mas eu sabia que ele não era Ele.
A gente soube que não ia durar para sempre - com toda a dor que essa sabedoria trouxe junto.
Dele pra lá, muitos aconteceram, a maioria eu achei que podia dar certo.
Podia visualizar uma espécie de futuro e aceitar essa visualização, essa idealização.
Hoje eu acho que cada uma delas teriam feito da minha vida uma coisa que eu não sei se gostaria de viver - da família extremamente católica ao chinelinho no chão na periferia.
E Ele?
Aquele cara que você acha que pode ser O Cara?
Eu aceito prêmios de consolação, aqueles que aparecem e me dão uma certa bola, mas Ele...?
Talvez pudesse ser ele.
Talvez possa ser o outro.
Mas o martelo, a certeza, em 35 anos nunca veio.
Nem Ele.
Vida profissional essa Linda, em suspenso até o fim do "feriado" carioca.
Enquanto isso, a vida emocional cada vez mais se complica.
Meu Cavaleiro apareceu, está perdido no mundo, como sempre.
Ao mesmo tempo que marca dois encontros reais comigo, que eu sei que ganho uma nova e maior importância também na vida dele, no momento que convido pro meu aniversário:
- Claro! Óbvio! Pode levar gente?
Fazendo a fina, não perguntei que tipo de gente ele iria levar, mas tive tremeliques, confesso.
Ao mesmo tempo, no meu sofá dorme aquele que nesta mesma época ano passado eu achava que pudesse ser O Cara, O Homem, Ele.
Que está aqui desde ontem, que é o primeiro cara que eu recebo em casa com a filha no mesmo ambiente, que é um gentleman, me faz rir, nos levou pra jantar e...Deus!... É abençoado por Zeus!
Tudo gira dentro da minha pequena cabeça.
Enquanto isso, a vida emocional cada vez mais se complica.
Meu Cavaleiro apareceu, está perdido no mundo, como sempre.
Ao mesmo tempo que marca dois encontros reais comigo, que eu sei que ganho uma nova e maior importância também na vida dele, no momento que convido pro meu aniversário:
- Claro! Óbvio! Pode levar gente?
Fazendo a fina, não perguntei que tipo de gente ele iria levar, mas tive tremeliques, confesso.
Ao mesmo tempo, no meu sofá dorme aquele que nesta mesma época ano passado eu achava que pudesse ser O Cara, O Homem, Ele.
Que está aqui desde ontem, que é o primeiro cara que eu recebo em casa com a filha no mesmo ambiente, que é um gentleman, me faz rir, nos levou pra jantar e...Deus!... É abençoado por Zeus!
Tudo gira dentro da minha pequena cabeça.
quinta-feira, junho 14
Chateada com o Dia dos Namorados?
Não. Nem tanto.
De repente descobri que tem 5 anos que não tem namorado nessa data - acostumei.
Teve sim, um momento de pesar, de saudade, de falta dele, que não aparece há alguns dias...
Mas ele é novo, novidade nova, eu ainda sei tão pouquinho dele - e, otária, já apegada.
Pode ser que ele tenha namorada, que eles tenham ido viajar; pode ser que ele tenha ido viajar - mas praonde que não me disse? (Ele sempre me diz.)
Podem ter acontecido um milhão de coisas...
Fato é que ele tem feito falta...
(Num nível de zero a dez, quão carente é uma pessoa que começa achar que está começando a se apaixonar por uma pessoa que ela nunca consegue ver fisicamente de corpo presente?)
Mais preocupada estou/ estava com a falta de dinheiro.
Esse dinheiro que vai existir e nunca existe.
Com como fazer semana que vem, como pagar as contas, alimentar a criança...
Tomei até coragem para ligar pruma pessoa pedindo emprego - coragem MESMO porque eu não sei fazer essas coisas.
Me afundei num livrinho de quinta que comprei numa feirinha há uns meses atrás.
Enquanto quebrava a coluna ao meio (nem as molas ensacadas individualmente conseguem ser eficazes contra a falta de posicionamento), pensava nele e nas contas e nele e nas contas num looping insone alucinante.
Não terminei o livro ainda.
Ele não apareceu ainda.
Não sei como será a semana que vem ainda.
Mas a coluna tá bem melhor.
(Meu dedo ainda vai demorar vários meses para voltar a ficar algo próximo do normal, mas eu vou me virando...)
Não. Nem tanto.
De repente descobri que tem 5 anos que não tem namorado nessa data - acostumei.
Teve sim, um momento de pesar, de saudade, de falta dele, que não aparece há alguns dias...
Mas ele é novo, novidade nova, eu ainda sei tão pouquinho dele - e, otária, já apegada.
Pode ser que ele tenha namorada, que eles tenham ido viajar; pode ser que ele tenha ido viajar - mas praonde que não me disse? (Ele sempre me diz.)
Podem ter acontecido um milhão de coisas...
Fato é que ele tem feito falta...
(Num nível de zero a dez, quão carente é uma pessoa que começa achar que está começando a se apaixonar por uma pessoa que ela nunca consegue ver fisicamente de corpo presente?)
Mais preocupada estou/ estava com a falta de dinheiro.
Esse dinheiro que vai existir e nunca existe.
Com como fazer semana que vem, como pagar as contas, alimentar a criança...
Tomei até coragem para ligar pruma pessoa pedindo emprego - coragem MESMO porque eu não sei fazer essas coisas.
Me afundei num livrinho de quinta que comprei numa feirinha há uns meses atrás.
Enquanto quebrava a coluna ao meio (nem as molas ensacadas individualmente conseguem ser eficazes contra a falta de posicionamento), pensava nele e nas contas e nele e nas contas num looping insone alucinante.
Não terminei o livro ainda.
Ele não apareceu ainda.
Não sei como será a semana que vem ainda.
Mas a coluna tá bem melhor.
(Meu dedo ainda vai demorar vários meses para voltar a ficar algo próximo do normal, mas eu vou me virando...)
terça-feira, maio 29
segunda-feira, maio 21
Lindo demais
Coração é terra que ninguém vê
Quis ser um dia, jardineira
de um coração.
Sachei, mondei - nada colhi.
Nasceram espinhos
e nos espinhos me feri.
Quis ser um dia, jardineira
de um coração.
Cavei, plantei.
Na terra ingrata
nada criei.
Semeador da Parábola...
Lancei a boa semente
a gestos largos...
Aves do céu levaram.
Espinhos do chão cobriram.
O resto se perdeu
na terra dura
da ingratidão
Coração é terra que ninguém vê
- diz o ditado.
Plantei, reguei, nada deu, não.
Terra de lagedo, de pedregulho,
- teu coração. Bati na porta de um coração.
Bati. Bati. Nada escutei.
Casa vazia. Porta fechada,
foi que encontrei...
Coração é terra que ninguém vê
Quis ser um dia, jardineira
de um coração.
Sachei, mondei - nada colhi.
Nasceram espinhos
e nos espinhos me feri.
Quis ser um dia, jardineira
de um coração.
Cavei, plantei.
Na terra ingrata
nada criei.
Semeador da Parábola...
Lancei a boa semente
a gestos largos...
Aves do céu levaram.
Espinhos do chão cobriram.
O resto se perdeu
na terra dura
da ingratidão
Coração é terra que ninguém vê
- diz o ditado.
Plantei, reguei, nada deu, não.
Terra de lagedo, de pedregulho,
- teu coração. Bati na porta de um coração.
Bati. Bati. Nada escutei.
Casa vazia. Porta fechada,
foi que encontrei...
Cora Coralina
sexta-feira, maio 11
Aí a filha se apega numa criança.
Você acha a mãe maneira e convida as duas pra saírem pós festinha.
As mães se adicionam no facebook.
Aí você hiperventila por que descobre que ELE é amigo dela.
Pior, você tem CERTEZA de que ou ele já pegou, ou está se empenhando nisso.
Para o bem ou para o mal, você resolve contar pra ela.
E treme, treme, treme...
Você acha a mãe maneira e convida as duas pra saírem pós festinha.
As mães se adicionam no facebook.
Aí você hiperventila por que descobre que ELE é amigo dela.
Pior, você tem CERTEZA de que ou ele já pegou, ou está se empenhando nisso.
Para o bem ou para o mal, você resolve contar pra ela.
E treme, treme, treme...
Tô eu no salão fina, fazendo as unha pra Festa de Dia das Mães de daqui a pouco e senta uma mocinha do meu lado. Olhei, olhei e perguntei se o filho dela não era da escola da Olívia. Era. Mesma turma.
Aí ela me diz que o filho está apaixonadíssimo pela Olívia, que escreveu um bilhete pra ela, citando:
"Quer casar comigo?
( ) Sim
( ) Não
... É sua última chance!"
Aí eu falei que proibi a Olívia de namorar,etc.
Ela: Mas ele não quer namorar, não! Quer casar!!!
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA HAHA
Foi festa no salão.
****************************************
Que alguma coisa de boa essa semana de merda tem que ter.
****************************************
Tô quase, quase melhorando.
Um pouco pelo menos.
Vou estudar mais.
Como eu vou pagar, é uma incógnita, mas...
Aí ela me diz que o filho está apaixonadíssimo pela Olívia, que escreveu um bilhete pra ela, citando:
"Quer casar comigo?
( ) Sim
( ) Não
... É sua última chance!"
Aí eu falei que proibi a Olívia de namorar,etc.
Ela: Mas ele não quer namorar, não! Quer casar!!!
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Foi festa no salão.
****************************************
Que alguma coisa de boa essa semana de merda tem que ter.
****************************************
Tô quase, quase melhorando.
Um pouco pelo menos.
Vou estudar mais.
Como eu vou pagar, é uma incógnita, mas...
quinta-feira, maio 10
quarta-feira, maio 9
Ninguém pode dizer que a vida não é emocionante - mesmo quando não parece.
Apesar do marasmo, achei que a essa altura, não tinha mais como me surpreender.
Me surpreendo a cada vôo, cada pouso me deixa mais forte em ver como eu não sou, como eu não me deixo ser escrava do medo.
Me surpreendo a cada novo velho amor, sei que ele vai voltar, sabia onde isso ia dar, mas nunca imaginei que poderia terminar algo pelo facebook.
Me surpreendo por cada lágrima derramada, já que sabia que não ia dar certo.
Me surpreendo a cada ritual tribal aprendido, a cada texto choroso que sai em consequência deles.
Me surpreendo a cada novo abraço.
Tudo isso significa que eu ainda sinto alguma coisa.
E isso significa muito.
Apesar do marasmo, achei que a essa altura, não tinha mais como me surpreender.
Me surpreendo a cada vôo, cada pouso me deixa mais forte em ver como eu não sou, como eu não me deixo ser escrava do medo.
Me surpreendo a cada novo velho amor, sei que ele vai voltar, sabia onde isso ia dar, mas nunca imaginei que poderia terminar algo pelo facebook.
Me surpreendo por cada lágrima derramada, já que sabia que não ia dar certo.
Me surpreendo a cada ritual tribal aprendido, a cada texto choroso que sai em consequência deles.
Me surpreendo a cada novo abraço.
Tudo isso significa que eu ainda sinto alguma coisa.
E isso significa muito.
A sensação é de estar sendo intergalaticamente burra.
Mas aí que essa sensação pode valer tanto pra mim, quanto pra ele.
Mas eu sei o que eu quero, vou pagar pela burrice.
O que eu não quero é pagar de novo pela burrice alheia.
Meu peito dói.
As lágrimas escorrem e, sim, sinto-me burra.
Mas é isso.
Não posso mais.
De novo.
Mas aí que essa sensação pode valer tanto pra mim, quanto pra ele.
Mas eu sei o que eu quero, vou pagar pela burrice.
O que eu não quero é pagar de novo pela burrice alheia.
Meu peito dói.
As lágrimas escorrem e, sim, sinto-me burra.
Mas é isso.
Não posso mais.
De novo.
terça-feira, maio 8
Entre os dias 08/05 (Ontem) e 22/05, você estará vivendo o seu aniversário de Vênus! Trata-se de um momento especial, em que o planeta Vênus completa um ciclo revolutivo em torno do Sol. A qualidade deste momento envolve você se perceber mais atraente, como se irradiasse mais beleza. Este também é um momento de renovação da sua vida afetiva, em que você repensará suas prioridades e seus valores no que tange às suas relações. O momento também é propício para cuidar do visual, fazer coisas que lhe dão prazer. O aniversário de Vênus é uma fase em que percebemos que merecemos prazer em nossas vidas. Usufrua!
Bom, o Dia de Princesa já tá marcado pra sexta...
Bom, o Dia de Princesa já tá marcado pra sexta...
domingo, maio 6
quarta-feira, maio 2
Os Quartos de Hotel
Quando chegou ao quarto do hotel, lembrou-se da primeira das muitas viagens que andava fazendo ultimamente.
Naquela noite, ao tentar dormir na imensa cama de casal que lhe havia sido alugada maldisse as noites que já havia passado em claro assistindo aos programas de fantasma que tanto gostava.
Naquele quarto estranho, com um leve descascado na parede e um branco onde havia estado um quadro, tudo o que ela conseguia pensar é que teria visitas à noite.
Os programas a divertiam, as histórias de seus autores favoritos também, mas ela não fazia a menor questão de verificar se eram reais ou não.
Morria de medo de aparecer uma figura por trás de si no espelho do banheiro.
Ou descobrir algo morando nos armários.
De protagonizar aquela famosa cena onde uma força invisível puxa o lençol ou você recebe um abraço de madrugada de alguém que não deveria estar lá.
Em casa, no território que ela dominava e era mestre, nenhum desses medos a assaltava no nível que estavam chegando hoje.
Mas aquele quarto, era um quarto desconhecido.
Por mais absurdo que fosse, e apesar de seus cabelos brancos, achou mais seguro dormir com as luzes acesas.
Isso foi no primeiro quarto.
Desta vez, recebeu um quarto com três camas de solteiro.
Achou divertida a idéia de que pudesse ter companhias invisíveis. Apagou as luzes, sonhou como há muito não sonhava.
Acordou e encontrou as outras camas desarrumadas.
Naquela noite, ao tentar dormir na imensa cama de casal que lhe havia sido alugada maldisse as noites que já havia passado em claro assistindo aos programas de fantasma que tanto gostava.
Naquele quarto estranho, com um leve descascado na parede e um branco onde havia estado um quadro, tudo o que ela conseguia pensar é que teria visitas à noite.
Os programas a divertiam, as histórias de seus autores favoritos também, mas ela não fazia a menor questão de verificar se eram reais ou não.
Morria de medo de aparecer uma figura por trás de si no espelho do banheiro.
Ou descobrir algo morando nos armários.
De protagonizar aquela famosa cena onde uma força invisível puxa o lençol ou você recebe um abraço de madrugada de alguém que não deveria estar lá.
Em casa, no território que ela dominava e era mestre, nenhum desses medos a assaltava no nível que estavam chegando hoje.
Mas aquele quarto, era um quarto desconhecido.
Por mais absurdo que fosse, e apesar de seus cabelos brancos, achou mais seguro dormir com as luzes acesas.
Isso foi no primeiro quarto.
Desta vez, recebeu um quarto com três camas de solteiro.
Achou divertida a idéia de que pudesse ter companhias invisíveis. Apagou as luzes, sonhou como há muito não sonhava.
Acordou e encontrou as outras camas desarrumadas.
terça-feira, maio 1
É só um batom
É um batom.
Mas poderia, pela aparência, ser uma pequena lanterna. Daquelas que cabem no bolso, na palma da mão, que a gente usa em casos de emergência.
Dali sairia uma luzinha, não tão potente quanto a de uma grande lanterna, mas forte o suficiente para ajudar a achar o assento no escuro do cinema.
Poderia ser uma pequena lanterna, daquelas que quando acaba a bateria, você joga fora.
Made in Taiwan.
10 Reais no camelô.
É um batom.
Mas poderia ser uma pilha. De nova geração, que dura mais. Regarregável, talvez. Para sempre e sempre.
Com um novo design.
De um famoso e badalado designer.
Pela cor, público alvo feminino. Coisa do futuro.
Vida Jetsons.
É um batom.
Mas poderia ser um perfume.
Os melhores cheiros, nos menores frascos. Nunca mais cheiro de suor em jantares surpresa.
Sofisticação, madeira, flores e algo mais dentro de um pequeno frasco, vendido a um preço alto, disponível numa bolsa de mão a qualquer hora do dia ou da noite.
É um batom.
Mas poderia ser uma caixinha. Uma caixinha com formato diferente. Para guardar pílulas e pequenos brincos, quem sabe até um colar.
Para usar em viagens.
Esconder dinheiro.
Drogas ilícitas.
Caixinha prata multiuso.
Você compra, você escolhe.
É um batom.
Mas poderia ser um giz de cera.
Um giz de cera poderoso, lavável - para alegria das mães - de princesa ou Cavaleiro Jedi. Que soltasse cores e mais cores pelos papéis, pelas paredes, pelo mundo todo.
Mas é só um batom, no fim das contas.
Mas poderia, pela aparência, ser uma pequena lanterna. Daquelas que cabem no bolso, na palma da mão, que a gente usa em casos de emergência.
Dali sairia uma luzinha, não tão potente quanto a de uma grande lanterna, mas forte o suficiente para ajudar a achar o assento no escuro do cinema.
Poderia ser uma pequena lanterna, daquelas que quando acaba a bateria, você joga fora.
Made in Taiwan.
10 Reais no camelô.
É um batom.
Mas poderia ser uma pilha. De nova geração, que dura mais. Regarregável, talvez. Para sempre e sempre.
Com um novo design.
De um famoso e badalado designer.
Pela cor, público alvo feminino. Coisa do futuro.
Vida Jetsons.
É um batom.
Mas poderia ser um perfume.
Os melhores cheiros, nos menores frascos. Nunca mais cheiro de suor em jantares surpresa.
Sofisticação, madeira, flores e algo mais dentro de um pequeno frasco, vendido a um preço alto, disponível numa bolsa de mão a qualquer hora do dia ou da noite.
É um batom.
Mas poderia ser uma caixinha. Uma caixinha com formato diferente. Para guardar pílulas e pequenos brincos, quem sabe até um colar.
Para usar em viagens.
Esconder dinheiro.
Drogas ilícitas.
Caixinha prata multiuso.
Você compra, você escolhe.
É um batom.
Mas poderia ser um giz de cera.
Um giz de cera poderoso, lavável - para alegria das mães - de princesa ou Cavaleiro Jedi. Que soltasse cores e mais cores pelos papéis, pelas paredes, pelo mundo todo.
Mas é só um batom, no fim das contas.
Previsões para maio
Algumas mudanças importantes já começaram a acontecer no mês de abril e seguem adiante neste mês de maio. No entanto não foram e não serão dolorosas, pois as finalizações brotam da consciência da necessidade de encerrar um ciclo e iniciar um outro mais maduro e consistente. O importante triângulo de terra que acontece no céu envolve seus relacionamentos afetivos e parcerias comerciais, as amizades, os acordos de negócios e contratos com grandes empresas. Todos os assuntos relacionados a estes temas serão abordados em seus dias durante todo mês.
O Sol no signo de Touro se aproxima cada vez mais de Júpiter no mesmo signo e já vem mobilizando essas questões. No entanto, entre os dias 8 e 15 as energias se tornam mais poderosas e um importante acordo de negócios ou um contrato pode ser firmado.
As amizades estarão bastante presentes em sua vida no decorrer de todo mês e sua vida social ganha um novo colorido com muito movimento, diversão, festas e eventos. Alguns acontecimentos podem ser marcantes, como um encontro amoroso que pode acontecer por meio de um antigo amigo.
Vênus continua em Gêmeos durante todo mês e começa um movimento retrógrado no dia 16, o que pode ocasionar certo mal estar emocional. Atrasos e revisões podem fazer parte desse período.
Você estará mais fechado e introspectivo do que nunca, pois muitas avaliações e revisões serão feitas especialmente sobre escolhas do passado. As consequências dessas escolhas estarão bastante presentes durante este mês. No dia 20, o Sol e a Lua entram no signo de Gêmeos e marcam o início de um novo ciclo Lunar envolvendo um eclipse e essa tendência à reflexão fica ainda mais forte.
É hora também de cuidar de sua saúde, se dedicar a uma nova dieta e a um programa de exercícios moderados, pois sua energia vital diminui nesse período. Portanto, banhos energéticos, meditação e yoga, exercícios de relaxamento e respiração serão muito bem vindos durante todo mês. Aproveite também para fazer exames de rotina.
So be it.
quinta-feira, abril 26
Coisas que a gente deve aprender pra vida:
- Logo ali não existe.
- Se a gente pedir muito, vai conseguir.
É meu momento Morrissey.
Eu reclamava que nunca viajava, agora viajo quase todos os finais de semana.
Sinto falta dos meus amigos, da minha filha, da minha casa - que está de pernas pro ar.
Eu reclamava que estava sozinha.
(re) Apareceu uma pessoa. Boa, que não reclama, que obedece e quer estar comigo quando eu posso.
O problema é que agora não posso muito.
Heaven knows I'm miserable now.
E nós estamos só em abril...
- Logo ali não existe.
- Se a gente pedir muito, vai conseguir.
É meu momento Morrissey.
Eu reclamava que nunca viajava, agora viajo quase todos os finais de semana.
Sinto falta dos meus amigos, da minha filha, da minha casa - que está de pernas pro ar.
Eu reclamava que estava sozinha.
(re) Apareceu uma pessoa. Boa, que não reclama, que obedece e quer estar comigo quando eu posso.
O problema é que agora não posso muito.
Heaven knows I'm miserable now.
E nós estamos só em abril...
quarta-feira, abril 25
terça-feira, abril 24
A Saga Metal Open Air, pra mim, começou cedo – é preciso contar isso antes de tudo. Dos amigos que foram aqui do Rio, fui uma das primeiras a encampar a viagem.
Um amigo que já estava lá contava pelo Facebook que a troca dos ingressos, que deveria ser feita a partir de quinta às 9 da manhã, não estava sendo feita. Os palcos ainda estavam sendo montados e a luz sendo instalada. O pessoal que optou por ficar no camping reclamava que entrava quem quisesse e que não havia um pingo de infraestrutura.
O Parque Independência é um lugar enoooooooooooooooooooooorme. Fica numa área pobre da cidade e é conhecido por abrigar feiras agropecuárias, festas sertanejas e afins.
Os primeiros seguranças foram avistados por nós somente por volta de 10 horas da noite. E, para onde eles foram, seria uma boa pergunta... Vimos aquela leva e mais nenhuma.
Soubemos de vários casos de assaltos, onde quem roubava era o próprio pessoal que havia sido “contratado” como apoio. Alguém levou uma facada. Celulares sumiam como água.
Aí ficamos sabendo que o produtor local tem esse mau hábito de anunciar grandes shows e desaparecer. Esse já seria o terceiro ou quarto. Que ele já havia sido preso. Que até a semana anterior o povo local sequer achava que o festival ia acontecer mesmo.
A manhã passou nesse clima de luto.
Não tenho costume e/ou dinheiro para ir a festivais em outros estados, mas, este ano, resolvi me dar este presente.
Comprei minhas passagens ainda em dezembro de 2011, assim como o ingresso e o pacote de traslado e hotel; e passei a acompanhar as notícias. Nesta época, ainda não existia toda a escalação de bandas, só a promessa de que seria o maior festival de heavy metal do Brasil, com a idéia de que ele se tornasse anual e pudesse ser comparado a outros que acontecem ao redor do mundo e que são sonho de consumo para a grande maioria dos headbangers que eu conheço.
Cada anúncio ao longo destes meses foi comemorado. A produção demorava em dar respostas às dúvidas que muitos tinham, mas a coisa ia tomando forma e a animação de poder estar lá aumentava.
Não havia visto a grande maioria das bandas ao vivo e a idéia de passar 3 dias enfurnada no meio disso tudo me parecia algo bem próximo do Paraíso.
Foram 4 meses de prestações e antecipações.
Dois dias antes do início do festival a coisa começou a desandar: as primeiras bandas nacionais começaram a cancelar suas participações. Em comunicados espalhados pela rede nos contavam que a produção não havia depositado o cachê, não havia enviado passagens e não atendia aos telefonemas deles.
Na véspera, de hora em hora saía mais algum comunicado semelhante. Até o final da noite eu havia contado 6 pronunciamentos. Neste dia também veio a notícia de que o Venom não mais tocar por que os vistos teriam sido enviados para a África ao invés do Brasil.
Num grande jornal que a produção estivera reunida com o PROCON e havia saído de lá com uma lista de ajustes a serem feitos até 13hs do dia seguinte mediante o cancelamento efetivo do festival. Um dos ajustes dizia respeito ao estúdio de tatuagem, a produção desistiu ali de instalar o mesmo. Era mais fácil.
Às 9 horas da noite, de malas prontas e tudo o mais, sentei-me na sala e comuniquei aos amigos que havia desistido da viagem por conta de todas estas notícias assustadoras. Não sentia a menor vontade de cruzar o País e receber a notícia de que o festival não ia acontecer assim que desembarcasse no aeroporto.
Por várias horas a decisão permaneceu comigo, mas vários telefonemas depois, os amigos me convenceram a ir de qualquer jeito – a viagem já estava paga mesmo, eles estavam lá, as bandas internacionais, em sua grande maioria, também. Era inimaginável para todos nós que tudo, tudo, tudo fosse de fato cancelado.
A essa altura, já sabíamos que não ia ser nada do que nos havia sido prometido, vendido e acordado, mas estávamos todos a caminho para tentar fazer acontecer.
Na sexta-feira, dia 20 de abril, dia marcado para início do festival, as notícias não paravam de chegar.
O Blind Guardian estava no meu avião, várias camisas pretas enfeitavam o aeroporto. Isso era um consolo.
Pisei em São Luis 12:30.
Pela programação divulgada, a essa hora o festival já devia ter começado há duas horas, mas nada tinha acontecido ainda.
Meus amigos estavam do lado de fora do Parque Independência há horas, debaixo do sol quente, sem banheiros e comida disponíveis, tentando obter suas pulseiras – a produção alegava atraso na confecção das mesmas, mas o problema deles foi outro. A previsão era de que nada fosse começar antes das 3 da tarde.
Por conta dos updates, não me preocupei em correr, cheguei ao Parque tarde e acabei perdendo a banda que talvez mais quisesse ver, o Orphaned Land. Mas, sim, a primeira banda começou a tocar às 3 da tarde mesmo.
A tal pulseirinha de identificação não passava de uma fita do Senhor do Bonfim com o logotipo do festival – que começou a sair logo no primeiro banho.
O vislumbre do que poderia ser o festival ali dentro era de cortar o coração de qualquer pessoa – não só de quem estava lá.
A área do camping, como já foi amplamente divulgado, era mesmo dentro dos estábulos. Cada casinha tinha um nome fofo pintado em cima do portão “Alojamento Manowar”, “Alojamento Judas Priest”, e por aí vai... A única proteção para esta área era uma espécie de cerca de placas de metal, que era aberta na marra por quem quisesse entrar. Soubemos que lá dentro as pessoas estavam pegando água dos cochos dos cavalos e que haviam pessoas lá dentro a pão e água.
Do lado de fora existia uma quantidade enorme de casinhas, que deveriam servir de restaurantes – as prometidas churrascarias. De fato, duas serviam um picadinho de carne esquisito, mas que todos acabamos comendo e estamos em pé pra contar; outra um prato de yakisoba. Não existiam outras opções e ficamos à mercê da demanda da galera – se uma barraca tinha comida, as outras não tinham. Era como se fosse um rodízio, saía uma rodada de pratos em uma, 40 minutos depois em outra, e você comia o que tinha a R$10,00 sem poder reclamar.
Haviam outras casinhas também: os banheiros.
A maior parte deles não tinha porta nos “reservados” e também não tinha privada. Era um buraco no chão e sinta-se feliz. Descobrimos um que tinha as portas ainda, a salvação, porque ali também entrava quem quisesse – mulheres, homens... – íamos ao banheiro em grupo. As paredes coalhadas de traças, formigas e graças a Deus foi só isso que eu vi.
A maior parte deles não tinha porta nos “reservados” e também não tinha privada. Era um buraco no chão e sinta-se feliz. Descobrimos um que tinha as portas ainda, a salvação, porque ali também entrava quem quisesse – mulheres, homens... – íamos ao banheiro em grupo. As paredes coalhadas de traças, formigas e graças a Deus foi só isso que eu vi.
Apesar de terem nos dito que o patrocínio era da Budweiser, havia barraquinhas com emblema da Skol, da Bhrama... Com dinheiro, de sede ninguém morria, pelo menos.
Os palcos estavam lindos – pra nós que estávamos de fora –agora o camarote vip deve ter despertado a ira de muita gente. A idéia era que ele fosse construído na lateral para não atrapalhar ninguém e que as bandas fossem para lá depois. Que eu saiba ou tenha visto, isso também não funcionou. O camarote existiu, mas era mais jogo ficar na platéia e banda por lá...
Neste primeiro dia, nos palcos principais, apenas 3 bandas nacionais não tocaram. A tal boate/ palco El Diablo nós achamos que nem montada foi, porque não vimos em lugar nenhum.
E assim tivemos shows incríveis. O Destruction foi maravilhoso, o Exodus me surpreendeu demais, demais da conta! O Symphony X veio com o melhor showman da noite. Megadeth foi ruim. O Mustaine parou o show diversas vezes, a voz dele não estava boa. Todos os shows foram curtos, para compensar os atrasos do dia, ainda assim, quando se olhava em volta, dava alegria no coração estar fazendo parte daquilo. O lugar não estava lotado, mas também não estava às moscas. Pelo menos metade da área de shows estava tomada por pessoas de todo o Brasil.
Um momento digno de registro neste dia foi quando o Edu Falaschi – do qual eu não sou fã, diga-se de passagem – disse que ia tocar o set list inteiro, sim, uma vez que ele estava tocando de graça. Aí vocês já entenderam o recado.
Apesar de sairmos esperançosos, no meio dos shows já havíamos recebido a notícia de que o Saxon também não ia mais tocar.
No ônibus da volta, um grupo declarou em alto e bom som estar desistindo da viagem, outro seguiu direto para delegacia – começaram os furtos, eles haviam perdido tudo.
Não sabíamos o que esperar para o dia seguinte.
Sábado foi, de longe, o dia mais tenso.
Já acordamos com a notícia que o Rock n Roll Allstars também não ia mais tocar.
Como o clima era de incerteza geral, chegamos por volta de 2 da tarde.
O Parque estava bem mais vazio que no dia anterior, mas o povo esperava pacientemente.
Nessa hora começou a chover uma das famosas chuvas maranhenses. Nos abrigamos numa tenda da Prefeitura e começou a emoção.
Em pouco tempo os celulares começaram a tocar e começamos a receber notícias de que os palcos estavam sendo desmontados e que o festival havia sido, enfim, cancelado. Do meu celular veio a informação que não veríamos mais o Anthrax, nem Glenn Hughes, que havia a probabilidade do cancelamento ser efetivo, que já haviam carros de polícia em frente ao palco e que deveríamos sair correndo dali.
Um rapaz declarou: “O sonho acabou”.
Juntei os amigos próximos e nos afastamos de perto. Precisávamos juntar o resto do grupo. Paramos no único caixa eletrônico existente no Parque – cena de Walking Dead, uma casinhola abandonada com pedaços de caixas de papelão espalhados – onde podíamos ver pessoas chegando e pessoas saindo.
Neste momento, um dos produtores resolveu fazer um pronunciamento.
Fez um Mea culpa confessando que não havia pago as bandas ou os prestadores de serviços – disse, disse e não explicou nada – mas que a gente tivesse paciência que eles precisavam de mais 2 horas para remontar o palco e fazer pelo menos alguns shows.
Sim, o palco, ao invés de 2, eles montariam de novo só um.
A tensão diminuiu um pouco e todos se puseram a esperar – de novo.
Nos refugiamos na casinha do Samu que não era no meio da muvuca, mas perto o suficiente para que pudéssemos ver ou ouvir coisas e, em turnos, fomos colher informações.
O pessoal do Samu me contou, então, que estavam mortos de vergonha. Nunca na história da cidade havia acontecido um evento tão mal ajambrado. A carne que estava chegando naquele dia quem havia mandado era a Prefeitura, que também havia cedido de graça o terreno para que o Festival acontecesse.
As pizzas que chegaram no início da tarde foi o filho de uma das enfermeiras que pediu à pizzaria que levasse para o evento porque o povo não tinha o que comer – inicialmente elas foram vendidas, mas por volta de 10 da noite, o pessoal da pizzaria abandonou o posto e pegou quem quis.
Enquanto isso, carros de polícia passavam por nós, assim como uma tropa montada a cavalo.
Então o Ácido subiu ao palco.
Por mais que houvesse desanimação geral, quem ainda estava lá foi ver. Dois outros shows se seguiram e chegavam informações de que haviam vans chegando com outras bandas.
O Korzus subiu ao palco.
Fez um discurso e um show que quase lavou a alma de quem insistia.
Aí começaram a desmontar o palco de novo.
O pessoal do merchandise foi orientado a guardar tudo correndo.
A tensão voltou a aumentar.
E o show acabou.
Ao contrário do previsto, o que se via era uma turba tristíssima, arrasada, saindo com o rabo entre as pernas.
Uma cena que, pra mim, é até difícil descrever.
Ninguém quebrou nada, gritou, armou confusão, as pessoas simplesmente foram embora.
As bandas chegaram a ir até o Parque, mas já não havia mais segurança ou estrutura que tornasse possível que elas tocassem. Em nota oficial o Blind Guardian disse que, em 25 anos de carreira nunca haviam cancelado um show, mas que não existiam condições de realizarem aquele show.
Domingo.
No saguão do hotel, todos dividíamos a frustração.
Alguns tentavam voltar mais cedo para casa, nós passamos uma lista recolhendo contatos das pessoas na intenção de entrarmos com uma ação conjunta, todos se reuniam em volta dos computadores para acompanhar as últimas notícias, um produtor mandou surrar o outro, que empurrava a responsabilidade para o outro...
Pessoas faziam o check in no nosso hotel vindos do camping, uma vez que a polícia não aconselhou que eles continuassem por lá.
À tarde fomos passear – já que não existiam muitas outras opções – e o que se via por toda a orla eram camisas pretas. Acabamos escolhendo um quiosque em que puseram Slayer para tocar por conta dos clientes que lá estavam.
Conversei com taxistas, o pessoal do hotel, do aeroporto e todos estavam tão chateados quanto nós.
Ontem, o que se via, de novo, era um aeroporto coalhado de preto.
Sim, tinha gente acampada na porta e dormindo lá dentro.
Das quarenta e tantas bandas que iam tocar, treze subiram no palco, as outras que foram ficaram por lá, atenderam os fãs, mostraram sua indignação. Tiro o chapéu para cada uma delas – que tocou ou foi e esperou até o último momento.
O bom da viagem foi ter conhecido uma porção de gente nova, de diferentes cantos do Brasil. Um pessoal que fez esforço pra ir, muitos deixando família em casa, e que foi o segurou a onda na hora de rir da própria desgraça.
O prejuízo que ficou é IMENSO.
O estado do Maranhão ficou manchado por ter sido palco disso– ainda que todos de lá que eu conheci tenham feito de tudo para ajudar.
O Brasil fica ainda mais comprometido com as bandas de fora. Se antes eles já cobravam um cachê mais elevado por conta dos riscos, agora vai ficar ainda pior. Num cenário que já é malvisto isso é muito, muito danoso.
Pelos próximos anos, acho difícil que alguém consiga sequer orquestrar um novo festival de heavy metal sem que a sombra do M.O.A. paire em cima. Muita gente comprou a idéia e deu com os burros n’água. Eu mesma fui, fiz parte, e não me envergonho por ter acreditado que podia ter dado certo. Mas vou ter ressalvas para sempre.
É surreal como tão pouca gente pode fazer mal a um número tão grande de pessoas.
Nós até tivemos sorte. Estávamos em hotel, tínhamos um grupo bem bacana, mas muita, muita gente não.
quarta-feira, abril 18
E eu mal cheguei e já tenho que ir de novo...
Vai ser um ano longo...
Doloroso...
Solitário...
Nenhum projeto anda, dois meses e nada mudou mudado.
Novas pessoas aparecem - isso é a parte boa.
Novas conexões se formam, mas a principal novidade é velha, é revival, é perigosa e ao mesmo tempo consoladora.
A vida anda não muito boa, cansativa, meio sem rumo em meio a tantos e tantos rumos diferentes...
Vai ser um ano longo...
Doloroso...
Solitário...
Nenhum projeto anda, dois meses e nada mudou mudado.
Novas pessoas aparecem - isso é a parte boa.
Novas conexões se formam, mas a principal novidade é velha, é revival, é perigosa e ao mesmo tempo consoladora.
A vida anda não muito boa, cansativa, meio sem rumo em meio a tantos e tantos rumos diferentes...
terça-feira, abril 10
(...) já estivera apaixonado antes, é claro, e havia sobrevivido para contar a história. (...) E, por experiência própria, o amor sempre terminava em amargura. Sem dúvida, ele era doce por uns tempos, mas nunca durava o suficiente para justificar as conseqüências: as semanas de auto-recriminação, os meses de insônia, os anos de solidão. Sempre que um romance terminava, ele dizia a si mesmo que nunca mais cairia nas teias do amor. Decidia, então, permanecer no mar, onde se mantinha a salvo de seus próprios apetites.
Clive Barker - Galilee
Clive Barker - Galilee
sábado, março 31
sábado, março 24
quinta-feira, março 22
Aí você precisa MUITO de uma coisa sua que está com outra pessoa.
Você de-tes-ta incomodar e quer manter a educação – fazem já 4 meses que você pede de volta.
Você manda e-mail, manda mensagem, fala sozinha no chat, implora, briga por 3 dias seguidos...
Você SABE que a pessoa leu cada etapa da sua agonia, mas ela sequer responde um “foda-se”.
Nessas horas me dá uma vontade imensurável de nunca mai...s ajudar ninguém – já devia ter aprendido certas coisas a essa altura da vida – e uma sensação mega ruim; misto de outra gama de sensações tão grande que nem dá pra explicar...
Na minha cartilha não existe explicação pra isso tudo – não consigo entender, não consigo mesmo – por isso tanto descontentamento hoje.
Você de-tes-ta incomodar e quer manter a educação – fazem já 4 meses que você pede de volta.
Você manda e-mail, manda mensagem, fala sozinha no chat, implora, briga por 3 dias seguidos...
Você SABE que a pessoa leu cada etapa da sua agonia, mas ela sequer responde um “foda-se”.
Nessas horas me dá uma vontade imensurável de nunca mai...s ajudar ninguém – já devia ter aprendido certas coisas a essa altura da vida – e uma sensação mega ruim; misto de outra gama de sensações tão grande que nem dá pra explicar...
Na minha cartilha não existe explicação pra isso tudo – não consigo entender, não consigo mesmo – por isso tanto descontentamento hoje.
quarta-feira, março 21
quarta-feira, março 14
quarta-feira, março 7
No carnaval eu disse não.
Apesar das palavras, apesar do buraco no meu peito, apesar das lágrimas derramadas, apesar de estar precisando desesperadamente de carinho e dessa ilusão.
Eu disse não.
Hoje à tarde tive um sonho lindo.
Um sonho com uma pessoa que nem sabe que eu existo.
Estávamos todos felizes e tinha amor no ar.
Eu acordei.
Para coroar, que eu já quis muito voltou a procurar.
Para este diria sim.
Mesmo sabendo do buraco que tenho no peito, das lágrimas que viria a derramar, de estar precisando desesperadamente de carinho e dessa ilusão.
Eu disse sim.
Mas não vai acontecer.
E assim a vida segue...
Apesar das palavras, apesar do buraco no meu peito, apesar das lágrimas derramadas, apesar de estar precisando desesperadamente de carinho e dessa ilusão.
Eu disse não.
Hoje à tarde tive um sonho lindo.
Um sonho com uma pessoa que nem sabe que eu existo.
Estávamos todos felizes e tinha amor no ar.
Eu acordei.
Para coroar, que eu já quis muito voltou a procurar.
Para este diria sim.
Mesmo sabendo do buraco que tenho no peito, das lágrimas que viria a derramar, de estar precisando desesperadamente de carinho e dessa ilusão.
Eu disse sim.
Mas não vai acontecer.
E assim a vida segue...
segunda-feira, março 5
Tem gente que nasceu pra coisa.
Tem gente que não se importa em absoluto.
Tem gente que acha que voar é coisa pra passarinho.
Eu sou dessas.
E quem acha isso sempre vai ser incompreendido.
É muito difícil explicar a espécie de pavor que sinto toda vez que adentro um avião.
É uma coisa que acontece na decolagem, durante o vôo e no pouso - ou seja, não tem intervalo.
O trabalho mental tem que ser fortíssimo.
Não importa quantas vezes você repita pra si mesma que uma quantidade bizarra de aviões levantam vôo, voam e pousam todos os dias de todos os lugares do mundo; não importa que você fique esperando a sua vez de embarcar vendo centenas de pessoas chegando e saindo sãs e salvas; quando chega a sua vez, aquilo tudo parece muito, muito errado.
É que nem viajar de ônibus - você tenta se convencer - acontece que ônibus chacoalha quando tem buraco na pista e tal, ali chacoalha sem ter nada embaixo. Não tem nada embaixo!
Ou melhor, tem. Mas láááááááááááááááááááááááááááá embaixo.
Caiu, morreu.
No Ilha de Lost for you.
Tem gente que dorme, gente que passeia, gente que joga joguinho.
Você tenta ler.
Tenta dormir.
Tenta ver um seriado.
Mas aí o negócio balança, o estômago embrulha, tudo arrepia.
É uma das sensações mais desconfortáveis que existem na face da terra.
Sem brincadeira.
É tudo muito errado e pouco natural.
Maravilhoso do ponto prático da coisa, mas pouco natural.
Esse ano eu vou brincar muito de passarinho por necessidade.
E azar o meu se isso vai ser bom pra mim, né?
Tem gente que não se importa em absoluto.
Tem gente que acha que voar é coisa pra passarinho.
Eu sou dessas.
E quem acha isso sempre vai ser incompreendido.
É muito difícil explicar a espécie de pavor que sinto toda vez que adentro um avião.
É uma coisa que acontece na decolagem, durante o vôo e no pouso - ou seja, não tem intervalo.
O trabalho mental tem que ser fortíssimo.
Não importa quantas vezes você repita pra si mesma que uma quantidade bizarra de aviões levantam vôo, voam e pousam todos os dias de todos os lugares do mundo; não importa que você fique esperando a sua vez de embarcar vendo centenas de pessoas chegando e saindo sãs e salvas; quando chega a sua vez, aquilo tudo parece muito, muito errado.
É que nem viajar de ônibus - você tenta se convencer - acontece que ônibus chacoalha quando tem buraco na pista e tal, ali chacoalha sem ter nada embaixo. Não tem nada embaixo!
Ou melhor, tem. Mas láááááááááááááááááááááááááááá embaixo.
Caiu, morreu.
No Ilha de Lost for you.
Tem gente que dorme, gente que passeia, gente que joga joguinho.
Você tenta ler.
Tenta dormir.
Tenta ver um seriado.
Mas aí o negócio balança, o estômago embrulha, tudo arrepia.
É uma das sensações mais desconfortáveis que existem na face da terra.
Sem brincadeira.
É tudo muito errado e pouco natural.
Maravilhoso do ponto prático da coisa, mas pouco natural.
Esse ano eu vou brincar muito de passarinho por necessidade.
E azar o meu se isso vai ser bom pra mim, né?
domingo, março 4
sexta-feira, março 2
quinta-feira, março 1
sábado, fevereiro 25
Ontem, pela primeira vez, ouvi a voz da senhorinha que me lembra a catadora de arroz.
Dessa vez quem andava era eu.
Ela estava sentada no muro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, me sorriu e pediu uma moeda.
Eu não tinha, de verdade.
Murmurei um "não tenho, querida" e continuei andando na pressa das pessoas em hora de almoço das cidades grandes.
Tive pena de não ter uma ou mais moedas comigo.
Do outro lado da rua, uma conhecida querida me acenou e mandou beijos - gosto de pensar que foi um prêmio por esse pesar.
Ela tinha uma voz doce e na rua fazia muito, muito calor.
Hoje, pela primeira vez, fui sinházinha declarada para alguém.
Mais uma caminhada e mais uma hora de almoço.
Hoje estava com uma colega de trabalho.
O restaurante que queríamos estava fechado, acendi um cigarro e, assim que nos viramos para pegarmos um outro caminho, ouvimos:
"- Sinházinha! Sinházinha!"
Apesar de provavelmente já termos vivido situações de sinházinhas, nenhuma das duas sequer cogitou a possibilidade de que os gritos nos dissessem respeito.
Eis que surge a dona da voz.
Uma senhora, de paninho na cabeça, chinelo nos pés, a sobreposição de roupas que só certas pessoas conseguem fazer e...
"-Sinházinha, acende aqui pra mim, por favor?"
...Com um toco de cigarro nas mãos.
Essas coisas acontecem rápido na vida da gente - pensei em oferecer um cigarro inteiro, em dizer que ela não precisava me chamar de sinházinha, mas apenas estendi o meu e deixei ela acender o dela.
Ambas seguimos então nossos caminhos, cada uma para um lado diferente.
Ela feliz, eu, um pouco perplexa.
Como tenho ficado quase que diariamente com alguma pequena coisa.
Dessa vez quem andava era eu.
Ela estava sentada no muro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, me sorriu e pediu uma moeda.
Eu não tinha, de verdade.
Murmurei um "não tenho, querida" e continuei andando na pressa das pessoas em hora de almoço das cidades grandes.
Tive pena de não ter uma ou mais moedas comigo.
Do outro lado da rua, uma conhecida querida me acenou e mandou beijos - gosto de pensar que foi um prêmio por esse pesar.
Ela tinha uma voz doce e na rua fazia muito, muito calor.
Hoje, pela primeira vez, fui sinházinha declarada para alguém.
Mais uma caminhada e mais uma hora de almoço.
Hoje estava com uma colega de trabalho.
O restaurante que queríamos estava fechado, acendi um cigarro e, assim que nos viramos para pegarmos um outro caminho, ouvimos:
"- Sinházinha! Sinházinha!"
Apesar de provavelmente já termos vivido situações de sinházinhas, nenhuma das duas sequer cogitou a possibilidade de que os gritos nos dissessem respeito.
Eis que surge a dona da voz.
Uma senhora, de paninho na cabeça, chinelo nos pés, a sobreposição de roupas que só certas pessoas conseguem fazer e...
"-Sinházinha, acende aqui pra mim, por favor?"
...Com um toco de cigarro nas mãos.
Essas coisas acontecem rápido na vida da gente - pensei em oferecer um cigarro inteiro, em dizer que ela não precisava me chamar de sinházinha, mas apenas estendi o meu e deixei ela acender o dela.
Ambas seguimos então nossos caminhos, cada uma para um lado diferente.
Ela feliz, eu, um pouco perplexa.
Como tenho ficado quase que diariamente com alguma pequena coisa.
quinta-feira, fevereiro 23
quarta-feira, fevereiro 22
Há dias.
Eu me deito, e tudo o que eu consigo pensar é no dia 02.
Se vou me achar.
Quanto vou gastar.
Se volto inteira.
Como vou explorar o que, pra mim, é um novo mundo.
Uma amiga disse que ia ser bom preu "sair da bolha".
Mas eu gosto da bolha.
Nela, eu tenho tudo sob controle.
Me deito, e ansiedade é tão gigantesca que quase me esmaga.
Ela é palpável.
Fora da cama, tenho sono, medo, um mau humor de cão selvagem.
Fora da cama, quero que chegue logo.
Que essa etapa se encerre e abra espaço para a que vem chegando.
Até hoje, no fim tudo deu certo de alguma forma.
Mas enquanto o dia não chega; enquanto os dias não passam; a ansiedade e a insônia são amigas companheiras que não me deixam.
E ainda faltam alguns bons dias.
Eu me deito, e tudo o que eu consigo pensar é no dia 02.
Se vou me achar.
Quanto vou gastar.
Se volto inteira.
Como vou explorar o que, pra mim, é um novo mundo.
Uma amiga disse que ia ser bom preu "sair da bolha".
Mas eu gosto da bolha.
Nela, eu tenho tudo sob controle.
Me deito, e ansiedade é tão gigantesca que quase me esmaga.
Ela é palpável.
Fora da cama, tenho sono, medo, um mau humor de cão selvagem.
Fora da cama, quero que chegue logo.
Que essa etapa se encerre e abra espaço para a que vem chegando.
Até hoje, no fim tudo deu certo de alguma forma.
Mas enquanto o dia não chega; enquanto os dias não passam; a ansiedade e a insônia são amigas companheiras que não me deixam.
E ainda faltam alguns bons dias.
terça-feira, fevereiro 21
segunda-feira, fevereiro 20
sábado, fevereiro 18
terça-feira, fevereiro 14
domingo, fevereiro 12
Agora a pouco estávamos eu, minha mãe, minha tia (duas idosas) e Olívia (uma criança) jogando peteca na Praça do Bairro Peixoto. Nos divertíamos tanto que as lágrimas caíam dos nossos olhos de tanto rir. De repente, a peteca caiu no chão. Antes que alguma de nós tivesse a oportunidade de pegar, uma senhora com duas vezes a minha largura e duas vezes a minha altura – “maluca” notória da região, segundo a minha tia – se levantou como um raio, pisou em cima da peteca e ficou nos olhando com uma raiva inacreditável.
Ela deu uma cuspida no chão, tirou lentamente o pé de cima e seguiu chutando a peteca até debaixo de um carro que estava estacionado a uma certa distância de nós. Feito isso, sem tirar os olhos de nós por um segundo, entrou no seu carro e foi embora.
Ela deu uma cuspida no chão, tirou lentamente o pé de cima e seguiu chutando a peteca até debaixo de um carro que estava estacionado a uma certa distância de nós. Feito isso, sem tirar os olhos de nós por um segundo, entrou no seu carro e foi embora.
Tanto pelo tamanho da pessoa, como pela fama, ficamos engessadas de bocas abertas só olhando. Olívia começou a chorar um choro de cortar em 40 qualquer o coração de qualquer pessoa que possua um. Ninguém na Praça – lotada no momento – sequer esboçou reação.
Como mãe, fiquei morta de raiva – após a perplexidade – mas não pude incorporar o chiuaua que existe em mim na certeza de que terminaria mal. Como pessoa, percebi como a vida pode ensinar coisas cruéis às pessoas quando elas menos esperam. Por que foi isso: crueldade, maldade pura; vinda do simples fato de nós estarmos mostrando abertamente uma coisa chamada felicidade.
Eu tenho pena de gente assim.
Eu tenho pena de gente assim.
No fim, o choro parou, após promessas de uma nova peteca. Pra mim, a certeza de que podem esmagar 40 petecas, por que é pouco pra matar felicidade.
sábado, fevereiro 11
sexta-feira, fevereiro 10
quarta-feira, fevereiro 8
É tão bom, tão bom, mas tão bom quando cai na mão da gente um livro bom!
Ontem, me peguei atracada.
Rindo, ansiosa, sentindo toda uma emoção que há muito não sentia lendo uma história!
Eu vi as estradas, as árvores, as pessoas...
E lembrei!
Lembrei o tanto que eu amo livros.
Lembrei por que escolhi estudar os livros.
Por que quero viver de ler.
E é tão bom quando a gente lembra dessas coisas!
É tão bom quando a gente ama tanto uma coisa assim no mundo - ainda que seja de papel, mate várias árvores reais e venha encadernado - algo que te um prazer real, absoluto e duradouro.
*****************************
No mais, terceiro dia de espera, praticamente explodindo de ansiedade.
Ainda bem que existem livros.
Ontem, me peguei atracada.
Rindo, ansiosa, sentindo toda uma emoção que há muito não sentia lendo uma história!
Eu vi as estradas, as árvores, as pessoas...
E lembrei!
Lembrei o tanto que eu amo livros.
Lembrei por que escolhi estudar os livros.
Por que quero viver de ler.
E é tão bom quando a gente lembra dessas coisas!
É tão bom quando a gente ama tanto uma coisa assim no mundo - ainda que seja de papel, mate várias árvores reais e venha encadernado - algo que te um prazer real, absoluto e duradouro.
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No mais, terceiro dia de espera, praticamente explodindo de ansiedade.
Ainda bem que existem livros.
segunda-feira, fevereiro 6
As coisas aqui andam acontecendo depressa.
Mudando e sacudindo tudo.
Comendo meu tempo - o meu.
Algumas coisas são ruins, outras vão trazer mudanças grandes.
Cancerianos odeiam mudanças grandes.
Fora o medo...
A concentração tem sido a coisa mais difícil do mundo atualmente.
E então é bonito quando eu ando na rua, desligada, tentando resolver dentro da minha cabeça todas as coisas do presente, passado, futuro e passa um velhinho...
Aqui onde eu moro existem velhinhos.
Dois são os que chamam a minha atenção.
Um deles é beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem velhinho. Magrinho, com uma corcunda que o faz olhar constantemente para o chão. E ele vai, segue por aí. Tem uma cara simpática o velhinho. Outro dia esbarrei com ele entrando em casa, tirande de dentro das calças um enorme chaveiro coalhado, que nem aqueles de carcereiro.
Esbarro nele nos restaurantes, andando na rua. É uma figura que sempre chama minha atenção pela fragilidade que ele me passa - o que me faz pensar agora que ele talvez não seja tão frágil assim, que pode existir um segredo obscuro naquela figura.
A outra é uma andarilha. Essa não tem só a cabeça curvada, mas toda a parte superior dela. Ela sai andando pelas ruas curvada tal e qual o povo que colhe arroz nas plantações da China. E ela anda. Anda. E olha. Tal e qual eu olho sempre quando ela passa.
Quando eles passam - eles e outras figuras - por alguns momentos eu paro de pensar em mudanças, em planos, em perguntas e fico a imaginar a história dessas outras pessoas que, aparentemente, quase ninguém mais presta atenção.
Assim como os miquinhos que passeiam nas árvores.
Esses me fazem pensar como a natureza é uma coisa curiosa e sempre acha uma brecha, uma rachadura para existir.
E eu paro de pensar nas mudanças, nos planos, nas perguntas - que andam comendo meu tempo e sacudindo meu mundo.
Mudando e sacudindo tudo.
Comendo meu tempo - o meu.
Algumas coisas são ruins, outras vão trazer mudanças grandes.
Cancerianos odeiam mudanças grandes.
Fora o medo...
A concentração tem sido a coisa mais difícil do mundo atualmente.
E então é bonito quando eu ando na rua, desligada, tentando resolver dentro da minha cabeça todas as coisas do presente, passado, futuro e passa um velhinho...
Aqui onde eu moro existem velhinhos.
Dois são os que chamam a minha atenção.
Um deles é beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem velhinho. Magrinho, com uma corcunda que o faz olhar constantemente para o chão. E ele vai, segue por aí. Tem uma cara simpática o velhinho. Outro dia esbarrei com ele entrando em casa, tirande de dentro das calças um enorme chaveiro coalhado, que nem aqueles de carcereiro.
Esbarro nele nos restaurantes, andando na rua. É uma figura que sempre chama minha atenção pela fragilidade que ele me passa - o que me faz pensar agora que ele talvez não seja tão frágil assim, que pode existir um segredo obscuro naquela figura.
A outra é uma andarilha. Essa não tem só a cabeça curvada, mas toda a parte superior dela. Ela sai andando pelas ruas curvada tal e qual o povo que colhe arroz nas plantações da China. E ela anda. Anda. E olha. Tal e qual eu olho sempre quando ela passa.
Quando eles passam - eles e outras figuras - por alguns momentos eu paro de pensar em mudanças, em planos, em perguntas e fico a imaginar a história dessas outras pessoas que, aparentemente, quase ninguém mais presta atenção.
Assim como os miquinhos que passeiam nas árvores.
Esses me fazem pensar como a natureza é uma coisa curiosa e sempre acha uma brecha, uma rachadura para existir.
E eu paro de pensar nas mudanças, nos planos, nas perguntas - que andam comendo meu tempo e sacudindo meu mundo.
sexta-feira, fevereiro 3
quinta-feira, janeiro 12
sábado, dezembro 24
quarta-feira, dezembro 14
Do Medo
Acho engraçado a forma que minha filha tem de lidar com os seus medos.
Há uns meses atrás, um coleguinha from hell fez o favor de contar pra ela a história d"A Loura do Banheiro" - uma coisa bastante precoce, se a gente levar em consideração que eles tem só 7 anos.
Foi um inferno.
Durante um mês inteiro ela não ia ao banheiro sozinha, fez xixi nas calças religiosamente.
Depois de muita conversa e muita briga, a coisa meio que voltou ao normal.
A diferença é que ela pegou esse medo dela e transformou numa brincadeira.
Agora ela inventa A Loura do Poste, A Loura da Beleza, A Loura do Cachorro - uma infinidade de louras que assombram outras coisas fora do banheiro.
A mesma coisa aconteceu com a "Cabra Cabriola", que virou até peça de teatro.
Invejo minha filha por conseguir brincar com as coisas que a amedrontam.
***********************************
Enquanto isso, na Terra Materna, meus medos e angústias foram mascarados por planos de viagem.
Tenho passado as últimas noites acertando detalhes, vendo notícias, tomando coragem e, assim, relaxando do trabalho, esquecendo a solidão esmagadora, fingindo que não vão existir tempos e dias um pouco tensos pra caramba ainda antes do ano terminar.
Há uns meses atrás, um coleguinha from hell fez o favor de contar pra ela a história d"A Loura do Banheiro" - uma coisa bastante precoce, se a gente levar em consideração que eles tem só 7 anos.
Foi um inferno.
Durante um mês inteiro ela não ia ao banheiro sozinha, fez xixi nas calças religiosamente.
Depois de muita conversa e muita briga, a coisa meio que voltou ao normal.
A diferença é que ela pegou esse medo dela e transformou numa brincadeira.
Agora ela inventa A Loura do Poste, A Loura da Beleza, A Loura do Cachorro - uma infinidade de louras que assombram outras coisas fora do banheiro.
A mesma coisa aconteceu com a "Cabra Cabriola", que virou até peça de teatro.
Invejo minha filha por conseguir brincar com as coisas que a amedrontam.
***********************************
Enquanto isso, na Terra Materna, meus medos e angústias foram mascarados por planos de viagem.
Tenho passado as últimas noites acertando detalhes, vendo notícias, tomando coragem e, assim, relaxando do trabalho, esquecendo a solidão esmagadora, fingindo que não vão existir tempos e dias um pouco tensos pra caramba ainda antes do ano terminar.
quinta-feira, dezembro 8
segunda-feira, novembro 28
quinta-feira, novembro 24
Um exemplo.
Além de irritada, estou naquele momento do mês em que a raiz branca já está aparecendo, que as unhas precisam de um resgate - além de estar inchada.
Aliado a isso, tem o fator trabalho pra caralho, que me faz ter uma cara de cansaço eterna e uma vontade absoluta de usar chinelos pra sempre, sempre que volto pra casa.
É meu Momento Bagulho.
Pois bem.
Surtei e resolvi por A + B que ia me comprar um presente caro.
Shampoo, condicionador, sabonete - mas, dos phynos.
Excelente!
As moças da loja fina estão super minhas amigas por que eu já estou acometida do vírus natalino - estou deveras desconfiada de que estou descontando minhas frustrações no Natal, mas isso é outra história - e já fui lá umas duas vezes, pelo menos.
Aí shopping, aproveitei para ir passando nas lojas e tendo idéias para outros presentes.
Entrei numa joalheria.
Estava de chinelos, um pouco descabelada, sem bolsa; a criança quase no mesmo nível.
Eu ia andando e a Dona Moça da Loja me rondando com cara de poucos amigos.
Olhei tudo calmamente.
E tive um prazer um tanto quanto sádico quando me virei de costas e a bolsa da loja fina ficou evidente (minhas mãos estavam nas costas o tempo todo).
Sim, me deu um prazer perverso deixar aquela mulher ver que eu usava produtos caros. Que, se eu quisesse, poderia comprar não um colar, mas certamente um pingente na joalheria. Que, o fato deu estar desarrumada nesta noite, não quer dizer que eu esteja sempre.
As pessoas têm muito, muito a aprender.
Além de irritada, estou naquele momento do mês em que a raiz branca já está aparecendo, que as unhas precisam de um resgate - além de estar inchada.
Aliado a isso, tem o fator trabalho pra caralho, que me faz ter uma cara de cansaço eterna e uma vontade absoluta de usar chinelos pra sempre, sempre que volto pra casa.
É meu Momento Bagulho.
Pois bem.
Surtei e resolvi por A + B que ia me comprar um presente caro.
Shampoo, condicionador, sabonete - mas, dos phynos.
Excelente!
As moças da loja fina estão super minhas amigas por que eu já estou acometida do vírus natalino - estou deveras desconfiada de que estou descontando minhas frustrações no Natal, mas isso é outra história - e já fui lá umas duas vezes, pelo menos.
Aí shopping, aproveitei para ir passando nas lojas e tendo idéias para outros presentes.
Entrei numa joalheria.
Estava de chinelos, um pouco descabelada, sem bolsa; a criança quase no mesmo nível.
Eu ia andando e a Dona Moça da Loja me rondando com cara de poucos amigos.
Olhei tudo calmamente.
E tive um prazer um tanto quanto sádico quando me virei de costas e a bolsa da loja fina ficou evidente (minhas mãos estavam nas costas o tempo todo).
Sim, me deu um prazer perverso deixar aquela mulher ver que eu usava produtos caros. Que, se eu quisesse, poderia comprar não um colar, mas certamente um pingente na joalheria. Que, o fato deu estar desarrumada nesta noite, não quer dizer que eu esteja sempre.
As pessoas têm muito, muito a aprender.
Eu tô irritada.
Dura, na seca, na TPM, trabalhando feito uma filha da puta e trancada em casa há um tempo demasiadamente longo pros meus padrões.
Aí o ex que bombardeia no fb toda vez que eu faço comentários obviamente sarcásticos e despretenciosos sobre um sujeitinho de sunga qualquer, me irrita.
Pedestre na calçada que pára pra conversar e bloqueia o caminho, leva uns 4 tiros de escopeta mental.
Carro que não bota seta gera explosões nível "Duro de Matar".
Resolvo ficar na minha.
Me recolher e guardar o Zebedeu (meu bode) para apreciação solitária.
Mas, eu tenho um quê masoquista e adoro tirar uma de "Big Brother" e ficar espiando a vida alheia.
Então, hoje de manhã, vejo que alguns amigos estavam postando uma foto duma moça musculosa pelada.
Os comentários eram todos na base do "ai, que nojo!", "credo, que coisa feia!".
E isso me irritou.
Me irritou por que as pessoas que estavam tecendo estes comentários e postando a foto legendando um "e aí, vai encarar?", eram pessoas que dizem não ter preconceito nenhum. Elas têm amigos gays e negros, olha que maravilha!
Ao mesmo tempo, algumas dessas pessoas têm o corpo todo tatuado, usam alargadores de orelha - na estética deles isso é lindo.
Assim como na estética da moça se bombar ao extremo é lindo pra ela.
Me irrita que as pessoas vejam sempre só um lado da moeda, que pensem só no que é bom e adequado à elas.
Acho hipócrita.
Acho feio.
Eu tenho alguns preconceitos, sim.
Assim como tenho algumas preferências estéticas, sim.
A mim não é agradável uma mulher extremamente musculosa - mas acho interessante e curioso observar que isso pode, sim, ser um padrão de beleza.
Tive uma vizinha de prédio que era assim, e, pra mim, ela era uma mulher muito bonita - apesar dos músculos.
Tenho preconceitos e não gosto de muitas coisas.
Mas eu assumo isso.
E, acordar com um "alô, hipocrisia!" foi de lascar.
Dura, na seca, na TPM, trabalhando feito uma filha da puta e trancada em casa há um tempo demasiadamente longo pros meus padrões.
Aí o ex que bombardeia no fb toda vez que eu faço comentários obviamente sarcásticos e despretenciosos sobre um sujeitinho de sunga qualquer, me irrita.
Pedestre na calçada que pára pra conversar e bloqueia o caminho, leva uns 4 tiros de escopeta mental.
Carro que não bota seta gera explosões nível "Duro de Matar".
Resolvo ficar na minha.
Me recolher e guardar o Zebedeu (meu bode) para apreciação solitária.
Mas, eu tenho um quê masoquista e adoro tirar uma de "Big Brother" e ficar espiando a vida alheia.
Então, hoje de manhã, vejo que alguns amigos estavam postando uma foto duma moça musculosa pelada.
Os comentários eram todos na base do "ai, que nojo!", "credo, que coisa feia!".
E isso me irritou.
Me irritou por que as pessoas que estavam tecendo estes comentários e postando a foto legendando um "e aí, vai encarar?", eram pessoas que dizem não ter preconceito nenhum. Elas têm amigos gays e negros, olha que maravilha!
Ao mesmo tempo, algumas dessas pessoas têm o corpo todo tatuado, usam alargadores de orelha - na estética deles isso é lindo.
Assim como na estética da moça se bombar ao extremo é lindo pra ela.
Me irrita que as pessoas vejam sempre só um lado da moeda, que pensem só no que é bom e adequado à elas.
Acho hipócrita.
Acho feio.
Eu tenho alguns preconceitos, sim.
Assim como tenho algumas preferências estéticas, sim.
A mim não é agradável uma mulher extremamente musculosa - mas acho interessante e curioso observar que isso pode, sim, ser um padrão de beleza.
Tive uma vizinha de prédio que era assim, e, pra mim, ela era uma mulher muito bonita - apesar dos músculos.
Tenho preconceitos e não gosto de muitas coisas.
Mas eu assumo isso.
E, acordar com um "alô, hipocrisia!" foi de lascar.
sexta-feira, novembro 18
Pronto, fiz minha prova.
Uma prova "esquema Renata".
Senta, escreve, acaba antes de todo mundo e seja o que Deus quiser.
Com direito a parábolas.
Ainda não sei me acho um gênio por ter posto referências às rodas de pogo ou se minha carreira acadêmica foi pelo ralo com essa.
Saberemos semana que vem.
Uma prova "esquema Renata".
Senta, escreve, acaba antes de todo mundo e seja o que Deus quiser.
Com direito a parábolas.
Ainda não sei me acho um gênio por ter posto referências às rodas de pogo ou se minha carreira acadêmica foi pelo ralo com essa.
Saberemos semana que vem.
terça-feira, novembro 8
domingo, novembro 6
Minha tia acabou de chegar da China e contou pra gente que os shoppings de lá (os baratos, pirata, sem grife) são tipo Avenida Central amplificado, cheio de boxes e andares um atrás do outro. Que, se você pára pra ver alguma coisa, a vendedora já acha que você VAI levar, que se você pergunta o preço isso É certo, e que se você resolve não levar, elas ficam furiosas.
Numa dessas, ela contou que a amiga dela chegou a ser empurrada pela vendedora.
Eu disse que, se fosse eu, provavelmente ia acabar dando uma voadora numa chinesa, ela achou engraçado, folclórico.
Admiro pessoas que conseguem ser assim.
Em algum lugar de mim, admiro...
Numa dessas, ela contou que a amiga dela chegou a ser empurrada pela vendedora.
Eu disse que, se fosse eu, provavelmente ia acabar dando uma voadora numa chinesa, ela achou engraçado, folclórico.
Admiro pessoas que conseguem ser assim.
Em algum lugar de mim, admiro...
Eu ando resistente a sair de casa à noite.
Por uma série de motivos já bem elucidados na minha cabeça e que eu estou trabalhando pra resolver.
Mas aí, ontem à noite, percebi que daqui a menos de uma semana não estaria mais dormindo na cama velha.
E lembrei da sensação que tive há 7 anos atrás, quando tive que abrir mão dela.
No dia que ela foi embora temporariamente, chorei copiosamente, por que aquilo era um símbolo da enormidade das mudanças que estavam rolando na minha vida.
Quando ela voltou pra mim, foi um outro marco da enormidade de novas mudanças.
Agora ela vai embora de novo, ser substituída de vez, num novo marco.
Cancerianos não aceitam bem mudanças.
Sofrem.
Ainda que eu continue acreditando que é um móvel amaldiçoado neste exato momento, mandar ela embora é difícil.
Por que significa novas mudanças à vista.
Além do rompimento de uma relação de anos e anos e anos...
Tô me sentindo assassina da cama.
Por uma série de motivos já bem elucidados na minha cabeça e que eu estou trabalhando pra resolver.
Mas aí, ontem à noite, percebi que daqui a menos de uma semana não estaria mais dormindo na cama velha.
E lembrei da sensação que tive há 7 anos atrás, quando tive que abrir mão dela.
No dia que ela foi embora temporariamente, chorei copiosamente, por que aquilo era um símbolo da enormidade das mudanças que estavam rolando na minha vida.
Quando ela voltou pra mim, foi um outro marco da enormidade de novas mudanças.
Agora ela vai embora de novo, ser substituída de vez, num novo marco.
Cancerianos não aceitam bem mudanças.
Sofrem.
Ainda que eu continue acreditando que é um móvel amaldiçoado neste exato momento, mandar ela embora é difícil.
Por que significa novas mudanças à vista.
Além do rompimento de uma relação de anos e anos e anos...
Tô me sentindo assassina da cama.
quinta-feira, novembro 3
Eu vou sentir falta de várias coisas do meu trabalho; mas, a que eu vou sentir mais falta é da Minha Amiga Aranha.
Minha Amiga Aranha só eu sei que existe.
Ela vive pacificamente ali na dobra da janela.
Todos os dias aparece pra dar um "oi" - outro dia almoçamos no mesmo horário, eu e ela.
Ela já cresceu um pouco desde que eu fui sentar no meu buraco.
E o mais legal é isso: só eu sei que ela existe.
Ela é Minha Amiga Aranha.
E eu vou super sentir saudades dela.
Minha Amiga Aranha só eu sei que existe.
Ela vive pacificamente ali na dobra da janela.
Todos os dias aparece pra dar um "oi" - outro dia almoçamos no mesmo horário, eu e ela.
Ela já cresceu um pouco desde que eu fui sentar no meu buraco.
E o mais legal é isso: só eu sei que ela existe.
Ela é Minha Amiga Aranha.
E eu vou super sentir saudades dela.
Um amigo que está fazendo portfólio se ofereceu para fazer umas fotos da família.
Como enquanto fotógrafa eu sou uma ótima mãe, achei uma idéia supimpa.
Aí ele me manda a seguinte mensagem:
"Que ótimo! A gente vai se divertir à beça!"
Meu lado troll teve uma vontade IMENSA de responder:
"Eu não me divirto".
Mas fiquei com pena.
Ele é legal. :P
Como enquanto fotógrafa eu sou uma ótima mãe, achei uma idéia supimpa.
Aí ele me manda a seguinte mensagem:
"Que ótimo! A gente vai se divertir à beça!"
Meu lado troll teve uma vontade IMENSA de responder:
"Eu não me divirto".
Mas fiquei com pena.
Ele é legal. :P
terça-feira, novembro 1
Também quando eu era mais nova, uma pessoa me disse que, todos os dias, deveríamos agradecer pelo que ainda não tínhamos. Era uma maneira de mandar boas vibrações pro universo, e que ele responderia enviando o que estávamos agradecendo.
Eu, que acredito em quase tudo, passei anos da minha vida agradecendo por desejos não realizados.
Obviamente, isso só veio a gerar toneladas de frustações para com o universo de minha parte.
Hoje só agradeço pelo que tenho no dia que tenho e quando eu tenho.
Mas, por mais que acredite piamente estar virando uma mulher cada vez mais "dura", de vez em quando a Pollyana, que eu odeio tanto, aflora.
Ela veio, por exemplo, ao passar por uma moça na rua outro dia que chorava enquanto esperava o sinal fechar.
Minha vontade foi dizer pra ela: "Chora, não, gata. Podia ser pior".
Nem eu, nem nenhum dos outros pedestres falou coisa alguma - apenas seguimos nossos caminhos sem saber o que foi da garota que chorava.
Mesmo assim, não pude deixar de lembrar de quando agradecida por graças não alcançadas, ou de pensar "que pensamento escroto esse meu agora".
É que lembrando dessas coisas - coisas que me assaltam, coisas que eu acredito - me toquei aqui da minha loucura.
De um mês pra cá, não pude deixar de pensar como é curioso que minha vida sexual tenha caído no ostracismo logo depois de comprar um suprimento de guerra para cavalarias intensas.
Assim como, a partir do momento que ganhei o voucher para uma cama nova, que a culpa deste ostracismo é da cama velha.
Ganhei a cama ainda adolescente, na época do primeiro namorado, passaram-se mais de 15 anos e não tivemos sucesso no meio de campo amoroso - culpa de quem? Da cama.
A cama por onde passaram o primeiro, o segundo, homens que amei muito, homens que não significaram nada.
Mas lá fui eu embutir a culpa no móvel.
E cá estou, de novo, prospectando um futuro excitante e sensacional, esperando a chegada do móvel novo, virgem, desprovido de bad karma, com uma ansiedade adolescente.
Os anos passam, e eu só pioro.
Eu, que acredito em quase tudo, passei anos da minha vida agradecendo por desejos não realizados.
Obviamente, isso só veio a gerar toneladas de frustações para com o universo de minha parte.
Hoje só agradeço pelo que tenho no dia que tenho e quando eu tenho.
Mas, por mais que acredite piamente estar virando uma mulher cada vez mais "dura", de vez em quando a Pollyana, que eu odeio tanto, aflora.
Ela veio, por exemplo, ao passar por uma moça na rua outro dia que chorava enquanto esperava o sinal fechar.
Minha vontade foi dizer pra ela: "Chora, não, gata. Podia ser pior".
Nem eu, nem nenhum dos outros pedestres falou coisa alguma - apenas seguimos nossos caminhos sem saber o que foi da garota que chorava.
Mesmo assim, não pude deixar de lembrar de quando agradecida por graças não alcançadas, ou de pensar "que pensamento escroto esse meu agora".
É que lembrando dessas coisas - coisas que me assaltam, coisas que eu acredito - me toquei aqui da minha loucura.
De um mês pra cá, não pude deixar de pensar como é curioso que minha vida sexual tenha caído no ostracismo logo depois de comprar um suprimento de guerra para cavalarias intensas.
Assim como, a partir do momento que ganhei o voucher para uma cama nova, que a culpa deste ostracismo é da cama velha.
Ganhei a cama ainda adolescente, na época do primeiro namorado, passaram-se mais de 15 anos e não tivemos sucesso no meio de campo amoroso - culpa de quem? Da cama.
A cama por onde passaram o primeiro, o segundo, homens que amei muito, homens que não significaram nada.
Mas lá fui eu embutir a culpa no móvel.
E cá estou, de novo, prospectando um futuro excitante e sensacional, esperando a chegada do móvel novo, virgem, desprovido de bad karma, com uma ansiedade adolescente.
Os anos passam, e eu só pioro.
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