domingo, agosto 30

Harmonizando o dia-a-dia material

Vênus na casa 6

DE: 30/08 (Hoje), 23h38
ATÉ: 23/09 , 22h57
Entre os dias 30/08 (Hoje) e 23/09, você estará passando pelo momento de Vênus na sexta casa do seu mapa, Renata. Como que para compensar a "farra" do ciclo anterior, neste momento você passa a se interessar mais com o andamento das questões cotidianas: o emprego, a saúde, as contas a pagar. A atenção sai subitamente do plano das diversões, e "cai na real", por assim dizer, percebendo que também há prazer em organizar uma vida funcional, resolvendo pendências e deixando o dia-a-dia mais harmonioso e equilibrado.

Esta é uma fase excelente para você aprimorar alguma habilidade sua, Renata. Você estará com uma predisposição maior a lapidar seus talentos, aprendendo a fazer melhor aquilo que já sabe fazer.

Em geral, há neste período um desejo por uma atmosfera harmoniosa no trabalho, e isso favorece as relações com os colegas, caso você trabalhe. Caso não esteja trabalhando no momento, Vênus na Casa 6 sugere um momento em que você sente grande necessidade de ser útil, e isso pode significar você ajudando mais nos afazeres domésticos, ou colaborando com algum amigo na produção de alguma coisa.

No que diz respeito à saúde, esta é uma boa fase, é bem provável que você venha a dar mais atenção à sua alimentação, à qualidade do que você come, aos seus hábitos em geral.

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Por essas e outras eu continuo lendo essas coisas.
E acreditando.

quarta-feira, agosto 26

Alguém me leva?



vouterumtreco
euqueroirnoshow

O problema de agosto

O problema de agosto é que eu virei pisciana.
Sabe aquele papo de que, em alguma hora da sua vida, você vai passar a ser "comandada" pelo seu signo ascendente?
Então.

Comecei a desconfiar quando percebi que a Olívia chegava todos os dias em casa, me pedia biscoito, e eu não ligava. Porque, geralmente, eu faço uma pressão por uma maçãzinha, uma bananinha, alguma coisinha mais saudável e maternal - o que nem tem tanta importância assim, visto que a criança passa o dia no colégio só comendo coisas saudáveis - e eu passei a não fazer.
Depois, meu liquidificador quebrou. Eu preciso do meu liquidificador porque eu gosto demais de chegar em casa e tomar uma sopinha. Mas ele quebrou. E até hoje ele está quebrado.
Então uma das lâmpadas da sala queimou. Bastaria que eu fosse ao mercado e comprasse uma nova. De fato, já fui ao mercado um sem número de vezes desde que ela queimou, mas ela continua lá, queimada.
E aí, nesse tempo todo, passei algumas noites, zapeando em frente à tv, em noites que seriam livres e eu não saí por preguiça de me arrumar, sentada na minha poltrona de balanço, com os pés pra cima, enrolada numa coberta - o verdadeiro retrato da decadência humana e que jamais será visto por alguma outra pessoa que não seja a minha filha, que é uma pessoa que me acha linda não importa meu estado - pensando como seria bom se eu não tivesse que me levantar para ir ao banheiro.

Comecei a ler notícias no jornal que fugiam à minha compreensão - tive que pedir ajuda à minha mãe. Meus textos de semiótica se transformaram em algo próximo ao grego arcaico. Livro, tem mais de uma semana que eu não leio - o que é grave. Resolvi mudar o tema da minha monografia, mas, por enquanto, não tenho nada melhor para apresentar de objetivo do que "preciso me formar" ou justificar além de "eu gosto de livro".

Fiquei lenta.
Desliguei da tomada.
A vida fica mais calma, bonita e menos sofrida, mas tudo isso tá me atrapalhando.

Essa noite eu morri

Era noite numa cidade com toques coloniais, meio Paraty (Centro histórico), meio Salvador (Pelourinho). Um grupo grande de amigos, dos quais eu só me lembro de dois, e que um eu não revelo nem sob tortura, havia acabado de sair de algum evento meio sarau, meio cinema, meio show e procurava um bar, algum outro lugar em que pudessem beber e continuar as risadas e alongar a noite que estava muito divertida e agradável.
O lugar escolhido era um casarão, daqueles meio estilosos com móveis coloniais e lustres grandes e brilhantes. Numa mesa bem grande, no meio do salão, um farto bufet de frutas e outras coisas. Havia um par de candelabros em cada ponta da mesa também, com velas brancas e aquela luz de vela - fraca no meio dos lustres.
Tudo começou a ficar estranho quando todos escolheram beber taças de vinho e o garçom era o Lafayete, de True Blood.
(Sim, eu ando vendo tv demais, mas foi quando eu notei que as coisas estavam estranhas.)
Antes que o vinho chegasse, pela janela entraram dois insetos.
Um de cada lado da mesa.
O do lado de cá, meio lagosta pré-histórica, não se mexia.
O do lado de lá, uma espécie de filhote de libéluba gigante criada a base de geléia de mocotó, era frenético.
Minha fobia de inseto e coisas que possuem exoesqueleto começou a se manifestar com força total, enquanto o grupo de rapazes - 3 - ria muito e corria até o lado de lá para espiar de perto "o bichinho".
Este ("o bichinho"), a esta altura me olhava com grandes olhos de mosca, de um azul bem azul, cheio de olhinhos pequenos juntos num mesmo olho, todos emoldurados por uma longa e fragmentada antena de mariposa.
Quando os rapazes chegaram perto - rindo do meu medo - de repente, a mosca libélula mariposa superalimentada, criou um bico. Um bico que abria e fechava sem parar e de onde saía um zumbido alto.
Ensurdecedor.
Logo, o monstro inseto from hell também tinha penas e abocanhou o primeiro rapaz. Todinho. De uma só bocada. E, enquanto comia os outros, ia crescendo numa rapidez espantosa, ficando cada vez maior a cada corpo que engolia.
Ainda com medo do outro monstro - o monstro lagosta do lado de cá - não consegui ir pro outro lado da mesa, então resolvi me enfiar debaixo da mesa.
Acontece que outra amiga também tinha tido a mesma idéia e, num remake muito ruim de Alice do País das Maravilhas, embaixo da mesa era um lugar pequeno para nós duas, como se ambas tivessem resolvido crescer e a mesa diminuir.
Nisso, o monstro inseto-passarinho, que a esta altura era um ser gigante, resolveu ir para cima da mesa, quase esmigalhando as duas com o seu peso e procurando as duas últimas iguarias do seu jantar.
Naquela hora, apertei a toalha, de veludo verde escuro, de encontro ao meu rosto, fechei os olhos e tive certeza que ia morrer.
Acordei com o coração aos saltos, o corpo todo doído e precisei de um bom tempo para conseguir pregar os olhos de novo - ainda com medo de ser devorada.

quarta-feira, agosto 12

Ah, dois meses, hein?

Alguém tem lá idéia do que é passar dois meses de férias?
Sendo que um deles em uma quase completa imobilidade?

A televisão me acrescentou coisas incríveis à vida... "Sobre duas rodas com Ewan McGregor", que eu perdi o tesão de ver quando ele resolveu ficar choroso de saudades da esposa; "Pimp my wife", um programa incrível das madrugadas do Multishow que me provou por A + B como os homens podem ser uns manés e dão mais sorte com certas coisas do que mereciam; episódios e mais episódios de "True Blood", meu novo vício...
Passei a voltar a prestar atenção nos comerciais.
Aquele do absorvente Sym, por exemplo, conseguiu me irritar profundamente. Aquela mocinha faz perguntas que qualquer publicitário debilóide sabe responder, mas que eles acham que a população que compra é absolutamente incapaz de perceber. Sinto-me no dever de contar pra vocês o mistério:
1 -Pessoas podem e devem ficar felizes quando ficam menstruadas porque isso significa que o mole que elas deram no final de semana foi, de certa forma, bastante inofensivo, além do mais, quem gosta de lembrar que passa alguns dias TODO MÊS deitada troncha em algum lugar sofrendo de cólicas cruéis como a maioria das mulheres? Mostre uma mulher sofrendo de cólica num anúncio de absorvente que eu quero ver se ele vai vender...
2 - As moças nesse tipo de comercial usam sempre calças brancas porque o produto quer mostrar que é tão confiável que a pessoa pode pôr uma calça branca sem medo de sair por aí com uma imensa mancha vermelha nos países baixos. Mostra lá uma moça com a calça manchada de sangue que eu quero ver se o absorvente vende...
3 - O teste é sempre feito com o líquido azul porque se fosse feito com o vermelho as pessoas iam ficar nojo. É fato que as mulheres menstruam todo mês, mas ninguém quer ou precisa tomar conhecimento da hemorragia pessoal das pessoas e é desagradável lembrar que o que sai da área de lazer é sangue, sangue, muito sangue... Sangue nêgo só gosta de ver em filme de terror e seriado de médico, pô!
Odeio coisas que diminuem o espectador enquanto ser pensante.
Mas gostei quando reparei que um dos Blue Man do anúncio da TIM tinha também os olhos azuis. Perdi uma pá de tempo pensando comigo mesma que todos os homens azuis deveriam ter olhos também azuis e como eles são serezinhos simpáticos...

Eu li.
Li muito.
Li mesmo.
Os mais incríveis foram o "Mundo Sem Fim", que, por ter quase 1000 páginas, me arrancou noites e mais noites de sono e realmente pareceu não ter fim porque demorava a acabar e eu fico tensa quando um livro demora a acabar; e ando me divertindo consideravelmente na minha aventura de ler "Ramsés". Gosto dessa coisa de romancear o que se não se conhece por fato.

Eu vi uma tonelada de filmes.
Em casa, no cinema.
Gastei mais horas sentada com um balde de pipoca debaixo do edredom do que se pode pensar e sonhar.
Até o momento minha única grande descoberta - além de estar com meu saco bem cheio de dinossauros - é que o Polanski era bastante gatinho quando era novo e dava um caldo bem bacana.

No Metrô, descobri manicures que cozinham enquanto baixam músicas no laptop de casa - o que só confirma a minha inaptidão informática.

Eu viajei, o pé melhorou, eu plantei plantas, fiz aniversário, dei festinha, chorei, bebi, dancei, beijei e estou esfuziante em voltar às aulas porque começou a ficar bem chato ler e filmes só porque não existe mais nada que eu possa fazer no momento.

Ainda assim, desconfio que dois quartos dos neurônios derreteram, um quarto permanece a salvo, estudando para futura procriação e o quarto que sobrou ainda não sabe bem se foge, se fica...

Eu?
Tô entediada.
Muito entediada.

Mas parece que isso vai melhorar...

sexta-feira, junho 19

Eu & meu anjo

Então, no segundo dia, um anjo estropiado, com as roupas em farrapos e uma puta enxaqueca pediu uma audiência.
Num pranto desesperado expôs ao Chefe suas provações, pedindo penico.
Este, ouviu tudo muito atento e respondeu naquela voz de Deus dele:
- Tens razão, meu chapa. A mulher anda abusando de ti. Do serviço não vai dar pra te liberar, sacumé... Mas, faz o seguinte...
Cochichou um cochicho celestial no pé do ouvido do anjo e...
...foi assim que eu acabei quebrando um dedo do pé.

A mãe quando soube teve uma crise de riso que a levou às lágrimas - porque ela tem certeza que uma das minhas taras mais profundas é ficar engessada numa cama.
Não posso dizer que ela esteja lá tãããããão errada assim - o curativo realmente me fez babar de satisfação de tão bonito e complexo.

Duas das melhores amigas suspiraram de alívio - não estavam mais aguentando o ritmo frenético que a amiga se encontrava. Ambas concordam que as saídas são divertidas e que a companhia é pau pra toda obra, mas nenhuma das três têm mais 15 anos...

Eu?
Depois de embevecida com o curativo imobilizador, fiquei bastante injuriada.
Por um mês a proibição de sair para lugares crawdeados.
Por um mês nada de festinhas dançantes ou botecos lotados.
Por um mês nada de bater perna na rua, nada de faxina pesada (isso tem o seu lado bom. hehehe).
Fazia parte do plano ler muitos livros e ver muitos filmes, mas é completamente diferente ver muitos filmes e ler muitos livros porque é só o que voce pode fazer.

O anjo se mandou prum spa com um estoque tamanho família de aspirinas e eu estou aqui, morta de tédio, comendo, lendo, vendo, dormindo e esperando o raio do osso calcificar.

terça-feira, junho 9

Mea culpa

Tá bom, dessa vez reclamei sem razão.
Logo depois que escrevi percebi a coisa feia que eu fiz.

Fim de semana passado reclamei que queria ler e ficar quieta e não conseguia.
Nesse fim de semana, não só tem um livro "andando" como tem dois novos chegando (encomendei o livro neura da vez) e eu vou ter todo o tempo do mundo para ficar lendo quieta - ainda assim, reclamei que ninguém ia querer sair comigo.

Eu reclamo demais e tenho vontades muito conflitantes.
Praticamente uma esquizofrênica.
Desculpem.

Injuriada

Como eu já havia dito antes, esse ano o Dia dos Namorados não surtiu nenhum efeito na minha pessoa.
Só havia me lembrado dele, até ontem à noite em três ocasiões:

- Nas Lojas Americanas, de repente a Olívia me pede pra esperar enquanto ela olha atentamente uma daquelas estantes de cartões. Quando eu pergunto o quê que ela está fazendo, ela me responde: "Preciso escolher alguma coisa pra dar pro Dani...".

- Ainda na procura do presente pro 'namorado', ela pára, mais uma vez, diante de uma vitrine. No meio de milhões de corações, e camisetas e canecas onde se lê 'supernamorado(a)', eu consigo ver um mouse pad cor de rosa com os seguintes dizeres: "Penso. Por isso sou solteira.". Me senti vingada; e, se tivesse um computador que funciona, juro que comprava um pra mim.

- De novo, Olívia: "Mãe, existe dia das namoradas?".

A vida na escola nova anda movimentada. Ela é louca pelo Dani, que é o apaixonado clássico - rasga as sucatas, destrói os desenhos dela, uma loucura! - mas tem o Rodrigo, que é louco por ela - outro dia ela chegou em casa com a sandália arrebentada porque ele queria fazer massagem no pé dela e a sandália, que era uma porcaria, arrebentou - e ela esnoba. Parece familiar isso?
Eu expliquei que dia dos namorados servia pros dois e combinamos que o melhor seria ela fazer um presente no colégio para dar pro namorado que ela quisesse.
Me tremo toda de pensar nos 15 anos.

Mas, enfim, até ontem era isso.
Mas aí eu estava salvando grana, planejando nefastamente sair e chacoalhar o esqueleto e o que mais estivesse na frente durante o feriado e lembrei. Lembrei do Dia dos Namorados; onde o grosso dos meus amigos 'baladeiros de plantão' vai cumprir a etiqueta e ficar grudado na cara metade da vez, me deixando largada ao Deus dará e frustrando os meus planos...
Aí me afetou.
Aí fiquei com raivinha.
Aí deu eca.

Mas, chata do jeito que eu sou, periga conseguir arrumar companhia mesmo com os percalços da data.

segunda-feira, junho 8

Pírulas

Ainda estou bolada com um acontecimento do final de semana: pela primeira vez na história da minha "carreira" cinéfila, eu vi um filme melhor que o livro!
Eu precisava explicar isso, porque, se um dos meus dois leitores olhar ali do lado e vir que eu pus um 'zenzacional' do lado de "Crepúsculo", vai achar que eu pirei de vez e que a internação é eminente; mas eu juro: o filme é muito bom.
Claro, é um filme muito bom na medida em que a pessoa entende que é um filme sobre amor adolescente entre um vampiro e uma adolescente.
O livro, tio Stephen tem toda a razão, é muito mal escrito; e foi exatamente por isso que eu nem me animei a saber o resto da história, nem quis ir ao cinema quando o filme saiu. Mas, na sexta-feira, ele estava lá, na estante da locadora, que anda me assombrando ou com filmes que eu já vi, ou com filmes que eu não quero ver - estou numa fase aficcionada onde nada me vai me apetecer até a chegada da segunda temporada de 'Dexter' às prateleiras - só que eu ia ficar em casa com a criança, não tinha nada que pudesse prender minha atenção na tv - apesar dos 88 canais - então eu resolvi pegar o filme, porque ainda não estou preparada psicologicamente para encarar "Strippers Zumbi", por mais gore e tentador que isso possa parecer.
E então, de repente, eu me vi com um cigarro na mão, pescocinho duro, sentada ao invés de deitada, na maior adrenalina durante a batalha dos vampiros (sempre tem batalha de vampiro em filme de vampiro, ok?). E pensei: cara, esse filme é do caralho.
Bolei.
E agora, confesso, espero "Lua Nova" ansiosamente.
Talvez até leia o livro...

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Tem uma semana que eu não termino um livro.
Depois dos últimos dois, peguei "Meu nome é vermelho" para ler.
Acontece que eu estou com vontade de ler "A mulher que escreveu a bíblia" - minha mãe disse tanto que eu ia gostar de ler, que era ótimo e tal, que eu fiquei com vontade de ler; o fato dela ter perdido o livro só aumentou essa vontade.
Aí estou eu encarando a crise obssessiva e não consigo me aprofundar no Negro. Tenho um feeling de que vou gostar do livro, mas simplesmente não consigo avançar nele.
Amanhã chega outro livro que eu quero ler a coisa de um ano.
Mas desconfio que terei que ir à livraria mais próxima o mais rápido possível ou meu futuro será nebuloso.

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Porque eu ando cheia de planos.
Daqui a dois dias eu entro em férias, graçasadeus.
E fiz planos nefastos.
Vou ter que replantar minhas plantas porque todas morreram afogadas com as chuvas torrenciais do mês passado; quero arrumar mais um pouco da minha casa e comprar umas duas ou três coisinhas novas para enfeitar o barraco; quero tomar uns 3 ou 4 porres bem cabeludos; quero sair para dançar até sentir dor nos quadris de novo; quero ver filmes, filmes, muitos filmes porque tem uns dois meses que eu não vejo filmes, filmes, muitos filmes e quero ler livros, livros, muitos livros.
Quero passar tardes e mais tardes enterrada nas minhas poltronas lendo, sem nem atender o telefone.
Parecem planos nefastos o suficiente para mim.

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Eu também queria cortar os cabelos.
Passei o mês esperando a chegada da lua cheia, na crença de que se eu cortar na lua cheia consiga amanhecer com uma vasta cabeleira tal e qual a Fergie.
Mas a lua cheia fez o favor de encher justo hoje, segunda-feira, que é dia de folga dos cabeleireiros (é assim?), e agora não sei o que fazer com eles de novo.

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No mais, meu coração dói quando eu penso em todos os gastos extras que vou ter este mês e a cada vez que essse maldito celular toca. Antes, razão de alegria, hoje razão de profunda vergonha e dor.
Continuo firme no masoquismo de não mudar o toque para lembrar de não pegar mais essa porcaria quando beber e fazer valer os 3 reais mais caros da história da minha vida.

sexta-feira, junho 5

Eu pensei tanta coisa, mas tanta coisa hoje, enquanto fazia meus caminhos todos, que meu cérebro deu nó e então eu resolvi ir ao cinema.

Celular de Bêbado

Por mais que eu me cobre e jure, 8 em 10 vezes que eu tomo um pileque acabo agarrada no meu celular. Ontem, não podia ter sido diferente.
Ontem foi meu dia 05.
Dia 05 é o dia mais infeliz do meu mês, o dia em que eu pago o grosso das minhas contas. Pagar contas me deprime.
Quer dizer, fico feliz por um lado porque elas estão pagas; o que é ruim é o montante de grana que sai da conta para que elas sejam pagas.
Enfim, o dinheiro sai e eu, para me consolar, me dou o direito a ficar ébria.
E foi assim, que enquanto tinha um momento macho alfa, sentadona no sofá, assistindo a mais um capítulo emocionante de "Supernatural", com a mão enfiada dentro das calças coçando a barriga enquanto tomava uma cerveja, que meu olho bateu nele.
Rolava um tédio. Já era a segunda vez que ele me assaltava.
Hoje, eu e meus pudores não me permitem mais ligar para ninguém para conversar depois das 22h, e fui forte na minha determinação em não passar mensagens para ninguém (até deletei um telefone estratégico), então fui xeretar qualquer parada.
Resultado: acabei baixando um toque pro meu celular tosco até o fim da vida de uma música Beyoncé.
Que eu vou ter que usar, já que paguei por ele.
E que vai me fazer jurar e cobrar tudo de novo pelos próximos meses toda vez que ele tocar...

quarta-feira, junho 3



Frio pra ca$#%o...
Tô achando a menor graça...

sexta-feira, maio 29

Quebomquésextafeira!!!



+




Uhuuuuuu!!!

quarta-feira, maio 27

De Vez Em Quando Ter Cérebro É Deprimente

Tá bom.
Movida pelo superego que não me deixa tirar mais zeros na vida ou deixar um projeto em suspenso, resolvi trabalhar um pouco. Achei uma tese zenzacional, com tudo que eu preciso e mais um pouco.
Evoé!
O foda é ter que fichar 130 páginas, no meio de um monte de estudantes sem um pingo de educação, com a bunda sentada numa cadeira mais dura que cimento, sem nem um cafézinho à mão ou o luxo de um cigarrinho amigo.
Dá desgosto.
Ainda mais quando a gente olha pela janela, vê aquele pusta sol brilhando lá fora e lembra que só vai sair daqui quando ele já tiver ido embora...

Restless

Como todo mundo sabe, o calendário não me dá descanso.
Todo mês tem uma data qualquer, uma coisa qualquer, que não me deixa começar a minha poupança milhonária ou comprar aquele quadro que eu bebi para a parede da minha sala.
Janeiro teve férias.
Não exatamente uma data comemorativa, mas uma data custosa, uma vez que existem viagens, programinhas culturais, cervejas... Ainda teve mudança de colégio e todo o material e uniforme novos de novo.
Não sobrou nem um realzinho pra contar a história.
Fevereiro, carnaval.
De novo, viagem. Adoro viajar, se pudesse viajava todo mês, mas viagem custa caro - ainda mais quando é viagem de mais de uma semana.
Março, páscoa.
Fui ser um gênio brilhante em prol da vida saudável (coisa que, de fato, ando tendo, no sentido alimentar, durante a semana) e troquei o ovo pelo novo filme da Barbie. Saiu mais caro. E ainda teve ovo pra professora, pra secretária...
Abril chegou com tudo!
Três feriados e um show.
Passei duas semanas comendo miojo por conta de todo esse rebuliço.
Maio.
Mais dois shows e uma bonequinha aplacadora de culpa materna.
Tudo bem que o ingresso de abril eu ganhei de mamãe e o do Dancing Dio da rádio, mas a ida ao show se configura em gasto também. Às vezes, maior que o preço do ingresso.
Então, chega junho.
Mês dos namorados.
Não sei se sou eu, que já estou bastante conformada com o fato de que Dia dos Namorados não foi uma invenção comercial feita pra mim - mesmo quando eu tinha um negócio desses, alguma coisa acontecia e o dia fatídico eu passava solteira; as pessoas têm costume de acabar no carnaval pra cair na putaria, eu tinha o costume de acabar no Dia dos Namorados - mas, este ano, não só as vitrines estão menos cheias de coraçõezinhos fofos e vermelhos, como eu não estou dando a mínima.
Claro que eu penso em descolar uma das minhas amiguinhas encalhadas e passar com elas enchendo o focinho em algum lugar remoto, falando mal de todos os homens malvados que nos deixaram na vida.
Mas, num geral, não estou dando a mínima.
Este mês, o que me move é que o semestre está quase acabando (pelo menos aqui na faculdade) e a Flip está quase chegando!
O primeiro semestre dos meus últimos anos têm isso em comum: eu sempre brigo com um professor, sempre me esforço para passar direto e sempre acaba em Flip!!!
Segunda-feira lá vou eu, amanhecer na porta da loja, com a programação em punho, para me degladiar com uma dúzia de velhinhas furiosas e enlouquecidas que vão enfrentar aquela fila monstra sentadas no chão da galeriazinha imunda de Copacabana, tão na vala quanto eu, para comprar os ingressos das mesas.
Para mim, este é pior dia da Flip, mas é um dos que dá mais charme à coisa toda.
Já comecei a fazer contagem regressiva.
As plantas vão ficar para depois da Flip, o gato vai ficar para depois da Flip, tudo agora vai esperar a Flip passar.
Flip que abre julho.
Julho que é meu aniversário.
Julho que é mês de férias.
Julho que é mês de festa junina no colégio, que vai me custar as prendas e a lavagem da roupitcha da criança na lavanderia.
E eu já tenho compromissos para setembro, outubro, dezembro...
Meio cansativo isso tudo, né, não?

O Triste Fim de Ofélia

Eu gosto de cozinha.
Gosto de cozinhar, devagar, cheirando, cortando, demorando...
Pratos elaborados demais me dão uma certa preguiça monstra, mas na maioria das vezes, posso quase afirmar que a minha comida é mais gostosa que qualquer comida que você já tenha provado.
O lance é que ainda que a minha seja a melhor comida do mundo, eu ando cansada de ter que cozinhar. Quando isso se torna uma obrigação - ou você cozinha ou morre de fome ou vive de pãozinho - o encanto da coisa se quebra bastante.
Aí tem dias em que eu me rendo à comida em pózinho.
Sou fã.
Não existe nada mais sintético, com gosto similar e bizarro, se você for analisar bem, quanto comida em pó. Mas, além de tudo isso, ela também é uma comida mágica: você mistura na água, quando muito no leite, e tchum! Pudim, macarrão com molho de alguma coisa, sopinhas - tudo brota daquela mistura bisonha!
Em coisa de 10 minutos, a sua fome será saciada por um prato quentinho e gostosinho!
Ainda tem o plus de que eu realmente gosto do sabor - e procuro esquecer que todos têm o mesmo sabor.
Eu ando sonhando com o dia em que vou poder comer "no quilo" como as velhinhas aposentadas; com o dia em que possa contar com uma cozinheira "forno e fogão" que possa deixar tudo já prontinho para que eu possa chegar e encontrar lá, certinho, quando chegar em casa...
...Enquanto isso, vivo eu, de comida de pózinho...

I VÂNT!!!

"Sun May 24, 10:32 am ET
TOKYO – In a country where ghosts are traditionally believed to hide in the loo, a Japanese company is advertising a new literary experience — a horror story printed on toilet paper.

Each roll carries several copies of a new nine-chapter novella written by Koji Suzuki, the Japanese author of the horror story "Ring," which has been made into movies in both Japan and Hollywood.

"Drop," set in a public restroom, takes up about three feet (90 centimeters) of a roll and can be read in just a few minutes, according to the manufacturer, Hayashi Paper.

The company promotes the toilet paper, which will sell for 210 yen ($2.20) a roll, as "a horror experience in the toilet."

Toilets in Japan were traditionally tucked away in a dark corner of the house due to religious beliefs. Parents would tease children that a hairy hand might pull them down into the dark pool below."

Associeted Press

terça-feira, maio 26

Da Comunicação

Ninguém respondeu meus e-mails hoje...
Fico verdadeiramente infeliz quando isso acontece...
Recebi mais um trânsito astrológico pelo e-mail. Um a cada dia, dois, todos ao mesmo tempo, não tem como uma pessoa não ser pelo menos um pouco esquizofrência.
Dentro da minha esquizofrenia, ando com problemas pata ligar para as pessoas. Me sinto uma invasora. Acho sempre que a pessoa deve estar jantando com a família, fazendo um sexo gostoso ou lendo alguma coisa mais importante que falar comigo. Aí não ligo. Não consigo ligar.
Tenho medo de incomodar até taxista.
Se ligo, ligo uma, duas vezes, no máximo - e ainda preciso respirar fundo, tomar coragem, ver se o horário é propício, os planetas estão alinhados e o sol brilha lá fora. Depois disso, já acho que ultrapassei todos os meus limites.
Mas adoro quando me ligam.
É engraçado achar que você vai, certamente, interromper algo na vida de alguém - o que, realmente, é a função de um telefonema - mas não se incomodar em absoluto que alguém interrompa qualquer atividade sua.
Daí meu grande apego aos e-mails, aos torpedos...
São mensagens de amor (ou precisão, tesão, bronca, recado) que a pessoa espia e responde quando pode, se pode e se quiser. Obviamente, todo mundo espera uma resposta de alguma forma quando manda uma mensagem - princípio básico da comunicação - mas esta resposta, neste caso, vai vir quando a pessoa puder ser interrompida.
É mais leve.
É mais legal.
É menos invasivo.
Por mim, a minha comunicação com o mundo se dividiria numa boa entre encontros presenciais e mensagens virtuais. Estou quase conseguindo. Um dia ainda cancelo aquela bosta daquele telefone fixo. Vou ser toda torpedos, e-mails e verborragias alcóolicas...
Mas, enquanto não consigo, encerro o expediente nada acadêmico de hoje, tristonha porque ninguém me deu bola...

Caos e Espera

Há duas, três semanas, a semana começa e eu só consigo pensar em quando ela vai terminar...
Vários textos esperando fichamento, e eu só penso em tomar uma cerveja...
Páginas esperando para serem escritas, e eu só penso no show de sexta-feira (essa semana)...
Duas sacolas transbordando de roupas para passar, e eu só penso no monte de homem bonito que existe no mundo e cruza o meu acidentado caminho...
Dinheiro pra ganhar, criança pra criar, plantas pra replantar, poeira para tirar, e eu só penso no oposto de tudo isso...
Na dúvida, sento, espero passar.
Não ficho, não escrevo, não passo, não ganho, não planto, não limpo - só crio.
O caos se instala e lá eu fico; pensando e esperando.

segunda-feira, maio 25

No ônibus

Sábado à noite, a caminho da Lapa, 434.
O cobrador levava um papo animadíssimo no celular - fiquei até pensando que operadora seria, porque eu tenho pânico de conversa demorada via celular, só o que pisca na minha cabeça é o valor da conta no mês seguinte. Ele, pinta de cheiroso, cabelo com gel, correntinha no pescoço, roupa muito bem engomada; não prestava a menor atenção aos passageiros - executava o serviço quase mecanicamente - e então, eu passei a prestar atenção nele.

"- Olha, não importa se ele é trabalhador ou bandido, importa se você acha que ele vale a pena pra você."

Achei bonito.