"Um leitor vive mil vidas antes de morrer. O homem que nunca lê vive apenas uma." George R.R. Martin
sexta-feira, setembro 10
Maravilha cozinha limpa!
Maravilha banheiro limpo!
Maravilha escritório limpo!
Maravilha o cheiro de limpeza impesteando o ar!
Mais dois dias, minha casa vai estar quase limpa (ando precisando de alguém que lave janelas e limpe em cima das coisas que eu não alcanço), cheirosa, linda de novo e eu nem vou mais querer sair de casa!
Tá, isso foi uma piada - a parte do ficar em casa, claro.
Maravilha banheiro limpo!
Maravilha escritório limpo!
Maravilha o cheiro de limpeza impesteando o ar!
Mais dois dias, minha casa vai estar quase limpa (ando precisando de alguém que lave janelas e limpe em cima das coisas que eu não alcanço), cheirosa, linda de novo e eu nem vou mais querer sair de casa!
Tá, isso foi uma piada - a parte do ficar em casa, claro.
quinta-feira, setembro 9
Alive and Kicking
Sim, sobrevivi à viagem.
Um dia, se me der na telha eu conto.
Vou registrar só meus imensos agradecimentos ao Fernando, um senhor simpaticíssimo que percebeu que eu ia treco dentro do avião na ida e passou duas horas conversando comigo pra me distrair, especialmente quando o avião inventou de balangar e eu comecei a ficar branca feito um papel, enquanto eu ia pensando cá comigo: "eles tá tentando me distrair... e eu tô caindo...". Salvou minha ida e foi um prazer. Adoro gente inteliegente! Ainda mais quando eles resolvem me salvar de grátis.
Na volta os agradecimentos ficam por conta da TAM que serve cerveja no vôo.
Enfim, cheguei, maravilha estar de volta ao lar!
Maravilha ter boteco perto de casa que encerra entrega, mas abre excessão pra tua pizza!
Maravilha terça ter sido feriado e eu ter podido ficar estirada no sofá quase que o dia todo!
Maravilha Olívia de volta em casa zoneando o barraco!
Aí, eis que ontem...
Sabe a história da mulher que tá tão cheia de coisa dentro da cabeça que não consegue sossegar e começa a ter um comportamento um pouco compulsivo?
Então...
Procede.
Ontem, depois de reabastecer a despensa em 3 supermercados diferentes, resolvi cozinhar.
Mas não foi cozinhar um miojinho amigo, não.
Foram duas variedades de arroz, uma panela de feijão, uma carne elaborada, duas variedades de gelatina (diet e normal), um sopão, numa tarefa que levou praticamente o dia inteiro, que me fez ter o maior respeito do mundo pelo povo que cozinha no restaurante a quilo.
Foi uma espécie de transe.
Eu comecei e não conseguia parar.
Pior.
Por causa do surto, tive que quebrar uma promessa.
Aqui na minha área não existem muitas lojinhas de tranqueiras de casa 1,99, só uma.
E, há um ano atrás, eu fui lá comprar potes (rá) e tive uma briga com a grossa da gerente que me tratou como se fosse uma 171 safada, enquanto ela que estava errada. Fiquei furiosa e jurei que não comprava mais nada lá.
Por causa de um panelão de feijão e a inexistência de potinhos sobrando na casa, meti meu rabão entre as pernas, e fui até lá sorrateiramente comprar mais meia dúzia de potinhos rezando pra que a loira grossa não estivesse no recinto.
O saldo da brincadeira é um congelador superlotado, com variedades gastronômicas básicas para o resto mês.
Hoje, seria de se esperar que eu sossegasse.
Nada disso.
Até há pouco, lá estava eu me atracando com o x-14, o desengordurante e o fogão.
Maravilha fogão limpo!
O plano era lavar o banheiro também logo hoje, mas eu também entrei num momento de aniquilação neuronal em que fico prostrada, depois de vários meses em off, diante da televisão assistindo todos os episódios disponíveis de Law and Order que o Universal me oferece repetidamente todas as noites.
Pelo menos essa semana.
Fiz sobrancelha, farei as unhas, esfregarei mais um monte de sujeira.
Sim, sobrevivi à viagem. :)
Um dia, se me der na telha eu conto.
Vou registrar só meus imensos agradecimentos ao Fernando, um senhor simpaticíssimo que percebeu que eu ia treco dentro do avião na ida e passou duas horas conversando comigo pra me distrair, especialmente quando o avião inventou de balangar e eu comecei a ficar branca feito um papel, enquanto eu ia pensando cá comigo: "eles tá tentando me distrair... e eu tô caindo...". Salvou minha ida e foi um prazer. Adoro gente inteliegente! Ainda mais quando eles resolvem me salvar de grátis.
Na volta os agradecimentos ficam por conta da TAM que serve cerveja no vôo.
Enfim, cheguei, maravilha estar de volta ao lar!
Maravilha ter boteco perto de casa que encerra entrega, mas abre excessão pra tua pizza!
Maravilha terça ter sido feriado e eu ter podido ficar estirada no sofá quase que o dia todo!
Maravilha Olívia de volta em casa zoneando o barraco!
Aí, eis que ontem...
Sabe a história da mulher que tá tão cheia de coisa dentro da cabeça que não consegue sossegar e começa a ter um comportamento um pouco compulsivo?
Então...
Procede.
Ontem, depois de reabastecer a despensa em 3 supermercados diferentes, resolvi cozinhar.
Mas não foi cozinhar um miojinho amigo, não.
Foram duas variedades de arroz, uma panela de feijão, uma carne elaborada, duas variedades de gelatina (diet e normal), um sopão, numa tarefa que levou praticamente o dia inteiro, que me fez ter o maior respeito do mundo pelo povo que cozinha no restaurante a quilo.
Foi uma espécie de transe.
Eu comecei e não conseguia parar.
Pior.
Por causa do surto, tive que quebrar uma promessa.
Aqui na minha área não existem muitas lojinhas de tranqueiras de casa 1,99, só uma.
E, há um ano atrás, eu fui lá comprar potes (rá) e tive uma briga com a grossa da gerente que me tratou como se fosse uma 171 safada, enquanto ela que estava errada. Fiquei furiosa e jurei que não comprava mais nada lá.
Por causa de um panelão de feijão e a inexistência de potinhos sobrando na casa, meti meu rabão entre as pernas, e fui até lá sorrateiramente comprar mais meia dúzia de potinhos rezando pra que a loira grossa não estivesse no recinto.
O saldo da brincadeira é um congelador superlotado, com variedades gastronômicas básicas para o resto mês.
Hoje, seria de se esperar que eu sossegasse.
Nada disso.
Até há pouco, lá estava eu me atracando com o x-14, o desengordurante e o fogão.
Maravilha fogão limpo!
O plano era lavar o banheiro também logo hoje, mas eu também entrei num momento de aniquilação neuronal em que fico prostrada, depois de vários meses em off, diante da televisão assistindo todos os episódios disponíveis de Law and Order que o Universal me oferece repetidamente todas as noites.
Pelo menos essa semana.
Fiz sobrancelha, farei as unhas, esfregarei mais um monte de sujeira.
Sim, sobrevivi à viagem. :)
quinta-feira, setembro 2
É muito abuuuuuuso
Ligo eu, feliz e contente, para a coperativa de taxi.
Como já tomei vários esporros dos taxistas, aviso:
- Preciso de troco para 50. - Detalhe aí: a corrida vai dar bem uns 25.
- Pode parar pra trocar?
- Ah, eu preferia que não.
- Ah, mas vai ser difícil um motorista com troco...
- Pô, mas às 5 da tarde?
- É que tem motorista que começou a trabalhar agora...
Cara, na boa, se você é motorista de taxi, precisa sair pra trabalhar com troco, não é, não?
Depois, hoje em dia, achar que troco de 25 é muita grana é um desplante, não é, não?
Como já tomei vários esporros dos taxistas, aviso:
- Preciso de troco para 50. - Detalhe aí: a corrida vai dar bem uns 25.
- Pode parar pra trocar?
- Ah, eu preferia que não.
- Ah, mas vai ser difícil um motorista com troco...
- Pô, mas às 5 da tarde?
- É que tem motorista que começou a trabalhar agora...
Cara, na boa, se você é motorista de taxi, precisa sair pra trabalhar com troco, não é, não?
Depois, hoje em dia, achar que troco de 25 é muita grana é um desplante, não é, não?
quarta-feira, setembro 1
Dois amigos, dois fatos, um congresso
Um amigo:
- Mas é medo de quê? Apresentar o trabalho?
- Não, cara, é medo do avião, medo do frio, medo de me perder...
- Ih, credo! Parece eu quando vim de Barbacena... Vão ser quantos dias?
- 5...
- 5 dias, em outra cidade, sem filho, tá reclamando de quê?! Maravilha!!!
- Mas eu vou estudar o dia todo...
- Renata, seguinte: congresso tem sempre que rolar uma gazetinha. A gente finge que vai ali, falta uma mesa aqui, senão a gente fica doido. Deixa de ser boba e aproveita!
Fato.
Desde que a criança nasce, o que a mãe mais quer é uma viagem de férias sozinha. Sem diminuir filho ou coisa que o valha, mas a gente sonha quase que o tempo todo com férias em algum lugar bem longe e sem criança por perto.
Eu já fiz lá umas viagens, mas não era tão longe assim.
Dessa vez não é bem férias, mas é longe.
O lance é que quando a viagem chega, a gente não sabe muito bem o que fazer com ela e não quer largar da criança.
Outro amigo:
- Ai, mas é meio assustador...
- Renata, se fulano de tal (não vou falar o nome) pode falar não sei aonde (eu sei, vocês não vão saber), você também pode falar num congresso.
Fato.
A maior parte daquelas pessoas que eu conheci um dia, que prometiam um mundo perverso e aprontaram tudo e mais um pouco na vida, hoje são pais de família e acadêmicos que falam pra outras pessoas - eu só falo, mas um dia, quem sabe? - ensinam coisas às pessoas.
Um pouco assustador, mas é verdade...
- Mas é medo de quê? Apresentar o trabalho?
- Não, cara, é medo do avião, medo do frio, medo de me perder...
- Ih, credo! Parece eu quando vim de Barbacena... Vão ser quantos dias?
- 5...
- 5 dias, em outra cidade, sem filho, tá reclamando de quê?! Maravilha!!!
- Mas eu vou estudar o dia todo...
- Renata, seguinte: congresso tem sempre que rolar uma gazetinha. A gente finge que vai ali, falta uma mesa aqui, senão a gente fica doido. Deixa de ser boba e aproveita!
Fato.
Desde que a criança nasce, o que a mãe mais quer é uma viagem de férias sozinha. Sem diminuir filho ou coisa que o valha, mas a gente sonha quase que o tempo todo com férias em algum lugar bem longe e sem criança por perto.
Eu já fiz lá umas viagens, mas não era tão longe assim.
Dessa vez não é bem férias, mas é longe.
O lance é que quando a viagem chega, a gente não sabe muito bem o que fazer com ela e não quer largar da criança.
Outro amigo:
- Ai, mas é meio assustador...
- Renata, se fulano de tal (não vou falar o nome) pode falar não sei aonde (eu sei, vocês não vão saber), você também pode falar num congresso.
Fato.
A maior parte daquelas pessoas que eu conheci um dia, que prometiam um mundo perverso e aprontaram tudo e mais um pouco na vida, hoje são pais de família e acadêmicos que falam pra outras pessoas - eu só falo, mas um dia, quem sabe? - ensinam coisas às pessoas.
Um pouco assustador, mas é verdade...
terça-feira, agosto 31
Começou...
O Pânico é tão grande que as costas doem de tensão 24 horas e cada avião que passa voando por cima da minha casa me dá enjôo...
Daqui a 48 horas vou ser eu lá em cima.
Drogaquemedo.
Daqui a 48 horas vou ser eu lá em cima.
Drogaquemedo.
sexta-feira, agosto 27
Sexta-feira
Primeiro a máquina de lavar quebrou.
Com água dentro.
Depois, fui visitar mais um colégio que partiu meu coração de mãe.
O segundo da semana.
Emendei bombando 3 horas e algo de pronto socorro infantil.
Agora, vou trabalhar e as costelas me doem.
E depois nêgo ainda tem a pachorra de dizer que eu reclamo demais...
Com água dentro.
Depois, fui visitar mais um colégio que partiu meu coração de mãe.
O segundo da semana.
Emendei bombando 3 horas e algo de pronto socorro infantil.
Agora, vou trabalhar e as costelas me doem.
E depois nêgo ainda tem a pachorra de dizer que eu reclamo demais...
Silêncio
Domingo à noite, numa rua tranquila de Copacabana, num lugar onde a associação de moradores traduz a atmosfera ao se autoproclamar oásis. Pouca luz, é uma rua quase escura. Pouca gente, é uma rua quase deserta.
Uma das principais avenidas do bairro ficou para trás, com seus carros barulhentos, suas pessoas que assam churrasquinhos nas portas dos botecos barulhentos.
Devia haver silêncio aqui.
Primeiro vem o som dos meus sapatos na calçada, depois passa uma senhora cantando uma alegre e desafinada melodia enquanto passeia com seu cachorro, um alarme soa, um outro cachorro uiva, um carro passa, o vento sopra, as chaves do chaveiro formam um conjunto de sons que me acompanham enquanto subo a rua.
Por mais que eu não diga uma palavra, cante uma música, só ande, aqui, o silêncio não existe.
Terça-feira, dentro de casa, sozinha trabalhando.
Operários martelam na obra ao lado, cantam, conversam e gritam. Aviões passam a intervalos constantes espalhando um rugido alto pelo ar. Um caminhão passa na rua lá fora chacoalhando alguma coisa, procurando uma vítima de atropelamento talvez, fazendo tremer o chão. Uma ambulância vai ou volta de um salvamento ou transferência, fazendo soar sua sirene. Nos meus fones de ouvido um pesquisador fala por horas sobre algum assunto altamente desisnteressante, levando embora com ele alguma parcela do que ainda me resta de audição.
Na minha cabeça o que se ouve é: cacofonia, cacofonia, cacofonia.
Por mais que eu não diga uma palavra, cante uma música, só ande, aqui, o silêncio não existe.
Sexta-feira, dentro de casa, quase começando o dia.
De dentro da banheira, minha gripada filha canta músicas inventadas e conversa com seus bonecos ininterruptamente. Na televisão, Pato Donald e Pateta travam algum diálogo construtivo entre um e outro intervalo com musiquinhas cruelmente altas. O porteiro passa lá fora empurrando a lixeira para, logo em seguida, se pôr a varrer a área de serviço do prédio. O telefone toca. O som dos meus dedos no teclado.
Lá fora, as ruas de botafogo me esperam com seus pedestres furiosos e apressados, uma gente que corre, corre, não olha pros lados, atropela o adversário de calçada, fala alto nos celulares.
Por mais que eu não diga uma palavra, cante uma música, só ande, aqui, o silêncio não existe.
Chego a pensar em cortar as orelhas, tal qual o pintor que tanto gostava de amarelos, mas penso que se as cortasse, dentro da minha cabeça ainda existiriam os pensamentos intermitentes e ininterruptos. O falatório e a cacofocia continuariam a existir, mesmo quando eu dormisse.
O silêncio anda sendo uma necessidade, um desejo.
O barulho de crianças num colégio, de pessoas reunidas em bares nas ruas à noite, das caixas de som poderosas de boates, de todos os lugares, me sufoca.
O silêncio é uma necessidade.
Infelizmente, aqui, o silêncio não existe.
Uma das principais avenidas do bairro ficou para trás, com seus carros barulhentos, suas pessoas que assam churrasquinhos nas portas dos botecos barulhentos.
Devia haver silêncio aqui.
Primeiro vem o som dos meus sapatos na calçada, depois passa uma senhora cantando uma alegre e desafinada melodia enquanto passeia com seu cachorro, um alarme soa, um outro cachorro uiva, um carro passa, o vento sopra, as chaves do chaveiro formam um conjunto de sons que me acompanham enquanto subo a rua.
Por mais que eu não diga uma palavra, cante uma música, só ande, aqui, o silêncio não existe.
Terça-feira, dentro de casa, sozinha trabalhando.
Operários martelam na obra ao lado, cantam, conversam e gritam. Aviões passam a intervalos constantes espalhando um rugido alto pelo ar. Um caminhão passa na rua lá fora chacoalhando alguma coisa, procurando uma vítima de atropelamento talvez, fazendo tremer o chão. Uma ambulância vai ou volta de um salvamento ou transferência, fazendo soar sua sirene. Nos meus fones de ouvido um pesquisador fala por horas sobre algum assunto altamente desisnteressante, levando embora com ele alguma parcela do que ainda me resta de audição.
Na minha cabeça o que se ouve é: cacofonia, cacofonia, cacofonia.
Por mais que eu não diga uma palavra, cante uma música, só ande, aqui, o silêncio não existe.
Sexta-feira, dentro de casa, quase começando o dia.
De dentro da banheira, minha gripada filha canta músicas inventadas e conversa com seus bonecos ininterruptamente. Na televisão, Pato Donald e Pateta travam algum diálogo construtivo entre um e outro intervalo com musiquinhas cruelmente altas. O porteiro passa lá fora empurrando a lixeira para, logo em seguida, se pôr a varrer a área de serviço do prédio. O telefone toca. O som dos meus dedos no teclado.
Lá fora, as ruas de botafogo me esperam com seus pedestres furiosos e apressados, uma gente que corre, corre, não olha pros lados, atropela o adversário de calçada, fala alto nos celulares.
Por mais que eu não diga uma palavra, cante uma música, só ande, aqui, o silêncio não existe.
Chego a pensar em cortar as orelhas, tal qual o pintor que tanto gostava de amarelos, mas penso que se as cortasse, dentro da minha cabeça ainda existiriam os pensamentos intermitentes e ininterruptos. O falatório e a cacofocia continuariam a existir, mesmo quando eu dormisse.
O silêncio anda sendo uma necessidade, um desejo.
O barulho de crianças num colégio, de pessoas reunidas em bares nas ruas à noite, das caixas de som poderosas de boates, de todos os lugares, me sufoca.
O silêncio é uma necessidade.
Infelizmente, aqui, o silêncio não existe.
terça-feira, agosto 24
...Eu devia estar estudando, tenho uma apresentação importante pra fazer...
...Eu devia estar lendo, dois livros rolando, outros tantos na estante, uma porrada de artigos, uma tese...
...Eu devia estar dormindo, amanhã vai ser mais um dia cheio...
...Mas cá estou ouvindo Morrissey, pensando besteira...
...All bad ideas, very bad ideas...
...Eu devia estar lendo, dois livros rolando, outros tantos na estante, uma porrada de artigos, uma tese...
...Eu devia estar dormindo, amanhã vai ser mais um dia cheio...
...Mas cá estou ouvindo Morrissey, pensando besteira...
...All bad ideas, very bad ideas...
quarta-feira, agosto 18
Sim, nós chegamos lá!
- Mãe, eu quero um irmãozinho.
- Minha filha, pra mamãe te dar um irmãozinho blablabla...
- Eu quero um irmãozinho.
- Então, blablabla...
- Mas eu quero um irmãozinho!
- Cara, pede pro seu pai.
- Tá bom.
- Minha filha, pra mamãe te dar um irmãozinho blablabla...
- Eu quero um irmãozinho.
- Então, blablabla...
- Mas eu quero um irmãozinho!
- Cara, pede pro seu pai.
- Tá bom.
terça-feira, agosto 17
Apavorada com a idéia de viajar.
Mais que de palestrar, medo do avião, medo do frio, medo de lugar que eu não conheço, medo, medo, medo.
Tão tensa que acordei às 2 e meia da manhã e não conseguia dormir de novo.
Por causa da viagem descapitalizei.
E ainda tem que ver colégio, providenciar fantasia, ver as últimas coisas da festa...
Prevejo outro surto para breve.
Mais que de palestrar, medo do avião, medo do frio, medo de lugar que eu não conheço, medo, medo, medo.
Tão tensa que acordei às 2 e meia da manhã e não conseguia dormir de novo.
Por causa da viagem descapitalizei.
E ainda tem que ver colégio, providenciar fantasia, ver as últimas coisas da festa...
Prevejo outro surto para breve.
sábado, agosto 14
quarta-feira, agosto 11
O Surto continua...
Saí para ir ao banco.
Dei de cara na porta.
Daí, comprei ingressos para ir ao cinema, mesmo sabendo que tenho que trabalhar hoje à noite.
Entendeu?
Nem eu.
Dei de cara na porta.
Daí, comprei ingressos para ir ao cinema, mesmo sabendo que tenho que trabalhar hoje à noite.
Entendeu?
Nem eu.
terça-feira, agosto 10
Rebelei-me
Para variar.
Ainda não cheguei direito.
Ontem, trabalhei involuntariamente, depois de encarar mais de 6 horas de caminhos até chegar na minha caótica e bagunçada casa.
Hoje, o recado, "se você quiser adiantar...".
Não quis.
Se tivessem me deixado descansar a beleza ontem como combinado, se tivessem tido alguma compaixão pela minha cansada pessoa, talvez hoje eu quisesse; mas não foi o que aconteceu.
Gastei meu dia lendo notícias, blogs, conversando muito pouco...
Respondi e-mail, mandei e-mail...
Caí de novo na carência desnecessária e nos pensamentos de museu.
Não fiz nada mais que o necessário.
Primeiro, preciso arrumar minha casa.
Ter eu compaixão por mim mesma.
Preciso chegar.
E abstrair do peão de obras que passa constantemente pela minha janela fungando feito um porco selvagem.
Ainda não cheguei direito.
Ontem, trabalhei involuntariamente, depois de encarar mais de 6 horas de caminhos até chegar na minha caótica e bagunçada casa.
Hoje, o recado, "se você quiser adiantar...".
Não quis.
Se tivessem me deixado descansar a beleza ontem como combinado, se tivessem tido alguma compaixão pela minha cansada pessoa, talvez hoje eu quisesse; mas não foi o que aconteceu.
Gastei meu dia lendo notícias, blogs, conversando muito pouco...
Respondi e-mail, mandei e-mail...
Caí de novo na carência desnecessária e nos pensamentos de museu.
Não fiz nada mais que o necessário.
Primeiro, preciso arrumar minha casa.
Ter eu compaixão por mim mesma.
Preciso chegar.
E abstrair do peão de obras que passa constantemente pela minha janela fungando feito um porco selvagem.
segunda-feira, agosto 9
Voltei da Flip querendo terminar o conto dos coelhos, que estava bom.
Resolvi que ia começar a ler um livro fino, mas depois de um telefonema do trabalho, resolvi me atracar com Stephen King de novo.
Sim, ainda existem livros dele que eu não li.
Os livros dele me deixam feliz.
Tô muitos afins de cultivar e manter estados de felicidade.
Depois eu conto da viagem...
Resolvi que ia começar a ler um livro fino, mas depois de um telefonema do trabalho, resolvi me atracar com Stephen King de novo.
Sim, ainda existem livros dele que eu não li.
Os livros dele me deixam feliz.
Tô muitos afins de cultivar e manter estados de felicidade.
Depois eu conto da viagem...
quarta-feira, agosto 4
Eu tenho um Saco de Roupas
Não lembro se eu já falei aqui, mas se falei, vou falar de novo.
Odeio passar roupa.
Do fundo do meu útero.
Eu lavo as roupas.
Todas.
E, com uma freqüência que, segundo a minha mãe, beira o doentio.
Mas não passo.
Até algum tempo atrás, eu tirava o dia e ficava lá...
Passando a roupa acumulada...
Com dor nas costas...
Maldizendo a vida.
Há uns meses eu parei com isso.
Não passo mais.
Apiedada da minha situação, de três em três meses, minha mãe me empresta a faxineira dela para fazer o trabalho sujo (ou seria limpo?).
Do mês passado pra cá tenho pensado seriamente em contratar uma passadeira.
Mas, como as minhas idéias demoram um certo tempo morando dentro da cabeça antes de virarem realidade realizada, eu tenho um saco de roupas.
Limpas e amarfanhadas.
Num saco.
Véspera de viagem o quê acontece?
As roupas saem do saco e tomam a cama.
Preciso achar as roupas para pôr na mala.
Noite passada dormimos juntas.
Eu e as roupas.
Cada uma ocupando uma metade da cama.
Achei as roupas.
Fiz as malas.
Quem ficou, voltou pro saco.
Pro meu grande e branco saco de roupas limpas e amarfanhadas.
Preciso dar um jeito nele.
Odeio passar roupa.
Do fundo do meu útero.
Eu lavo as roupas.
Todas.
E, com uma freqüência que, segundo a minha mãe, beira o doentio.
Mas não passo.
Até algum tempo atrás, eu tirava o dia e ficava lá...
Passando a roupa acumulada...
Com dor nas costas...
Maldizendo a vida.
Há uns meses eu parei com isso.
Não passo mais.
Apiedada da minha situação, de três em três meses, minha mãe me empresta a faxineira dela para fazer o trabalho sujo (ou seria limpo?).
Do mês passado pra cá tenho pensado seriamente em contratar uma passadeira.
Mas, como as minhas idéias demoram um certo tempo morando dentro da cabeça antes de virarem realidade realizada, eu tenho um saco de roupas.
Limpas e amarfanhadas.
Num saco.
Véspera de viagem o quê acontece?
As roupas saem do saco e tomam a cama.
Preciso achar as roupas para pôr na mala.
Noite passada dormimos juntas.
Eu e as roupas.
Cada uma ocupando uma metade da cama.
Achei as roupas.
Fiz as malas.
Quem ficou, voltou pro saco.
Pro meu grande e branco saco de roupas limpas e amarfanhadas.
Preciso dar um jeito nele.
terça-feira, agosto 3
É chegada a hora de começar a me conformar no fundo do meu ser e reconhecer que, nem que eu começe um projeto "Veja Um Filme Por Dia"/ "Leia Um Livro A Cada Dois Dias", serei capaz de bater a listinha ou chegar aos pés do que ela foi ano passado.
2010: o ano em que, definitvamente, não faremos contato.
Agosto já, meu povo...
...E eu continuo nada satisfeita com ele.
2010: o ano em que, definitvamente, não faremos contato.
Agosto já, meu povo...
...E eu continuo nada satisfeita com ele.
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