segunda-feira, outubro 31

Tem algum tempo já que me pego com a sensação de que está tarde para fazer, ter, conseguir realizar algumas das coisas que eu queria da vida.

Pensar em começar uma nova carreira lá pelos 40 e no longo caminho que eu ainda tenho pela frente até que isso aconteça, às vezes me faz ter essa sensação.

Pensar que nunca mais nesta vida eu vou ter a oportunidade de completar bodas de ouro com alguém, me faz ter essa sensação.

Depender financeiramente de ajuda, me faz ter essa sensação.

Ver minha filha cada dia maior, me faz feliz, mas com essa sensação.

Aí, um dia eu acordo e resolvo retomar um hábito antigo, sem querer.

Quando era bem mais nova, costumava andar pelas ruas cantando. Cantando mesmo. Sem me importar com quem estava em volta, se alguém estava vendo ou ouvindo.
Semana passada, vinha eu pela rua, e de repente: "We will never surrender!!!" - bem alto.

Não sei se alguém viu, não me importei, só ri.
Passei a fazer quase todos os dias.
Por que pra isso, ainda tenho tempo.

sábado, outubro 22

Sem querer me arranhei de tirar sangue.
Fundo.
Nível filme de terror.
Hora de cortar as unhas.

sexta-feira, setembro 30

Durante um momento, um mísero momento, quando eu olhei o saxofonista, me veio a imagem dele chegando em casa e dizendo pra mãe:

- Eu vou tocar na banda do Stevie Wonder!

Aí ele começou a cantar "você abusou" e toda, toda a mágica do momento se foi.

- FIM -

quarta-feira, setembro 28

Esquema "quando morrer eu durmo"...

segunda-feira, setembro 12

Neste momento, neste exato momento, tudo o que eu precisava era mais duas no dia (para poder dormir) e/ou mais dois mil reais por mês (para pagar uma empregada) e/ou um marido (para um cafuné pór perrengue).

Sim, eu ainda mitifico.

Inacreditavelmente.
Foi só eu resolver voltar a dar as caras no facebook que 5 minutos depois a criança levantou e deu uma vomitada profissional no quarto - daquelas que pegam parede, porta, chão...
Odeio vômito.
Morro de nojo.
Nem sendo de filho eu limpo feliz.
Achei um mau auspício...
A Frase que mais me marcou em "Um Dia" é quando ela se vira pra ele e diz:

- Eu te amo (...), mas eu não gosto mais de você.

Ela me bateu tão fundo, mas tão fundo, muito provavelmente por que eu já estive nessa situação mais de uma vez na vida, infelizmente.
E eu não quero mais essa situação pra mim.
Nunca mais.
A simples percepção de que esse tipo de situação se aproxima e poderia acontecer de novo é ruim.

A percepção de que você gosta de alguém que sequer liga se você está respirando também é de um desconforto cruel.
E eu também não quero mais isso.
A percepção vinha me acompanhando há alguns dias - hoje se transformou em fato.
Não posso dizer o "eu te amo", mas já posso afirmar que eu não gosto mais dele.

E assim segue a vida...

sexta-feira, setembro 2

"Sexta-feira, 02 de setembro de 2011

A lua em escorpião move você na direção do amor e dos romances. A fase continua tensa, mas você deve tentar se entregar, pois a tentativa de controle não terá nenhum sucesso."

Já pode chorar?

quinta-feira, setembro 1

Find me, I'm drowning
Then once again
There's nothing left I fear
There's nothing more to say
And no more games to play
...Eu sabia que tinha uma vibe "Asas do Desejo"...
...Senti o cheiro lá no início...

*Não existe esperança*

terça-feira, agosto 30

Chafurdando no vasto mar da infelicidade.
Detesto me sentir assim.
Preciso chorar.
Um choradão daqueles - copioso.
Meia hora de leitura, depois, um breve cochilo.
Agora vivo de breves cochilos.
Esse fim de semana minha mãe se mudou.
De consultório, não de casa.
Mas, se a gente levar em consideração que ela passa mais tempo no consultório do que em casa...
...Enfim, fui ajudar.

Mudança quando a gente paga é aquilo, se você não tomar cuidado, os caras embalam você junto.
E ela estava há muitos anos no mesmo lugar, e não teve tempo para fazer uma limpeza prévia do que deveria ir ou não na mudança; resultado, cada caixa que se abria, tinha coisas do arco da velha.
E é na hora do entulho que a gente percebe que a mãe da gente está envelhecendo.

Ela anda com uma mania, que eu só percebi e se agravou desde que eu saí de casa, de cultivar coisas com prazo de validade vencidos. Tanto na casa dela, como lá, joguei algumas coisas fora à força. O pior é que ela usa as tais coisas...!
É uma praga de família passada geração pós geração de entulhação.
Não tiro o meu da reta - aqui em casa tem muito entulho. Tenho caixas que ainda não abri desde a minha mudança.
Mas os produtos vencidos...

Pensei cá com os meus botões e acabei expondo o medo que eu tenho do dia que ela morrer e eu tiver que fazer aquela "limpeza na casa dela". Nós rimos muito, mas ela confessou que também já pensou nisso.
Penso nos armários, nas gavetas dela e me dá um certo desespero.

No fim do dia, saímos, fomos a um balé.
E, em alguns pedaços ela dormiu quase que sonoramente.
Pensei que não era uma idade boa para fazer mudanças.
Que ninguém deveria se mudar aos 61 anos, se não fosse para A Casa dos Sonhos ou algo que o valha.
Mas lá estava ela.
Firme e forte.

Hoje penso aqui o Quanto ela é importante e me dá força nessa vida.
O exemplo que ela é.
Em tudo.
E o quanto eu realmente não quero fazer a tal limpeza tão cedo - com ou sem produtos vencidos.

segunda-feira, agosto 29

Tô quase começando a ficar preocupada com a quantidade de vezes que eu tenho repetido "Eu não tô ficando louca" esse mês.
Cá estava eu de novo, pensando que a melhor coisa a fazer no momento é tomar um chá de sumiço.
Pensado no assunto e fazendo todos os trocadilhos já imaginados pela mente humana.
Não seria o chá ideal, nem eu quero ficar sem ver e falar com as pessoas durante muito tempo, mas um cházinho - colherzinha de chá de sumiço.
Faz parte do processo de cura...

Me peguei pensando no meu vasto e negro passado.
Fiz elocubrações em torno do nome - já passaram outros 3 com o mesmo nome, o mesmo modus operandi, o mesmo incômodo perverso...
Fiz elocubrações sobre os times de futebol - achei que estava salva, visto que o rapaz não era flamenguista e estes têm sido perigosos nos últimos anos, mas me lembrei de um outro do mesmo time há muitos e muitos anos atrás que também não foi um sucesso de público e bilheteria. Fui feliz por algum tempo com torcedores do Fluminense.
Cheguei à conclusão de que meu sonho dourado seria um homem que simplesmente não gostasse de futebol, mas isso não existe até onde eu saiba - acho que fecharia com um time obscuro, de fora do Rio. Feliz.
Elocubrei bastante.

E, contrariando todas recomendações, me deu uma vontade louca de me render e ir ler "Um Dia". Historinha de amor.
Historinhas de amor pra quem não tem sorte nenhuma nesse campo há muito, muito, muito tempo são altamente contraindicadas. Comecei, já passaram vá rios anos (no livro) e eu não consigo largar, na esperança de que a Emma ainda consiga ser feliz. Algo me diz que isso não vai acontecer, que a esperança que eu preciso, quero e procuro para que a minha própria esperança não definhe de vez não vai estar ali.
Por enquanto eu só me identifico fortemente - tô entendendo o porquê dos caracteres terem virado um tremendo best seller.

E assim continuo eu, procurando a minha historinha de amor...

domingo, agosto 28

E ontem no meio de todo o furacão todo eu saí.
Saí de casa toda trabalhada no pecado, inundada de más intenções, mas acabei me comportando...
...Mais ou menos...
O pecado em si não aconteceu - teve uma conversa ali, da qual eu não me lembro absolutamente do contexto, mas nada aconteceu.
Fato é que foi uma noite muito boa.
Teve balet, teve jantar chique e depois teve uma penca de amigos, muitas e muitas músicas, muitos risos - me diverti imensamente.
Acho que estava merecedora de uma noite assim.
Me conforta saber que eu posso sempre ter noites assim.
Que eu tenho amigos bacanas.
Não sei como fui deitar na cama e acordei no sofá; mas foi tão revigorante que não tive um pingo de ressaca e estou trabalhando sem sequer me importar com o fato de que hoje é domingo.
Noites e dias assim são bons.

sexta-feira, agosto 26

A lógica da sandália nova é: quanto mais perto você vai chegando do seu destino final, da possibilidade de tirar ela dos pés, mais ela aperta, machuca, retira lascas concretas da sua pele.
Ontem perdi lascas em cinco dedos, nos calcanhares, ganhei uma dor digna de ser chamada de dor.
Um pouco depois começaram as cólicas...
Mais um pouco depois, o arquivo trava, eu perco tudo e sou obrigada a refazer o que já estava pronto.
Ninguém mandou cantar vitória antes do tempo - o tão esperado banho fervendo, que cura cólica, alivia os pés maltratados, demorou para sair.
Mas saiu.
Na hora de deitar, até o lençol me doía no corpo.

Acordei sem dores nos pés, nas costas e nas outras partes que reclamavam quando as luzes apagaram.
A dor de hoje é diferente, ao mesmo tempo familiar.
Veio forte e violenta numa manhã chuvosa, ao invés de no fim do dia, quando tudo mais se apaga.

Há uns 3 dias, amigos conclamam o fim do mês de agosto - o mês do desgosto.
Hoje, faço minhas as palavras deles.
Sonho com uma noite bem dormida - sem despertadores tocando, homens cavando do lado de fora, hora de escola e trabalho, sem dores gritando no corpo.
Sonho com um abraço.
Com o fim do desgosto.

quarta-feira, agosto 24

Acordei num azedume sem fim.
Aí resolvi onde vou investir a verba literária do mês - mesmo estando sem tempo até de ler o jornal.
Aí me senti um pouquinho - só um pouquinho - melhor.

terça-feira, agosto 23

Segundo dia de comida tailandesa...
Meu estômago não se sente lá muito feliz com isso.
Um mês sem, por outro lado.
A cabeça internaliza, processa a informação e se conforma, mas meu coração também não anda muito feliz com isso.

segunda-feira, agosto 15


Foi como quando você prova uma comida nova e descobre que gosta demais dessa comida nova, aí vai e come uma comida velha e lamenta muitíssimo - não se sente pleno depois, sabe?