No Dia das Mães, a coreografia da Olívia foi ao som de "Meteoro da Paixão". Deixei passar e até chorei porque ela é linda até ao som de Luan Santa e coisa e tal.
Ontem no dever de casa, o texto era "Brincadeira de criança" do Molejo.
Acho que vou falar com a diretora antes que isso fique mais grave.
"Um leitor vive mil vidas antes de morrer. O homem que nunca lê vive apenas uma." George R.R. Martin
terça-feira, maio 31
quarta-feira, maio 4
Hoje eu fui ao banco
E daí, você pergunta?
É uma tarefa normal, desempenhada por reles mortais todos os dias...
Eu, que de reles tenho muito e muito pouco, porém, só costumo executar este ritual medieval uma, no máximo duas vezes por mês.
E, quando o faço, costumo levar comigo "o livro da vez" para tentar não me aborrecer.
Acontece que "o livro da vez" foi esquecido na estante da mamãe; os outros dois não são exemplares com quem eu esteja furiosamente atracada; então hoje, excepcionalmente, levei meu mp3 - na minha opinião um aparelho supervalorizado pela maioria do povaréu.
E então eu entrei na fila.
A vibe anda metal, mas deparei-me com o Flaming Lips e pensei cá com meus botões que Wayne poderia ser uma boa companhia naquele momento de infelicidade.
A fila do banco, por motivos que não vou nem gastar neurônios tentando adivinhar, ao invés de fazer o típico zig zag de fila de banco, dava a volta em toda a extensão do porãozinho claustrofóbico onde a administração resolveu instalar os caixas para atendimento da plebe; logo, entre todos nós existia um enorme espaço, demarcado apenas por diversas setinhas cinzas (o caminho do zig zag).
Logo nos primeiros acordes, me deu uma vontade imensa de derepente ir ali pro meio e começar uma performance, uma apresentação solo, o apogeu da minha inexistente carreira de dançarina.
Mas desisti.
Fiz a fina e balancei a cabeça, tentando ignorar a Dona Moça Com Pressa que invadia meu espaço e ficava grudada no meu pescoço, como se isso fosse fazer a fila andar mais depressa - mas isso é outro assunto.
Uma ou duas músicas depois, enquanto eu dava discretas reboladinhas e batia meu pézinho no chão feliz e contente, uma senhorinha adentra o recinto e pede para falar com o gerente (se eu realmente quisesse era possível ouvir o que acontecia "do lado de fora") e começou uma parlamentação desenfreada típica das pessoas raivosas.
Neste momento tocava uma música particularmente animada, feliz mesmo, e me deu vontade de sair da fila e pôr os fones de ouvido na senhorinha para ver se ela se contagiava e ficava feliz junto comigo. Já que a dor é inevitável, melhor dançar do que gritar, não é mesmo?
Mas, fiquei com medo de ser contagiada pela enorme ira da senhorinha enfurecida e fiquei na minha, como a maior parte das pessoas - inclusive meu papagaio de pirata.
Depois disso, a coisa mais excitante que veio a me acontecer foi realizar, mais uma vez, o quanto eu gosto de músicas que têm palminhas - ainda que eu não bata palmas.
Depois disso, pensei cá com meus botões o quão lisérgica pode ser uma simples ida ao banco, quando se tem um pouco de imaginação (de qualquer tipo) e um pouco de música (de qualquer tipo).
É uma tarefa normal, desempenhada por reles mortais todos os dias...
Eu, que de reles tenho muito e muito pouco, porém, só costumo executar este ritual medieval uma, no máximo duas vezes por mês.
E, quando o faço, costumo levar comigo "o livro da vez" para tentar não me aborrecer.
Acontece que "o livro da vez" foi esquecido na estante da mamãe; os outros dois não são exemplares com quem eu esteja furiosamente atracada; então hoje, excepcionalmente, levei meu mp3 - na minha opinião um aparelho supervalorizado pela maioria do povaréu.
E então eu entrei na fila.
A vibe anda metal, mas deparei-me com o Flaming Lips e pensei cá com meus botões que Wayne poderia ser uma boa companhia naquele momento de infelicidade.
A fila do banco, por motivos que não vou nem gastar neurônios tentando adivinhar, ao invés de fazer o típico zig zag de fila de banco, dava a volta em toda a extensão do porãozinho claustrofóbico onde a administração resolveu instalar os caixas para atendimento da plebe; logo, entre todos nós existia um enorme espaço, demarcado apenas por diversas setinhas cinzas (o caminho do zig zag).
Logo nos primeiros acordes, me deu uma vontade imensa de derepente ir ali pro meio e começar uma performance, uma apresentação solo, o apogeu da minha inexistente carreira de dançarina.
Mas desisti.
Fiz a fina e balancei a cabeça, tentando ignorar a Dona Moça Com Pressa que invadia meu espaço e ficava grudada no meu pescoço, como se isso fosse fazer a fila andar mais depressa - mas isso é outro assunto.
Uma ou duas músicas depois, enquanto eu dava discretas reboladinhas e batia meu pézinho no chão feliz e contente, uma senhorinha adentra o recinto e pede para falar com o gerente (se eu realmente quisesse era possível ouvir o que acontecia "do lado de fora") e começou uma parlamentação desenfreada típica das pessoas raivosas.
Neste momento tocava uma música particularmente animada, feliz mesmo, e me deu vontade de sair da fila e pôr os fones de ouvido na senhorinha para ver se ela se contagiava e ficava feliz junto comigo. Já que a dor é inevitável, melhor dançar do que gritar, não é mesmo?
Mas, fiquei com medo de ser contagiada pela enorme ira da senhorinha enfurecida e fiquei na minha, como a maior parte das pessoas - inclusive meu papagaio de pirata.
Depois disso, a coisa mais excitante que veio a me acontecer foi realizar, mais uma vez, o quanto eu gosto de músicas que têm palminhas - ainda que eu não bata palmas.
Depois disso, pensei cá com meus botões o quão lisérgica pode ser uma simples ida ao banco, quando se tem um pouco de imaginação (de qualquer tipo) e um pouco de música (de qualquer tipo).
segunda-feira, abril 4
sexta-feira, abril 1
Primeiro de abril
Aniversário do meu pai.
Hora, dia, mês de voltar a animar a vida.
Preciso correr atrás do sono que me abandonou...
Preciso correr atrás de mendigar o conhecimento alheio e voltar a estudar, antes que eu desista dessa idéia - a linha é tênue, e anda bamba, bamba...
Preciso correr...
E voltar.
Preencher o nada.
Ler mais.
Preencher o nada.
Conviver com o nada é uma sensação estranha.
Quando sempre se viveu um milhão de confusões, amores e afins ao mesmo tempo, a sensação de torpor que o nada representa é nova.
Não é exatamente ruim.
É bom não sentir nada.
Não ter nada acontecendo.
É bom quando o seu maior problema na vida é conseguir passar de fase em algum joguinho acéfalo ou ficar com preguiça de arrumar mais um bombeiro na esperança de que o próximo, sim, seja O Cara que vai consertar a meleca da sua descarga.
Às vezes é bom ter a tranquilidade de saber que você não tem como ter o coração partido de novo e de novo e de novo.
Mas perde a graça...
Depois de um tempo o nada perde a graça.
Você acalmou, esvaziou a mente e o coração; se afundou no nada; incorporou o nada.
Se apaixonou pelo nada.
Mas começa a sentir falta do tudo.
E resolve não começar com o tudo, mas com um pouco dele - ainda existem partes do nada que estão muito bem aonde estão e lá vão ficar um tempo, porque é feliz, tranquilo e seguro - resolve botar um pouco a cara no mundo, ainda que ele ande lhe desagradando numa escala cada vez maior.
Porque é pra isso que a gente veio.
Pra ter hora, mês e dia de animar a vida.
Hora, dia, mês de voltar a animar a vida.
Preciso correr atrás do sono que me abandonou...
Preciso correr atrás de mendigar o conhecimento alheio e voltar a estudar, antes que eu desista dessa idéia - a linha é tênue, e anda bamba, bamba...
Preciso correr...
E voltar.
Preencher o nada.
Ler mais.
Preencher o nada.
Conviver com o nada é uma sensação estranha.
Quando sempre se viveu um milhão de confusões, amores e afins ao mesmo tempo, a sensação de torpor que o nada representa é nova.
Não é exatamente ruim.
É bom não sentir nada.
Não ter nada acontecendo.
É bom quando o seu maior problema na vida é conseguir passar de fase em algum joguinho acéfalo ou ficar com preguiça de arrumar mais um bombeiro na esperança de que o próximo, sim, seja O Cara que vai consertar a meleca da sua descarga.
Às vezes é bom ter a tranquilidade de saber que você não tem como ter o coração partido de novo e de novo e de novo.
Mas perde a graça...
Depois de um tempo o nada perde a graça.
Você acalmou, esvaziou a mente e o coração; se afundou no nada; incorporou o nada.
Se apaixonou pelo nada.
Mas começa a sentir falta do tudo.
E resolve não começar com o tudo, mas com um pouco dele - ainda existem partes do nada que estão muito bem aonde estão e lá vão ficar um tempo, porque é feliz, tranquilo e seguro - resolve botar um pouco a cara no mundo, ainda que ele ande lhe desagradando numa escala cada vez maior.
Porque é pra isso que a gente veio.
Pra ter hora, mês e dia de animar a vida.
quarta-feira, março 2
"Popularidade em alta
Vênus em trigono com Lua natal
DE: 02/03 (Hoje), 5h30
ATÉ: 11/03 , 12h13
Entre os dias 02/03 (Hoje) e 11/03, o planeta Vênus no céu estará formando um aspecto harmônico à Lua do seu mapa de nascimento, Renata. Este ciclo está associado a uma idéia de popularidade, charme social, boas situações envolvendo lazer, festas, encontros e reuniões. É um excelente momento para conhecer as pessoas certas, que poderão lhe beneficiar de alguma forma no seu trabalho ou em sua vida afetiva, ou até na vida espiritual. A qualidade natural deste momento envolve um bem-estar que está associado a uma busca por tudo aquilo que é bom e belo na sua concepção das coisas. É um período conveniente para interagir, fazer-se ver, conhecer gente nova. Suas emoções estarão fluindo a contento, e as pessoas em geral estarão lhe percebendo como alguém simpático. E é justamente por esta qualidade maior de simpatia neste momento que você tenderá a conseguir as coisas sem muito esforço, valendo-se mais do sorriso e da elegância.
Num sentido geral, esta tende a ser uma excelente fase para comprar roupas novas, embelezar-se ou ao seu ambiente doméstico, estrear um novo penteado, ou mesmo um novo estilo de visual. A vaidade é uma marca deste momento, e pode ser claramente aproveitada. A beleza, apesar de não ser a coisa mais importante do mundo, não deixa de ter sua importância, afinal! Cuidar de si, sentir-se bem é a ordem do momento, Renata!"
Com o carnaval na porta - por mais que eu deteste o carnaval - e 4 dias sem filha, não me parece de todo mau...
Fora que essa coisa de beleza e tal me deixou menos deprimida de estar enchendo a cara de colágeno. :)
Vênus em trigono com Lua natal
DE: 02/03 (Hoje), 5h30
ATÉ: 11/03 , 12h13
Entre os dias 02/03 (Hoje) e 11/03, o planeta Vênus no céu estará formando um aspecto harmônico à Lua do seu mapa de nascimento, Renata. Este ciclo está associado a uma idéia de popularidade, charme social, boas situações envolvendo lazer, festas, encontros e reuniões. É um excelente momento para conhecer as pessoas certas, que poderão lhe beneficiar de alguma forma no seu trabalho ou em sua vida afetiva, ou até na vida espiritual. A qualidade natural deste momento envolve um bem-estar que está associado a uma busca por tudo aquilo que é bom e belo na sua concepção das coisas. É um período conveniente para interagir, fazer-se ver, conhecer gente nova. Suas emoções estarão fluindo a contento, e as pessoas em geral estarão lhe percebendo como alguém simpático. E é justamente por esta qualidade maior de simpatia neste momento que você tenderá a conseguir as coisas sem muito esforço, valendo-se mais do sorriso e da elegância.
Num sentido geral, esta tende a ser uma excelente fase para comprar roupas novas, embelezar-se ou ao seu ambiente doméstico, estrear um novo penteado, ou mesmo um novo estilo de visual. A vaidade é uma marca deste momento, e pode ser claramente aproveitada. A beleza, apesar de não ser a coisa mais importante do mundo, não deixa de ter sua importância, afinal! Cuidar de si, sentir-se bem é a ordem do momento, Renata!"
Com o carnaval na porta - por mais que eu deteste o carnaval - e 4 dias sem filha, não me parece de todo mau...
Fora que essa coisa de beleza e tal me deixou menos deprimida de estar enchendo a cara de colágeno. :)
terça-feira, março 1
Deletei.
Pela última vez eu deletei.
Já havia deletado umas 4 vezes do MSN, umas 10 do celular.
Em todas elas, voltei atrás.
Desta vez, let's hope que eu seja forte o suficiente.
Desde o bode dominical tomei algumas atitudes - além do delete forever.
Fechei a boca, enchi o cabelo de creme, voltei pra cadmia, comecei a tomar 3 vitaminas...
No entanto, hoje, só pensava a cada mãozada de cápsulas: "Caraca, ser velha é uma merda...".
E é mesmo.
Nem ser velha, mas ser uma jovem velha.
Continuo tendo certeza absoluta que quando eu virar uma velha velha já vou estar mais acostumada.
O que mata é o limbo, a espera, a transição.
Diz lá o meu horóscopo que em breve colherei frutos de todos os meus esforços...
Uhmpf.
Quero só ver...
Já havia deletado umas 4 vezes do MSN, umas 10 do celular.
Em todas elas, voltei atrás.
Desta vez, let's hope que eu seja forte o suficiente.
Desde o bode dominical tomei algumas atitudes - além do delete forever.
Fechei a boca, enchi o cabelo de creme, voltei pra cadmia, comecei a tomar 3 vitaminas...
No entanto, hoje, só pensava a cada mãozada de cápsulas: "Caraca, ser velha é uma merda...".
E é mesmo.
Nem ser velha, mas ser uma jovem velha.
Continuo tendo certeza absoluta que quando eu virar uma velha velha já vou estar mais acostumada.
O que mata é o limbo, a espera, a transição.
Diz lá o meu horóscopo que em breve colherei frutos de todos os meus esforços...
Uhmpf.
Quero só ver...
segunda-feira, fevereiro 28
Tremenda dor nas costelas.
Mandei um Dorflex pra dentro e pensei cá comigo: "As coisas que eu preciso ir na rua comprar são realmente urgentes?".
Uhm...
Hoje não. São todas para amanhã.
Preciso então sair de casa agora?
Não.
Assim sendo, existem duas horas de espera até eu precisar pegar a filha no colégio.
Eu poderia trabalhar, mas...
...Meu trabalho é urgente?
O de hoje eu já acabei.
Então não.
O martelo foi batido.
Resolvi ver um filme e esperar o Dorflex bater.
Esperar...
Como eu tenho feito isso ultimamente.
PHD, brother...
Mandei um Dorflex pra dentro e pensei cá comigo: "As coisas que eu preciso ir na rua comprar são realmente urgentes?".
Uhm...
Hoje não. São todas para amanhã.
Preciso então sair de casa agora?
Não.
Assim sendo, existem duas horas de espera até eu precisar pegar a filha no colégio.
Eu poderia trabalhar, mas...
...Meu trabalho é urgente?
O de hoje eu já acabei.
Então não.
O martelo foi batido.
Resolvi ver um filme e esperar o Dorflex bater.
Esperar...
Como eu tenho feito isso ultimamente.
PHD, brother...
domingo, fevereiro 27
Bad trip, teu nome é Renata
Quando vi o dever de casa - "Faça a linha do tempo da sua vida" - logo vi que aquilo não ia dar certo.
Para sair direito, eu, a mãe, seria obrigada a rever fotos, fuxicar o passado.
E eu odeio fuxicar o passado.
Cancerianos são rancorosos, fato.
Então, muitas coisas, apesar de resolvidas, ainda despertam emoções se você bolir com elas.
Então, veio... Bateu a onda.
Como eu já fui mais magra, mais bonita, com um cabelo melhor...
Como eu já fui feliz, amada...
Vi pessoas que hoje não são mais minhas amigas, vi amores que hoje eu quero longe de mim pra sempre...
Lembrei de coisas que eu acreditava, fazia, pensava...
Como a vida muda, a gente cresce e definha mesmo.
Não foi bom pra mim esse dever de casa.
Assim como eu implico com aquela coisa do "aonde você imaginar estar daqui há 10 anos" - que, vamos lá, é um desperdício de imaginação, uma vez que semana que vem todos os seus planos podem levar você ribanceira abaixo ou acima - rever imagens e coisas e pessoas do passado nem sempre faz bem.
Meu cabelo está horrível.
Ando pensando o que posso fazer com ele para melhorar.
Estou gorda.
O mais gorda que já estive desde que a minha filha nasceu.
Há mais de um ano tento de todas as formas emagrecer - se engana quem diz que é só fazer dieta, a genética é uma filha da puta malvada, fora a idade - e o efeito, por enquanto, foi contrário.
Estou morta de mal amada.
TODOS, todos os meus últimos pseudorelacionamentos ou foram com pessoas que já haviam me dado um pé antes, ou não passaram do segundo, terceiro encontro.
Profissionalmente, estou estagnada e com medo deste semestre - que deveria estudar, mas, até agora, nada.
Ou seja.
E ainda fui olhar pra trás...
Desde Ofeu e Euridice a gente já devia ter aprendido que olhar pra trás não dá bom resultado.
Para sair direito, eu, a mãe, seria obrigada a rever fotos, fuxicar o passado.
E eu odeio fuxicar o passado.
Cancerianos são rancorosos, fato.
Então, muitas coisas, apesar de resolvidas, ainda despertam emoções se você bolir com elas.
Então, veio... Bateu a onda.
Como eu já fui mais magra, mais bonita, com um cabelo melhor...
Como eu já fui feliz, amada...
Vi pessoas que hoje não são mais minhas amigas, vi amores que hoje eu quero longe de mim pra sempre...
Lembrei de coisas que eu acreditava, fazia, pensava...
Como a vida muda, a gente cresce e definha mesmo.
Não foi bom pra mim esse dever de casa.
Assim como eu implico com aquela coisa do "aonde você imaginar estar daqui há 10 anos" - que, vamos lá, é um desperdício de imaginação, uma vez que semana que vem todos os seus planos podem levar você ribanceira abaixo ou acima - rever imagens e coisas e pessoas do passado nem sempre faz bem.
Meu cabelo está horrível.
Ando pensando o que posso fazer com ele para melhorar.
Estou gorda.
O mais gorda que já estive desde que a minha filha nasceu.
Há mais de um ano tento de todas as formas emagrecer - se engana quem diz que é só fazer dieta, a genética é uma filha da puta malvada, fora a idade - e o efeito, por enquanto, foi contrário.
Estou morta de mal amada.
TODOS, todos os meus últimos pseudorelacionamentos ou foram com pessoas que já haviam me dado um pé antes, ou não passaram do segundo, terceiro encontro.
Profissionalmente, estou estagnada e com medo deste semestre - que deveria estudar, mas, até agora, nada.
Ou seja.
E ainda fui olhar pra trás...
Desde Ofeu e Euridice a gente já devia ter aprendido que olhar pra trás não dá bom resultado.
quarta-feira, fevereiro 16
Gênio
Semana passada:
- Mãe, o que é encarar?
- Encarar é quando você fica olhando pra alguma coisa assim ó... (Encarei.)
Ontem à noite, quando percebi que teria que cozinhar:
...- É, minha filha, amanhã a mamãe vai ter que encarar o fogão...
- Você vai ficar olhando pra ele?
- Mãe, o que é encarar?
- Encarar é quando você fica olhando pra alguma coisa assim ó... (Encarei.)
Ontem à noite, quando percebi que teria que cozinhar:
...- É, minha filha, amanhã a mamãe vai ter que encarar o fogão...
- Você vai ficar olhando pra ele?
sexta-feira, fevereiro 4
Ele, de novo
"Sexta, 4 de fevereiro de 2011
Mercúrio entra em aquário e você vai preferir ficar quietinho dentro de você. "
Já desconfiava...
Mercúrio entra em aquário e você vai preferir ficar quietinho dentro de você. "
Já desconfiava...
quinta-feira, fevereiro 3
No mais, tá tudo bem...
Tudo vai bem...
Primeiro dia de aulas da criança foi um sucesso.
Irmão acampado vem me fazendo companhia - ele já entendeu com todas as letras que a irmã está meio na merda e tem sido mega atencioso, hoje tive um pouco de pena de a mais velha ter sido eu e não ele; eu não fui uma boa irmã mais velha, ele é.
As contas estão em dia.
Só falta eu conseguir voltar à minha amada e velha rotina, ao "todo dia ela faz tudo sempre igual"; e estudar.
Estou inquieta, e, mesmo com as coisas indo bem, continuo infeliz.
Pondo toda minha fé e boa vontade na semana que vem e no resto do ano...
P.S - Gostei do abraço, mas não gosto de anônimos.
Primeiro dia de aulas da criança foi um sucesso.
Irmão acampado vem me fazendo companhia - ele já entendeu com todas as letras que a irmã está meio na merda e tem sido mega atencioso, hoje tive um pouco de pena de a mais velha ter sido eu e não ele; eu não fui uma boa irmã mais velha, ele é.
As contas estão em dia.
Só falta eu conseguir voltar à minha amada e velha rotina, ao "todo dia ela faz tudo sempre igual"; e estudar.
Estou inquieta, e, mesmo com as coisas indo bem, continuo infeliz.
Pondo toda minha fé e boa vontade na semana que vem e no resto do ano...
P.S - Gostei do abraço, mas não gosto de anônimos.
"Quem me ouve pode até imaginar que a minha vida é uma sucessão de casos e aventuras, o que não é verdade. A maior parte do meu tempo passo (...) fazendo serviços domésticos, indo ao supermercado (...). Relacionamentos amorosos ocupam a menor parte da minha agenda, mas duvido que alguém parasse para saber das minhas peripécias na lavanderia ou na farmácia. A minha não é uma vida de exemplos edificantes que mereçam ser contados (...). De tão banal que eu sou, meu assunto é sempre o mesmo."
Claudia Tajes
Claudia Tajes
domingo, janeiro 30
...
Voltei de viagem hoje.
Outra.
A última por alguns meses, se tudo der certo.
Então aparece um muro - estávamos em Maguinhos - onde estava escrito:
O que realmente você quer para a sua vida?
Faz anos que eu não gosto muito de voltar de viagem.
Hoje, já estava não gostando quando vi essa frase.
Engraçado como a gente descobre frases "filosóficas" nos lugares mais esquisitos...
Antes de ler, já estava pensando...
Pensando nas coisas que eu tenho a fazer, resolver...
No meu coração, tão fudido, tão machucado...
E, quando eu vi a frase, pela primeira vez, não quis voltar pra casa mesmo.
Pela primeira vez, a imagem de que amanhã era segunda, da eventualidade de re-sol-ver , dis-cu-tir, chutar pra escanteio ou cair de cabeça no cimento coisas que doem - pela primeira vez, o conjunto dessa obra me fez chorar.
Pensei no meu emprego, e o quanto eu preciso melhorar isso.
No quanto fiquei chateada com o pensamento que para que eu pudesse bancar um fim de semana assim sozinha, seria preciso, no mínimo oito a dez meses de economia.
Tive um ataque de solidão.
Ainda que estivesse com a minha mãe a minha filha, a solidão pairava sobre mim, forte e densa.
Pensei na situação que, mais uma vez, eu abri para que acontecesse. No que eu deveria fazer, como podeira consertar...
Até chegar à conclusão que não tem conserto.
E que eu não sei se sou forte o suficiente para resolver sozinha.
Então eu chorei.
Quis ir embora, não ter que voltar.
Achei o mundo injusto, Deus um sacana, uma dor no peeeeeeitooooooooooo...
No meu colo Olívia dormia, do meu lado, um casal pós-adolescente discutia se exceção tinha cedilha ou dois esses...
E, do alto da minha solidão, ninguém nem me ouviu chorar ou vai vir aqui me abraçar...
Outra.
A última por alguns meses, se tudo der certo.
Então aparece um muro - estávamos em Maguinhos - onde estava escrito:
O que realmente você quer para a sua vida?
Faz anos que eu não gosto muito de voltar de viagem.
Hoje, já estava não gostando quando vi essa frase.
Engraçado como a gente descobre frases "filosóficas" nos lugares mais esquisitos...
Antes de ler, já estava pensando...
Pensando nas coisas que eu tenho a fazer, resolver...
No meu coração, tão fudido, tão machucado...
E, quando eu vi a frase, pela primeira vez, não quis voltar pra casa mesmo.
Pela primeira vez, a imagem de que amanhã era segunda, da eventualidade de re-sol-ver , dis-cu-tir, chutar pra escanteio ou cair de cabeça no cimento coisas que doem - pela primeira vez, o conjunto dessa obra me fez chorar.
Pensei no meu emprego, e o quanto eu preciso melhorar isso.
No quanto fiquei chateada com o pensamento que para que eu pudesse bancar um fim de semana assim sozinha, seria preciso, no mínimo oito a dez meses de economia.
Tive um ataque de solidão.
Ainda que estivesse com a minha mãe a minha filha, a solidão pairava sobre mim, forte e densa.
Pensei na situação que, mais uma vez, eu abri para que acontecesse. No que eu deveria fazer, como podeira consertar...
Até chegar à conclusão que não tem conserto.
E que eu não sei se sou forte o suficiente para resolver sozinha.
Então eu chorei.
Quis ir embora, não ter que voltar.
Achei o mundo injusto, Deus um sacana, uma dor no peeeeeeitooooooooooo...
No meu colo Olívia dormia, do meu lado, um casal pós-adolescente discutia se exceção tinha cedilha ou dois esses...
E, do alto da minha solidão, ninguém nem me ouviu chorar ou vai vir aqui me abraçar...
segunda-feira, janeiro 24
quinta-feira, janeiro 13
Do Egoísmo
Hoje foi um dia.
Um dia daqueles de criança em casa de férias, mãe tendo que cozinhar para o mês, em que a máquina de lavar quebrou de novo – como tem acontecido todos os meses desde o ano passado – transformando a cozinha num mar não exatamente muito limpo, em que o boy ia passar para pegar os cheques do hotel fazenda, em que o único livro que faltava da tão temida lista de material escolar chegou na livraria, em que entre uma e outra atividade, foi possível terminar de ler mais um livro; e que, ainda por cima, trabalhar era preciso.
Na internet pipocavam notícias nos jornais e comentários de um ou outro amigo.
Na secretária, uma mensagem do pai dizendo que ele estava bem.
O primeiro pensamento foi: “Ai, claro que está...”.
E assim seguiu mais um dia quase normal dentro desta casa.
Pouco depois das oito da noite, outro telefonema – este prontamente atendido.
O mesmo pai do recado na secretária reiterava que ele estava bem, que lá estavam todos bem, e começou a contar o que havia acontecido...
Ainda na minha pré adolescência, meu pai resolveu se mudar para o interior do estado. Mais precisamente Areal – uma cidadezinha pouco depois de Petrópolis, com duas ruas para cima e duas para baixo.
Antes de ser a casa dele, foi a casa da minha bisavó mais querida.
O lugar que na infância era mágico; na adolescência muito, muito chato para uma garota de cidade grande; na fase adulta, praticamente esquecido, uma vez que adultos correm demais, fazem coisas demais e nunca, nunca têm tempo sobrando para nada.
Ainda assim, sempre foi um lugar que “cheirava”, lembrava, era família para mim.
Um dos poucos lugares que, salvo uma ou outra alteração mínima, era imutável.
Ainda ontem pensei que estava na hora de fazer a minha visita anual a esta família.
Então hoje, pouco depois das oito da noite, soube que pontes caíram, as ruas ficaram com 1,5m de água, prédios sucumbiram, o rio subiu, a represa ameaçou ruir e a minha família que mora lá teve que deixar sua casa com a roupa do corpo.
Só então eu entendi.
Chuvas sempre houveram – e, por isso, me parecia normal que estivessem todos bem.
Telefones sempre ficaram mudos e energia sempre faltou desde que eu me entendo por gente e vou para aquela casa.
Já vi o rio encher, mas nunca, jamais, na proporção que aconteceu desta vez.
Até agora eu ainda não sei – eles ainda não sabem – como esta casa estará amanhã.
Ninguém morreu, graças a Deus.
De certa forma, sinto-me profundamente egoísta em estar pensando que meu mundo imutável não mais existe – ele vai ter que ser reconstruído e jamais será igual ao que era antes.
Sinto-me egoísta por ter usufruído tão pouco deste mundo nos últimos anos, por sentir uma tristeza que, nem de brincadeira, se compara à dos que perderam casa & família; uma tristeza que a minha família que constituiu família lá há de sentir o seu lar devastado; que eu sequer posso imaginar a magnitude.
Hoje, meu mundo mudou, de repente, pouco depois das oito da noite.
Foi tanta corrida, compromisso, pensamento, adultabilidades afins, que deixei de perceber.
E agora eu sinto muito.
Um dia daqueles de criança em casa de férias, mãe tendo que cozinhar para o mês, em que a máquina de lavar quebrou de novo – como tem acontecido todos os meses desde o ano passado – transformando a cozinha num mar não exatamente muito limpo, em que o boy ia passar para pegar os cheques do hotel fazenda, em que o único livro que faltava da tão temida lista de material escolar chegou na livraria, em que entre uma e outra atividade, foi possível terminar de ler mais um livro; e que, ainda por cima, trabalhar era preciso.
Na internet pipocavam notícias nos jornais e comentários de um ou outro amigo.
Na secretária, uma mensagem do pai dizendo que ele estava bem.
O primeiro pensamento foi: “Ai, claro que está...”.
E assim seguiu mais um dia quase normal dentro desta casa.
Pouco depois das oito da noite, outro telefonema – este prontamente atendido.
O mesmo pai do recado na secretária reiterava que ele estava bem, que lá estavam todos bem, e começou a contar o que havia acontecido...
Ainda na minha pré adolescência, meu pai resolveu se mudar para o interior do estado. Mais precisamente Areal – uma cidadezinha pouco depois de Petrópolis, com duas ruas para cima e duas para baixo.
Antes de ser a casa dele, foi a casa da minha bisavó mais querida.
O lugar que na infância era mágico; na adolescência muito, muito chato para uma garota de cidade grande; na fase adulta, praticamente esquecido, uma vez que adultos correm demais, fazem coisas demais e nunca, nunca têm tempo sobrando para nada.
Ainda assim, sempre foi um lugar que “cheirava”, lembrava, era família para mim.
Um dos poucos lugares que, salvo uma ou outra alteração mínima, era imutável.
Ainda ontem pensei que estava na hora de fazer a minha visita anual a esta família.
Então hoje, pouco depois das oito da noite, soube que pontes caíram, as ruas ficaram com 1,5m de água, prédios sucumbiram, o rio subiu, a represa ameaçou ruir e a minha família que mora lá teve que deixar sua casa com a roupa do corpo.
Só então eu entendi.
Chuvas sempre houveram – e, por isso, me parecia normal que estivessem todos bem.
Telefones sempre ficaram mudos e energia sempre faltou desde que eu me entendo por gente e vou para aquela casa.
Já vi o rio encher, mas nunca, jamais, na proporção que aconteceu desta vez.
Até agora eu ainda não sei – eles ainda não sabem – como esta casa estará amanhã.
Ninguém morreu, graças a Deus.
De certa forma, sinto-me profundamente egoísta em estar pensando que meu mundo imutável não mais existe – ele vai ter que ser reconstruído e jamais será igual ao que era antes.
Sinto-me egoísta por ter usufruído tão pouco deste mundo nos últimos anos, por sentir uma tristeza que, nem de brincadeira, se compara à dos que perderam casa & família; uma tristeza que a minha família que constituiu família lá há de sentir o seu lar devastado; que eu sequer posso imaginar a magnitude.
Hoje, meu mundo mudou, de repente, pouco depois das oito da noite.
Foi tanta corrida, compromisso, pensamento, adultabilidades afins, que deixei de perceber.
E agora eu sinto muito.
sexta-feira, janeiro 7
2010...
...Foi um ano medíocre.
Fedido.
Dolorido.
Com chulé.
Daqueles que eu VOU esquecer.
(Chegou a me ocorrer até não mais escrever...)
Em virtude de todos estes sentimentos negativos em relação aos 12 meses passados, este ano vou zerar as listas agora, em Janeiro, a fim de não prolongar mais a mediocridade.
Ainda não sei bem por quê - não tive nem motivos ainda - mas ponho fé em 2011.
Fedido.
Dolorido.
Com chulé.
Daqueles que eu VOU esquecer.
(Chegou a me ocorrer até não mais escrever...)
Em virtude de todos estes sentimentos negativos em relação aos 12 meses passados, este ano vou zerar as listas agora, em Janeiro, a fim de não prolongar mais a mediocridade.
Ainda não sei bem por quê - não tive nem motivos ainda - mas ponho fé em 2011.
terça-feira, dezembro 21
Nunca faça hoje...
O dia foi muito bem sucedido.
Criança de férias, companheira de bate perna, um calor infernal no Rio de Janeiro e todas as tarefas cumpridas à perfeição: clínica, almoço com pai + irmãos, compra do último presente de natal, trabalho, e-mails, jantar pronto.
Sento-me na sala para jantar.
Lei e Ordem na tela da tv.
Meus olhos, porém, não conseguiram fixar foco na trama de assassinatos e sacanagens que os humanos cometem todos os dias... Vagaram pela mesa, pelo banco, pela estante, pela varanda...
De tarde eu já tinha começado a sentir um comichão pela Grande Faxina.
Lavei meus pinguins de geladeira na esperança de que isso servisse de engodo ao comichão.
Não serviu.
Os olhos foram registrando e mandando para o cérebro todas as tarefas de limpeza, arrumação e embelezamento do barraco que preciso executar urgentemente.
O comichão está se transformando em Comichão.
Mas hoje foi um dia bem sucedido, a coluna dói e está um calor de rachar.
Resolvi terminar um livro.
Coisa que também não faço há muito tempo.
Criança de férias, companheira de bate perna, um calor infernal no Rio de Janeiro e todas as tarefas cumpridas à perfeição: clínica, almoço com pai + irmãos, compra do último presente de natal, trabalho, e-mails, jantar pronto.
Sento-me na sala para jantar.
Lei e Ordem na tela da tv.
Meus olhos, porém, não conseguiram fixar foco na trama de assassinatos e sacanagens que os humanos cometem todos os dias... Vagaram pela mesa, pelo banco, pela estante, pela varanda...
De tarde eu já tinha começado a sentir um comichão pela Grande Faxina.
Lavei meus pinguins de geladeira na esperança de que isso servisse de engodo ao comichão.
Não serviu.
Os olhos foram registrando e mandando para o cérebro todas as tarefas de limpeza, arrumação e embelezamento do barraco que preciso executar urgentemente.
O comichão está se transformando em Comichão.
Mas hoje foi um dia bem sucedido, a coluna dói e está um calor de rachar.
Resolvi terminar um livro.
Coisa que também não faço há muito tempo.
quinta-feira, dezembro 9
...Enquanto isso em Gothan City...
"Mãe, beijo na boca é nojento?"
Uhmmmmm...
Sim, o interesse começa a aparecer e com ele as perguntas - Aquelas que as mães temem, suam frio, e que, aparecem sempre nas horas mais inesperadas e impróprias.
Passado o susto, ponderei.
Essa é uma questão que tem duas respostas.
Por um lado, se a gente levar em conta a quantidade de bactérias que existem dentro de uma boca e que cuspir e lamber as pessoas aleatoriamente são práticas categorizadas como nojentas, então beijo na boca é nojento, sim, uma vez que o que você faz é trocar saliva com um outro indivíduo.
Por outro lado, quando você quer uma pessoa e existe um sentimento, por mais fugaz que ele seja, beijar aquela pessoa é algo semelhante ao paraíso. Parafraseando George Michael, "Heaven is a kiss and a smile".
Assim sendo, assim expliquei - não com estas palavras, mas a idéia era essa.
"Você beijava na boca aquele seu namorado, né mãe?"
Sim, eu beijava... Mal sabe ela dos beijos da mãe...
"Beijei seu pai, inclusive."
"VOCÊ BEIJOU MEU PAI?!?" - absolutamente espantada com a surrealidade da afirmativa.
É, nessa próxima etapa a gente ainda não chegou...
Ainda não faz o menor sentido que a mãe tenha beijado algum dia o pai e que o resultado disso tenha sido ela.
Graças a Deus, porque eu ainda preciso de mais uns dois anos pra poder responder essa aí...
Uhmmmmm...
Sim, o interesse começa a aparecer e com ele as perguntas - Aquelas que as mães temem, suam frio, e que, aparecem sempre nas horas mais inesperadas e impróprias.
Passado o susto, ponderei.
Essa é uma questão que tem duas respostas.
Por um lado, se a gente levar em conta a quantidade de bactérias que existem dentro de uma boca e que cuspir e lamber as pessoas aleatoriamente são práticas categorizadas como nojentas, então beijo na boca é nojento, sim, uma vez que o que você faz é trocar saliva com um outro indivíduo.
Por outro lado, quando você quer uma pessoa e existe um sentimento, por mais fugaz que ele seja, beijar aquela pessoa é algo semelhante ao paraíso. Parafraseando George Michael, "Heaven is a kiss and a smile".
Assim sendo, assim expliquei - não com estas palavras, mas a idéia era essa.
"Você beijava na boca aquele seu namorado, né mãe?"
Sim, eu beijava... Mal sabe ela dos beijos da mãe...
"Beijei seu pai, inclusive."
"VOCÊ BEIJOU MEU PAI?!?" - absolutamente espantada com a surrealidade da afirmativa.
É, nessa próxima etapa a gente ainda não chegou...
Ainda não faz o menor sentido que a mãe tenha beijado algum dia o pai e que o resultado disso tenha sido ela.
Graças a Deus, porque eu ainda preciso de mais uns dois anos pra poder responder essa aí...
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