"I thought love was only true in fairy tales
Meant for someone else but not for me
Love was out to get me
That's the way it seemed
Disappointment haunted all my dreams
(...)
I thought love was more or less a givin' thing
Seems the more I gave the less I got
What's the use in trying
All you get is pain
When I needed sunshine I got rain"
Exatamente assim.
Pulando a parte feliz da coisa.
Como uma luva, amigo, como uma luva...
"Um leitor vive mil vidas antes de morrer. O homem que nunca lê vive apenas uma." George R.R. Martin
quarta-feira, janeiro 21
sábado, janeiro 17
A janela
Na Banca de Jornal...
...diante de uma revista adolescente com previsões astrológicas para o amor em 2009.
- O que é isso, mãe?
- É uma revista para as meninas saberem quem elas vão namorar durante o ano.
- E você não vai comprar?!?
- Por que?
- Porque você precisa arrumar um namorado!!!
- Ah, minha filha, não quero namorado, não...
- Por que?
- Dá muito trabalho, filha... Mamãe tá bem assim...
- O que é isso, mãe?
- É uma revista para as meninas saberem quem elas vão namorar durante o ano.
- E você não vai comprar?!?
- Por que?
- Porque você precisa arrumar um namorado!!!
- Ah, minha filha, não quero namorado, não...
- Por que?
- Dá muito trabalho, filha... Mamãe tá bem assim...
terça-feira, janeiro 13
Hoje
Natal foi aquilo.
Última semana do ano, cheia de amigos aparecendo.
A viagem de réveillon, um alívio por não ter eu que caçar alguma festa fantástica e significativa, mas, o que chamou mesmo a minha atenção, não foi o amor do avestruz pelos meus belos olhos – e o meu pelos dele – mas um outdoor em algum lugar do caminho que anunciava um rodízio de pizza onde a estrela era uma pizza de pudim.
De todas as invenções inventadas nos últimos tempos, devo declarar que esta foi a que mais me deixou curiosa. Uma que eu não conheci, nem vou conhecer. Mas, você já parou para pensar em como seria uma pizza de pudim? A visão, na minha cabeça, é grotesca; mas como seria o sabor disso?
O mau humor da primeira semana do ano foi embora.
Foi uma primeira semana dificílima. Em quase todos os níveis.
Agora estou mais feliz, mais tranqüila, o hiato terminou, meu ano começou de uma forma mais leve. Tenho dedicado a semana a descobrir que a grande vantagem de ter a idade que eu tenho, é poder conviver bem comigo mesma em relação a todas as coisas certas e erradas que faço, é que posso usufruir, com algum conhecimento de causa do meu arquivo mental dos anos de análise para saber exatamente o que anda acontecendo – já que eu vivo me repetindo.
Na base das repetições, repito muitas coisas, entre elas uma nova dieta.
Ela e Freud são meus novos companheiros, enquanto eu tento fazer tudo que ainda preciso antes que as férias acabem e me controlo para não cair em prantos ante à pilha de livros que eu já deveria ter lido e que, certamente, não conseguirei terminar antes que comece meu novo período novo. As últimas semanas são sempre as piores porque começo a precisar produzir, começo a sentir falta, me ocupo com outras que sinto falta e não sei se tão louváveis.
Diria que para a internação no Pinel só me falta parar de fumar e escrever uma “Ode ao Brócolis” – coisas que eu bem posso adiar para gastar o tempo vigiando o crescimento das minhas adoradas plantinhas...
Última semana do ano, cheia de amigos aparecendo.
A viagem de réveillon, um alívio por não ter eu que caçar alguma festa fantástica e significativa, mas, o que chamou mesmo a minha atenção, não foi o amor do avestruz pelos meus belos olhos – e o meu pelos dele – mas um outdoor em algum lugar do caminho que anunciava um rodízio de pizza onde a estrela era uma pizza de pudim.
De todas as invenções inventadas nos últimos tempos, devo declarar que esta foi a que mais me deixou curiosa. Uma que eu não conheci, nem vou conhecer. Mas, você já parou para pensar em como seria uma pizza de pudim? A visão, na minha cabeça, é grotesca; mas como seria o sabor disso?
O mau humor da primeira semana do ano foi embora.
Foi uma primeira semana dificílima. Em quase todos os níveis.
Agora estou mais feliz, mais tranqüila, o hiato terminou, meu ano começou de uma forma mais leve. Tenho dedicado a semana a descobrir que a grande vantagem de ter a idade que eu tenho, é poder conviver bem comigo mesma em relação a todas as coisas certas e erradas que faço, é que posso usufruir, com algum conhecimento de causa do meu arquivo mental dos anos de análise para saber exatamente o que anda acontecendo – já que eu vivo me repetindo.
Na base das repetições, repito muitas coisas, entre elas uma nova dieta.
Ela e Freud são meus novos companheiros, enquanto eu tento fazer tudo que ainda preciso antes que as férias acabem e me controlo para não cair em prantos ante à pilha de livros que eu já deveria ter lido e que, certamente, não conseguirei terminar antes que comece meu novo período novo. As últimas semanas são sempre as piores porque começo a precisar produzir, começo a sentir falta, me ocupo com outras que sinto falta e não sei se tão louváveis.
Diria que para a internação no Pinel só me falta parar de fumar e escrever uma “Ode ao Brócolis” – coisas que eu bem posso adiar para gastar o tempo vigiando o crescimento das minhas adoradas plantinhas...
23 de Dezembro
Acordei 5 horas da manhã.
Acordei com aquela sede que a gente só sente quando uma ressaca cavalar se prepara para começar.
Nada no celular.
Do meu lado, a criança dorme um sono tão profundo que eu chego a ter uma pontada de inveja.
Levanto para pegar a água com a certeza de que uma boa convivência entre eu e a ressaca é afogar a mesma em litros e mais litros d’água. Ensinamento que nem Dalai seria capaz de me passar (Pensando nisso agora, será que Dalai tem ressacas como a minha? Duvido.).
Na noite passada fui me encontrar com uma amiga para trocarmos presentes de Natal e nos despedirmos de nós mesmas por este ano e o que seria rápido e inocente acabou v irando um papo de horas, risos, lágrimas e chopps a perder de vista. O resultado disso é que fui, mais uma vez, uma mãe permissiva (eu tenho sido permissiva de uma forma geral, mas isso é outra história) e deixei a criança dormir, mais uma vez, na minha cama (eu tenho regras); e, fui perceber que, do alto da minha sapiência etílica, resolvi dormir com as janelas do quarto abertas.
Dormir com as janelas do quarto abertas só estando de porre mesmo, porque volta e meia aparecem bichos estranhos, pré-históricos, cascudos, voadores e bizarros na minha casa. Só Deus sabe que espécie de dinossauro poderia ter invadido meus lençóis de madrugada. Uma náusea profunda me invadiu junto com esse pensamento. Fechei as janelas e deitei de novo.
De repente, me veio na cabeça a imagem das contas que eu tenho para pagar. Elas sempre me tiram o sono, mas acabam sendo sentidamente pagas pela minha pessoa.
Que raio tinha eu que pensar em conta às 5 meia da manhã?
O próximo passo foi levantar, pegar a calculadora, achar um boleto perdido entre o meus rios de papel e respirar aliviada chegando à brilhante conclusão de que eu nada poderia fazer àquela hora da madrugada – além de dormir.
Mas, para minha alegria, o sono não morava mais aqui.
Resolvi ver televisão.
Desde que o advento da NET chegou à minha humilde casa, sinto-me na obrigação de assistir à televisão. Já tinha desacostumado; me desintoxicado com sucesso dos anos e mais anos de fidelidade serial. Parei de achar graça e cheguei à conclusão de que não quero mais ter o compromisso de ter que ficar todo dia x, hora tal, por sei lá quantos anos a fio sentada no sofázão, perdendo tempo hábil da minha preciosa e tão curta vidinha. Uma espécie de circuito inverso.
Mas, acabo me sentindo na obrigação de justificar o investimento alheio.
Fiquei olhando sem absorver nada.
Passei um tempo distraída por um saco plático que passeava pela sala levado pelo vento do ventilador de teto, comecei a planejar mentalmente a faxina que se tornava necessária ao lar (na tela, a doente do seriado vomitava sangue de uma forma bonita mesmo), prestei atenção num reflexo de luz que passou pelo canto do meu olho e me fez pensar se teria sido mesmo apenas um reflexo, pensei no problema que eu tenho por ser tão chata e caxias ao ponto de ficar aborrecida com as pessoas só porque elas dizem que vão me ligar às 10 da manhã para se um dia todo fosse pouco para planejar...
Toda essa torrente foi gloriosamente interrompida por um dos dinossauros: preto, voador, cascudo que entrou voando pela minha sala com a mesma velocidade com que eu dei um pulo e saí desabalada do recinto. Sem nem querer saber o que seria o tal dinossauro, tranquei a porta do quarto acreditando piamente que quando saísse aquele monstro não estaria mais do lado de fora me esperando e sentindo toda a minha dignidade se esvair ante à minha atitude sóbria e nada corajosa, em menos de 30 segundos, graças a um inseto.
Mas o sono tinha mesmo ido embora. Começava a brilhar lá fora um sol brilhante de filme de amor de seção da tarde. E meu dente começou a doer.
Resolvi, então escrever.
O computador, resolveu, então, não ligar.
Resolvi nem pensar no pânico de perder todos os anos de fotografias estocados lá dentro que esperam há anos serem finalmente reveladas em papel.
Então o dente dói de novo, uma leve sinusite se insinua, a boca começa a ter “aquele gostinho de cabo de guarda-chuva” e eu começo a sentir um desejo meio kamikaze de “encarar uma prainha”.
O entregador do jornal toca o interfone – que eu não atendo de pirraça, porque acho inconcebível que alguém toque meu interfone antes de meio-dia sem que tenha sido convidado a isso – e o que me resta é fazer mais um penico de café, descobrir se o mundo já acabou e esperar o resto do mundo que resta voltar à vida e começar, ele, seu dia.
Acordei com aquela sede que a gente só sente quando uma ressaca cavalar se prepara para começar.
Nada no celular.
Do meu lado, a criança dorme um sono tão profundo que eu chego a ter uma pontada de inveja.
Levanto para pegar a água com a certeza de que uma boa convivência entre eu e a ressaca é afogar a mesma em litros e mais litros d’água. Ensinamento que nem Dalai seria capaz de me passar (Pensando nisso agora, será que Dalai tem ressacas como a minha? Duvido.).
Na noite passada fui me encontrar com uma amiga para trocarmos presentes de Natal e nos despedirmos de nós mesmas por este ano e o que seria rápido e inocente acabou v irando um papo de horas, risos, lágrimas e chopps a perder de vista. O resultado disso é que fui, mais uma vez, uma mãe permissiva (eu tenho sido permissiva de uma forma geral, mas isso é outra história) e deixei a criança dormir, mais uma vez, na minha cama (eu tenho regras); e, fui perceber que, do alto da minha sapiência etílica, resolvi dormir com as janelas do quarto abertas.
Dormir com as janelas do quarto abertas só estando de porre mesmo, porque volta e meia aparecem bichos estranhos, pré-históricos, cascudos, voadores e bizarros na minha casa. Só Deus sabe que espécie de dinossauro poderia ter invadido meus lençóis de madrugada. Uma náusea profunda me invadiu junto com esse pensamento. Fechei as janelas e deitei de novo.
De repente, me veio na cabeça a imagem das contas que eu tenho para pagar. Elas sempre me tiram o sono, mas acabam sendo sentidamente pagas pela minha pessoa.
Que raio tinha eu que pensar em conta às 5 meia da manhã?
O próximo passo foi levantar, pegar a calculadora, achar um boleto perdido entre o meus rios de papel e respirar aliviada chegando à brilhante conclusão de que eu nada poderia fazer àquela hora da madrugada – além de dormir.
Mas, para minha alegria, o sono não morava mais aqui.
Resolvi ver televisão.
Desde que o advento da NET chegou à minha humilde casa, sinto-me na obrigação de assistir à televisão. Já tinha desacostumado; me desintoxicado com sucesso dos anos e mais anos de fidelidade serial. Parei de achar graça e cheguei à conclusão de que não quero mais ter o compromisso de ter que ficar todo dia x, hora tal, por sei lá quantos anos a fio sentada no sofázão, perdendo tempo hábil da minha preciosa e tão curta vidinha. Uma espécie de circuito inverso.
Mas, acabo me sentindo na obrigação de justificar o investimento alheio.
Fiquei olhando sem absorver nada.
Passei um tempo distraída por um saco plático que passeava pela sala levado pelo vento do ventilador de teto, comecei a planejar mentalmente a faxina que se tornava necessária ao lar (na tela, a doente do seriado vomitava sangue de uma forma bonita mesmo), prestei atenção num reflexo de luz que passou pelo canto do meu olho e me fez pensar se teria sido mesmo apenas um reflexo, pensei no problema que eu tenho por ser tão chata e caxias ao ponto de ficar aborrecida com as pessoas só porque elas dizem que vão me ligar às 10 da manhã para se um dia todo fosse pouco para planejar...
Toda essa torrente foi gloriosamente interrompida por um dos dinossauros: preto, voador, cascudo que entrou voando pela minha sala com a mesma velocidade com que eu dei um pulo e saí desabalada do recinto. Sem nem querer saber o que seria o tal dinossauro, tranquei a porta do quarto acreditando piamente que quando saísse aquele monstro não estaria mais do lado de fora me esperando e sentindo toda a minha dignidade se esvair ante à minha atitude sóbria e nada corajosa, em menos de 30 segundos, graças a um inseto.
Mas o sono tinha mesmo ido embora. Começava a brilhar lá fora um sol brilhante de filme de amor de seção da tarde. E meu dente começou a doer.
Resolvi, então escrever.
O computador, resolveu, então, não ligar.
Resolvi nem pensar no pânico de perder todos os anos de fotografias estocados lá dentro que esperam há anos serem finalmente reveladas em papel.
Então o dente dói de novo, uma leve sinusite se insinua, a boca começa a ter “aquele gostinho de cabo de guarda-chuva” e eu começo a sentir um desejo meio kamikaze de “encarar uma prainha”.
O entregador do jornal toca o interfone – que eu não atendo de pirraça, porque acho inconcebível que alguém toque meu interfone antes de meio-dia sem que tenha sido convidado a isso – e o que me resta é fazer mais um penico de café, descobrir se o mundo já acabou e esperar o resto do mundo que resta voltar à vida e começar, ele, seu dia.
segunda-feira, janeiro 12
Eu tinha escrito um post imenso que o blogger fez a gentileza de não salvar e desapareceu.
Esqueci as novas coisas pra botar ali do lado também.
Assim sendo, não vou repetir minha luta com o teclado agora, não.
Me deu preguiça, eu estou feliz e não quero brigar com computador nenhum hoje. :)
Durante a semana eu conto as coisas todas...
Prometo. :)
Esqueci as novas coisas pra botar ali do lado também.
Assim sendo, não vou repetir minha luta com o teclado agora, não.
Me deu preguiça, eu estou feliz e não quero brigar com computador nenhum hoje. :)
Durante a semana eu conto as coisas todas...
Prometo. :)
terça-feira, janeiro 6
Uma Beleza
O Ano Novo é uma beleza, não é, minha gente?
Começa coisas, termina coisas...
Mesmo sem ter certeza absoluta do quê realmente aconteceu, tenho lá minhas teorias conspiratórias - a tia aqui não é nada boba, sabe? - e tem sempre um lado meu que gosta muito quando as pessoas resolvem resolver as coisas por mim.
Enfim, o Ano Novo é uma beleza, não é, minha gente?
E eu nem tive chance de falar do Natal, do mato e já me esperam meses de abstnência alcóolica pela frente...
Tudo uma delícia...!
E ninguém entende porque me falta um quê de animação...
Começa coisas, termina coisas...
Mesmo sem ter certeza absoluta do quê realmente aconteceu, tenho lá minhas teorias conspiratórias - a tia aqui não é nada boba, sabe? - e tem sempre um lado meu que gosta muito quando as pessoas resolvem resolver as coisas por mim.
Enfim, o Ano Novo é uma beleza, não é, minha gente?
E eu nem tive chance de falar do Natal, do mato e já me esperam meses de abstnência alcóolica pela frente...
Tudo uma delícia...!
E ninguém entende porque me falta um quê de animação...
segunda-feira, dezembro 22
...Eu não sabia que tudo ia dar certo hoje (agora não vai dar mais só porque eu disse que estava dando), porque eu tive dias em tudo deu muito errado. Nem sabia que ia ter tempo sobrando para ficar aqui vendo o tempo passar. Tudo isso para dizer que, se eu soubesse, ao invés de existir este post que não quer dizer, existiria uma foto aqui agora.
Signos
Faziam anos que eu não lançava mão do "Seu Futuro Astrológico" com fins de pesquisa.
Tinha esquecido como era divertido isso!!!
O que me lembra que tenho que correr na banca de jornais para comprar aquelas revisitinhas vagabundas de previsões para o ano que tanto me confortam!
Pode parecer besteira. Muita gente acha.
Eu, eu acredito em muita coisa que ninguém acredita.
Acredito e assumo todas as características do signo de Câncer, entendo perfeitamente as consequências da minha lua em Libra, fico pasma ao constatar que as minhas melhores amigas - a exceção de umazinha só - são todas virginianas, reconheço cada traço escorpiano da minha filhota (uma relação deveras interessante esta nossa câncer x escorpião), pago meus pecados com todos os arianos espalhados pela minha família mais próxima. Não pude deixar de pensar "putz, tô perdida".
Não entendo tudo. Entendo menos que muita gente.
Mas, super acredito.
Tinha esquecido como era divertido isso!!!
O que me lembra que tenho que correr na banca de jornais para comprar aquelas revisitinhas vagabundas de previsões para o ano que tanto me confortam!
Pode parecer besteira. Muita gente acha.
Eu, eu acredito em muita coisa que ninguém acredita.
Acredito e assumo todas as características do signo de Câncer, entendo perfeitamente as consequências da minha lua em Libra, fico pasma ao constatar que as minhas melhores amigas - a exceção de umazinha só - são todas virginianas, reconheço cada traço escorpiano da minha filhota (uma relação deveras interessante esta nossa câncer x escorpião), pago meus pecados com todos os arianos espalhados pela minha família mais próxima. Não pude deixar de pensar "putz, tô perdida".
Não entendo tudo. Entendo menos que muita gente.
Mas, super acredito.
Lindo e triste (Nua)
...Essa coisa de ter passado um bom tempo do meu ano dedicada aos contos de fadas - lendo, estudando, pesquisando, entendendo - provavelmente me deixou um pouco (mais) pirada.
Depois daquele dia em que questionei que direito tinha eu de segurar a criança para que ela não saísse voando na ventania, impedindo que, assim, ela pudesse ter aventuras fantásticas, dei para ter as mesmas fantasias em torno do ralo da banheira.
Eu explico.
Todas as vezes em que ela toma banho de banheira eu brinco que ela tem que tomar cuidado para não ir pelo ralo. Logicamente, eu sei que isso não é possível. No início ela tinha até bastante medo disso acontecer de verdade, mas o medo foi embora e deu lugar à curiosidade pelo dito ralo. Hoje, a diversão é ver a água indo embora, pôr o dedo lá. E eu brinco: "Então tá bom, boa viagem, quando voltar me conta tudo, tá?".
E então lá fui eu...
E se ela fosse mesmo? E se isso fosse possível?
A cada banho eu penso nisso.
Dava uma história...
...Assim como "A Mulher Que Vendeu o Natal".
O título não é meu - deram pra mim.
É a história que eu estou vivendo agora.
Essa e as outras...
Períodos de descontrole têm isso.
A última vez que me lembro de ter um enredo pessoal tão cheio de tramas paralelas foi quando fui parar na Bahia. Ao mesmo tempo existiam muitas histórias acontecendo. É uma administração difícil.
Tenho me lembrado constantemente de uma pessoa que conheci há uns anos atrás que me disse que eu estava perdida. Ando me achado um pouco perdida.
Não que coisas ótimas não estejam ocorrendo. Estão.
Amigos de longe, amigos de perto, felicidade bombante em contraste com tantas outras coisas. Não posso reclamar, ainda que ande sentindo cada dia mais a saudade de ter um bicho de estimação que durma comigo e me aqueça nas noites mais vazias, ainda que tente compensar o que eu sinto ou deixo de sentir com plantas novas e barris de cerveja.
Cancerianos.
A gente gosta de rotina. Gosta de saber aonde vai. O que vai fazer.
É um período de espera. Não muitos dias. Menos de um mês.
Mas, o quê que a gente faz quando tá esperando?
Pra que lado a gente segue?
Como se preenche isso?
Como a gente escolhe direita, esquerda ou no meio?
Ou não escolhe?
Detesto não saber. Ter que esperar para resolver as coisas da minha vida. Só saber que existe uma viagem, existe uma volta e que aí, sim, vou poder andar, decidir, fazer, produzir, esperar. Tranquila.
Não posso reclamar, mas este fim de ano está um fim de ano.
Engraçado. Bonito. Cheio de encontros.
Mas, ainda assim, um fim de ano.
Outro dia quase chorei depois de um passeio com a minha filha.
Bati os olhos numa vitrine - coisa raríssima - e...
"Olha, filha, quantas camisolas lindas!!!"
"Mãe, você já tem uma camisola de oncinha."
"Eu sei, mas eu quero outra, o quê que tem?"
(Ando numa fase terrível. De repente oncinhas me parecem o que há em termos de estampa, dourados passaram a existir entre as minhas coisas e nos tons em que pinto as unhas, meu desejo ancestral de possuir um par de tamancos com plumas voltou com força total e conjuntos de lingerie com detalhes floridos e laços que eu não possuo passam a ter lugar na cobiça. Uma coisa assustadora, mas eu estou adorando cada minuto.)
"Tá bom, quando eu receber meu dinheiro, eu vejo pra você. Calma, tá?"
(Eu falo assim com ela.)
Mais tarde, meu pai resolveu fazer uma visita e deu umas moedas para a Olívia, que no mesmo instante me olhou e disse: "Pronto, mãe, agora eu tenho dinheiros para comprar a sua camisola de presente de natal".
Lindo e triste, né?
Tô assim, achando tudo lindo e triste.
De noite é pior.
Até porque, meu silêncio, que é meu e eu amo, é um silêncio completo..
Lindo e triste.
Os beijos.
Os encontros.
Tudo dura somente o que tem durar.
Me agarro às pessoas querendo que elas não me deixem, não vão embora. Uma coisa quase antropofágica.
Todas.
Você, você e você também.
Tudo muito lindo e muito triste.
Eu queria que fosse fácil explicar, que fosse fácil entender.
Não anda mais cabendo tanta beleza e tanta tristeza no meu coração.
Depois daquele dia em que questionei que direito tinha eu de segurar a criança para que ela não saísse voando na ventania, impedindo que, assim, ela pudesse ter aventuras fantásticas, dei para ter as mesmas fantasias em torno do ralo da banheira.
Eu explico.
Todas as vezes em que ela toma banho de banheira eu brinco que ela tem que tomar cuidado para não ir pelo ralo. Logicamente, eu sei que isso não é possível. No início ela tinha até bastante medo disso acontecer de verdade, mas o medo foi embora e deu lugar à curiosidade pelo dito ralo. Hoje, a diversão é ver a água indo embora, pôr o dedo lá. E eu brinco: "Então tá bom, boa viagem, quando voltar me conta tudo, tá?".
E então lá fui eu...
E se ela fosse mesmo? E se isso fosse possível?
A cada banho eu penso nisso.
Dava uma história...
...Assim como "A Mulher Que Vendeu o Natal".
O título não é meu - deram pra mim.
É a história que eu estou vivendo agora.
Essa e as outras...
Períodos de descontrole têm isso.
A última vez que me lembro de ter um enredo pessoal tão cheio de tramas paralelas foi quando fui parar na Bahia. Ao mesmo tempo existiam muitas histórias acontecendo. É uma administração difícil.
Tenho me lembrado constantemente de uma pessoa que conheci há uns anos atrás que me disse que eu estava perdida. Ando me achado um pouco perdida.
Não que coisas ótimas não estejam ocorrendo. Estão.
Amigos de longe, amigos de perto, felicidade bombante em contraste com tantas outras coisas. Não posso reclamar, ainda que ande sentindo cada dia mais a saudade de ter um bicho de estimação que durma comigo e me aqueça nas noites mais vazias, ainda que tente compensar o que eu sinto ou deixo de sentir com plantas novas e barris de cerveja.
Cancerianos.
A gente gosta de rotina. Gosta de saber aonde vai. O que vai fazer.
É um período de espera. Não muitos dias. Menos de um mês.
Mas, o quê que a gente faz quando tá esperando?
Pra que lado a gente segue?
Como se preenche isso?
Como a gente escolhe direita, esquerda ou no meio?
Ou não escolhe?
Detesto não saber. Ter que esperar para resolver as coisas da minha vida. Só saber que existe uma viagem, existe uma volta e que aí, sim, vou poder andar, decidir, fazer, produzir, esperar. Tranquila.
Não posso reclamar, mas este fim de ano está um fim de ano.
Engraçado. Bonito. Cheio de encontros.
Mas, ainda assim, um fim de ano.
Outro dia quase chorei depois de um passeio com a minha filha.
Bati os olhos numa vitrine - coisa raríssima - e...
"Olha, filha, quantas camisolas lindas!!!"
"Mãe, você já tem uma camisola de oncinha."
"Eu sei, mas eu quero outra, o quê que tem?"
(Ando numa fase terrível. De repente oncinhas me parecem o que há em termos de estampa, dourados passaram a existir entre as minhas coisas e nos tons em que pinto as unhas, meu desejo ancestral de possuir um par de tamancos com plumas voltou com força total e conjuntos de lingerie com detalhes floridos e laços que eu não possuo passam a ter lugar na cobiça. Uma coisa assustadora, mas eu estou adorando cada minuto.)
"Tá bom, quando eu receber meu dinheiro, eu vejo pra você. Calma, tá?"
(Eu falo assim com ela.)
Mais tarde, meu pai resolveu fazer uma visita e deu umas moedas para a Olívia, que no mesmo instante me olhou e disse: "Pronto, mãe, agora eu tenho dinheiros para comprar a sua camisola de presente de natal".
Lindo e triste, né?
Tô assim, achando tudo lindo e triste.
De noite é pior.
Até porque, meu silêncio, que é meu e eu amo, é um silêncio completo..
Lindo e triste.
Os beijos.
Os encontros.
Tudo dura somente o que tem durar.
Me agarro às pessoas querendo que elas não me deixem, não vão embora. Uma coisa quase antropofágica.
Todas.
Você, você e você também.
Tudo muito lindo e muito triste.
Eu queria que fosse fácil explicar, que fosse fácil entender.
Não anda mais cabendo tanta beleza e tanta tristeza no meu coração.
quarta-feira, dezembro 17
Às vezes...
...Basta pouco para ser feliz.
Como o incrível supermercado incrível da minha rua resolver voltar a funcionar e eu poder, finalmente, ter uma porção de coisinhas gostosas à minha disposição e poder voltar a cozinhar de verdade por causa disso;
Como ver a felicidade da sua filha com a eminente chegada do Papai Noel e olhos brilhando cada vez que ela beija a árvore de Natal;
Como ter de novo Tv a cabo em casa e poder ver um seriado legal - ou esnobar o seriado legal por escolha própria.
...também basta pouco para ser infeliz.
Como não conseguir parar de se preocupar em ter que arrumar um emprego e pensar em grana;
Como aquela sua calça limite chegar ao limite da sua cintura, o que prenuncia um mês de janeiro de muitas privações gastronômicas;
Como o pensamento que também não abanadona de que a vida acontece lá fora e eu estou perdendo alguma coisa quando fico em casa nos finais de semana;
Como a mania que eu tenho de não conseguir segurar a língua dentro da boca de vez em quando que me faz dizer coisas pras pessoas que as normas de conduta humana não aconselham...
Como o incrível supermercado incrível da minha rua resolver voltar a funcionar e eu poder, finalmente, ter uma porção de coisinhas gostosas à minha disposição e poder voltar a cozinhar de verdade por causa disso;
Como ver a felicidade da sua filha com a eminente chegada do Papai Noel e olhos brilhando cada vez que ela beija a árvore de Natal;
Como ter de novo Tv a cabo em casa e poder ver um seriado legal - ou esnobar o seriado legal por escolha própria.
...também basta pouco para ser infeliz.
Como não conseguir parar de se preocupar em ter que arrumar um emprego e pensar em grana;
Como aquela sua calça limite chegar ao limite da sua cintura, o que prenuncia um mês de janeiro de muitas privações gastronômicas;
Como o pensamento que também não abanadona de que a vida acontece lá fora e eu estou perdendo alguma coisa quando fico em casa nos finais de semana;
Como a mania que eu tenho de não conseguir segurar a língua dentro da boca de vez em quando que me faz dizer coisas pras pessoas que as normas de conduta humana não aconselham...
segunda-feira, dezembro 15
Férias?
Teoricamente, elas começaram.
Isso significa que estarei mais longe do que o habitual deste ambiente virtual, logo, paciência.
Eu continuo anotando as minhas coisas, mas, como saí de casa baratinada, como de hábito, esqueci em cima da mesa.
Desde que começaram as férias já ajeitei coisas na minha casa, na casa da minha mãe, fiz as famigeradas compras de Natal...
Estas me dão a felicidade de escolher coisas legais para todas as pessoas que me aturam durante o ano, mas me dão uma deprêzinha básica ao vislumbrar o efeito arrasador que tiveram na minha conta bancária. E ainda vai existir uma nova reunião familiar em casa, para meu desespero de mulher limpadora e dona de casa em busca da perfeição.
Ainda estou correndo, correndo, correndo e com algumas considerações nada edificantes a fazer, mas vai tudo ficar pra outro dia.
...Era só pra dar alguma satisfação. :)
Isso significa que estarei mais longe do que o habitual deste ambiente virtual, logo, paciência.
Eu continuo anotando as minhas coisas, mas, como saí de casa baratinada, como de hábito, esqueci em cima da mesa.
Desde que começaram as férias já ajeitei coisas na minha casa, na casa da minha mãe, fiz as famigeradas compras de Natal...
Estas me dão a felicidade de escolher coisas legais para todas as pessoas que me aturam durante o ano, mas me dão uma deprêzinha básica ao vislumbrar o efeito arrasador que tiveram na minha conta bancária. E ainda vai existir uma nova reunião familiar em casa, para meu desespero de mulher limpadora e dona de casa em busca da perfeição.
Ainda estou correndo, correndo, correndo e com algumas considerações nada edificantes a fazer, mas vai tudo ficar pra outro dia.
...Era só pra dar alguma satisfação. :)
terça-feira, dezembro 2
Recaída da Velhinha. :D
Quando estou na pior, fico tipo a Lily Allen. Adoro desabafar no meu diário virtual, escrever músicas mandando recados para namorados, ex-namorados, faço a maluca e saio pelada na rua e me sinto derrotada facilmente. Tenho que sair dessa, gente!
Qual celebridade você é quando está na pior?
Hahahahahahahaha
A-mei!!!
Lista de tarefas
- Matrícula no colégio - Ok.
- Viagem de Ano-novo - Ok.
- Presente de Natal da Licas - Ok.
- Trabalho de Filosofia - Ok.
- Monitoria - Acabou.
Falta
- Cama nova da Licas montada.
- Tv da mamãe consertada.
- Chamar o técnico da Máquina de lavar para assinar o óbito.
- Levar o edredom pra lavar.
- Comprar minha sapatilha fashion nova.
- Esperar a NET.
Dormir 3 dias seguidos.
Sonhar com um capacho novo, plantar novas plantas, dar um jeito nas velhas, arrumar uma roupa pro reveillon, ver uniforme novo da criança, tomar coragem para recolher material para o exame dela, ver presente pelo menos para a mamãe e para as tias, faxinar lugares desagradáveis e empoeirados da casa, segurar a onda para conseguir colocar uma fechadura nova e comprar um creminho para os pés. Se der, comprar lembrancinhas para as amigas que tanto merecem.
Depois dormir mais 3 dias seguidos.
Tô exausta...
- Viagem de Ano-novo - Ok.
- Presente de Natal da Licas - Ok.
- Trabalho de Filosofia - Ok.
- Monitoria - Acabou.
Falta
- Cama nova da Licas montada.
- Tv da mamãe consertada.
- Chamar o técnico da Máquina de lavar para assinar o óbito.
- Levar o edredom pra lavar.
- Comprar minha sapatilha fashion nova.
- Esperar a NET.
Dormir 3 dias seguidos.
Sonhar com um capacho novo, plantar novas plantas, dar um jeito nas velhas, arrumar uma roupa pro reveillon, ver uniforme novo da criança, tomar coragem para recolher material para o exame dela, ver presente pelo menos para a mamãe e para as tias, faxinar lugares desagradáveis e empoeirados da casa, segurar a onda para conseguir colocar uma fechadura nova e comprar um creminho para os pés. Se der, comprar lembrancinhas para as amigas que tanto merecem.
Depois dormir mais 3 dias seguidos.
Tô exausta...
quinta-feira, novembro 27
quarta-feira, novembro 26
Suspense
Minha próxima investida ia ser isso aí. Tá. Tem gosto de drops (ergah e seja lá qual for este gosto). Tá. Linha jovem.
Mas eu fui uma jovenzinha tão feliz carregando essas caixinhas por aí!!!
(Ando com mania de caixinha, cara, acabei de me tocar!)
E hoje sou uma velhinha que vive com a boca descascando porque todas as outras do mundo a-do-ram ar-condicionado e eu vivo minha vida a sofrer...
Mas...
...E o medo agora?
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