segunda-feira, dezembro 31

....Brother, eu ODEIO fim de ano...

Esse ano, estava cá eu, toda feliz da minha vida.
Esse ano, nosso amigo Grinch tirou férias.
Do quê exatamente podia eu reclamar quando habemos casa nova, habemos uma filha linda, habemos namorado novo, habemos os melhores amigos do mundo e habemos uma parcela bastante razoável de livros novos no estoque?
Materialmente, puta que pariu, devia eu erguer estas mãozinhas tortinhas que Deus me deu aos céu e agradecer!
A bem da verdade, nas duas últimas semanas antes do Natal, muitas vezes, o que me consolava enquanto Ser Humano era pensar "Eu vou ganhar o livro do Umberto Eco. Eu vou ganhar o livro LINDO do Umberto Eco" - "História da feiúra", para aqueles que não lêem jornal ou livro ou... foda-se.

Tudo bem que eu queria MUITO matar o filho da puta que disse que se mudar É mole. E também todo mundo que anda me enchendo o saco porque eu não mudei ainda - geralmente é alguém sem filhos que não entende a necessidade de organização na vida de uma criança, sorry fugitivo. E também todo mundo que diz que a culpa é única e exclusivamente minha porque fui eu que inventei de pintar o latifúndio sem a menor necessidade ou desprendimento material suficiente para pagar um cabra profissional para fazer isso por mim.
Mudar não é nada mole.
Cada vez que eu piso naquela casa - na Minha Casa - eu descubro uma coisa nova para ajeitar ou percebo o quanto de tempo eu ainda vou precisar para deixar ela habitável ou penso que não vou terminar nunca tudo que eu preciso fazer.
Eu não posso - repito - NÃO POSSO tacar uma merda dum colchão no chão, ir pra lá e ir arrumando as coisas aos poucos. Claro está que nada vai estar terminado tão cedo, que eu vou passar pelo esquema mambembe de primeira casa reciclagem de móvel etc,etc,etc, mas eu tenho uma criança que precisa de um mínimo de organização espacial na vida para que não se transforme fatalmente numa grandecíssima psicopata.
Minha agonia inicial era não saber para onde eu ia; agora a coisa é saber para onde, mas não conseguir ir.
Tudo bem que eu estou deixando a casa toda colorida e feliz e bonita (e borrada porque a gente não é tão bom de pincel assim) do jeito que eu imaginei, mas tudo anda a passos muito mais lentos do que imaginava do que fossem andar, uma vez que o tempo é escasso, luxo e subdividido, muito subdividido... Tudo bem que eu ando planejando, compando e construindo coisas lindas que a maioria não pode; que eu tenho - de fato - coisas lindas e belas melhores até do que eu sonhei.
Mas, sabe lá você, a agonia que é adiar toda a semana aquilo que você mais quer e que está ali, logo ali, te esperando? Choro semanlamente de frustração, mas resolvi que, por esta, não poderia reclamar. Deveria mais agradecer. E agradeço.

E meus amigos, meus belos amigos? Puxa, vida, eu tenho os melhores! Ando até meio envergonhada ultimamente de mancadas passadas que eu dei com eles e que precisei de tempo para perceber. Ando com saudades de muitos deles, por mais que eu fale com eles ou os veja ocasionalmente.

Minha filha.
Cada dia mais linda, cada dia mais geniosa, cada dia mais "adolescente", mais menina, menos bebê. A Melhor Coisa Que Eu Já Fiz Na Minha Vida. Que todo dia me inventa uma história nova, que é tão amada por todos e me enche tanto de orgulho, sempre.

Namorado novo.
A maior supresa do meu ano todo.
A história mais clichê barato de filme.
O que eu menos esperava, no momento menos propício e desejado, mas que me pegou de um jeito que hoje é difícil separar - viver sem.
Um homem lindo. Lindo.

Todos os livros que eu pedi.
Ali. Debaixo da árvore, esperando que eu os leia, os descubra, saiba deles e passe noites e noites com eles, sobre eles.

Com tudo isso, existe algo para uma garota reclamar?
Não!

Foi o primeiro Natal em muitos anos em que eu cheguei - definitvamente - ao Natal, sem desejos homicidas ou aquele mau humor canino que me assalta todo mês de dezembro.
Mas eis que chega A Noite de Natal.

O dia tinha sido lindo.
Almoço com o namorado, as filhas de ambos, tudo no maior amor...
No fim da tarde, filha e mãe estavam num humor canino assassino homicida de natal - o que não ajuda que o meu não fique.
Após uma arrumação conturabada para a saída para a ceia, pegamos um taxi com um cara que fedia, mas fedia que era uma coisa incrível, e ainda ouvia no rádio uma missa "daquelas". Na Lagoa, o taxi quebrou. Uma coisa bastante propícia, em se levando em conta as duas mal humoradas, as oitenta sacolas de comida, presentes e afins e o poste que resolveu apagar também na mesma hora.
Na primeira garfada da ceia, minha mãe se engasgou com uma espinha e logo depois saiu para uma ronda pelos hospitais do Rio de Janeiro. Enquanto o Mundo ceiava e dava presentes e confraternizava, eu estava abraçada com um celular para saber aonde ela estava, como estava e se o problema havia sido resolvido. Foi. E a nossa ceia acabou acontecendo, mas o prólogo naõ foi bom.

Depois de cinco anos "sozinha" é difícil mesmo se adaptar à outra pessoa na vida. Um amigo me disse que nós estamos na fase da negociação de regras e limites. Concordo. Eu ando tentando real hard não cometer os mesmo erros do passado, mostrar que eu cresci, que eu aprendi, que eu posso e quero ser uma Mulher muito melhor - caramba! Como é difícil! Obviamente, acabo repetindo alguns vícios. Meus. Mas, no Natal, especificamente, o namorado também resolveu usar um bocado do saldo do cartão de vacilo.

Mesmo eu não querendo, não devendo, acabou sendo um Natal Infernal. Um Natal em que eu tive materialmente tudo o que eu quis, mas com flhas seríssimas emocionalmente falando. Foi impossível não detestar o Natal esse ano.
De novo.

E, mal passa o Natal, vem o Ano Novo. Mais uma semana atribulada, de estresses, de afazeres... Por mais que sejam "só duas datas", não são só duas datas. Eu não conheço um único ser humano que fique realmente alheio a elas; que não planeje ou participe ou se cobre ou se preocupe com o Natal - seja lá qual a desculpa; ou consiga passar a noite do dia 31 sem sequer olhar a Globo para saber como está a praia de Copacabana ou a costa da Tailândia. Não conheço.

E eu sou um ser humano.

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Eu sucumbo.
A datas.
A propagandas.
A horas de espera.
A telefonemas.
A cartas.
Sou praticamente uma pessoa imbecil; porque eu acredito nas pessoas e as levo a sério. Sempre.


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Nem tudo eu odiei.
"Across the universe" me fez voltar a ouvir Beatles.
Mesmo que eu nunca tenha sido Beatlemaníaca - e, sim, amiga deles - redescobri as letras, as músicas e tenho ouvido sem parar.

O livro do Eco foi uma paixão a primeira vista que eu ganhei com muita felicidade, mas que vou guardar para ler na casa nova. É um livro tão lindo que deve ser lido indoors, somente indoors.

E o desencanto, não?
Voltar a ler e escrever é tudo!
Tudo!

Pra mim.

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3 da manhã.
Eu cozinho uma sopa wicca de ano novo, ouço música, penso quando vou poder ir à praia jogar palmas para Iemanjá, escrevo, penso na hora do salão, derreto de calor...
Pena que me resta tão pouco tempo pro fim do ano...
E que no ano que vem, também ele não será tão vasto...

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Ainda assim...
Todo fim de ano eu gosto de ler esse poema.

Minha persona adolescente assina embaixo: "super tudo a ver".

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A passagem do ano

O último dia do ano
não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
e novas coxas e ventres te comunicarão o calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis,
farás viagens e tantas celebrações
de aniversário, formatura, promoção, glória, doce morte com sinfonia e coral,
que o tempo ficará repleto e não ouvirás o clamor,
os irreparáveis uivos
do lobo, na solidão.
O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher e seu pé,
um corpo e sua memória,
um olhar e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus...
Recebe com simplicidade este presente do acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras expreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo,
e de copo na mão
esperas amanhecer.
O recurso de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
o recurso da bola colorida,
o recurso de Kant e da poesia,
todos eles...e nenhum resolve.
Surge a manhã de um novo ano.
As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasta renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está entupida de vida.
A vida escorre da boca,
lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.

Carlos Drummond de Andrade

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Tchau 2007

sexta-feira, dezembro 21

Ser mãe não é a morte

No início vai parecer que sim.
Adeus, noites de baladas frenéticas! Adeus, fechar todos os botecos! Adeus, namoricos fugazes! Adeus, noites de fofoca com as amigas! Adeus! Adeus!
Você vai pensar que, por sorte, aproveitou bem a vida, namorou bastante e foi à quase todas as festas que queria, ou, que não aproveitou nada, namorou pouco e deveria ter saído mais.
E, por um tempo, realmente, seu filho vai exigir demais do seu tempo, sua conversa vai girar entre cocôs, babas e outras coisas nojentas, assustadoras e nada interessantes aos seus amigos sem filhos (ou com filhos já crescidos) de forma geral.
Fisicamente também. Não vai existir tempo de se depilar, pintar os cabelos ou as unhas, por mais vaidosa que você seja. Você vai regredir à condição de primata – com direito a macaquinho pendurado e tudo!
Mas o tempo vai passar.
De todas as coisas que a sua mãe te disse, omitiu ou enfeitou; essa talvez seja a verdade mais absoluta de todas: o tempo passa. E rápido.
Em pouco tempo, você vai poder voltar a ver filmes que não incluam personagens da Disney ou dinossauros roxos. Vai poder (tentar) confiar em uma terceira pessoa para cuidar do seu lindo rebento e tomar um chopp com os amigos, saber das fofocas sobre as pessoas que você não sabe mais nem quem são. Vai poder se meter a sair para dançar e descobrir que você não conhece mais ninguém “na noite”, nem as músicas que os seus djs preferidos (agora meio grisalhos – ou eles já eram assim?) tocam. Vai poder a ler não só os livros novos dos seus autores preferidos (que, a essa altura, já lançaram mais uns três livros inéditos, olha que maravilha!), como descobrir novos autores. Vai poder voltar a freqüentar o salão de beleza e descobrir que agora existe um novo tratamento para os seus cabelos a base de placenta de cabra alpina ou um esmalte à prova de acetona que são uma maravilha. Vai poder voltar a comprar roupas que estejam de fato na moda para você.
Também vai descobrir que aquele terror que você tinha de ser amiga das mães da pracinha é real. Você vai ser amiga das mães da pracinha; e, muitas vezes, vai levar o seu filho para passear porque quer encontrar a mãe da criança – não a criança. Vai descobrir que colégio é a melhor invenção do mundo, porque a sua criatividade nunca vai dar conta de tudo que eles podem e devem aprender e você vai poder respirar e ter uma vida adulta com adultos que falam “adultês” nesse meio tempo. Vai descobrir que trabalhar, produzir e estudar são coisas essenciais à sanidade humana e fazem muito, muito bem. Vai descobrir que vai preferir, em muitas sextas-feiras à noite, ficar em casa vendo o último dvd da Barbie com o seu filho que sair para a farra e acordar com uma ressaca sinistra que vai fazer você se arrepender de ter nascido. Vai descobrir que tudo que o seu filho faz é mesmo uma maravilha – até as pirraças – e que a companhia dele é melhor que a de muita gente que você conhece.
Vai descobrir que é possível, sim, coexistir como mulher e pessoa com o mito que você tem na sua cabeça sobre a maternidade – e ser uma boa mãe.
Duas coisas, para finalizar. Lembre-se sempre que a sua mãe e a sua avó e a sua bisavó, todas, passaram pela maternidade e sobreviveram, logo, você também vai. Depois, ser mãe não é a morte; é o início da sua nova vida. E ela é boa.

(Texto escrito para o meu projeto final de Projeto Editorial - Outubro/2007)
Negligente!
Negligente!
Sua mulherzinha negligente!
Deixando os livros de lado, seus textos de lado, só porque está de mudança, arrumou namorado e cria uma filha sozinha... Pfffffff!!!

sexta-feira, novembro 2

...E sabe aquela piada...

...Da mulher que fica falando: "Bege... Bege... Vou pintar o teto de bege..."?
Se eu contar que não é piada, que eu estou assim na "vida real", vocês vão acreditar?

...E, em pleno feriado de sol escaldante...

...Estou eu aqui sentadinha como uma boa nerd fazendo trabalho de faculdade.

(Sim, tanto rezei, tanto pedi, o ebó foi tão forte, que o Rio de Janeiro está com pinta de Saara. O ar está abafado, quente e você tem que andar na rua se submetendo aos odores alheios, como se não já bastassem os seus para lembrar o quanto você é humana e nada fina.)

Projetos com tema livre - o temido e inefável tema livre - acabam saindo com a personalidade e conforme o gosto de quem os faz. Assim sendo, estou cá eu trabalhando no meu projetinho fictício sobre uma mostra de filmes de horror, fazendo as minhas pesquisas para a minha grade fictícia de atrações, quando descubro que o Rio de Janeioro vai ter um festival desses ano que vem!!!
Não é supimpa?
Descobri que Porto Alegre já tem um desses há 3 anos!!!
Não é supimpa?

No fundo, no fundo, fiquei é morta de inveja de alguém já ter tido essa idéia antes e deu não ter ficado sabendo antes... Hehehehehe

De qualquer jeito, já tenho um programa imperdível para o ano que vem! :D

Ufa!

Eu (e quem lê) já devia ter me acostumado.
Eu esperneio, chilico, choro, desespero, mas no fim dá tudo certo.
A festa foi ótima!
Linda, feliz, cheia de gente querida!
Minha filha estava o que há de felicidade, logo, eu também fiquei.

Outros perrengues estão em vista de serem resolvidos.
Vou poder descansar!

sábado, outubro 27

Sinto que vou surtar

Então, mil coisas.
Por conta das mil coisas, mesmo com a volta do monstro, andou me dando uma certa preguiça (fora a falta de tempo) de escrever.
Mas eis que chega uma sexta-feira caótica, onde ninguém está em casa de bobeira na internet lutando com o sono como eu estou para conversar comigo sobre os "motivos do surto corrente".
Mas eis que chega o aniversário de Madame, que completa 3 e não já não é nem mais tão Madame, nem mais tão bebê.
O Grande Evento Do Ano.
A saga escrita não chegou ao seu fim; mas a roupa dela - uma fantasia de Cinderela mega luxuosa - veio "importada" de Belo Horizonte, a lista de convidados estourou de longe a quantidade que eu contratei com o Buffet, meus últimos dias estão sendo tomados por acertos finais. Amanhã - que é O dia do aniversário dela de verdade - eu tenho que levantar de madrugada para me programar para ir até o lugar da festa (providencialmente alugado por uma amiga da minha mãe) para receber as mesas alugadas e procurar uma roupa pra mim.
Eu tenho mania de roupa nova pra evento.
Nesse caso, então, é importantíssimo que eu vista algo pelo menos decente, já que ao contrário de emagrecer, engordei, e que sou a mãe da noiva... ops, aniversariante.
Estou fudidamente estressada com "se vai caber todo mundo" e, para coroar meu sofrimento, resolveu chover torrencialmente. O Rebouças "quebrou", o trânsito da cidade está caótico, e o play é mais aberto que fechado, o que significa que a organização espacial da coisa também vai ficar caótica se chover no domingo.
É muita expectativa em cima de uma festa!
Como se não bastasse isso, o curso que eu estava esperando começar a mais de dois meses, inventou de começar justo amanhã depois de um atraso de 3 semanas. Justo amanhã que eu tenho que ver roupas (ainda tem a que eu preciso comprar prum casamento na semana que vem onde a Licas vai ser dama de honra), mesa, unhas, TIM Festival... Onde que eu vou conseguir encaixar aula amanhã? Porque, de todos os dias do mundo, tinha que começar essa porra amanhã?
Estou verdadeiramente chateada porque é muito tempo de espera também pelo curso que eu quero muito fazer e já vou começar não indo.
Como se não bastasse isso, aos 45 minutos do segundo tempo, eu não sei de novo para aonde eu vou. Estava 80% certo do meu destina na vida ser decidido na próxima semana, aí pintou outra parada pra vir balançar o meu coreto, estragar a cor das minhas paredes e me deixar...Tensa!
É muita coisa, não é?
Não é?
...Mas que eu tô doidinha da vida, isso lá eu estou...

segunda-feira, outubro 22

...É que eu não sou fã de ficar escrevendo da minha vida aqui na faculdade, sabe...?
Daqui a pouco o Lance volta e eu volto com ele.
Por enquanto, só atualização de lista mesmo.

Além do mais, a vida anda tããããããooooooo agitada!

segunda-feira, outubro 8

Peraí que o pc quebrou de novo.
Não tomou seu Ginko Biloba, queimou a memória.

segunda-feira, outubro 1

Às vezes, basta pouco para ser feliz...!

Pronto!
Deslize corrigido. :)
Mesmo assim eu tenho que explicar que o Stalone é coisa da minha mãe, que nas últimas semanas eu não tive nem tempo, nem disposição física para ver filme nenhum. Eu ia ver "Stardust" no Festival, mas descobri que só ia passar legendado, então, legendado não rola, né? Não fui.
Mas, este final de semana que já deveria ter terminado, fui salva de cara pelo filme do meu amigo, Sr. Douglas Duarte. Tô. Morta de orgulho. Primeira vez que eu fui ao cinema ver um filme de um amigo meu. Olhei todas as resenhas, comentei. Trabalho de gente grande.
Eu acompanhei a saga de filmagem, passei anos longe dele por conta, não fui uma das pessoas mais crédulas a respeito do filme e fiquei muito feliz de ter sido surpreendida.
Culturalmente é basicamente isso.
Meus livros vão andando em velocidade carroça. Ando preguiçosa até de ler.
Peça, eu fui numa infantil hoje com a filhota - ainda não considerei se ponho na lista ou não.
Agora vem a época de provas - mil trabalhos para finalizar e entregar - e eu estou com preguiça.
Começam as festinhas dos coleguinhas também.
Ontem foram duas. Uma seguida da outra. Uma verdadeira maratona que, às 7 da noite, já me fazia imaginar se sete horas de festa infantil não seria uma espécie de castigo divino pelos meus pecados. Eu fiquei massacrada. Madame ainda está numa fase em que a gente não pode tirar o olho, então eu não relaxo, eu não sento, eu só sigo de prontidão.
Ela "pintou os caneco" como diz a professora. Nunca vi tanta disposição na vida!
Foi um final de semana bem aproveitado, ainda que faltoso com alguns amigos.
Mas esse era dela. Só dela.
O outro também o será.
Feliz, redimida e com preguiça.
Que mais que eu preciso na vida...?
(Não respondam, please...)

quarta-feira, setembro 19

Uma semana também que eu prometi me redimir pelo Rocky.
Não deu.
Mas, se os cabeçudos de plantão deixarem, domingo eu marco um gol de placa, bonito, lindo e no cinema!
(E olha que preu baixar num cinema perto da sua, ou da minha casa, o filme tem que ser uma coisa realmente imperdível.)
...E faz uma semana que eu só penso em sábado...
Pra quê mudar?
Vidas desinteressantes têm disso.

quarta-feira, setembro 12

E como pode ser apenas quarta-feira e a pessoa já estar só pensando no sábado?
Que vergonha, Renata!
Porra, o último filme que eu vi foi "Rocky Balboa"?
Fala sério...
Preciso dar um jeito nisso urgente.

Hehe

Aliás, eu continuo achando que não ando lá muito bem da cabeça.
(Relaxem, a terapeuta volta amanhã.)
Hoje eu tive a nítida impressão de que outra pessoa também encolheu.
Uma pessoa que eu nem olho, mas que, de vez em quando, dou uma espiada para lembrar como é, sabe como é?
Pois então, hoje eu achei que essa pessoa também encolheu.
Freud há de me explicar.
(Ou qualquer outro deles, isso realmente não é importante.)

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Me disseram que nada aconteceu no Mundo.

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Mas eu bem fiquei sabendo que o Gabeira socou alguém!
Isso pra mim já é alguma coisa...

Tchau!

Deus seja louvado!
Meu maior medo, no meio dessa minha confusão toda de livros disso, daquilo e aquilo outro, era que eu tivesse perdido a mão; entrado numa entressafra literária.
Como todo mundo sabe, eu não posso ter entressafras.
Não existe tempo suficiente para ler tudo que eu preciso ler, ainda mais com as pessoas escrevendo tão freneticamente quanto eu leio ou desejo ler.
Posso ter entressafra de trabalho - corrente no momento visto a preguiça que me assalta e o esforço quase sobrehumano que tenho feito para executá-los; posso ter entressafras emocionais - como a que também me assalta no momento em que não existe nada de masculino ocupando o lugar que sempre ocupa o nada masculino da minha vida; entressafras de esbórnia - resolvi; entressafras cerebrais de um modo geral - o intelecto anda fraco e se dobrando a pensamentos verdadeiramente imperfeitos sobre mim mesma; entressafras corporais - não ando fã do meu invólucro material; enfim, todas são permitidas; menos as literárias. Não agora.
Mas, depois de devorar um pequeno volume e entrar de sola em um grande volume, num total de mais de cento e cinquenta páginas lidas em menos de 24 horas, é com enorme alegria que agradeço e aceno de volta ao medo grande que me deixou.

terça-feira, setembro 11

...Menino, e não é que hoje é 11 de setembro...?
Eu nem li nada do que anda acontecendo no Mundo.
Tem alguma coisa acontecendo no Mundo...?

Síndrome de Estocolmo Literária

A vida útil do meu affair com Coraline acabou não perdurando nem até às seis da tarde. Assim que pude, me sentei e devorei o fim da sua história. Fantástica história.
Sou fã, muito fã de histórias de fadas nem tão fadas assim, pouco ortodoxos e mais sombrios. Poderia citar aqui uma meia dúzia de novos e bons contos assim, mas não é esta a intenção no início e quando desta pequena ressalva.
A vida útil do nosso affair durou pouco mais de horas, se formos pôr no papel o tempo que eu gastei para ler e me apaixonar por sua história.
Como meu afã da vez gira em torno destes contos, lá fui eu pesquisar mais um que muito me interessa.
Para minha agonia (ah!), meus escritores de cabeceira adoram escrever muitas e boas histórias, mas também adoram criar personagens magníficos e as sagas deles. Sim, sagas.
A primeira que eu acompanhei não foi realmente uma saga, foi uma novela; e aproposta era de que fosse uma novela e que causasse o que causou não só em mim como em leitores ao longo do mundo todo. Era a famosa e já cinematografada "The Green Mile". Na época, o famoso, o bom e velho escritor, Stephen King, se propôs a lançar um capítulo da novela a cada mês. Foram seis volumes, disputados a tapa no dia em que chegavam às livrarias e lidos com fome neste mesmo dia, deixando-nos todos de-ses-pe-ra-dos a esperar o que viria pelo próximo mês. Hoje, todo mundo já sabe a história e ele já é vendido num único volume. Quem não participou, dançou.
Porém, Mr.King ainda conseguiu me raptar e manter em outra história completamente diferente - não que ele não consiga me raptar e manter de um modo geral, porque sempre que eu acho que já li a maioria das coisas que ele escreveu, ele escreve mais alguma coisa ou reedita outra. E foi assim que, ano passado, sem querer, dei de cara com "A Torre Negra".
No prólogo ele conta que havia começado a escrever a história nos anos de 1970 (data exata eu não lembro nem vou pesquisar porque isto não é um artigo). Esta história, a história do Pistoleiro, já foi concebida e imaginada de forma que coubesse em sete livros (imagino que ele também tenha querido ser Proust em algum nível, bem lá no fundo), mas, que com as coisas da vida, tinha acabado só dando fim a dois volumes. Estes dois volumes, porém, tinham arrebatado seu quinhão de fãs e curiosos sobre o fim e a saga do pistoleiro Roland em busca da sua Torre Negra; e, ao longo dos anos, ele havia recebido uma centena de cartas que lhe imploravam pelo amor de Deus que terminasse de escrever a história ou contasse o final dela antes que as pessoas morressem, por exemplo.
Graças àquele sujeito sem alma que o atropelou tal e qual a enfermeira de "Misery" alguns anos atrás, o homem se viu à beira da morte e resolveu que deveria terminar a história. Satisfação de karma dele e pessoal minha que não fiquei refém tanto assim. Quando eu descobri toda esta história e comprei o primeiro volume dela, restavam apenas dois a serem lançados. A esta altura todos já se encontram confortável e apelativamente piscando para mim nas prateleiras das livrarias de todos os lugares que eu conheço. É com alegria que resolvi, então, às custas de russo ou sem russo na jogada, me encontrar com o Roland e seus amigos de novo e marcar aqui no meu "score" pessoal que já consegui chegar ao quinto calhamaço de novas aventuras.
(Neste caso, em específico, é bem por aí, cada novo volume é maior que o anterior, uma coisa deliciosa e impressionanate!)
Mais dois e o final desta saga, desta longa história de fadas sem fadas, será conhecido e terminado.
Mas eu comecei com essa coisa de sagas e histórias de fadas sem fadas porque, quando estava chegando ao fim de "Coraline", resolvi descobrir a quantas andava outra saga com a qual ando envolvida: oa livros de Abarat.
"Abarat" é um livro genial, lindo de viver. Este, foi escrito pelo Clive Barker, que eu já falei mais cedo.
(Como fica óbvio, eu tenho predileção por estes três sujeitos, que, de maneiras completamente diferentes são tidos como "Mestres do Horror", mas isso já é uma longa discussão para uma mesa de bar, por exemplo, e com uma denominação a qual eu já não sei muito bem se concordo muito.)
Dos três, eu diria que ele é o mais sombrio e violento de todos, de forma que fico muito espantada quando ele escreve algo que denuncie que tem coração e é algo parecido com um ser humano; mesmo assim, ou até por isso mesmo, sou uma leitora ávida das coisas que escreve desde que descobri seus "Livros de Sangue". Assim, descobri que havia um livro infanto-juvenil escrito por ele, o em questão "Abarat".
Abarat é uma terra, não importa, não importa, vá ler o livro; que também foi concebido para ser uma série de livros. Os cinco livros. Só que, mais uma vez, eu não sabia disso!!! Também está explicado no prólogo!!! A diferença está justamente no fato que o homem ainda está escrevendo os livros, que não existe - como não existia para os leitores do Sr. King à época do concebimento d"A Torre Negra" - nenhuma garantia de que ele os irá terminar enquanto eu viver. Ou enquanto ele viver! Imagina se o homem é atropelado por um trem e não termina? Pense na agonia de não ter a certeza de que você poderá saber tudo o que quer saber sobre este mundo encantado e assustador na hora em que bem entender...
Pois, cinco anos depois do primeiro livro, descobri que ele finalmente achou em sua agenda e sua mente ocupada espaço suficiente para lançar lá fora o segundo volume da história. Por um lado eu ganhei o alento de saber que ele não só não deixou de lado a história mágica que inventou, como ainda vendeu os direitos dela para a Disney, que, se Deus quiser, vai exercer lá alguma pressão para que ele termine logo com meu desamparo para poder lançar os filmes - o que implica na tradução e distribuição dos volumes restantes; mas, por outro lado, se o segundo só saiu cinco anos depois, a estatística atual é de que eu só vá terminar de ler os livros de Abarat por volta de 2027, se levarmos em conta os cinco anos de escrita individual mais a tradução e distribuição dos mesmos, o que quer dizer que eu terei que esperar pelo menos mais vinte anos, estando assim, com 50 e poucos anos. Belo prognóstico, não?
Se, por um lado (estou cheia de lados hoje), escapei da espera pela Torre; por outro, caí na espera pela história das restantes ilhas de Abarat. Se, por um, sofrerei com a espera, e talvez morra com histórias não terminadas; por outro, terei a esperança de poder ler as coisas que amo ler por, pelo menos, mais uns trinta anos.
Ser refém de escritores é uma coisa mesmo cheia de lados.
De qualquer forma, que bom que eu sou uma.
E viva a "Síndrome de Estocolmo"!

Do Corpo e Da Paixão

Do Corpo

Hoje eu encolhi.
Tive a clara percepção do momento em que isso aconteceu.
Estava eu, encerrando o primeiro terço do meu dia; aquele terço onde eu acordo, engulo com urgência meus dois penicos de café necessários para que meu sistema comece a funcionar em alguma potência da sua capacidade, fumo meus primeiros cigarros (hábito nojento, eu sei) enquanto os engulo, preparo a mamadeira da criança, acordo a criança com muitos beijos e cantorias, entro no cyber espaço para saber se existem mensagens relevantes à minha vida, aproveito para solucionar o(s) primeiro(s) quebra-cabeças do dia e pôr a mente para funcionar, atendo (ultimamente) os primeiros telefonemas dos chatos dos corretores, sorvo alguma coisa sólida (apesar de estar convencida que não deveria sorver nada sólido pelos próximos cinco anos), providencio coisas sólidas à minha bebê, procuro minha roupa, procuro roupa para a criança, arrumo ambas as mochilas querendo pensar que não esqueci de nada do que nos será necessário ao longo do outro terço do dia, arrumo, calço e penteio a mim e a ela, saio para ver mais um apartamento que não vai servir (dessa vez, com uma corretora que me despertou um certo urgh, pois me deixou esperando, com uma criança que estava, coitada, enfrentando uma certa luta intestinal, por longos vinte minutos na entrada do prédio), pego um longo caminho e um ônibus com duas mochilas e a criança nos braços porque já fazem pelo menos três dias que ela se recusa a fazer cocô e está começando a ficar incomodada com o fato, que não me incomoda porque tenho esperança de que essa agonia chegue ao fim durante o dia de aula dela, atravesso a mesma rua e vejo os mesmo porteiros que vejo e atravesso durante os dias chamados úteis da semana e viro a mesma esquina que viro todos os dias assim chamados úteis da semana; nesse momento, nesse exato momento da virada da esquina, foi quando eu senti.
Virei e diminuí.
De repente, o mundo ficou mais alto e eu mais baixa, as flores da janela da casa da esquina me olharam lá de cima e eu me senti como uma criança que leva no colo a irmã mais nova só de onda, tamanha a pequenez que senti naquele momento.
Diminuir e encolher são fatos fisiológicos decorrentes da vida e recorrentes com a idade, o que me impressionou foi que acontecessem com tão cedo e de forma tão anunciada e sentida.

Meu corpo anda me espantando.

Por um lado, estou deveras deprimida porque é muito cruel perceber que quando você pariu, estava mais magra do que está agora, quase três anos depois; quando o dito normal era que acontecesse ao contrário; quando você até que anda se esforçando para que aconteça ao contrário. Nada a fazer a respeito, além de se dedicar plenamente a folhas alpistes e exercícios físicos que você abomina numa totalidade, já que chorar porque realmente as roupas que você tem se recusam a ficarem boas não vai fazer com que você desidrate e perca todos os quilos extras que as ansiedades e angústias da sua vida insistem em te trazer de volta.

Por outro lado, é muito normal que as pessoas olhem para mim e digam que pareço mais nova do que realmente sou; eu, muitas vezes, me sinto mais nova do que realmente sou. Isso é bom e é um fato a se orgulhar na condição de moça que me cabe. A juventude não bate em diversas ocasiões com tudo o que eu penso hoje em dia e aprendi ao longo dos anos, muito menos com a minha disposição física de vida, que muitas vezes só pode vir a ser superada por senhorinhas de 80 anos; mas bate imensamente com muito do jeito que ainda vivo a minha vida e com toda a fragilidade que escondo das pessoas que eu tenho.

E então, eu encolho.

Dizem por aí que o corpo manda sinais às pessoas sobre o que está errado na vida delas. Acredito que o meu esteja mandando vários sinais – aliás, eu acredito em sinais de forma geral, assim como fantasmas, duendes e afins – sinais bem claros e perceptíveis, no que eu acho uma droga que a minha terapeuta esteja de férias porque eu realmente precisava de uma mãozinha extra, além dessa minha cabeça que pensa, pensa, pensa, para poder atender a eles.

De qualquer forma, foi apenas uma coisa muito, muito curiosa.

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Da Paixão

E, seguindo a lógica de que, enquanto houver o russo haverá outros livros, acabei me apaixonando de novo.
Dentro desta lógica, escolho livros finos, que possam ser mais confortavelmente carregados e rapidamente lidos, já que o russo está com um fim eminente.
Bom, nem tanto fim, nem tanto eminente, mas uma hora eu hei de acabar com ele. A história é boa, mas é que a hora em que eu me deito para ler o russo, e o russo só é lido na cama (“eu dormi com Dostoievski”), eu já estou no final das minhas baterias e acabo dormindo numa velocidade incrível, muitas vezes Rodion só consegue pensar as coisas que pensa por uma ou duas páginas; por isso o cabo desta leitura está tão demorado.
(Perceberam agora como eu me desculpo comigo mesma com uma habilidade incrível?)
Nisso, o volume escolhido desta vez foi “Coraline”, um livro que o Neil Gaiman (Amém!), escreveu para adolescentes, ou, pelo menos é assim que ele é rotulado. A mim não interessa muito, gosto de ler histórias e experiências de outro tipo que meus autores favoritos fazem a gentileza de escrever e deixar no mundo; não deixa de ser lá uma boa desculpa para dizer que eu pesquiso histórias para vir a contar a minha filha. E, realmente, de todos os livros que eu li dele, só não me apaixonei por um. Todos são muito bem escritos e lúdicos e bonitos dentro do universo sombrio deles. Pronto. Peguei, me apaixonei, de ontem para hoje já li metade do livro que deveria durar pelo menos meia semana e duvido muito que vá ter com o russo hoje à noite. Preciso saber o que vai acontecer a ela, como vai terminar esta história. Neste momento de loucura e paixão, já chego até a pensar em nomear outra filha, se um dia a tiver, o que não está em questão em absoluto neste exato momento, de Coraline, na esperança que ela herde um pouco da Coraline dele.
Que eu ia gostar era quase certo, era o esperado, mas, realmente não tinha me ocorrido que iria me apaixonar de novo por mais um livro dele. É curioso que não ocorra o quanto você ama as coisas que você ama. No caso dele, meu amor evolui para uma quase antropofagia. Se eu pudesse, comeria o Neil Gaiman para saber como ele pensa, imagina e escreve as coisas que ele pensa, imagina e escreve. Ele e o Clive Barker.
Pena que esta paixão desta vez seja tão fugaz. Amanhã Coraline estará liberta (será?) e outro livro começará. Pena que, desta vez, tenha sido um caso de apensas duas noites.

domingo, setembro 9

Pedaço da vida

Foi um feriado libertador.

Consegui alcançar meu intento de descansar de fato.
Passei horas e mais horas e mais horas na minha cama, no meu quarto, com meus travesseiros e meus livros.
Consegui terminar um livro.
Eu já contei que, finalmente, estripei o segundo volume do russo? Já, né? Radicais livres... O fato é que, como a edição é quase pré-histórica, despencando e arrematada com vários pedaços de fita durex tamanho jumbo, não dá para ficar carregando de um lado pro outro como me é de costume; também me é humanamente impossível viver do lado de fora de casa sem carregar um volume com letras e palavras; assim sendo, tive que dividir a função da leitura mais uma vez. Um livro para o mundo, um livro para o travesseiro.
Nada demais nisso, mas a leitura fica mais lenta, e eu fico muito agoniada (eu preciso de ua agonia, uma angústia na vida, né?) de ficar lendo um mesmo livro por mais que uma semana. E, apesar de pequeno, ler o livro do Padilla não foi uma tarefa das mais fáceis para esta que vos escreve. Eu comprei o livro única e exclusivamente porque assisti a palestra dele na FLIP e fiquei meio apaixonadinha - a lista aí do lado não me deixa mentir, já li várias paixões de FLIP desde então - fui lá e comprei o livro no escuro. A trama é ótima e sem ela eu não teria conseguido levar essa leitura a cabo, visto que ela é ambientada num cenário de xadrez (que eu não saco pn de pn nem tenho interesse em vir a sacar, obrigada) e guerra (que eu bem deveria, mas confesso que não tem apelo nenhum pra mim ler sobre). Foi bom me apaixonar no escuro e ler algo que geralmente, se soubesse do assunto, não leria; mas a pilha de livros novos que me espera e pisca e rebola do lado da minha cama ou do computador já estava ficando apelativa demais aos meus olhos.
A bem da verdade, eu quero mesmo é acabar a história do russo e poder ler um livro só, me apaixonar por um livro só. Enquanto isso, lá vou eu pegar muito feliz e contente mais um livro fino, mas que deve ser divinamente bem escrito.

E eu preciso me apaixonar mesmo.
Pelos meus trabalhos, que andam meio parados.
Por uma casa. A nova. A minha. A sonhada. A esperada. E tão imensamente difícil de encontrar!
Por alguém.
Por mim, sempre. Porque acho sempre que sou menos do que dizem por aí que sou. Sempre.
Por outra pessoa.
Eu ainda estava presa a uma história e as coisas que aconteceram nela. Precisava dizer coisas dela, ouvir coisas dela, de mim, botar ela pra fora e encerrar esse capítulo de vez para poder tentar de novo de verdade. Precisava ouvir o que ouvi, dizer o que disse. Agora a sensação é de alívio, como se eu fosse uma escrava liberta, mas também de tristeza. Tristeza porque estes reencontros são sempre complicados, porque foi bom e porque eu preciso me sentir especial de novo do jeito que me sentia com ele.

Eu descansei.
Me libertei.
E estava aqui, pronta, cheia de saudades e de amor pra dar a quem mais importa nesse momento. Fico podre de felicidade com o amor da minha filha, com os meus amigos, tão queridos, por perto.

É foda, é duro, cansa, dá vontade de voltar pra barriga toda hora, mas também é bom pra caralho, sabe...?